The Chronicles Universalis
10 Capítulo 10 - Arrependimentos
– Neo Armageddon!! – gritei, uma explosão de Neo ocorreu em volta de mim, que rasgou o colete, a jaqueta e a capa que eu usava, assim fiquei só com uma camisa branca e calças camufladas, com um coturno nos pés.
Segurei as correntes e as puxei com força até ela arrebentarem, os demônios olharam para mim, saquei Hellsing e Kurousing. Eles avançaram em minha direção e começaram a arranhar minha pele com suas mãos de labaredas, dei um giro com as katanas e destruí vários, peguei Lola e a coloquei em minhas costas. Achei uma brecha entre os demônios e fugi por ali.
Sai dali e corri subindo uma colina, quando uma corda prendeu no meu pé e me puxou para trás, caí de cara no chão e larguei Lola, tentei não desmaiar com a pancada e percebi que minha testa estava cortada.
Após chegar naquela cabana, Servi olhou para mim.
– É aqui. – disse ele.
Olhei pensativo.
– E como atravessamos o rio? – perguntei.
Ele segurou a gola da minha camisa e me arremessou do outro lado do rio. Então ele saltou sobre o rio levando as mãos para trás cortando o vento e seus cabelos negros balaçaram, achei aquilo tão... Foda...
Ele andou até a varanda da cabana e bateu na porta, um garoto da minha idade de pele escura e cabelos brancos atendeu-nos.
– Olá, qual é seu nome? – perguntei colocando as mãos na nuca.
Ele parecia assustado e então disse:
– Eu não tenho nome! – ele gritou, eu olhei para ele como se ele fosse um retardado, ele abaixou a cabeça e respondeu calmo – Meu nome é Senhor Jones.
Olhei para Servi com um olhar confuso.
– Esse garoto é retardado? – perguntei.
– Não, Linch, ele é da sexta geração dos Jones.
– Idai? Sou da terceira geração dos Uti.
– E da décima terceira geração dos Universalis! – intorrompeu alguém, era como se ela voz estivessena minha mente, mas Servi também parecia ter ouvido.
Olhei pra trás, do outro lado do rio de sangue, havia um homem lá nos observando. Eu não conseguia ver seu rosto, mas ele usava uma toga negra e então soltou o que parecia ser asas negras e delas saia uma espécia de chama negra.
Acordei em um campo plano de terra vermelha, minha cabeça ainda emanejava Neo, consegui forças para me levantar, quando olhei para trás Arkadness estava ali, me virei. Meu ombro estava caido, só estava eu e ele cara a cara.
Fiquei de joelhos e puxei a barra da calça.
– Esta será a conclusão final, Linch. – falou.
Ele cerrou os punhos e logo mudou de tamanho e voltou a sua forma demoníaca. O vento fazia uma fumaça de poeira à nossos pés, saquei minhas katans e parti pra ataca-lo, ele me deu um tapa, e sai rolando até conseguir parar em pé.
Arkadness sacou sua espada de dois metros, contra-ataquei por baixo e ele por cima, na colisão, minhas duas katanas quebraram.
Não tinha como isto acontecer, elas foram banhadas nos rios sagrados, elas foram forjadas pelo mestiço semideus filho de Hefesto e Atena. Era impossível de ela se quebrar, aquela espada devia ser muito poderosa.
Larguei as katanas, impulsionei com a mão no chão e dei um chute na barriga dele, ele se ajoelhou, na hora em que ele se abaixou, fiquei de pé e dei um murro no queixo dele de gancho.
Ele caiu no chão, e então deu com a sola do pé em meu peito.
Quando ele levantou ele pousou uma das mãos no chão.
– Tem razão, Linch – sussurrou ele – você é um demônio, demônios são criaturas horríveis que existem para trazer sofrimento das pessoas. Você não deve existir. Kaige kame ZERO!
Meu olho se arregalou, aquilo era linguagem demoníaca antiga, aquele era um selo de invocamento.
O chão tremeu, então saltei e uma buraco se abriu, dele saiu uma besta que parecia uma serpente, não consegui desviar e a criatura me engoliu sem mastigar.
Meu corpo começou a ser esmagado dentro da barriga da besta, seria ali que eu morreria? Minha vida inteira, eu sempre senti medo, sempre estava sozinho.
– Aaaaah!!! – gritei de dor.
Não consegui te proteger Lola, a imagem dela apareceu na minha mente, mas só agora que vou morrer percebo que passei minha vida arrependido por você, quando havia outras pessoas que se importavam comigo. De repente a imagem de Lucy me veio a mente. Agora que achei alguém da família eu o abandonei em vez de lutar, na minha vida me arrependo deste medo. Mesmo sabendo que você não se importou comigo peço desculpas, Lola.
Retirei o anel que ganhei dela do meu dedo com dificuldade então gritei:
– Neo Armageddon, Gonz Forz Form!!!!
Uma explosão de Neo destruiu a besta, e saltei no ar, o Neo flutuava em cima de minha cabeça em forma de um círculo, assim eles cobriam meus punhos enquanto faiscava choque negro em volta de meu corpo, um dos meus olhos estava com a marca Universalis que era duas curvas – "( )" – com pontas nas laterais.
Arkladness estava lá, mas sua expressão demonstrava medo.
– Está é a primeira fase da forma Gonz Forz, "A" – disse eu sorrindo.
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