The Curse of Blood

1 Visita Inesperada.


Notas iniciais
Oi gente! Primeiro capítulo o/ bom, eu estou escrevendo o quinto ou o sexto agora, e espero muito que vocês gostem. Críticas, sugestões e comentários aleatórios no fim! Obrigada, boa leitura!

Sim, eu sou filha de um pirata. Ou dois, se considerar que minha mãe foi por um curto tempo capitã de um, mas isso é outra história. Quem são eles? Bem, meu pai é William Turner, capitão do Holandês Voador. Minha mãe? Elizabeth Swann. Se você for adepto aos bons costumes, é Sra. Turner. Estamos em uma semana importante, essa é a semana em que meu pai vem nos visitar.

Caso você não faça ideia do que eu esteja falando, meu pai, quando assumiu o comando do navio, só pode vir a terra de dez em dez anos. Da última vez em que eu o vi, eu tinha apenas nove anos e foi o melhor dia da minha vida.

Meu pai é um homem incrível. Além de ser imensamente bonito ele exala jovialidade. Lembro-me da última e única vez em que o vi, como ele me olhou completamente encantado. Não era tão fácil enviar notícias nossas a ele, mas quando mandávamos, eram folhas e folhas contando sobre nossa vida. Demorava muito até que ele respondesse, as vezes tínhamos mais notícias dele por piratas do que por ele.

Essa semana era de pura ansiedade. Meu pai estava chegando.

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Não se pode dizer que eu tenho o comportamento que minha mãe teve aos dezenove anos. Minha mãe na minha idade estava noiva, e prestes a conhecer o homem que mudaria sua vida. Jack Sparrow. Eu queria muito o conhecer. Ele me viu, de acordo com minha mãe, quando eu era pequena. Ele, como todos diziam, era um sujeito que não se podia confiar. Minha mãe não pensava exatamente assim. Ela dizia que ele era um homem fascinante depois que se conhece bem. Ela mantêm correspondências com ele, mas eu realmente gostaria de conhecê-lo. Fiquei com isso na cabeça quando desci para jantar.

-Mamãe, quero conhecer Sparrow. — eu disse, chegando a cozinha.

-Livie querida, você me assustou — minha mãe disse, olhando para mim com a mão na cintura.

A mão dela estava na cintura porque ela levava uma faca ali. Minha mãe não usava vestidos dentro de casa, usava calça. Eu acho que isso é uma recordação constante a ela sobre não ser mais uma pirata. Eu sabia que ela sentia falta, e eu me via como um empecilho para que ela voltasse a essa vida.

Minha mãe é uma mulher desconcertantemente bonita. Ela é alta, esguia, embora já tivesse tido uma filha a forma física de Elizabeth Swann continuava a mesma de sempre. Ela tinha o rosto perfeito. Maçãs do rosto proeminentes, levemente rosadas, lábios bem definidos e vermelhos. Mas isso não era incomum. O que destacava o rosto de minha mãe eram os olhos. Completamente castanhos mas em várias nuances diferentes. Para arrematar, os lindos cílios volumosos e extensos. Os cabelos eram de um lindo castanho claro que lhe chegava a cintura. Minha mãe era o tipo de mulher que você passaria anos olhando e sempre acharia alguma coisa diferente e fascinante.

- Você ouviu o que eu disse, mamãe? — eu disse, com uma firmeza que a fez sorrir.

- Você se parece tanto com...

- Com papai, já sei. — eu disse, impaciente. — Responda a minha pergunta.

- Em primeiro lugar, — ela disse, me olhando nos olhos, imitando meu tom de voz. — eu não ia falar que se parece com seu pai. — eu fiz menção de interromper de novo, mas alguma coisa nos olhos dela me dizia que eu não devia fazer isso. — Em segundo, eu já disse que é pra chamá-lo de Jack. Em terceiro, acredito que ele está bem longe daqui agora querida, o que dificulta muito o seu desejo.

-Está bem. Me dê um bom motivo para ele não vir aqui com frequência como os outros. — olhei para ela de um modo desafiador.

-Jack não gosta de crianças. — ela disse, querendo encerrar o assunto.

-Eu não sou criança. Até onde sei, na minha idade, você já o conhecia. — rebati.

-Mas está agindo como uma. Onde quer chegar com isso? — antes que eu pudesse responder, ela emendou — Se está pensando que vou permitir sua ideia absurda de ir para o Holandês com seu pai, sugiro que desista, pois isso não vai acontecer.

Ela entendeu perfeitamente as minhas intenções. Ela me conhecia como ninguém. Meu pai, por sua vez, não permitiria também que eu fizesse isso. Teria que arrumar outra maneira.

-Está certo. — respondi a contragosto me sentando na mesa — Vamos jantar.

Chovia muito aquela noite, então fechamos todas as janelas de nossa casa e isso bloqueava totalmente nossa visão da rua.

Minha mãe cozinhava mal. Mas eu não contava isso a ela, claro. No período da vida dela que teve a mesma vida que eu, tinha criadas para absolutamente tudo. Até que tudo aconteceu.

Minha mãe procurava me ensinar o máximo, mas ainda sim, eu não levava o menor jeito para isso.

Ela tinha melhorado de uns anos para cá, se tornado cada vez mai doméstica. Eu não gosto disso. Minha mãe não é esse tipo de mulher.

-...o que acha disso? — ela falou

-O que? Desculpe, eu estava pensando em outra coisa. — olhei para ela constrangida por não ter prestado atenção.

Ela riu.

- Eu estava dizendo que poderíamos mandar uma carta a Jack e pedir que...

Três batidas fortes na porta. Eu olhei para minha mãe, assustada. Levantei da mesa e peguei a faca que estava ao lado do forno. Minha mãe vinha atrás de mim. Não seria bom que algum vizinho a visse vestida como estava. Respirei fundo e abri a porta.

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A princípio vi somente uma silhueta escura. Assim que meus olhos se acostumaram com a fraca luminosidade, vi um homem completamente coberto por capas e com um lampião na mão.

-Elizabeth? — ele disse, com a voz um tanto alarmada. Ele me olhava, mas eu não conseguia ver seu rosto.

-Não...sou Livie, Elizabeth é minha mã...

Minha mãe, que por um segundo, eu esqueci que estava atrás de mim, tomou a frente e tirou a faca da minha mão.

-Céus, o que está fazendo aqui? — sua voz tinha uma mistura de surpresa e choque — Achei que nunca mais o veria.

Com isso, passou a minha frente e abraçou o estranho. Eu estranhei a cena. Não achei que fosse meu pai, até porque, por mais que as pessoas dissessem que eu sou uma cópia da minha mãe de vinte anos atrás, eu tinha alguns traços do meu pai, e ele me reconheceria. Os dois estavam na entrada da casa, o homem abraçado a minha mãe um pouco receoso e ela continuava agarrada a ele. A cena me incomodava. Resolvi quebrar o silêncio.

-Por favor, entrem, ou a casa vai acabar inundada — resmunguei.

Minha mãe, um pouco relutante, soltou o homem e entrou em casa, com o homem em seu encalço. Assim que eu fechei a porta, me virei para encarar os dois.

-Bem, alguém aqui pode me explicar o que está acontecendo aqui? — olhei diretamente para minha mãe, exigindo uma explicação.

Eu quase havia me esquecido da presença do homem ali. Ele já tinha despido quase todas as capas que usava, mas continuava de costas para mim e permanecia-se nas sombras.

-Querida, esse é — minha mãe falou, com uma emoção na voz, que eu não soube definir qual era — Jac...

O estranho emergiu das sombras, cortando a frase.

-Capitão. — ele disse, olhando para mim astutamente — Capitão Jack Sparrow.

Notas finais
Tantananaaaaaam. Primeiro capítulo entregue! Espero que vocês gostem hehe. Esqueci de dizer que eu vou procurar sempre fazer capítulos mais longos. Enfim, é isso, e se preparem por que o melhor ainda está por vir!