The Chosen Hierarchy

4 Capítulo IV - A Esfera Original


Notas iniciais
Aqui está o quarto capítulo do primeiro livro "Luz e Trevas". Para mais detalhes veja o meu fórum: https://thechosenhierarchy.forumeiros.com/forum

Era a primeira manhã de aulas na Escola Elementalista de Indra, mas seria como um dia de apresentação. O primeiro ano era suposto ter aulas sobre "Geografia de Fantasia". O professor que leccionava essa matéria era Andrew Clueport, um simpático senhor de idade que era facilmente excitável quando o assunto era locais com história. A sala era bem grande, apesar de acolher no mínimo cem alunos, apenas estavam cinquenta, que era o número ao qual eram compostas as turmas. Tinha um grande globo holográfico no centro da sala, nele estava contido o mapa de Fantasia que girava numa velocidade lenta e quase hipnotizante. Não havia cadeiras, mas cinco filas na horizontal, divididas a meio por um corredor, onde em cada lado de uma fila cabiam dez alunos que se sentavam numa superfície só.

O professor Clueport entrou na sala e parou no fim do corredor, tendo visibilidade sobre as caras curiosas dos alunos, principalmente de Nobuo, que se encontrava na primeira fila ao lado de Dante.

— Bem-vindos caros alunos, eu sou o professor Andrew Clueport de Geografia de Fantasia, mas hoje, como todos vocês sabem, estão aqui para a apresentação. Não quero saber dos vossos nomes, pois isso já o sei. Também não quero saber as vossas motivações, porque isso não vai alterar nada. Inclusive não quero saber nada sobre vocês.

— Então porque existe a tal de apresentação? – Questionou Dante, confuso.

— Bem, caro Menino Bachini. Vocês vão saber o vosso elemento e depois irei apresentar-vos a Floresta do Começo. Podemos começar consigo, certo?

— Sim... creio eu. – Dante levantou-se e dirigiu-se até ao professor com calma.

— Coloque a sua mão na Esfera Original. – Falou o professor enquanto tirava do bolso uma pequena esfera que mostrava uma galáxia lá dentro.

O rapaz observou o objecto curioso, mas passado um tempo aproximou as mãos da esfera e esta começou a emitir uma cor turquesa. Quando finalmente cobriu-a com as mãos, a cor tornou-se predominante e começou a ser absorvida por Dante. O seu uniforme ganhou a cor que outrora estava ali, um fluxo mágico arrepiou-o e quando olhou para o objecto, estava de volta à galáxia.

— Muito bem, Menino Bachini, parece que você é um Elementalista do Vento, ou Ar, como quiser chamar. Visto que já fez a Iniciação Elemental pode se sentar e dar a vez a outra pessoa.

Dante já sabia o que era, não se surpreendeu e olhou Nobuo que o sorriu, mas notava nervosismo na cara dele, afinal naquele momento ia-se ter a prova que ele realmente era o Elementalista lendário do Equilíbrio. Quando se voltou a sentar uma rapariga de pele negra, assim como seus cabelos em duas tranças, com uns olhos verdes e uma expressão serena levantou-se e foi até ao professor.

— Muito bem, Menina Buhari, sua vez. – O professor entregou o objecto a ela.

Assim como o anterior, antes que ela tocasse neste, uma cor verde começou a ser formada e depois do toque, esta foi absorvida por ela, transformando depois o seu uniforme, era uma Elementalista da Terra. Todas as outras pessoas fizeram o mesmo, mas uma coisa que Dante reparou foi que mais nenhuma mostrou cor antes do toque, ele queria saber o porquê. Era a vez de Nobuo, então ele aproximou-se e olhou o professor.

— É a sua vez, Menino Miyazaki.

O professor não tirou o sorriso do rosto que se juntou a uma expressão intrigante, como se esperasse por algo, isso deixou o rapaz mais nervoso ainda. Fechou os olhos e aproximou as mãos, porém nenhuma cor aparecia ainda. Dante levantou uma sobrancelha e deixou cair os ombros, encostando-se na parte de trás, afinal era tudo um mito como ele pensou. Porém foi aí que Nobuo tocou na esfera e esta explodiu, a galáxia espalhou-se pela sala de aula, soltando gritos de vários alunos, muitos até se encolheram e abaixaram-se atrás das filas. Era como se estivessem sido engolidos pelo espaço, viram vários planetas passando por eles, mas do nada tudo se quebrou e deu espaço a um ambiente totalmente cinzento, que deixou tudo totalmente cego. Nobuo sentiu o seu corpo completamente estranho e a cor começou a ser absorvida para dentro do seu corpo, fazendo-o gemer de dor, até que tudo se misturou com ele e soltou um grito, caindo no chão.

— O Elementalista do Equilíbrio, finalmente entre nós. – Falou o professor com um tom firme.

Clueport ajudou Nobuo a se levantar e sorriu-lhe. O japonês ainda sentia o seu corpo a tremer, como se algum ser sobrenatural o tivesse possuído. Olhou o seu uniforme e este estava cinzento, diferente de todos os outros e claramente único em todos os anos daquela escola.

— Muito bem alunos, sigam-me.

O professor saiu porta fora com as mãos atrás das costas e foi seguido por muitos alunos assustados que o interrogavam sobre o que tinha acabado de acontecer, mas ele não respondeu. Na sala, a rapariga ao qual Clueport chamou de Buhari, olhava de uma maneira confusa Nobuo, tinha vontade de o ajudar, mas assim que viu Dante indo correr até ele, virou costas e seguiu o professor.

— Nobuo! Nobuo! Estás bem? – Perguntou Dante.

— Se te sentes bem ao ser atropelado por um camião, sim, estou perfeito.

— Espera, já foste alguma vez foste atropelado por um camião?

— Claro que não! Ajuda-me a estabilizar para irmos, acho que eles não vão esperar por nós.

O amigo ajudou-o a continuar de pé e depois saíram os dois dali tentando seguir o professor, mas eles já estavam muito mais à frente, não havia sinais deles. Continuaram em frente até ao pátio da escola, Nobuo sentou-se num banco e suspirou, levando as mãos à cabeça.

— E agora? – Perguntou o albino.

— Bem, ele disse que íamos conhecer a Floresta do Começo, certo? Então, devem estar lá.

— Sim, eu sei, mas não faço ideia de onde fica, tu por acaso... — Olhou a cara sorridente do amigo e girou os olhos. – Claro que sabes. Vamos.

Ambos atravessaram o local e saíram do perímetro da escola, entrando numa floresta muito verde e repleta de árvores. Transmitia uma sensação de bem-estar muito grande, o canto dos pássaros tranquilizava qualquer um, o cheiro da vegetação penetrava nas narinas dos dois, fazendo-os ficar relaxados.

— Adoro este local. – Constatou Dante e ao fundo viu Buhari a contemplar as flores. – Olha, a rapariga da Terra, vamos falar com ela.

Aproximaram-se dela e ouviram-na falar, contudo não estava lá ninguém e não parecia nada que as palavras fossem dirigidas a eles, pois ela não devia ter dado pela presença deles ainda.

— Tens a certeza de que eles foram por ali? Muito obrigado, senhora flor, ajudou-me imenso.

— Ham... tudo bem? É que parece meio que... — Dante parou de falar por uns segundos. — Não está tudo bem contigo, porque... — Parou outra vez. — Estás a falar com uma flor que... — Fez uma última pausa. – Não fala...

A rapariga assustou-se e colocou uma mão no peito com o susto, mas olhou rapidamente para trás enquanto ele falava, tentando se recompor.

— Oh são vocês. – Sorriu. – Claro que falam, pelo menos comigo. Sabem, nem tudo se fala através de palavras, pode-se comunicar de várias outras maneiras, como desenhos, gestos, sentimentos, música e de mais outras maneiras. Muita gente não percebe a linguagem da natureza, mas eu sempre comuniquei com ela desde pequena.

— Sim, bem, faz sentido. – Dante coçou a cabeça e olhou para ela. – O que lhe estavas a perguntar?

— Bem, eu acabei por me atrasar e distrai-me a olhar para esta linda floresta, tem tantas coisas interessantes! – Falou com empolgação. – Basicamente, perdi-me dos outros e estava a perguntar a esta linda flor por onde eles tinham ido. – Acabou apontando numa direcção.

— Parece que falar com a natureza é útil. – Nobuo sorriu. – Quem me dera conseguir fazer isso também, Buhari.

— Um dia vais conseguir. Ah e podes me chamar de Zarina, Buhari é o meu apelido.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem o vosso comentário :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.