The Change In The Game
49 Ninguém te salvará, já demos muitos alarmes falsos
Notas iniciais
Por causa do trânsito congestionado, chegaram ao começo do anoitecer. Eles entraram em casa, ela fechou a porta e jogou a sua bolsa sobre o sofá.
- Obrigada. – Disse, o olhando.
- Não há de que. – Respondeu.
- Eu não acredito que aquele juíz o deixou ficar com a Lindsey. – Desabafou, encostando-se no sofá.
- Ele não a levou para sempre. – Falou, aproximando-se dela. – É só um final de semana. Daqui a dois dias ela vai está de volta.
- Mas, será que para sempre? – Questionou.
- Sim. – Sorriu, transmitindo confiança. – Nenhum juíz deixaria Eddie cuidar de uma adolescente. Nem que ele estivesse bêbado.
Catherine riu, ainda um pouco nervosa. Levantou-se, ficando diante a ele.
- Eu espero que você esteja certo. – Respondeu.
- Eu estou.
Ficaram calados por alguns segundos, Catherine se afastou, dando a volta no sofá.
- Já anoiteceu, daqui a pouco ficara tarde... Você poderia dormir aqui. – Olhou-o. – Digo, eu durmo no quarto da Lindsey e você pode ficar no meu.
- Obrigado, mas eu não posso.
- Por que não?
- Eu não posso deixar o Hank sozinho.
- E pode me deixar sozinha?
Assim que ela falou, escutou-se um barulho na porta. Era a Brennan junto a Booth.
- Olha quem acabou de chegar. – Sorriu nervoso. — A sua colega de quarto. – Apontou para Brennan.
Catherine balançou a cabeça, com uma afeição não muito satisfeita.
- Agora que você já tem uma companhia, acho melhor eu ir embora. – Falou, andando em direção da porta. – Boa noite, meninas e até mais Booth. – Falou, saindo em seguida.
- O que houve com ele? – Perguntou Booth. – Parece que estava fugindo de alguém.
Catherine não respondeu, apenas sorriu.
- Como você está? – Perguntou Brennan.
- Bem, obrigada por perguntar. – Respondeu. – Sei que não é a sua pergunta favorita.
Catherine passou pelo sofá novamente, subindo as escadas.
- Já vai dormir? – Perguntou Booth.
- Sim, foi um dia muito exaustivo. – Falou, parando em um degrau. – Tenha uma boa noite vocês dois. – Disse, continuando a subir as escadas.
Chegou a seu quarto, trancou a porta e entrou no chuveiro. Tomou um banho rápido e logo saiu dali. Deitou em sua cama, porém não conseguia dormir.
Mexia-se, de um lado para o outro. Apalpava os travisseiros, trocava-os de posição, mas nada adiantava.
Quando se deu conta, já havia passado mais de duas horas que estava tentando dormir. Já era de madrugada.
Porém nem todos esses pensamentos a fizeram dormir, pelo ao contrário, a fizeram ficar ainda mais agitada.
Então, levantou-se da cama. Abriu o seu guarda-roupa e pegou um casaco grande, que cumpria todo o seu corpo. O colocou por cima da camisola e abotou-o todo. Pôs um salto alto preto que estava perto da sua porta.
Penteou o seu cabelo, que estava só um pouco desajeitado. Destrancou a porta, saindo em seguida.
Descia as escadas, pensando que era a única acordada. Porém, se surpreendeu ao ver Booth e Brennan conversando no sofá.
- O que vocês ainda fazem acordados?
- Estavamos conversando. E você, aonde vai desse? – Perguntou Booth
- Eu não consigo dormir. Eu vou ao departamento.
- Nessa hora, não é muito perigoso, não?
- Eu não sou uma menina indefesa. – Retrucou, pegando as chaves em cima da mesa – Tenham uma boa noite. — Falou indo em direção a porta.
Abriu a garagem, entrando no carro. Dirigia devagar, atenta ao trânsito.
Chegou ao seu destino, saiu do carro e foi em direção a uma porta, batendo-na.
Demorou um pouco, porém logo foi atendida.
- Catherine? – Perguntou Gil. Surpreso.
Ele estava bem à vontade. Com uma calça de moletom cinza, sem camisa e descalço.
- Ei. – Sorriu. – Posso entrar? – Perguntou.
- Claro. – Deu espaço para que ela entrasse e fechando a porta em seguida. – O que você faz aqui?
- Eu não consigo dormir. – Respondeu, olhando-o. – Eu me mexo de um lado para o outro na cama, mas eu não consigo. Eu me sinto tão sozinha naquela casa enorme. Está tudo tão vazio, tão estranho sem a Lindsey.
- Mas e a Brennan?
Catherine sorriu, sentando-se no sofá em seguida.
- Eu e ela não somos as melhores amigas do mundo, você sabe disso. E também, ela não entende esse tipo de assunto. Ela é emocionalmente distante, ainda mais quando se trata dos problemas pessoais dos outros. – Respondeu. – Já você não. Você é o meu melhor amigo.
Gil sorriu. Estava a uma pequena distância dela.
- Vai ficar tudo bem, Cath. – Disse. – É apenas uma final de semana, depois ela vai voltar para você, para sempre.
- Obrigada por sempre está aqui por mim. – Falou, o olhando fixamente.
- Não há de quê. – Respondeu.
Ficaram alguns segundos em silêncio, apenas se olhando, porém com pensamentos um pouco distante.
- Está muito frio lá fora? – Perguntou, tentando puxar assunto.
- Sim. Porém pode ficar muito quente aqui dentro. – Respondeu, levantando-se do sofá, indo em direção a ele.
- Como?
- Eu sinto a sua falta, Gil. – Falava baixo. – Eu sinto falta daquela noite. Eu sei que pedi para que você esquecesse, para que você deixasse passar, mas eu... Eu não consigo deixar passar. – Aproximava-se mais dele. E com um tom ainda mais baixo, continuou. – Eu sonhei com aquela noite.
Ele a olhava, com a respiração ofegante.
- Fica comigo essa noite. – Sussurrava, o olhando nos olhos. — Faça-me esquecer todas as minhas preocupações. Eu preciso me concentrar em outra coisa.
Ele a encarava, sem dizer absolutamente nada. E então, ela continuou:
- Eu sei que você está apreensivo. Sei que você está com medo, mas não fique. Eu não vou embora, eu prometo. Faça-me sua, pois você já é meu. – Desabotoou o seu casaco, o deixando cair no chão. – Ensina-me a te amar. – Sussurrou a ponta do seu ouvido e logo se afastou
Sabia que o tinha levado à loucura. Ele a olhava da cabeça aos pés, reparando na sua camisola de cor preta transparente. Segurou o seu rosto, beijando o seu pescoço.
Catherine cedia. Fechava os olhos, o abraçando. Ele mordiscava o seu ombro, até tirar a sua alça.
As suas mãos desciam para as suas costas, puxando-a para ele. Ela subiu no seu colo, arranhando as suas costas.
Ele a conduzia até o seu quarto, a deixando em pé perto da cama. Tirou a outra alça da sua camisola, vendo-a cair no chão.
Ela entrelaçou os seus braços em volta do seu pescoço e o beijou. Um beijo demorado, quente. Ele a empurrou para cama, devagar. Deitando-se sobre ela.
Os dois se beijavam ferozmente. Precisavam um do outro e sabiam disso.
Catherine o empurrou, sentando-se sobre ele. Colocava o seu cabelo para o lado, abaixando a cabeça e mordendo o seu peitoral. Subia a sua boca para o seu pescoço, até chegar a sua boca. Onde o beijou, mais uma vez. Enquanto isso, a sua mão descia para a sua calça, na qual ele a ajudava. Tirando-a o mais rápido que conseguiam.
Logo depois, respirando ofegante, Catherine voltou a se sentar sobre ele. O encarava nos olhos, sorrindo. Mexia-se sobre o seu pênis, sabendo que o excitava.
Ele segurou as suas pernas, subindo para os seus glúteos. Os apertavam. Depois a empurrou devagar, jogando para o seu lado. Prendia os seus pulsos, incapacitando-a de fazer qualquer coisa.
A beijou intensamente, até que ela mordiscasse os seus lábios inferiores. Desceu a sua boca para o seu pescoço, depois para os seus seios, beijando e chupando cada parte do seu corpo. Tirou então a única parte que a cobria, com a boca.
Ela respirou fundo, contorcendo-se. Descia as suas mãos tirando a sua cueca.
Gil a olhou, com um sorriso malicioso. Com a respiração ofegante, subia o seu corpo, ficando sobre ela.
- Peça. – Ele sussurrou, beijando o seu pescoço.
Ela ficou calada, hesitando-se a falar algo. Ele entendeu e, então desgrudou o seu corpo do dela, sentando-se na cama.
Ela ficou atrás dele, passando a mão na suas costas, beijando o seu ombro.
- Faça amor comigo. – Sussurrou, mordiscando a sua orelha.
Ele virou-se, olhando-a. Provocando uma intensa troca de olhares.
- É isso que você quer? – Sussurrou.
Ele apenas balançou a cabeça
Então, Gil a empurrou, jogando-a na cama novamente. Em uma demostração de força e poder sobre ela, segurava novamente os seus ombros.
Olhava-a nos olhos quando começou a penetração. Catherine se contorcia, fazendo barulhos sugestivos. Ele aumentava cada vez mais, em um movimento de “vai e vem”.
Ele a beijava, soltando os seus pulsos. Quando fez isso, ela o virou, sentando-se em cima dele novamente. Movimentava-se sobre ele, excitando-o ainda mais.
Gil segurava o seu quadril, puxando-a para ele. Ele sentou-se também, encaixando as suas pernas perfeitamente com as dela. A abraçava, enquanto continuava a penetrá-la.
Catherine implorava por mais ao pé de seu ouvido. Revirando os olhos, ambos voltaram a se olhar. Ela segurou o seu rosto o beijando ardentemente.
Devagar ele foi saindo de dentro dela e a mesma o jogando para cama, deitando-se sobre ele.
Ficaram em silêncio. Só se escutava a respiração ofegante e o coração de ambos batendo forte, muito forte.
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