The Crown - Interativa.
4 Aspen II
Notas iniciais
Era a primeira vez que não morria de tédio naquele palácio. Por mais que odiasse Troy com todas minhas forças, sua irmã além de ser a maior gata era divertida. A corte Italiana e Francesa haviam chegado à poucas horas, e as selecionadas logo depois. Não deixaram participarmos do Jornal Oficial quando apresentaram as selecionadas, disseram que assim ficaria mais interessante... Eu secava uma garota desde que havia chegado ao salão principal, e ela parecia gostar. Sorri malicioso, ela seria a primeira que chamaria.
– Porque não começam a chamar as selecionadas para conversas individuais? — propôs minha irmã mais nova, Sarah.
Olhei falsamente agradecido a ela.
– Ela pode estar certa, querido! — exclamou minha mãe.
Revirei os olhos e concordei relutante.
– Nos dê a honra de ir na frente Aspen, afinal o castelo é seu. — provocou Troy.
Sorri amarelo e fui até a selecionada que secava anteriormente.
– Senhorita... — procurei por seu broche — Mclaw!
– Dianna Mclaw– corrigiu.
– Okay, Dianna. — murmurei.
Caminhamos até perto de um banquinho reservado pelas criadas para os encontros.
– Então Dianna, porque se inscreveu na minha seleção? — perguntei.
Ela mordeu o lábio inferior e suspirou.
– Foi um engano, na verdade era para ter me inscrito na seleção de Troy.
Fiquei meio desapontado, OQUE ESSE TROY TEM? ELE NÃO É UM PANDA QUE DEFECA MEL, ERA PARA SE INSCREVEREM NA MINHA SELEÇÃO!
– Ah, compreendo Dianna... Mas se era para se inscrever na seleção dele, oque raios está fazendo na minha?
Ela sorriu ironicamente.
– Minha irmã mais nova tem uma quedinha por você!
– Nossa, que bom que criancinhas se sentem atraídas por mim! Porque garanto que está ficando difícil.
Ela finalmente da uma gargalhada espontânea.
– E você alteza, oque acha dessa seleção? — ela pergunta.
Suspiro animado por finalmente alguém me perguntar minha opinião sobre essa palhaçada toda.
– Preferia estar na arena, morto na cornucópia. – reclamo.
– Nossa, coitado, imagina se sou uma carreirista! – ironiza Dianna.
– Foi um prazer te conhecer Dianna. – beijo sua mão, e ela me olham com os olhos semicerrados.
– Dispenso cortesias alteza. – reclama. – Lhe vejo no momento que desejar.
Vamos até a mesa do café e todos me olham segurando o riso, e eu segurando a mão para rodar a baiana nesse povo. Vou até outra selecionada, desta vez leio seu broche com mais facilidade.
– Senhorita Villalba.
Ela sorri timidamente e diz em um tom de quase sussurro.
Me surpreendo com sua timidez e meiguice, características opostas da última selecionada.
– Normalmente eu te perguntaria porque se inscreveu na seleção, mas posso fazer perguntas mais pessoais? — pergunto.
– Pergunte e vejo se posso responder. — diz normalmente.
– Pode me dizer seus medos, Brenda? — pergunto.
Ela sorri e afirma.
– São poucos, acho que diria medo de que minhas irmãs sofram.
– Você tem irmãos, ou irmãs?
– Sim, tenho uma irmã chamada Isabelle, outra chamada Júlia, um irmão chamado Valentini e e a mais nova que se chama Gabrielle. — diz de olhos fechados como se tentasse lembrar seus rostos.
– Nossa! Se eu já sofro apenas com uma, imagino você com quatro. — murmuro para mim mesmo.
– Claro que brigamos ou nos desentendemos de vez em quando, mas acho que nosso amor uns pelos outros é maior que brigas bobas de irmãos.
Ai meu pâncreas! Se Sarah entra no meu quarto sem bater já passo uma semana sem olhar na cara dela, ela com quatro irmãos me dá lição de moral. Ela ri da minha cara e penso se seria uma boa ideia tentar ser cavaleiro e beijar sua mão, ou deixar para lá com medo de que tal me dê um fora como Dianna. Resolvo arriscar. Ela cora profundamente e desta vez eu rio dela, timidamente se levanta e caminhamos até a mesa (novamente).
Penso em que chamar agora, resolvo fazer um disfarçado uni-dune-tê e meu dedo para em uma selecionada um pouco diferente do que achei que era modelo padrão beleza para uma seleção. Mas não era do meu perfil julgar pela aparência.
– Ér... Senhorita Marquês? — perguntei a garota sentada a minha frente.
– Presente, Karolina Marquês aqui... — debochou.
– Então, Karolina,me daria a honra de me acompanhar? — estendi o braço. Ela pegou. — Quais são seus hobbies?
Ela mexeu os lábios para dizer algum insulto (supus), mas desistiu e respondeu.
– Acho que fotografar e "brincar" na chuva seriam eles...
– Então você é uma cinco? — perguntei curioso.
– De carne e osso, ou só osso...
– Parece meio travada Karolina, algum problema?
– Não, só não sei o quanto posso confiar em você. Ops, alteza.
Ri sarcástico.
– Aspen por favor.
– Okay, Aspen por favor.
Abri a boca atônito, ninguém fora minha irmã tinha me zoado na vida! Gostei disso...
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