The Darkness Of The World

2 Capítulo 1 : Um Caminho Arriscado


Aquilo irritava-me. A Anna enganou-me para eu encontrar o centro militar e ficar com os louros. Aquela estúpida… Mas mesmo assim, consegui encontrar o atalho, que já era bom.

Aquele esgoto cheirava tão mal que preferia cheirar estrume de cavalo e quanto mais andava, mais me sentia maldisposto.

Passado horas a andar, percebi que estava a andar às voltas e o atalho para o dormitório estava mesmo ali. Eu senti-me parvo naquela altura por não ter descoberto logo o local. Primeiro decidiu conferir se alguém estava na divisão, para assegurar a minha segurança. Apenas estava lá um militar e deu-me uma grande ideia: matá-lo e vestir as suas roupas e claro, esconder o corpo no esgoto. E foi assim que fiz. Destrui a tampa do esgoto e como ele me tinha ouvido, agarrei nele e fechei-lhe a boca, queimando-lhe o rosto. Quando estava realmente morto, tranquei a porta do quarto e vesti as suas roupas, atirando o cadáver todo despido para o esgoto. De seguida, destranquei a porta e saí do quarto e tentei refletir o que fiz.

Parecia que ninguém estava a reparar, aquele homem tinha uma AK-47 e uma navalha. Pelo menos era melhor que nada, pois usar os meus poderes de fogo iria desvendar o meu segredo.

O alarme foi tocado e isso queria significar que aquele local estava em perigo. Para disfarçar, este foi seguindo um dos militares até ao local. Quando eu cheguei, estava lá o chefe militar, Harry Collins. Naquele tempo, eu não sabia o seu nome, mas em breve iria saber. Também lá estavam todos os militares daquele local e os da mesma agência que a Anna.

-Militares e agentes da Taterik, os Ukitters usaram o Kyle Watson como arma para destruir Chicago! Se encontrarem novamente aquele rapaz, matem-no, pois de certeza que ainda está controlado! – Disse Harry.

Toda a gente concordou e eu comecei a entender que os militares nem os Taterik sabem que eu já tinha recuperado desde aquele acontecimento horrível. Ainda hoje não sei como é que eles não repararam que a Anna estava comigo, talvez não viram bem. Eu pensei que se eu vir aquela parva novamente, eu iria frita-la tanto que a cara dela ficava toda dizimada.

Mas decidi não me zangar mais, pois as pessoas estavam já a olhar para mim. Quando o ‘’Chefe’’ acabou o seu estúpido discurso, eu voltei para o dormitório, pois já era de noite. Eu fiquei na cama daquele homem que eu tinha matado, pois era a única cama livre ou outros estavam reservados para outras pessoas. Depois de um dia negro, resolvi dormi. Não demorei muito a adormecer, porque estava muito cansado.

No dia seguinte, eram sete e meia, mais ou menos. Pelos vistos, quase toda a gente estava a dormir, nem sei porquê, talvez por ser um dia de folga.

Fui encontrar a cozinha e preparei um pequeno-almoço rápido. Preparei Bacon com ovos estrelados e estava delicioso. Há muito tempo que não comia uma coisa tão boa assim. Foi então que vi a Anna, tentei disfarçar o possível para ela não saber.

-Olá. Espera aí, parece que te conheço. – Desconfiou Anna.

-Quem? Eu? Não, deves estar enganada, pois eu não te conheço. – Disse eu, fazendo uma voz um pouco mais grossa.

A Anna desistiu e ainda bem. Depois de falar com ela, dirigi-me à Cantina, para observar a comida que as cozinheiras e os cozinheiros faziam e eu nem podia acreditar. Eles estavam a cozinhar uma pessoa e eu fiquei traumatizado por ver aquilo. Eu não podia ficar muito mais tempo naquele local, por isso disse:

-Canibais de merda! Porque estão a cozinhar um homem, é para comerem um coração assado, é? Não sabem quem eu sou e eu digo-vos já… Eu sou o Kyle, Kyle Watson, o ‘’demónio’’ que vocês estão à procura, e eu digo-vos que nunca me irão apanhar, pois eu vou fugir!

-Guardas, venham! Encontrámos o monstro e ele está aqui no refeitório! – Disse um cozinheiro estúpido a avisar os guardas.

Os militares da cantina foram em direção da cantina com armas nas mãos para porem fim à minha vida, mas claro eu tinha de agir. Agarrei na minha Ak-47 e comecei a matar todos os cozinheiros e cozinheiras de lá e de seguida vou pela saída de emergência, que por sorte estava na cozinha.

Ninguém reparou que eu estava ali, mas infelizmente alguns militares estavam a vigiar o local numas torres. Por isso decidi queimar um pouco do chão, para eles irem para ali enquanto eu fugia e resultou mesmo… Os Guardas iam em direção das chamas enquanto eu fugia para os dormitórios. Quando lá cheguei, reparei que um da organização Taterik estava no dormitório, então agarrei na minha navalha, caminhei muito devagar para o mesmo não perceber e cortei a sua garganta.

De seguida abro a tampa do esgoto e entro no mesmo, para tentar-me lembrar no caminho para sair daquela espelunca.

Não demorei muito a descobrir o caminho de volta, pois eu estive a correr pelos canos com grande velocidade. Depois saí do esgoto, indo para lado nenhum.

Afinal, infiltrar-me não foi lá uma boa ideia, pois o Harry deve ter usado aquele acontecimento como um exemplo para os militares e os Taterik ficarem mais contra mim.

A minha vida estava toda a mudar… Naquele tempo, eu pensava que aqueles poderes eram uma merda. Comecei a imaginar como seria a minha vida se não ganhasse os poderes. Enfim, o que queria mais era que tudo voltasse ao normal.

Foi então que vi uns movimentos num supermercado. Eu naquele momento pensava que seria uma pessoa escondida naquele local, mas decidi investigar para ver se era mesmo uma pessoa desconhecida ou se era um dos Ukitters. Quando lá cheguei, apontei para a cabeça da pessoa e percebi que era um amigo meu, chamado Harriet Christopher, que há uns 5 anos ele tinha emigrado para Inglaterra, em Londres, que parecia que afinal tinha voltado.

-Espera lá, eu conheço-te? – Disse Harriet. – Ah! Kyle! Há quanto tempo meu?!

-Há muito tempo, Harriet. – Disse eu.

O Christopher parecia estar impressionado por as minhas mãos estarem cobertas de fogo e não me queimar.

-Ei! Porque é que as tuas mãos estão cobertas de fogo? Não me digas que ganhaste poderes?! – Perguntou o Harriet.

-Sim… Ganhei poderes através de um ADN, mas é uma longa história… — Disse Eu.

-Entendo… Ajuda-me lá com a comida, vamos para o meu abrigo. Mas tem cuidado com os inimigos. – Avisou o Harriet, que claro que já sabia que os Ukitters eram perigosos.

Não disse mais nada, pois não valia a pena. Ajudei-o a carregar a comida para o abrigo onde ele iria-me levar.

Durante o caminho, acidentalmente as minha mãos começaram a ficar em fogo, que começou a queimar o saco. Fui o mais rápido possível a tirar os alimentos e a apagar o fogo no saco com o pé. Quando finalmente apagou-se, reparei que o saco estava queimado, mas não fazia mal, pois eu achava que não iria estragar os alimentos e naquele momento, não estávamos a preocupar-nos muito, porque era melhor do que nada.

De repente, quando nós estávamos quase a chegar ao abrigo, eu avistei uma quantidade de Ukitters a ‘’passear’’ e tentei arranjar um local para esconder-me, junto com o Harriet. Foi então que pensei melhor e escondi-me com o meu melhor amigo atrás de um muro perto de uma casa.

-Vem, Kyle… -Sussurrou o Christopher.

Eu decidi segui-lo abaixado para não ser reconhecido, mas o Harriet… Ele não se importava e decidiu andar normalmente sobre as ruas, com uma Desert Eagle na sua mão direita. Eu, sempre alerta, olhava para todos os cantos para não ser descoberto.

Quando chegámos ao abrigo, eu observei uma grande quinta que parecia ser segura, aliás, muito segura. Tinha cercas, tinha um celeiro grande, duas grandes casas e muito espaço. Eu naquele momento, não queria acreditar no que se estava a passar. O Christopher abriu o portão e fechou-o, para não entrar ninguém. Nós caminhámos até chegarmos a uma das casas e nenhum de nós abriu mais a boca, só ouvia-se os pássaros a cantarem.

Eu, Kyle Watson, abri a porta daquela casa e vi uma pessoa que nunca mais tinha visto: Amy Taylor. Bem, devem estar a perguntar quem é ela mas digo--vos já. Ela era a minha namorado, que tinha fugido de Chicago com alguns problemas financeiros e foi para Washigton, para procurar trabalho e eu fiquei na minha cidade natal: Chicago. Naquele momento, até caiu-me o queixo, pois não podia acreditar que ela estava muito bonita, apesar do ‘’fim do mundo’’. Ela é loira, com olhos castanhos e muito sexy.

-Kyle? – Disse a Amy.

-Sim, sou eu. – Disse eu.

Quando ouviu as minhas palavras, ela abraçou-me e beijou-me na boca, apesar da minha má aparência. Os seus lábios estavam molhados como sempre, já tinha muitas saudades.

-O que aconteceu com o teu olho? Parece estar em mau estado… -Disse a Amy.

-Bem… Foram aqueles monstros estúpidos que cortaram-me o olho com uma espada, admito que dói muito, mas se não doesse, estaria morto… mas o que interessa agora é que encontrei-te viva – Dizia eu, a sorrir. – Tenho de contar-te uma coisa… Eu recebi poderes através de um ADN. Não foi a minha culpa, pois os inimigos prenderam-me e injetaram-me o poder de fazer fogo.

Para demonstrar, eu elevei a minha mão e a mesma começou a fazer faíscas, tornando as mesmas em fogo vivo. A Amy parecia estar impressionada, admito, mas acho que mesmo assim, ela não importava-se pois eu sabia que ela amava-me. A Amy começou a dizer para eu segui-la, por isso não hesitei em ir. O Harriet ficou ali, para não incomodar.

Ela levou-me até a um quarto que estava escuro começou a tirar a pala no meu olho e começou-me a beijar. De seguida começou a despir a minha blusa e eu a blusa dela até que tirou o seu soutien.

***

Depois de uma hora, ela estava a dormir e eu acordado. Via-se o sol a entrar pelos estores, parecia que ia estar um sol de rachar. Admito também que há muito tempo que não divertia-me. Eu comecei a vestir-me e olhei para a Amy, sorrindo. Quando acabei de me vestir, tentei ser muito cuidadoso para não acordá-la e saí do quarto. Fui ter com o Christopher que estava a treinar a manipulação da sua arma num espaço cheio de relvado a acertar as balas numa torre de latas vazias de sumo. Apetecia-me naquele momento treinar a mira, por isso perguntei:

-Hey, Harriet. Posso treinar contigo?

-Claro, bro. – Disse-me ele.

Peguei na minha AK-47 que estava nas minhas costas e comecei a disparar contra as latas. Claro que ao quarto tiro, finalmente deixei cair todas as latas.

-Bons disparos! Mas isso foi só sorte de principiante… -Disse o Christopher, rindo-se.

-Harriet, eu já usei uma arma, ok? Por isso não é sorte de principiante… -Informava eu.

-Veremos… -Disse Harriet.

Por quase 4 horas estivemos a treinar a mira. Eu com a AK-47 e ele com a Desert Eagle. Claro que essas horas duraram pouco tempo, pois como eu estava-me a divertir-me muito, não vi passar as horas.

De repente, a Amy acorda e vai ter connosco, por causa do barulho. Ela já estava vestida, é claro.

-O que é que se passa?! Um inimigo apareceu?! É que ouvi os tiros… -Perguntou a Amy, que parecia estar um pouco preocupada.

-Fomos nós a treinar a mira… Desculpa pelo barulho. – Dizia eu.

-Enfim… Já está a ficar tarde, vou fazer o almoço com a comida que ainda há. – Informava a Amy.

Ela cozinhou o almoço, e não demorou muito tempo. Nós comemo-lo rapidamente e o mesmo estava delicioso, foi a melhor comida que já provei em dias. Depois, o dia passou muito depressa e num piscar de olhos, anoiteceu. Para esperar pelo jantar, decidi sentar-me no sofá a observar a televisão apagada, pois a mesma estava sem canais nenhuns devido aos cortes de eletricidade. Apesar disso, ainda havia luz, pois tínhamos um gerador. Mas a luz não era assim tão boa, pois às vezes falhava. O Christopher ficou na outra casa e eu e a Amy ficámos na outra, a dormir no mesmo quarto e na mesma cama.