Notas iniciais
Etto... Yo minna o/ Me desculpem pela demora. Eu vi o ova semana passada (não, eu não sabia que tinha um ova do Mirai Nikki, não me julguem), e o ova (usarei a expressão que meu pai usa) "me quebrou as pernas". Resumindo, tive que mudar e acrescentar algumas coisas.
Enfim, aqui está o/
E muito obrigada por estarem lendo.
Boa leitura *-*

Terceiro Mundo 8/01/20XX

[Cidade de Sakurami.Casa dos Amano]

Passei na frente da casa de Gasai-san, com esperança de poder vê-la. Não estava. Ninguém estava. Comecei a digitar furiosamente no meu celular.

Fiquei preocupado. Ninguém se lembrava de Gasai-san?

Suspirei e fui para casa. Entrei e subi a escada, indo direto para meu quarto. Enrolei-me na coberta e fiquei pensando em Gasai.

Meu celular fez um ruído estranho.

12:35

Hoje vi Gasai-san quando Kami-sama nos chamou. Ela estava tão linda!!

12:40

Gasai-san não para de olhar para os outros jogadores. Ela não faz a menor ideia de que eu sou um deles. Será que sabe que eu existo?

12:50

Esse jogo é um absurdo, nunca matarei Gasai-san. E passarei por cima de todos que tentarem fazê-lo.

12:58

Gasai-san está chorando na casa dela. Quero tanto consolá-la. Esse diário é incrível. Agora sei de cada passo que Gasai-san dá.

13:26

Uma mulher está perto. Gasai-san a viu. Aquela vadia está fatiando Gasai-san. Tenho que impedi-la!

13:36

Gasai-san foi forta [DEAD END]

Joguei meu celular na cama e olhei o relógio. 9:12. Balancei a cabeça negativamente. Aquilo era uma loucura.

Enrolei-me nas cobertas novamente.

Terceiro Mundo 8/01/20XX

- Já está tudo pronto, deus? – perguntou Murumuru.

Deus continuou calado.

- Deus?

- Fiz a decisão certa. – divagou. – Quanto a isso, Murumuru, está pronto. Vamos só esperar o Primeiro chegar e começaremos.

Murumuru assentiu.

- Não se esqueça de lacrá-lo com invisibilidade. – deus respirou fundo. – Os jogadores não podem ver o garoto.

Yukiteru surgiu. Sua pele estava pálida e ele parecia preocupado.

- Está pronto? – perguntou deus.

- Vamos acabar com isso. – respondeu.

- Chame-os Murumuru. – deus ordenou. Murumuru se retirou.

Naquele momento, os doze celulares fizeram barulho.

Terceiro Mundo 8/01/20XX

[Cidade de Sakurami. Casa dos Gasai]

Yuno fechou a porta e se jogou no chão. Iria ser a primeira a morrer. Tinha certeza. Foi até a cozinha com passos pesados e abriu uma das gavetas. Tirou três facas.

Ela tremia. Precisava aprender a matar. E rápido.

Mirou na porta. A faca batera e voltara, sem causar nenhum dano.

“Tenho que vencer pelo Yuki” – pensou.

Pegou a segunda faca. Respirou fundo algumas vezes e arremessou. A faca ficou presa na porta. Yuno suspirou. Precisava de um alvo.

Abriu a geladeira e pegou uma maçã. Colocou a maçã bem longe e segurou a última faca, nervosa.

Lembrou-se do dia que Yuki tinha a salvo. Foi inundada com as memórias da Yuno do Primeiro Mundo. Yuno se sentou encolhida. Odiava quando isso acontecia e, ultimamente, acontecia com muita frequência, confundindo-a mais e mais.

E lá estava ela, vendo Yuki quase ser morto.

Ela não iria aceitar.

Despertou e mirou na maçã. Acertou em cheio.

Balançou a cabeça.

Como foi que fizera isso?

Olhou para as mãos, tentando enxergar o que tinha mudado.

Começou a desaparecer.

Terceiro Mundo 8/01/20XX

[Cidade de Sakurami. Casa dos Amano]

A primeira coisa que fiz quando meu corpo começou a ser sugado foi gritar. Coloquei tudo o que pude para fora.

Algo me puxou e logo não estava mais em meu quarto. Estava em um lugar esquisito e pisando em uma plataforma circular. Olhei para meu corpo e estava preto.

Um monstro, ou seja lá o que for aquilo, estava sendo me encarando. Uma garotinha morena vestida de rosa estava voando.

Céus, o que acontecera?

Virei-me e vi outras onze plataformas iguais a minha. Tentei sair, mas não consegui. Preso em um absurdo.

- O que é isso? – gritei.

O monstro me ignorou e a garotinha riu.

Uma a uma as plataformas foram adquirindo silhuetas, de todas as formas, escuras como eu. Todos sem entender o que estava acontecendo.

A plataforma de um dos meus lados ficou vazia. Não fazia a menor ideia do por quê.

E então, ela se preencheu.

Parada, ao meu lado, estava Gasai-san. Pelo menos, a silhueta era idêntica. Ela não olhou para mim. Ficou na ponta dos pés procurando algo invisível na direção do monstro e da garotinha. O monstro sorriu.

- Sejam bem-vindos ao jogo do futuro. – anunciou o monstro.

Múrmuros e exclamações. Olhei para o relógio de pulso do meu pai. 12:35. Então esse era Kami-sama.

- Vou falar as regras do jogo. – Kami-sama esperou todos se calarem. – Vocês são doze. Doze portadores de diários que, a partir de agora, prevê o futuro de acordo com o diário.

Silêncio. Então não era só eu que escrevia em um diário? Virei e olhei para Gasai-san. Qual será o diário dela? Meus olhos pousaram no relógio. 12:40.

Droga.

- Vocês doze são os jogadores. Não podem envolver ninguém de fora no jogo. Isso é uma regra. Não envolvam quem não seja um jogador. – Kami-sama prosseguiu.

- Ou seja, podemos formar alianças com outros jogadores? – perguntou uma silhueta meio baixa demais.

Kami-sama sorriu.

- Sim, mas creio que será improvável. – Ele esperou alguma manifestação. Nada.

- Por quê? – gritou uma garota. Era claro que era uma garota, qualquer pessoa reconheceria pela voz.

- Porque esse jogo determina quem ocupará o meu lugar.

- E qual é o seu lugar? – perguntou Gasai-san. Sua silhueta tremia. Ela estava com medo.

- Eu sou deus. E um de vocês será meu sucessor.

- Como você irá determinar quem é o sucessor? – perguntei, a voz soou fraca.

- Vocês terão de matar um ao outro, até que reste apenas um.

Vi vários sorrisos das silhuetas. Olhei novamente para o relógio. 12:50.

- Estão dispensados. Bom jogo. E boa sorte. – Kami-sama falou e eu voltei para meu quarto.

Respirei profundamente. Estava na hora de correr até a casa de Gasai-san. Se o diário previu tudo, certamente a morte de Gasai-san está determinada. Se eu não impedisse.

Corri e bati a porta. Quem quer que vá aparecer na casa de Gasai-san com intenção de matá-la, sofreria as consequências. Passarei por cima de qualquer um que tentar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.