The Dark Nigth
1 The Dark Nigth One Shot
O plano pro fim de semana fora um fiasco! A galera que o planejara aguardava agora, quietamente, a chuva passar dentro da casa de campo alugada.
Estavam todos sentados na sala, sem falar nada, vendo um filme romântico espantosamente grande.
A mocinha do filme de cabelos curtos e castanhos desmaiara ao receber uma ligação do hospital em que seu filho estava. Mas ninguém prestava atenção ao filme, muito menos a nada ao redor.
Tanto que quando o jovem de cabelos espetados levantou, ninguém ao menos percebeu, exceto uma jovem de cabelos muito loiros e compridos. Ela o acompanhou com os olhos brilhantes e azuis enquanto ele passava pela porta ao lado da tevê. Ninguém percebeu novamente quando a jovem levantou e também foi em direção a porta.
Carmem o encontrou em um dos quartos das casas com um fone de ouvido escutando música sentado na cama com a cabeça abaixada.
Ele percebeu quando ela entrou, mas não falou nada. Ele continou com os fones, mas desta vez com a cabeça reta seguindo ela com os olhos.
Ela sentou-se ao lado dele na cama, olhou em volta e falou baixo demais:
- Que tédio, né?
Ele que ainda a olhava, percebeu o mínimo movimento de seus lábios, retirou o fone e perguntou:
- O que disse?
- Ah, nada não – ela falou – só disse que está muito tedioso, este lugar.
- Ah, pois é – ele concordou.
- Por que saiu da sala? O filme estava ruim? – ela perguntou afastando os cabelos que caiam sobre sua face
- Ah, nem sei. Nem estava prestando atenção. – ele respondeu com um ar de tédio
- Nem eu – o único barulho era chuva martelando o telhado.
Ele deu um risinho e falou:
- Queria ter algo pra fazer.
- Podemos tentar. Quem sabe...? – ela respondeu rispidamente
- O quê, por exemplo? – ele falou sem olhar pra ela.
Ela pegou sua cabeça e virou para ela e falou:
- Tipo isso – e lançou-lhe um beijo na sua boca. Ele o retribuiu e durante um bom tempo ficaram ali sentados na cama num beijo longo.
A luminária do quarto piscou e acendeu novamente. Isso os separou.
Com falta de ar, a jovem falou maliciosamente
- E então?
- Hum... – ele falou – Bem... foi bem... surpreso...
- Mas gostou? – ela falou se aproximando
- Bem... – ele falou tão baixo que Carmem teve que fazer leitur labial
- Se não gostou, podemos tentar novamente – falou e novamente tacou-lhe um beijo.
As mãos do garoto passaram pelas costas da menina e subiram para seus cabelos. Ela por sua vez, segurou-se em seu pescoço e continou a beijá-lo.
Um pensamento de súbito invadiu a mente de Cebola e ele se afastou dela.
- Pare! Não posso! Tenho namorada!
- Ora, quem liga? – ela falou com desprezo
- Eu ligo. Por favor, pare Carmem! – ele falou quando a garota tornou-se a aproximar.
- OK! Me desculpe!
A inveja enchia a ainda mais de fervor. Ela não o amava, queria-o por que era popular, bonito e inteligente.
Ele continuou em silêncio. Ela se aproximou para tentar mais uma vez.
Ele não aguentou. Virou-se e mais uma vez se beijaram.
Neste momento, a porta se abriu e outra jovem, desta vez dentuça e de cabelos curtos, entrou no quarto, pasma.
Não falou nada. Apenas fitou-os em silêncio enquanto eles continuavam num embaraço de mãos, sem perceber a presença dela.
Separam-se quando finalmente a voz dela cortou o silêncio: não foi uma fala. Foi um gemido de ódio, dor e repugnância.
As récem-formadas lágrimas escorreram pelo seu rosto e ela saiu pela porta, enquanto Cebola se levantava e olhava com a loira sentada na cama, rindo-se silenciosamente.
- Viu o que você fez? – ele gritou e saiu atrás de Mônica.
Ela continou lá, sentada. Com um sorriso estampado no rosto
Cebola alcançou Mônica na escadaria que dava acesso a cozinha sentada com as mãos no joelho.
Seu rosto estava manchado de lágrimas, mas elas haviam parado. Ela olhou-o e gaguejou:
- O-olá Cebola...
- Mônica... – ele falou abaixando-se
- E então? – ela falou escondendo sua dor.
- Eer... – ele vacilou – Mônica...
Ela não falou nada, então ele continou:
- Me desculpe... Mônica foi ela. Ela.
- Deveras – ela falou ainda olhando pra ela.
Ele não aguentava retribuir o olhar. Mas aguentou e falou:
- Você está bem?
- Ora, mas é claro. – ela falou se sentando – Está tudo bem – se aproximou dele e o beijou. Ele pela 4ª vez naquela noite retribuiu um beijo sem amor.
Confuso e assentiu pra ela ao se afastarem. Passou-se a mão pelo rosto enxugando as lágrimas e beijou sua testa.
Levantaram-se quietos e entram no quarto mais próximo enquanto Carmem voltava para o outro quarto, morrendo de inveja.
Mônica continuava a beijar Cebola, esperando uma resposta não dele, nem da outra garota, mas de si própria.
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