The Chosen Hierarchy

2 Capítulo II - O Equilíbrio


Notas iniciais
Aqui está o segundo capítulo do primeiro livro "Luz e Trevas". Para mais detalhes veja o meu fórum: https://thechosenhierarchy.forumeiros.com/forum

Nobuo olhou em volta, reparando que uns aglomerados de jovens o observavam, curiosos. Todos tinham um uniforme comum, uns eram simples, mas outros tinham cores diferentes, verdes, vermelhos, azuis, amarelos e turquesas.

— Onde... onde estou?

— Como assim? – Questionou o manipulador do vento. – Estás no Expresso Archymedes como é óbvio.

— Quê? Onde?

O rapaz de cabelo platinado olhou em volta visivelmente confuso. O salvador dele olhou para a roupa que Nobuo tinha vestido, era o único dentro daquele comboio que não estava com o uniforme. Este inclinou a cabeça pensativo e depois de associar tudo chegou à conclusão de que talvez ele não soubesse mesmo o que estava acontecer.

— Não sabes mesmo o que está a acontecer, pois não? – Esperou a resposta negativa dele e depois continuou. – Como disse, esse é o Expresso Archymedes que liga a Estação do Círculo à Escola Elementalista de Indra. – Depois de reparar na expressão confusa na cara de Nobuo, seguiu adiante. – Estação do Círculo é onde todos os alunos que vão para a Escola Elementalista de Indra esperam pelo Expresso Archymedes.

— Onde fica essa escola?

— Bem, fica em Fantasia como é lógico, entre Valtra e Sonisso. Nunca ouviste falar da escola? Espera, tu tens algum elemento sequer?

— Elemento? Como assim?

— Como assim? – Perguntou o rapaz chocado. – Fogo, Água, Ar, Terra, Electricidade. Sabes esses elementos. Ou és daqueles raros?

— Eu não tenho nada. – Falou baixinho.

Os dois rapazes espreitaram pela janela e viram uma enorme escola, que mais parecia uma cidade inteira. Era rodeada por florestas e tinha uma cascata gigantesca com água cristalina atrás dela. Possuía doze bandeiras em doze torres, apenas a torre mais alta mais não tinha uma. Depois da entrada da escola possuía um enorme pátio com uma fonte de água, nela tinha um conjunto de pessoas e em cima delas, como se estivesse a voar, um anjo. O comboio parou e os alunos começaram a descer com as suas malas.

— É melhor irmos falar com a diretora sobre o teu caso. Agora lembrei-me que não me apresentei, sou o Dante Bachini. – Ele estendeu-lhe a mão. – E tu és?

— Nobuo, Nobuo Miyazaki. – Apertou-lhe a mão e sorriu.

— Prazer Nobuo, anda, vamos falar com a directora, eu guio-te.

Os dois avançaram pela escola, olhando tudo que os rodeava, estavam maravilhados. O lugar era simplesmente fantástico, moderno, mas ao mesmo tempo dando uma sensação de nostalgia.

— Este lugar... Eu sinto-me nostálgico. – Falou Nobuo, com uma expressão serena.

— Sim, eu também. – Dante possuía a mesma expressão no rosto. – É como se já tivesse vindo aqui antes, como se tivesse vivido aqui, mas eu só conheço através de fotografias e vídeos.

— Sabes onde fica a sala da directora?

— Sim, na torre mais alta, segue-me.

Ambos continuaram a caminhar até à torre mais alta da escola, subiram num elevador sem vidros, mas algo os protegia para não caírem, uma espécie de força invisível. Aproveitaram para observar a linda paisagem que a altura lhes fornecia, mas não demorou muito, pois pouco tempo de pois o elevador parou e eles saíram. Andaram por um corredor enorme cheio de quadros, retratos e símbolos. Eles pararam mesmo em frente da porta da directora, onde tinha uma placa ao lado "Directora Angela Keller". Em cima da porta tinha o símbolo do Yin-Yang, Nobuo fixou o seu olhar nele.

— Entramos? – Dante esperou uma resposta, mas o outro estava completamente vidrado no símbolo. – Ei, Nobuo, está tudo bem?

— Ah sim, vamos. – Assentiu, mas deu uma última olhada no símbolo.

Bateram à porta, assim que ouviram permissão para entrar, eles abriram e adentraram pelo gabinete. Era uma sala bem acolhedora, com uma lareira que emanava um cheiro que fazia lembrar as pessoas da sua casa, um relógio no tecto que em cada número tinha uma casa do Zodíaco. As paredes eram brancas com umas cortinas pastel, estantes cheias de livros era o que não faltava. Em frente da secretária totalmente organizada, havia uma mesa castanha com quatro cadeiras, atrás um sofá grande que fazia uma meia lua. A directora sorria para eles, era uma mulher de meia idade, muito bem arranjada, tinha um sorriso doce e uns olhos que transmitiam confiança e segurança.

— Com sua permissão. – Disseram os dois ao entrar. – Directora, eu sou o Dante Bachini, caloiro aqui na escola e este é o... — Antes que pudesse acabar, a directora terminou a frase.

— Nobuo Miyazaki. – Fez um enorme sorriso. – Estava à tua espera.

— Como sabe... espere... à minha espera? – Interrogou Nobuo, mais uma vez confuso.

— Sei que estás cheio de dúvidas, por isso eu vou-te explicar tudo que puder. – Ela estalou os dedos e a sala virou um enorme holograma, mostrando a escola do lado de fora. – Esta é a Escola Elementalista de Indra, criada para abrigar e ensinar Elementalistas que queiram fazer a diferença no mundo. Nós aqui treinamos e partilhamos conhecimentos sobre tudo que Fantasia nos oferece, os perigos, os mistérios, tudo que quiserem saber.

— Mas o que são Elementalistas?

— Elementalistas são aqueles que possuem o dom dos treze elementos. 70% dos casos possuem um dos cinco elementos da natureza, Fogo, Ar, Terra, Água e Electricidade. 15% faz parte do Neo Trio, composto pelo Som, Metal e a Tecnologia. 10% possuí um elemento da combinação da Harmonia, o Corpo ou a Mente. Já 5% tem um elemento da Escolha, Luz ou Trevas.

— Quê? Isso tudo existe? Mas afinal, você disse treze elementos, mas apenas citou doze.

— O último elemento, meu doce Nobuo, é o Equilíbrio, progenitor de todos os outros elementos. Só existe uma pessoa com esse dom. Essa pessoa, és tu, Nobuo Miyazaki, Elementalista do Equilíbrio.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem o vosso comentário :)