The Contract
26 Um Dia No Hospital...
Notas iniciais
Uma escuridão, um silêncio que acabava aos poucos, pensamentos, imagens, flashes...
Várias coisas rondavam a cabeça de Violetta, Como Leon havia reagido ao saber que Marco havia batido nela, a cena de Eduarda chorando e gritando seu nome, O beijo que Marco havia dado a ela.
Essas cenas rondavam como se ela estivesse em seus últimos momentos de vida.
Seu corpo voltou a doer, sua cabeça e tinha a impressão de que ia explodir, sua barriga estava um vazio, um frio se espalhou por sua espinha.
Ela não estava conseguindo se mexer, queria levantar e disser que estava tudo bem, podia até estar com várias dores, mas não queria que se preocupassem com ela.
Com muito esforço conseguiu se mexer, tentou abrir os olhos e conseguiu, porém uma forte luz branca a fez fechar os olhos novamente, estaria ela morta?
Ou o que seria essa luz, abriu os olhos, mas uma vez se acostumou com a claridade aos poucos e com dificuldade, e quando pode enxergar melhor, olhou aos lados e viu algumas máquinas ao seu lado, uma media seus batimentos cardíacos e do outro lado havia um encaixe aonde tinha um saco com um fio que seguia um caminho até seu braço, e no final uma agulha enfiada em seu pulso.
Sentia-se tonta, e com uma dor forte em sua cabeça, Violetta observava sua volta, o quarto que estava com certeza era um hospital, não tinha duvidas as paredes eram da coloração branca, algumas em um tom amarelado para distrair um pouco os pacientes, mas a maioria das coisas era branca, em uma das paredes havia uma porta branca e um trinco de metal brilhante que começou a se mexer e então a porta foi aberta, Violetta olhou a pessoa com um jaleco branco se aproximar sem a olha-la apenas lendo um papel que continha na prancheta, parou de ler e a olhou, ficou surpreso ao ver os olhos castanhos de Violetta o encarando confusa.
–Que bom que você acordou senhora Vargas como se sente?-Perguntou e sorriu, um sorriso como se tivesse passando confiança para ela.
–Dolorida-Respondeu dando um sorriso de lado.
–Imagino, mas me conta você se lembra do que aconteceu?- Indagou o médico e Violetta assentiu infelizmente ela lembrava cada detalhe, cada soco, cada chute, a cara de Eduarda, o choro. –O que o agressor queria tanto com você?
–Ele era meu ex-namorado só que terminamos faz mais de dois anos, então eu conheci o Leon começamos a namorar, noivamos, casamos e ele não aceitou, ele estava louco. –Falou mentindo em alguns pontos.
–Então ele foi à sua casa e te bateu?-Perguntou como uma certa duvida.
–Ele foi e falou que queria que eu fugisse com ele só que eu não queria ir com ele, então ele ficou com raiva e me bateu, Mas porque tantas perguntas?
–Isso virou um caso de policia, e no começo achamos que fosse seu marido.
–Meu marido nunca iria bater em mim. –Confiante Violetta respondeu
–Ele me disse a mesma coisa.
–Vocês já conversaram como ele está?
–Ele está bem, e está bastante preocupado com você, ele está com raiva, pois não o deixamos entrar ainda para te ver-Violetta soltou uma risada pelo nariz, isso era a cara de Leon. -Quer que ele entre aqui?
–Sim, pode deixar. –Disse e o médico saiu, procurando Leon pelos corredores daquele hospital, o achou em uma sala de espera com uma criança em seu colo chamou Leon que foi em direção a ele e estava totalmente sério.
–A senhora Violetta acordou e quer te ver. –Disse e Leon sorriu o máximo que podia.
–Posso levar a criança? –Perguntou Leon, afinal ele não podia deixar Eduarda com qualquer pessoa, pois a Daniela havia ido embora para casa dela.
–Pode sim, o estado da Violetta não é tão grave assim. –Disse e guiou Leon para um quarto e ao entrar Leon daria tudo para não ver a cena que ele estava vendo, Violetta naquela cama branca com alguns fios espalhados pelo seu corpo e com algumas partes enfaixadas.
O médico os deixou a sós e Leon foi chegando mais perto de Violetta, chegou perto e deixou Eduarda sentada na poltrona que havia do lado da cama e se encostou, olhou Violetta e a viu com um sorriso no rosto era incrível, pois mesmo na situação que Violetta se encontrava ela sorriu.
–Como você está meu amor?-Perguntou Leon, pegando na mão de Violetta e depositando um beijo ali.
–Dolorida, mas estou bem. –Violetta não se sentia bem totalmente, mas não queria preocupar seu marido mais do que já estava preocupado, Violetta não havia deixado Leon perceber que aquelas palavras Meu Amor, havia mexido totalmente com ela, Leon sorriu e chegou mais perto do ouvido de Violetta.
–Se eu encontrar ele pode ter certeza que eu mato. –Disse e deu um beijo na bochecha de Violetta, que o olhou repreendendo com o olhar- Nem adianta me olhar assim.
–Okay, você falou para os meus pais o que aconteceu?
–Tentei ligar para eles, mas não atenderam as minhas ligações.
–Nossa só porque casei, eles não ligam mais pra mim. –Disse em um tom de humor, Leon deu uma risada, era incrível que mesmo com as dificuldades, Violetta tentava sorrir, tentava levar para o lado do humor. — Você quer me falar alguma coisa. –Leon queria dizer sobre o filho que ela havia perdido, mas era difícil, não era uma noticia agradável para se falar. Leon deu um suspiro e apertou levemente a mão de Violetta.
–Marco te deu chutes, não foi?
–Sim, ele me deu alguns, mas o que isso tem haver Leon?
–E em um desses chutes, ele acertou uma coisa muito preciosa pra mim. –Violetta que já estava confusa não entendeu nada, e ficou ainda mais confusa com aquela explicação de Leon. –Ele chutou muito forte e acabou acertando seu útero, e você estava grávida, você perdeu a criança.
Violetta gelou, não acreditava que estava gerando uma criança, aquela noticia a fez chorar, não se sentia pronta para ter um filho, mas ter a noticia que estava gerando um e que ele foi morto a destruiu, percebeu que Leon havia ficado totalmente abalado com á noticia tanto quando ela.
*~*
–Você é louco Marco, você quase matou a menina. –Gritou Clement assim que passou pela porta e viu Marco com algumas malas no meio da sala, sentado no sofá enquanto ouvia o que Clement gritava.
–Se ela não fosse minha não ia ser de mais ninguém, eu falei isso pra você, ela não quis vir comigo.
–E isso era motivo pra deixar a menina desmaiada e inconsciente a ponto de ir para o hospital?
–Pera, a Violetta foi para o hospital?- Surpreso comentou.
–Sim eu estava no escritório junto com Leon e ligaram para ele e então ele saiu correndo dizendo que ia te matar, por quase ter matado a mulher dele- Disse Clement num tom mais baixo no começo, mas elevando o tom quando falou que Violetta era do Leon.
–Ela não é dele, e ele sabe disso ela é minha e eu vou ter ela pra mim por bem ou por mal!-Gritou.
Clement não estava a fim de ouvir mais as barbaridades do amigo e saiu para seu quarto.
*~*
Violetta já havia se acalmado um pouco, Leon continuava ao seu lado com suas mãos grudadas, Leon em momento algum fez questão de soltar suas mãos.
–Leon está tarde, leve Eduarda para a casa e vai descansar tomar um banho. –Leon a olhou e olhou para as mãos entrelaçadas, não queria soltar a mão dela, naquele momento não.
–Tem certeza?- Perguntou Leon fazendo uma manha, não queria sair de perto de Violetta sabia que ela estava frágil.
–Tenho, já está começando a ficar fedido-Disse dando uma risada-Né Eduarda?-Perguntou para a pequena garotinha que apenas assentiu, confirmando assim que Leon começava a ficar cheirando mal.
–Eu vou, mas volto vou deixar Eduarda na casa de minha mãe. –Disse e se aproximou de Violetta lhe dando um beijo rápido, e com um esforço mental soltou a mão de Violetta e saiu deixando Violetta sozinha naquele quarto de hospital, porém não por muito tempo logo o médico entrou com uma cara de felicidade.
–Como você está Violetta?
–Me sinto bem melhor Doutor.
–Ótimo se o seu corpo continuar a responder desse jeito, amanhã a noite poderá sair.
–Que bom. –Disse e sorriu, o médico disse que iria pedir para trazerem algo para ela comer e saiu do quarto.
Violetta ficou sozinha novamente, levou uma mão para a barriga e ficou acariciando, não acreditava que havia perdido seu filho.
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