The Contract
23 Apaixonada !
Notas iniciais
A noite havia começado com choro, medo, desespero, mas estava terminando com abraços, beijos, caricias. Violetta dormia tranquila no peito de Leon, ele segurava fortemente Violetta sobre si, temia que ela saísse de seus braços e nunca mais voltasse.
Estava tudo tranquilo, Eduarda dormia tranquila em seu quarto improvisado, Violetta e Leon dormiam abraçados, mas um barulho aquele som irritante de celular começou a tocar, ao chegar aos ouvidos de Violetta fez a mesma se assustar, mas a despertou abriu os olhos devagar e percebeu que ainda estava escuro, levantou o olhar para seu despertador e viu que era apenas 02h00min da manhã, procurou o celular que não parava de tocar e achou ele ao lado de Leon no criado mudo levantou o braço e alcançou o celular, pegou e deslizou o dedo atendendo a chamada.
–Alô?-Falou Violetta com a voz totalmente rouca, estava com muito sono.
–Alô gostaria de informar uma coisa sobre a paciente Lara Lemos.
–Ah sim pode falar...
–Gostaria de informar que a paciente faleceu agora pouco. –Violetta simplesmente gelou.
–Irei avisar o senhor Vargas-Disse com dificuldade, desligando o telefone. -Violetta olhou Leon e o viu a encarando.
–Acordou faz quanto tempo?
–Não muito, quem era?-Disse Leon perguntando com curiosidade, Violetta se ajustou em seu peito e o abraçou pela cintura.
–A Lara morreu. –Leon apertou Violetta pela cintura juntando mais ainda seus corpos.
–A Duda-Disse Leon em um sussurro.
*~*
Os Vargas seguiam caminhando pelo parque central de Buenos Aires, Eduarda não sabia o que estava acontecendo, mas seu pai e Violetta estavam estranhos desde o começo da manhã, disseram que tinham uma noticia para falar e até o momento não haviam falado nada.
–Eduarda?-Disse Leon chamando atenção da menina para si.
–O que papai?
–Eu não sei como te falar isso-Disse e respirou fundo acalmando seus nervos. –Mas sua mãe não está mais conosco.
–Papai como assim?-Disse Eduarda começando a ficar com os olhos marejados.
–Sua mãe morreu. –A pequena Eduarda se deixou desabar, chorou muito e saiu correndo para dentro do parque.
–Vá atrás dela depois me encontre aqui. –Disse Violetta e viu Leon sair atrás da Eduarda.
Violetta não sabia direito o que Eduarda estava sentindo, pois nenhum parente querido seu havia falecido, não alguém que ela tivesse um grande afeto.
Sentou num banco de cor branca, estava com sua garrafinha de água na mão, e sua bolsa em seu ombro, o vento frio passou por seus cabelos os deixando bagunçados.
–Achei que ele nunca fosse sair de perto de você. –Aquela voz, a voz que Violetta não queria ouvir mais, mas ele estava ali de novo para perturbar sua cabeça e confundir seu coração, ficou quieta e não olhou para a maldição em pessoa-Não vai me falar nem oi?-Perguntou novamente, o silêncio era a melhor coisa que ela poderia fazer agora. –Nossa, o que eu te fiz?-Perguntou sarcástico, Violetta continuou a encarar qualquer coisa que não fosse ele, viu de relance ele passar por sua frente e sentar ao seu lado. –Me diz como está sendo ser a mulher do Leon... Ele é melhor que eu?
–Bem melhor. –Deixou escapar palavras de sua boca, ela não queria ter respondido aquele homem, mas ele a provocou.
Olhou de lado e observou o sorriso de Marco, estava com um sorriso que ela não sabia explicar um sorriso sarcástico e malicioso ao mesmo tempo.
–Vi que você já sabe sobre a Eduarda, ela é uma boa criança. –Marco estava estranho e Violetta percebia isso.
–O que você quer?-Perguntou Violetta diretamente, sabia que algo estava acontecendo e que Marco não estava ali porque estava apenas passando.
–Você não leu minha carta, eu quero você, eu quero fugir com você entende pra qualquer outro lugar. –Disse Marco, Violetta deu uma risada pelo nariz, não acreditava que estava ouvindo aquilo.
–Pra que? –Começou- Fugindo com você, eu não teria como me proteger, você poderia me matar.
–Ninguém vai te matar Violetta. –A voz de Leon chamou atenção de ambos, ele não estava com Eduarda e Violetta estranhou. –O que veio fazer aqui?-Perguntou Leon a Marco cruzou os braços, Marco levantou do banco e fez a mesma coisa com os braços.
–Vim falar com a Violetta, mas já estou de saída. –Disse e deu as costas para o casal.
–Ele fez alguma coisa com você?-Perguntou Leon, mas não saiu de sua posição que estava na presença de Marco.
–Não apenas me provocou e falou que quer fugir comigo. –Leon soltou os braços e sentou ao lado de Violetta a abraçando e beijando o topo de sua cabeça. –Cadê a Eduarda?
–Eu fui atrás dela e achei falei com ela e quando estava voltando, vi você e o Marco e disse a ela para ficar ali nos brinquedos.
*~*
O clima estava tenso, Leon havia saído para resolver as coisas do velório da Lara enquanto Violetta e Eduarda se encaravam na sala da casa principal.
–Você que é minha mãe agora?-Perguntou Eduarda com curiosidade, encarando Violetta com aqueles olhos verdes brilhantes.
–Serei sua madrasta, mas não serei igual aos dos livros, serei bem legal com você. –Eduarda deu um sorriso fraco e abraçou Violetta.
*~*
Aquele clima estava estranho, Violetta sentia-se que não devia estar naquele local, o enterro de Lara, Leon ficava segurando sua mão enquanto olhava o caixão fechado descer pelo grande buraco de terra, ali era um eterno Adeus.
*~*
Violetta abriu a porta e se deparou com dois seres correndo pela casa, um ela sabia que era a Eduarda o outro era um homem que corria atrás dela.
–Eduarda. –O grito de Leon ecoou pela sala, fazendo a pequena Eduarda parar de correr e olhar para a porta vendo seu pai de braços cruzados a olhando com curiosidade e com um pingo de raiva em seu olhar.
–Eduarda te peguei-Disse a pessoa ofegante pegando Eduarda no colo, Violetta ao perceber de quem era a voz sorriu.
–Diego. –Falou Violetta fazendo Leon desviar o olhar de Eduarda e olhar pra Violetta e chegando mais perto da mesma.
–E ai maninha tudo bom?-Disse Diego.
–Porque não avisou que vinha?
–Queria fazer surpresa...
–Quem deixou você entrar?-Perguntou Leon entrando na conversa de ambos.
–Eu!-Gritou uma voz vinda da cozinha que foi chegando mais perto deles aparecendo no ambiente em poucos segundos. –Ele disse que era amigo da Violetta.
–E é obrigada por ter o deixado entrar Francesca. –Disse Violetta se aproximando de Diego e lhe dando um abraço apertado, Francesca olhou Leon por um momento durante aquele abraço e viu-o ficar totalmente sério e bufar.
Francesca riu com o ciúme do irmão e voltou para cozinha onde estava fazendo um lanche para Eduarda.
Violetta soltou Diego aos poucos e se afastou completamente ao lembrar que Leon estava presenciando a cena, Foi e se sentou ao lado dele no sofá que estava com Eduarda no colo.
–Francesca falou que vocês estavam em um velório de quem?
–Da mãe da Eduarda. -Respondeu Leon rapidamente.
–Agora a guarda é de vocês, ou ela vai pra algum outro parente?
–Com a gente.
Violetta ficou um bom tempo conversando com Diego, Leon sentia um ciúme enorme dentro de si, ele temia perder Violetta, foi difícil "conquista-la".
*~*
Diego e Francesca já haviam saído da casa de Violetta, Diego como um bom cavaleiro acompanhou Francesca para casa, Violetta via um futuro casal em Francesca e Diego.
Foi despertada de seus pensamentos por mãos em sua cintura e um beijo em seu pescoço.
–No que pensa?-Sussurrou Leon em seu ouvido olhando para a lua junto com ela, já que estavam na varanda da casa.
–Em Diego. -O sorriso pequeno que Leon carregava em seus lábios desmanchou na hora- E Em Francesca.
–Por?
–Eu vejo um futuro neles. –Leon relaxou um pouco.
–Porque minha irmã?- Perguntou Leon enciumado.
–Eles se deram tão bem.
–Não acho. –Violetta deu uma risada fraca com o ciúme de Leon.
–Cadê a Eduarda?
–Dormindo, ela dormiu assim que Diego e Francesca saíram. –Um silêncio estranho se formou entre os dois, aquelas mãos fazendo carinho na barriga de Violetta fazia a mesma se arrepiar.
–Leon o que está acontecendo comigo?
–Como assim Violetta?
–Eu estou me sentindo estranha perto de você, fico tímida quando você me elogia, quando me toca eu me arrepio. –Disse e virou ficando de frente para aquele homem, mas continuou presa em seus braços.
–Você tá se apaixonando, simples assim-Disse Leon sorrindo para Violetta e se aproximando, sentiu a respiração de Violetta falhar quando chegou mais perto, logo acabou com o espaço entre ambos selando seus lábios em um beijo apaixonado.
Leon podia estar tranquilo por fora, mas ele estava por dentro soltando fogos de artificio, ele já era apaixonado por aquela mulher e dói-a saber que ela não gostava dele como ele, então ouvir que ela estava se apaixonando era como musica para os ouvidos dele.
Leon apertou a cintura de Violetta e a puxou mais contra si, se separam do beijo ofegante, Leon colocou sua testa junto com de Violetta enquanto raciocinava o que tinha acabado de acontecer.
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