The Change In The Game
30 Provocação só faz o tipo de um de nós dois.
Notas iniciais
SB: É, mas não podemos deixar esse doente nos assustar. Temos que encontra-los. – Abriu a porta, deixando Brennan passar a sua frente.
GG: Onde vocês estão indo? – Perguntou, virando-se para a porta.
SB: Alguém tem que pegar aquela cabeça.
GG: Sim. Eu e a Brennan. – Falou.
SB: Não! Eu sou o parceiro dela, eu vou a qualquer lugar com ela.
GG: Mas nesses últimos dias você e Catherine estiveram em campo. – Retrucou. – Só estou querendo te poupar, cara. – Colocou a mão em seu ombro. – Não transforme isso em uma grande discussão. – Falou descontraído.
Booth continuou quieto, com um sorriso no rosto, um indecifrável. Estava incomodado, mas não queria deixar transparecer. Era como se estivesse contando de um a dez em sua cabeça, para que não fizesse nenhuma besteira. Já Cam, havia se afastado dos ossos. Eu e ela olhávamos para os dois, esperando qualquer reação.
SB: Tudo bem, pode ir. – Respondeu.
Gil o passou, andando nos corredores junto a Brennan. Booth se virou a nós, sorrindo como se nada tivesse acontecido.
CS: Então... – Falou, tentando quebrar o clima.
CW: Que tal conhecermos um pouco do departamento? – A respondi.
Booth olhou para mim, assustado. Realmente havia gostado da Cam, finalmente uma pessoa concentrada e que falava comigo naquela equipe.
CS: Isso seria ótimo, Catherine! – Respondeu, dando a curva na mesa e saindo comigo.
Andamos pelo laboratório juntas. Estávamos em boa harmonia. Mostrava tudo à ela, apresentava quem aparecia na frente.
CW: Bom, essa é a parte mais obscura. – Falei, quando estávamos perto da porta do necrotério. – Mas, eu acho que você já está acostumada.
CS: Pode crer que sim. – Sorriu.
Colocamos o nosso xaleco e luvas, em seguida entramos na sala.
AR: Catherine. – Falou a me ver entrar. – Parece que tem uma visita.
CW: Sim. – Sorri. – Essa é a Dra. Cam Saroyan, legista também.
AR: Olá. Eu sou o Albert Robbins, legista desse departamento.
CS: É um prazer conhecê-lo doutor. – Sorriu, simpática.
CW: Talvez vocês tenham a oportunidade de trabalharem juntos.
AR: Seria um prazer trabalha como uma moça tão bonita.
CW: Com calma, doutor. – Brinquei.
Saímos em seguida, voltando aos extensos corredores do departamento.
CS: Eu vou ver onde está a Angie. – Virou-se para mim.
CW: Tudo bem. – Sorri, a vendo andar em direção oposta a minha.
Andei mais um pouco, até que percebi Gil e Sara conversarem de longe. Os olhei ainda distante.
– 20:00 está bom para você? – Perguntou ele.
– Está ótimo. – Sorriu Sara. Extremamente alegre vindo em minha direção ao corredor. – Bom dia Cath.
CW: Só se for para você. – Respondi, grossa.
Ela não ligou para isso, nada poderia estragar a sua felicidade naquele dia. Acompanhei Gil com os olhos, até o ver entrar em sua sala. Esperei um pouco e logo o segui até lá.
CW: “Sara é uma menina, desolada, que não teve uma família. Eu fiquei com ela por pena, antes de vir para Las Vegas, quando ela era uma aluna de faculdade. Não passou de beijos.” – Falei, entrando em sua sala e fechando a porta. – Naquela noite parecia até verdade.
GG: Muita coisa pareceu verdadeira naquela noite. – Respondeu, virando-se para mim.
Aproximei-me dele, olhando-o nos olhos. Porém, ele hesitou. Virando-se novamente.
CW: Até quando isso vai durar? Quando você vai superar isso e conseguir me olhar nos olhos, conversar comigo. – Sussurrei. – Quando tempo vai demorar para você esquecer?
GG: Não sei, quanto tempo demorou a que você esquecesse o que o Eddie fez a você? – Ironizou.
CW: Meu Deus, isso não é a mesma coisa! – Respondi, chocada.
GG: É exatamente a mesma coisa. – Virou para mim, nervoso.
CW: Eu era casada com ele, tínhamos uma filha pequena juntos. E de um dia para o outro o surpreendo com outra na nossa cama. Então, não, isso não é a mesma coisa!
GG: Pode não ser da mesma forma, mas eu estou sentindo tudo o que você sentiu. Eu estou com raiva de você, eu queria nunca mais pode te ver na minha frente, mas também estou decepcionado com tudo o que você disse. – Falou mais baixo. – Você brincou comigo, você me fez de idiota.
CW: Qual é, Gil. – Respondi. – Foi casual, amigos fazem isso o tempo inteiro. Você não deveria está tão sentido assim.
GG: É casual quando os dois sabem disso, quando os dois não sentem nada. – Respondeu.
CW: Ok, o que você quer que eu faça? – Perguntei, com a voz no mesmo tom que a dele, baixa. – Quer que eu te peça desculpas e diga que isso nunca mais vai acontecer? – Passei a mão no seu peitoral, até chegar a sua nuca. O puxei devagar, ficando na ponta dos pés. – Eu digo. – Sussurrei em seu ouvido, mordiscando a sua orelha. – Eu sinto muito, prometo nunca fazer algo do tipo. Eu errei e admito. – Sussurrei ao pé de seu ouvido.
O senti arrepiar. Sorrindo, voltei à posição normal, o olhando nos olhos. Ele colocou a mão na minha cintura, empurrando-me contra a mesa. Olhava-me nos olhos, passando a mão no meu rosto, aproximando-se em seguida. Beijou-me, um beijo caloroso. Correspondi, claro. Mordisquei os seus lábios inferiores, o empurrando em seguida.
CW: Não esqueça o seu encontro com a Sara hoje a noite. – Provoquei, sorrindo.
Sai da sua sala, seguindo os corredores de volta a sala onde estavam os ossos.
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