The Conclusion
5 Good Luck
Notas iniciais
Enfim, aqui está o/
E muito obrigada por estarem lendo.
Boa leitura *-*
Terceiro Mundo 8/01/20XX
[Cidade de Sakurami.Casa dos Amano]
Passei na frente da casa de Gasai-san, com esperança de poder vê-la. Não estava. Ninguém estava. Comecei a digitar furiosamente no meu celular.
Fiquei preocupado. Ninguém se lembrava de Gasai-san?
Suspirei e fui para casa. Entrei e subi a escada, indo direto para meu quarto. Enrolei-me na coberta e fiquei pensando em Gasai.
Meu celular fez um ruído estranho.
12:35
Hoje vi Gasai-san quando Kami-sama nos chamou. Ela estava tão linda!!
12:40
Gasai-san não para de olhar para os outros jogadores. Ela não faz a menor ideia de que eu sou um deles. Será que sabe que eu existo?
12:50
Esse jogo é um absurdo, nunca matarei Gasai-san. E passarei por cima de todos que tentarem fazê-lo.
12:58
Gasai-san está chorando na casa dela. Quero tanto consolá-la. Esse diário é incrível. Agora sei de cada passo que Gasai-san dá.
13:26
Uma mulher está perto. Gasai-san a viu. Aquela vadia está fatiando Gasai-san. Tenho que impedi-la!
13:36
Gasai-san foi forta [DEAD END]
Joguei meu celular na cama e olhei o relógio. 9:12. Balancei a cabeça negativamente. Aquilo era uma loucura.
Enrolei-me nas cobertas novamente.
Terceiro Mundo 8/01/20XX
- Já está tudo pronto, deus? – perguntou Murumuru.
Deus continuou calado.
- Deus?
- Fiz a decisão certa. – divagou. – Quanto a isso, Murumuru, está pronto. Vamos só esperar o Primeiro chegar e começaremos.
Murumuru assentiu.
- Não se esqueça de lacrá-lo com invisibilidade. – deus respirou fundo. – Os jogadores não podem ver o garoto.
Yukiteru surgiu. Sua pele estava pálida e ele parecia preocupado.
- Está pronto? – perguntou deus.
- Vamos acabar com isso. – respondeu.
- Chame-os Murumuru. – deus ordenou. Murumuru se retirou.
Naquele momento, os doze celulares fizeram barulho.
Terceiro Mundo 8/01/20XX
[Cidade de Sakurami. Casa dos Gasai]
Yuno fechou a porta e se jogou no chão. Iria ser a primeira a morrer. Tinha certeza. Foi até a cozinha com passos pesados e abriu uma das gavetas. Tirou três facas.
Ela tremia. Precisava aprender a matar. E rápido.
Mirou na porta. A faca batera e voltara, sem causar nenhum dano.
“Tenho que vencer pelo Yuki” – pensou.
Pegou a segunda faca. Respirou fundo algumas vezes e arremessou. A faca ficou presa na porta. Yuno suspirou. Precisava de um alvo.
Abriu a geladeira e pegou uma maçã. Colocou a maçã bem longe e segurou a última faca, nervosa.
Lembrou-se do dia que Yuki tinha a salvo. Foi inundada com as memórias da Yuno do Primeiro Mundo. Yuno se sentou encolhida. Odiava quando isso acontecia e, ultimamente, acontecia com muita frequência, confundindo-a mais e mais.
E lá estava ela, vendo Yuki quase ser morto.
Ela não iria aceitar.
Despertou e mirou na maçã. Acertou em cheio.
Balançou a cabeça.
Como foi que fizera isso?
Olhou para as mãos, tentando enxergar o que tinha mudado.
Começou a desaparecer.
Terceiro Mundo 8/01/20XX
[Cidade de Sakurami. Casa dos Amano]
A primeira coisa que fiz quando meu corpo começou a ser sugado foi gritar. Coloquei tudo o que pude para fora.
Algo me puxou e logo não estava mais em meu quarto. Estava em um lugar esquisito e pisando em uma plataforma circular. Olhei para meu corpo e estava preto.
Um monstro, ou seja lá o que for aquilo, estava sendo me encarando. Uma garotinha morena vestida de rosa estava voando.
Céus, o que acontecera?
Virei-me e vi outras onze plataformas iguais a minha. Tentei sair, mas não consegui. Preso em um absurdo.
- O que é isso? – gritei.
O monstro me ignorou e a garotinha riu.
Uma a uma as plataformas foram adquirindo silhuetas, de todas as formas, escuras como eu. Todos sem entender o que estava acontecendo.
A plataforma de um dos meus lados ficou vazia. Não fazia a menor ideia do por quê.
E então, ela se preencheu.
Parada, ao meu lado, estava Gasai-san. Pelo menos, a silhueta era idêntica. Ela não olhou para mim. Ficou na ponta dos pés procurando algo invisível na direção do monstro e da garotinha. O monstro sorriu.
- Sejam bem-vindos ao jogo do futuro. – anunciou o monstro.
Múrmuros e exclamações. Olhei para o relógio de pulso do meu pai. 12:35. Então esse era Kami-sama.
- Vou falar as regras do jogo. – Kami-sama esperou todos se calarem. – Vocês são doze. Doze portadores de diários que, a partir de agora, prevê o futuro de acordo com o diário.
Silêncio. Então não era só eu que escrevia em um diário? Virei e olhei para Gasai-san. Qual será o diário dela? Meus olhos pousaram no relógio. 12:40.
Droga.
- Vocês doze são os jogadores. Não podem envolver ninguém de fora no jogo. Isso é uma regra. Não envolvam quem não seja um jogador. – Kami-sama prosseguiu.
- Ou seja, podemos formar alianças com outros jogadores? – perguntou uma silhueta meio baixa demais.
Kami-sama sorriu.
- Sim, mas creio que será improvável. – Ele esperou alguma manifestação. Nada.
- Por quê? – gritou uma garota. Era claro que era uma garota, qualquer pessoa reconheceria pela voz.
- Porque esse jogo determina quem ocupará o meu lugar.
- E qual é o seu lugar? – perguntou Gasai-san. Sua silhueta tremia. Ela estava com medo.
- Eu sou deus. E um de vocês será meu sucessor.
- Como você irá determinar quem é o sucessor? – perguntei, a voz soou fraca.
- Vocês terão de matar um ao outro, até que reste apenas um.
Vi vários sorrisos das silhuetas. Olhei novamente para o relógio. 12:50.
- Estão dispensados. Bom jogo. E boa sorte. – Kami-sama falou e eu voltei para meu quarto.
Respirei profundamente. Estava na hora de correr até a casa de Gasai-san. Se o diário previu tudo, certamente a morte de Gasai-san está determinada. Se eu não impedisse.
Corri e bati a porta. Quem quer que vá aparecer na casa de Gasai-san com intenção de matá-la, sofreria as consequências. Passarei por cima de qualquer um que tentar.
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