The Dark Order
3 CAPÍTULO III : O Prodígio Se Revela
Notas iniciais
— Atenção todos! Temos um novo membro.
Assim que fora anunciado pelo professor, Yuusaki entra no seu novo ambiente de treinamento. Todos os aprendizes começam a olhá-lo: um garoto, de estatura mediana, cabelos brancos, olhos acizentados. Um breve momento de silêncio enquanto ele se apresentava para a classe.
— P-Prazer e-em conhecê-los! — Disse, todo nervoso, e gaguejando. — M-Meu no-nome é-é Yuusaki Keikorou.
— Keikorou-kun, né? Bem, procure uma almofada vazia e sente-se nela. Chegou em boa hora, já estávamos prestes a começar o treino. — Disse Takumi Hidijyou, professor de técnicas especiais.
— Ooh! Olhem! É o Mestre! — Disse um dos alunos.
Todos passam a olhar para a entrada da sala de treinamentos, e lá estava ele. Ficaram eufóricos, saíram de seus lugares e foram para a entrada, falar com o velho Mestre. Yuusaki ficou quieto na sua almofada que acabara de sentar, do lado de uma garota.
— Pff.. Não sei o que esse velhote tem de mais... — Murmurou a garota. — É só um homem velho que fica dando ordens..
— Err.. Por que diz isso mesmo? — Ele perguntou, olhando com uma cara de dúvida para a garota.
— Hã? Ah! Eu pensei alto de novo?! — Respondeu, com um rosto surpreso.
— Bem.. Pode se dizer que sim..
— Ah, me desculpa!
— Nah, não ligo. Eu também não sei o que ele tem de mais. — Disse, virando-se para a garota. — Na verdade, nem sei o que estou fazendo aqui..
— Ué, não foram seus pais que te mandaram pra cá? — Ela responde, confusa.
— Não.. Meus pais.. Eles.. — Yuusaki começa a chorar. — Eles.. Não estão.. Mais.. Vivos..
— Ah.. Eu.. Eu não queri- — Ela foi interrompida pelo professor.
— Minamiya-san.. Já vamos começar o treinamento. Por favor, silêncio. — Disse, esfregando sua mão sobre a cabeça dela.
— Buh.. Tá, já entendi professor. — Respondeu, toda corada.
— Todos de pé! — Disse o que parecia ser o representante de turma. — Curvem-se!
Todos os aprendizes levantaram, curvaram-se, e se sentaram novamente em suas almofadas. Yuusaki lembra de não ter perguntado o nome da garota, mas logo descobre após seu professor fazer a chamada: Kyouko Minamiya. Aparentemente era uma garota normal. O que ele não entendia era o porquê de ela ter perguntado se seus pais o haviam colocado naquilo que parecia ser uma academia.
Durante o treinamento, ele descobre que não se tratava de uma academia, ou escola, comuns. Neste complexo, eram feitos treinamentos de formação de espiões e assassinos profissionais. Uma boa parte dos aprendizes, após se formarem, seriam seguranças pessoais de importantes pessoas ao redor do mundo.
Eram treinos pesados, nos quais os aprendizes eram testados em três habilidades diferentes: Inteligência, velocidade e força. O treino que estavam fazendo em questão era de velocidade. O professor havia colocado uma bandeirola presa sobre uma base de suporte, e cronometrava quanto tempo os alunos levavam para correr, pegá-la, e voltar. Após quase todos concluírem, faltava apenas dois garotos; Yuusaki, e mais um.
— Vejamos agora... Hmm... Ah sim, agora vem o nosso prodígio. Yoho Shiba-kun, sua vez. — Diz, esbanjando orgulho do garoto.
Yoho se prepara. O professor o manda correr e dispara o cronômetro. Este garoto era conhecido em todas as turmas de treinamento por ser o mais rápido. Ele correu, pegou a bandeirola, e voltou, tudo em menos de oito segundos.
— Oh, incrível! Um belo exemplo, que todos vocês devem seguir. Apenas 7.68 segundos! — Disse o professor. — Agora vejamos.. Ah, é a vez do novato, Yuusaki Keikorou-kun. Pode se preparar aqui pequeno.
— Err... Tá! — Responde, meio nervoso.
Ele se prepara, e mais uma vez, o professor o manda correr, e dispara o cronômetro. Todos ficam de boca aberta, já que ele foi numa velocidade inacreditável. Em exatos quatro segundos, ele correu, quase como um raio, pegou a bandeirola, e voltou.
— Q-Quatro segundos?! O qu- — O professor fica boquiaberto — O QUÊ?! Você acaba de quebrar todos os recordes!
Todos ficaram impressionados com o desempenho do novato. Nem mesmo os especialistas (que são alunos formados) têm tamanha velocidade. Ninguém acreditava. Era como se estivessem presenciando uma cena de alguma desenho animado sobre super-heróis, mas ao vivo e em cores. Yoho, ao ver aquilo, não acreditou. Ele acabara de perder seu título de mais rápido das classes, passando por uma humilhação total. Os aprendizes fizeram um círculo em torno de Yuusaki, todos fazendo perguntas, do tipo "De onde você veio?", ou "Você é um super-herói?", e a mais perguntada, "Como você fez aquilo?". Ele ficou meio confuso, pois eram várias crianças perguntando ao mesmo tempo, chegou a ficar meio tonto.
Todos estavam maravilhados com aquela velocidade, exceto Yoho. Ele estava lá, apenas ouvindo os elogios ao novato, e ser linchado, zoado, tirado de tempo. Não aguentando mais, ele se retirou do local de treino. Alguns acharam estranho, mas a maioria nem ligou, pois estavam ocupados com o novo prodígio.
Após o treinamento acabar, o professor dispensou todos. Apesar de todos terem se retirado, o novato continuou na sala, aparentando estar meio perdido. O professor já estava arrumando a sala, e notou que o garoto permanecia alí. Então ele se aproximou, e perguntou.
— Algum problema, pequeno prodígio?
— Eh? Ah.. É que.. — Respondeu, todo enrolado. — Eu.. Bem, não sei para onde devo ir agora..
— Ora, ora. Que problemão temos aqui.. Ué, que estranho... Não fizeram um tour com você e seus pais, na primeira vez que esteve aqui?
— Eu.. — Seus olhos se enchem de lágrimas — meus pais.. não-
— Os pais deles estão mortos, professor Hidijiyou. Fui eu quem o trouxe aqui. — Disse o Mestre, interrompendo o garoto.
— A-ah.. Era ele quem o senhor falava?
— Exatamente. Agora me diga garoto; Por que ainda não foi para seu quarto?
— Eu.. Não sei pra que lado fica.. — Respondeu, envergonhado por ter esquecido o caminho.
— Ora, ora, devia prestar mais atenção garoto. Hmm.. Ei, você, menina. — Falou o mestre, chamando a atenção de Kyouko, que, por algum motivo, ainda permanecia no local de treinos. — Mostre para ele o complexo, para que não se perca. Entendeu?
— Sim, Mestre... — Respondeu — Venha, Keikorou-kun, vou te mostrar tudo.
Os dois saíram do local, e como prometido, Kyouko mostrou tudo que sabia sobre o complexo. Desde o jardim subterrâneo, até a salas de treino dos especialistas. Passaram por todos os corredores de alojamento, áreas de chuveiro, quadras desportivas, piscinas, refeitórios, parando finalmente no corredor no qual pertencia os alojamentos dos aprendizes.
— Me diga, Kyouko-chan.. — Disse, com uma aparência confusa — O que exatamente é aqui?
— Ah, esqueci de te falar. Aqui é um complexo de treinamentos especiais para espiões, assassinos ou seguranças especiais. Pelo menos foi o que me disseram.. (Tehe) — Respondeu, fazendo cara de brincalhona.
— Espiões.. Assassinos.. Seguranças especiais.. Não deveriam treinar crianças pra isso, deveriam? — Disse, meio confuso.
— Bem, o Mestre diz que quanto mais cedo começarmos, melhor ficaremos no futuro... Não concorda com isso?
— Eh... Meu pai sempre dizia que as crianças deveriam brincar, estudar, e se divertir. Mas nunca falou nada sobre isso. Na verdade, ele sempre dizia que não queria que eu me envolvesse com coisas erradas...
— Bom, e você acha isso errado?
— N-Não é isso... Mas sabe, assassinos matam pessoas.. Espiões roubam coisas... Não acha isso errado?
— Eu.. É... — Kyouko fica confusa — E-Enfim, estamos aqui, e devemos participar dos treinamentos e aulas!
— Bom... Já que diz isso... Oh, agora que me lembrei!
— Do quê?
— Meu quarto, é aquele alí! — disse, apontando para uma porta, que tinha um tom acinzentado, diferente das portas azuis padrões.
— O-O seu quarto é do lado do quarto da princesa? Sério?! — Perguntou, toda empolgada.
— Mas que princesa.. — Yuusaki fica confuso novamente.
— A-Ah.. Esqueci que você é novo aqui... Enfim, o seu quarto também é perto do meu, que é aquele alí. — Falou, apontando para o terceiro quarto, a contar do quarto dele — Bom, a gente tem que entrar nos quartos agora.. Depois a gente se fala, né?
— Hmm.. Sim.. Claro.
Ela disse isso, pois já eram 18:30, o horário de recolher. As aulas acabam geralmente às 14:30, e os alunos têm até o horário prometido para poderem se distrair, brincar, e tudo mais. Mas como o complexo era muito grande, eles demoraram a tarde inteira para explorar completamente. E claro, depois de ficar o dia inteiro treinando, e andando, Yuusaki se rendeu à fome, e à necessidade de tomar um banho. Quando ele entrou em seu quarto, havia uma espécie de tabela presa à sua porta. Nesta tabela mostrava os horários em que os chuveiros e os refeitórios estariam abertos, e para a sua sorte, os chuveiros abririam às 18:45, e os refeitórios às 19:30.
Ao chegar o horário em que os chuveiros estariam abertos, alto-falantes, instalados um em cada quarto, avisaram para todos os aprendizes que já estavam liberados os chuveiros. Ele, meio receoso, por nunca ter tomado banho público (Ou seja, com outros garotos), ficou nervoso em sair. Mas para não perder a companhia, decidiu seguir a todos. Ao chegarem à área dos chuveiros, haviam vários armários, com cestas e toalhas. Cada armário estava numerado. O garoto presumiu que seu número era "CZ 00805", então o procurou, e realmente encontrou. Ele viu os outros garotos retirando suas roupas, e as depositando nos pequenos armários. Dentro dos armários, haviam "pijamas", e um pequeno cesto de metal. Presumiu então que a roupa que estava usando deveria ser depositada nesse cesto, e assim o fez.
Ao terminar de retirar suas roupas e entrar, uma grande surpresa: além de vários chuveiros, um atrás do outro, havia uma enorme banheira no fundo, onde todos podia ficar em torno de quinze minutos após se lavar. Então, o fez; lavou-se, e se dirigiu para a banheira. Lá todos o reconheceram, e começaram a dizer coisas como "Olha lá, é aquele menino que bateu o recorde de velocidade", ou "Woah, ele não parece ser tanta coisa, mas é muito rápido". E, para variar, Yoho estava na banheira, se mordendo de tanta raiva do novato. Tantos garotos falando de seu feito, que Yuusaki acabou ficando sem graça.
Um banho, que aparentemente estava tranquilo, transformou-se em uma tempestade dentro da banheira; Yoho partiu para cima do novato, não conseguindo segurar-se mais, lhe deu um soco, e disse:
— Não brinque comigo! Você só apareceu para me humilhar? Desapareça daqui, novato! — Disse, completamente levado pela raiva.
Os garotos ficaram tensos ao verem essa cena. Yuusaki caiu para trás com o soco, mas se levantou rapidamente.
— Ainda não foi o suficiente, moleque? Toma! — Disse Yoho, dando uma sequência de socos.
Os garotos fizeram um círculo em volta deles, gritando "Briga! Briga! Briga!". O novato levou vários socos sem ao menos esboçar reação.
— Então quer dizer que você é rápido, mas não sabe lutar? — Disse o garoto, furioso.
Ele não dá resposta alguma.
— Agora vai me ignorar? Acha que é melhor que eu? ACHA? — Disse, e começou a bater de novo no novato.
Ele não estava de brincadeira. Socou o novato com todas as suas forças, o jogou para fora da banheira, e começou a chutá-lo. Rapidamente uma equipe de especialistas chega para separar os brigões.
— Garoto! O Que está fazendo?!
— Separem eles, imediatamente! — Disse o Líder.
— Sim, senhor!
Na hora menos esperada, o Mestre aparece, e impede que um dos especialistas os separasse.
— M-Mestre?! Por que me impediu?
— Deixe que os garotos resolvam seus problemas sozinhos.
Yoho percebe que o Mestre estava lá, mas o ignora, e continuou espancando o novato. Um dos especialistas, preocupado, disse:
— M-Mas Senhor, se não os separarmos imediatamente, ele vai matá-lo!
— Aquele garoto será nosso trunfo, deixe que ele resolva seus problemas.
Mesmo sabendo que o Mestre o observava, ele não parava de bater nele. Soco após soco, e Yuusaki não esboçava nenhuma reação. No auge de sua raiva, o garoto disse, cansando de espancá-lo:
— (Shh) Por que você não se defende? Por quê?!
Ele continua calado. Todos ficaram ainda mais tensos, pois ele mesmo depois daquela surra, ficou sem nenhum ferimento, graças à sua regeneração. E quando menos esperam, ele diz:
— Eu.. Eu não quero.. — Começa a chorar — Não quero machucar mais ninguém..
— O quê? — Disse Yoho, meio confuso.
— Eu.. EU NÃO QUERO MAIS MACHUCAR NINGUÉM! Ouviu agora?! — Respondeu, num tom de voz alterado, misturado com lágrimas. Não aguentando mais se segurar, ele dá um soco no chão, onde fica um pequeno buraco, no formato de sua mão.
Todos, principalmente os garotos, se assustaram com o buraco que Yuusaki fizera, apenas com um soco. Ele não sabia que, a partir deste dia, seria respeitado por todos. Após o surto, um dos especialistas pegou o encrenqueiro, e o levou para um outro local, talvez para puni-lo.
— Novato, vista-se. Estarei lhe esperando na saída. — Disse o Mestre.
O garoto acenou com a cabeça, e foi vestir-se. Pegou o pijama que estava depositado no armário, e o vestiu. Após isso, trancou o armário, pegou a sua chave, e foi de encontro com o Mestre.
— Eu causei muitos problemas.. Me desculpa... — Disse, com um rosto levemente triste.
— Não vim aqui para impedi-lo de suas escolhas. Aliás, sábia decisão, não ter feito nada com ele. Creio que se você tivesse se descontrolado, algo muito ruim teria acontecido. Aposto que ele nunca mais irá perturbá-lo.
— S-Se não veio por isso, então o quê? — Perguntou, meio confuso.
— Bom.. Lembra daquela garotinha, que você viu mais cedo? Quando acordaste?
— Hmm.. Fala daquela que é muda, Mestre?
— Sim, ela mesmo. Ela disse que queria ver você novamente. Aparentemente se interessou por você.
— Ah é? B-Bom... — Fica envergonhado, e continua dizendo — E-E o q-que ela q-quer comigo?
— Bem, ela é uma menina muito solitária. Então por que não vai lá brincar com ela? Quanto à refeição, não se preocupe. Mandarei alguém levar algo para vocês se alimentarem.
— T-Tá bem..
— Ah, e não espalhe, ela não é solitária à toa.
— Então por quê?
— Não posso te dizer, mas senti que você é confiável, talvez a primeira vez que sinto isso em anos. Agora venha, me siga.
Antes de ir, Yuusaki queria perguntar ao mestre o motivo de haver um bilhete de sua mãe, em um local que nem ele sabia de sua existência. Mas antes de poder perguntar, os dois já estavam andando, e o velho não parecia querer assunto.
Sendo assim, o velho Mestre levou o novato para onde sua neta se encontrava. No caminho, passaram por um corredor, local onde Kyouko não o havia mostrado. Um corredor bem comprido, onde Yuusaki pôde ouvir alguns suspiros, gemidos, e gritos desesperados. Haviam apenas algumas portas, do contrário do corredor onde ficavam os dormitórios. O garoto, sem saber do que se tratava, ficou meio assustado, já que alguns daqueles gritos lembravam o que havia acontecido com sua família. Após passarem por esse corredor, chegaram numa área afastada, do qual nunca tinha visto antes. Uma área imensa, na qual o Mestre se referia como "Local de descanso sagrado", e disse também que ele era o primeiro aprendiz a ir neste local. Lá havia um belo jardim subterrâneo, iluminado por dezenas de feixes de luz, várias árvores e bambus, e um lago, com uma árvore gigante em seu centro, diferente do jardim que Kyouko mostrara.
Ao adentrarem, lá estava ela: uma garotinha aparentemente normal, de cabelos loiros, com pequenos cachos nas pontas, dignos de uma princesa. O Mestre disse para o garoto que fosse em sua direção, sozinho. E ele o fez. Ao se aproximar, a garota percebe sua presença, e ao olhar para trás, lá estava ele; O garoto novato, que conhecera pela manhã, com um sorriso meio tímido, olhando-a. Ela ficou extremamente feliz, já que era a primeira criança que aparecera em anos para brincar. Então ela levantou-se, correu em sua direção, segurou suas mãos, como fizera na primeira vez que o viu. A empregada, que a acompanhava, fez questão de levantar-se também, e ir onde se encontravam os dois.
— Err.. Olá.. Eu.. Eu Disse que viria brincar, lembra? — Disse, todo tímido.
A garota gesticulou, e mais uma vez, ele ficou sem entender. Mas a empregada foi mais esperta, traduziu de imediato:
— Ela disse que está muito feliz, e que você é a primeira criança que vem brincar com ela. — Fala, e colocando novamente suas mãos nas bochechas, continua — Ah garoto, como você tem sorte..
— Eu... Err... — Fica sem palavras, todo confuso e nervoso — E-Então, de que vamos brincar?!
A garota, desta vez o segura pelo braço, e o leva para um outro local do jardim. Lá haviam algumas peças jogadas no chão. Quando ele viu, eram peças de Xadrez. Ele ficou impressionado por saber que alguém de sua idade sabia jogar um jogo tão difícil. Ela sentou-se, e arrumou as peças no tabuleiro.
— Oh.. Então você sabe jogar Xadrez? — Disse, todo confuso.
A garota gesticula, e a tradução infalível de sua empregada vem logo após:
— Ela disse sim, que é extremamente viciada. Perguntou também se você sabe Jogar.
— B-bom.. — Olhou pro lado, tímido — Não.. não sei..
A garota gesticula novamente, mas dessa vez para sua empregada.
— A-A senhora quer que eu o ensine a jogar Xadrez, pequena senhora?
Ela gesticula, respondendo "Sim".
— M-Mas senhora... Como eu vou fazer isso?
Gesticulando, responde "Assim como você também me ensinou" — E soltou um leve sorriso.
A empregada entendeu o recado. Ensinou todas as regras básicas do Xadrez, movimentação, e captura do rei. Depois dele demonstrar ter entendido, as duas crianças finalmente jogaram juntas, e por horas. Durante sua brincadeira intelectual, alguns serviçais foram ao local, e levaram as refeições para ambos. Após se empanturrarem, a empregada sente em ter que acabar com a diversão.
— Pequena senhora, sei que está gostando muito de sua visita, mas precisamos nos ausentar. Afinal, até ele deverá acordar cedo amanhã, pois também tem treinamento.
Após dizer isso, ela leva as duas crianças de volta aos alojamentos. Ao chegarem lá, antes de se despedirem, ele pergunta:
— Ah é! Eu ainda não perguntei seu nome!
— O nome dela é Yumi. Seu sobrenome é Yuuki, o mesmo sobrenome do Mes- Opa, quase falo demais, Tehe.. — Diz a empregada, tentando esconder o fato de quase ter revelado o sobrenome do Mestre.
— Hum.. Bem, enfim, Meu nome é Yuusaki. Meu sobrenome é Keikorou. Vamos jogar de novo, certo? — Disse, todo confiante.
A garota acena com a cabeça, em sinal de "Sim". Então cada um dirigiu-se a seus respectivos quartos. Porém, antes de entrar, a garota ficou observando-o novamente. Após ele fechar sua porta, ela finalmente entrou, e fechou sua porta. Subiu em sua cama, agarrou um de seus ursinhos de pelúcia, e, lembrando de sua diversão por tempo limitado que tivera com seu novo amigo, pensou "Nos veremos de novo, né..?"
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