Notas iniciais
Heeeeeeeeey! Pessoal, é a Alice aqui! Desculpem por não ter postado ontem, fiquei até tarde numa festa de um amigo meu e as meninas também não tiveram como postar. De qualquer forma, aqui está o capítulo que eu escrevi pra vocês ^^ Nos vemos nas notas finais! Espero que gostem!

O dia amanheceu ensolarado, embora algumas nuvens escuras esparsasem-se no céu. Intensos raios de sol esgueiraram pelas brechas da cortina, batendo diretamente no rosto do príncipe. Ele abriu os olhos com rapidez, ansioso. Olhou para o lado, onde havia um relógio sob a mesa do quarto.

Sete horas da manhã.

– Droga. Estou atrasado — Stephen praguejou, saltando da cama enquanto já tentava se enfiar em alguma calça social.

Seu pai, o rei Ronan, iria encher o saco se visse que ele estava "levando tudo com tanta pontualidade". Stephen riu ao se ver imaginando exatamente o que o pai diria.

A porta do quarto do príncipe foi aberta de supetão quando ele ainda estava sem camisa.

– Rápido, rápido! — ela sussurrou, entrando no quarto e se escondendo atrás do guarda-roupa.

Stephen arqueou as sobrancelhas, surpreso e confuso.

– Miha? — chamou-a. — O que diabos você está fazendo aqui?

Mihaela, a princesa, arfava.

– Shhh! — ela repreendeu, tirando alguns fios cacheados dos lábios. — Não diz que eu estou aqui!

– Ah... Ok. Eu acho — Stephen balbuciou, fazendo uma careta. Ele andou até a porta para fechá-la, mas quando o fez, seu pai apareceu. — Pai?!

Ronan estava com o rosto vermelho. Parecia furioso.

– Onde está sua irmã? — ele perguntou, entre os dentes.

– O que está fazendo aqui? — Stephen devolveu, curioso. Ronan semicerrou os olhos. — Pensei que estivesse no escritório, cuidando da verba para a seleção. — Desconversou.

O rei fez uma careta, franzindo o cenho. Realmente, não havia pensado nisso. O dinheiro, e que precisaria liberar ele mesmo.

– Realmente, eu havia pensado nisso — Ronan mentiu. — Mas adivinhe a minha surpresa quando entro em meu escritório, abro a adega... E as bebidas não estão lá!

Stephen estremeceu, afastando-se conforme seu pai avançava para dentro de seu quarto.

– Miha não roubou as bebidas, pai — ele defendeu-a. Mesmo sabendo que sim, ela certamente as havia roubado.

O príncipe tentou impedi-lo de aproximar-se de seu guarda-roupa, mas Ronan foi mais rápido.

Stephen arquejou.

– Hum. — Seu pai murmurou.

Mihaela não estava mais lá.

– Pai? — uma voz surgiu de dentro do banheiro.

A princesa saiu lá de dentro com duas camisas nas mãos.

– Stephen, qual prefere? A azul ou a verde? — Mihaela perguntou, casualmente.

Stephen abriu a boca. Como diabos ela fizera aquilo?

– É, hum, a-a verde — respondeu.

Ronan mordeu a boca por dentro, fazendo uma expressão de desgosto.

– O que você está fazendo aqui? Eu te vi saindo do meu escritório! — gritou.

– Pai, — ela fez-se de desentendida, sorrindo — eu vim acordar o Steph pra que ele não se atrasasse. Estou ajudando-o a se preparar para os preparamentos da seleção.

Stephen tentou sorrir para soar mais convincente, porém tudo o que conseguiu foi uma careta.

– Ótimo — Ronan disse, duro, adirigindo-se à porta. Ele virou-se para a princesa. — Por acaso — perguntou, irônico — você não saberia o que aconteceu com a minha adega, saberia?

Mihaela sorriu.

– Sapato preto ou marrom?

***

Ronan entrou em seu escritório e bateu a porta com força, nervoso. Olhando de relance para a adaga na parede, suas suspeitas só aumentaram mais ainda.

Frustrado e cansado, o rei esparramou-se na cadeira e suspirou. Foi quando alguém bateu à porta quase que inaudivelmente, entrando logo em seguida.

– Querido? Tudo bem?- ela perguntou.

Era sua esposa, a rainha Adelaide. Ela estava de roupão, provavelmente acabara de acordar.

Ao ver sua mulher, Ronan esqueceu-se completamente de seus problemas. Adelaide tinha uma beleza diferente, única. Seus cabelos eram curtos e loiros, contrastando com os olhos, os quais a filha lhe puxara, castanhos avermelhados.

– Agora, sim — Ronan sorriu. Adelaide andou até ele e pôs as mãos sob seus ombros, massageando-os.

– Ouvi seus gritos do quarto, Ronan — ela suspirou. — Você parece muito estressado. É por causa de Miha?

– Querida, Miha é a melhor parte de meu estresse. Sei que ela é jovem e quer apenas se divertir. Nossa filha é muito sozinha como princesa...

– Então, o que o aflige tanto? — Adelaide perguntou.

Ronan respirou fundo e suspirou.

– É o reino da Dinamarca. — O rei respondeu. — Eles enviaram uma carta que chegou esta manhã.

Adelaide arregalou os olhos.

– A Dinamarca? E o que diziam?

– Vão romper o acordo comercial conosco. Disseram não querer estar associados a mortes misteriosas de nobres. — Ronan engoliu em seco. — A morte de Lady Alice já repercutiu mais que o suportável.

***

Stephen terminou seu café da manhã com pressa e logo retirou-se da grande e luxuosa sala de jantar. Os lustres de cristal suspensos no teto reluziam os raios de sol que entravam pelos vitrais, iluminando intensamente a sala.

A princesa quase tropeçou sob os saltos enquanto tentava alcançá-lo. Ela praticamente corria na tapeçaria vermelha que cobria o chão.

– Ei, Steph! — Mihaela o chamou.

O príncipe virou-se para trás e curvou as sobrancelhas.

– O, que, foi, aquilo?

Sua irmã deu uma risadinha baixa ao alcançarem as escadarias do palácio. Os guardas já a olhavam com expressões desconfiadas.

– Foi uma demonstração dos meus métodos de como me safar de problemas.

Stephen parou e colocou as mãos sobre os ombros de Mihaela.

– Miha — ele a olhou nos olhos. — Você está roubando as bebidas da adega do papai?

A princesa gargalhou.

– Miha. — Stephen falou, severo. Ela rolou os olhos. — Você está roubando!

Mihaela esquivou-se e apoiou os braços no corrimão. Seus cachos castanhos armavam facilmente, apesar de seu esforço em mantê-los presos.

– Eu só quero me divertir um pouco — respondeu, com voz chorosa. — Stephen, faz ideia de como viver aqui é maçante?! Eu não posso fazer nada! E não tenho muitas companhias.

Stephen suspirou, abraçando a irmã.

– Disso, eu entendo.

Mihaela deu um sorriso desanimado.

– Papai é tão bravo comigo. Se ele ao menos... Me ouvisse mais. Me deixasse sair mais. Viajar.

– Eu sei, Miha, eu sei — Stephen beijou sua cabeça. — Mas já que você não pode fazer o que quer, que tal fazer o que eu quero?

Sua irmã arqueou uma sobrancelha, curiosa.

– Você geralmente é meio tão louco quanto eu — ela sorriu. — Então, em que posso ajudar?

Stephen respirou fundo.

– A manter viva minha futura esposa. — Brincou, mas logo arrependendo-se da piada. Mihaela achou graça de seu constrangimento. Stephen ser engraçado era extremamente raro.

– Posso te ajudar nisso — ela estendeu a mão. — Com uns bônus, claro.

Stephen semicerrou os olhos.

– Nem pense nisso. Não vou te dar bebida como pagamento.

***

A pequena garota o vira entrar pelos portões do vilarejo sem nenhum sinal de consciência. Ele apenas andava, andava e andava. Ia adiante, alheio ao resto. Provavelmente, tinha apenas alguns anos a menos que ela, se não fosse de mesma idade. Seus cabelos eram loiros, claros como a luz do sol, e seus olhos eram acinzentados.

Parecia tão curioso. E perdido. Ela continuou a observá-lo, até que lembrou-se de que algo terrível poderia acontecer à ele se prosseguisse.

Saindo das sombras de um barril em que se escondia, a garota, numa capa preta, resolveu ir até ele. Sentia que deveria protegê-lo. Não sabia porque, mas sabia que deveria.

Algo nele a deixara encantada.

– Você está perdido? — a pequena garota perguntou. — Quantos anos têm?

Ele afastou-se instintivamente, calado e quieto. Seus olhos expressavam medo.

Mas por que ele teria medo dela? Ela apenas queria ajudá-lo!

– Não tenha medo de mim, eu vim protegê-lo — ela lhe disse, segurando suas mãos. — Escute, você precisa ir embora daqui.

– Por quê? — o garoto perguntou.

A menina, que beirava os doze anos, olhou-o profundamente com seus olhos castanhos amendoados. Ele não devia saber onde estava. Mas que pessoa não saberia?

– Quem é você? — a garota perguntou.

– Meu nome é Stephen — ele respondeu.

Stephen?

Não era um nome muito comum para os moradores do centro-leste da Romênia.

– Stephen — a garota avisou, agora com terror nos olhos. — Vá embora, agora! Fuja!

Ao olhar para trás, a garota viu uma figura se aproximar de Stephen com as unhas afiadas e negras. Seus olhos escuros brilhavam de animação ao vê-lo.

Mas a garota sabia o tipo de animação que aquela mulher tinha por ele.

No entanto, quando tentou tocá-lo, Stephen já havia sumido.

Skatter abriu os olhos. Seu corpo estava suado e ela sentia sua garganta apertada.

De novo, o mesmo pesadelo.

E eles vinham cada vez piores.

Notas finais
UAU. O que acharam desse capítulo? Têm alguma ideia de quem é a Skatter? E sobre Mihaela, o que dizem? Hehehe, essa princesa vai dar MUITO o que falar ainda, vocês nem imaginam!!!! Comentem, comentem, comeeeentem! Alice