The Catwoman Of Mystery
1 Capítulo 1 O internato
Notas iniciais
Em uma certa noite, um grande dono de uma loja de animais, estava sentado em sua poltrona, quando chamou por sua filha de 10 anos, Selina:
-Selina querida, venha aqui um minuto por favor.
-O que houve papai? -Respondeu a filha.
-Desculpe não ser tão presente aqui em casa. Devido aos problemas da loja, não tenho tido tempo para passar com você.
-Tudo bem papai, sei que precisa cuidar da loja, afinal, você gosta muito. -Respondeu Selina. O pai começando a chorar disse:
-Se sua mãe estivesse aqui não gostaria de ver isso acontecer, ela sempre se importou muito com você... -Selina se retirou do salão e foi para seu quarto.
O pai curioso para saber o motivo da retirada da filha sem respostas, subiu as escadas e foi para o quarto. Quando chegou, viu a filha se olhar no espelho com o retrato da mãe nas mãos.
-Ela sempre odiou esta foto, mas nunca impediu de ninguém vê-la. -Disse o pai.
-Que gatos são esses em volta dela? -Perguntou Selina.
-Eram os gatos dela. Antes de você nascer, sua mãe tinha vários gatos, um de cada raça. Mas, havia uma gata que sempre a seguia, onde quer que ela fosse. -Respondeu o pai.
-Esse colar que ela usava é lindo! Parece um rosto de um gatinho.
-Sim, em uma das viagens que fizemos, eu a dei presente. Todo em ouro branco.
-Realmente muito lindo! -Exclamou Selina. E completou:
-Qual era o nome da gata que seguia a mamãe?
-Se não me engano, ela se chamava Meia Noite, uma raça divina do Mau Egípcio, tinha uma ligação incrível com sua mãe.
Ao terminarem de conversar, o pai de Selina colocou-a para dormir e a disse que no dia seguinte, teria um surpresa para ela. Assim que o pai ia para cama, Selina ouviu um barulho de tiro e de objetos sendo quebrados. Ela rapidamente se levantou e foi caminhando em destino ao quarto do pai. Se arrastava nos cantos da parede, tentando ver o que aconteceu, quando avistou seu pai caído no chão, rapidamente, voltou ao seu quarto sem fazer nenhum barulho, sentou-se no chão e chorou baixinho. Quando ouve outro barulho de alguém saindo pela porta dos fundos da casa... Ela se levanta o mais rápido possível para ir até a janela e ver quem havia atirado em seu pai. Infelizmente ela apenas viu uma tatuagem de um dragão vermelho em um de seus braços. Assim que o assassino tinha fugido, Selina correu para o quarto do pai e tentou falar com ele:
-Papai! O senhor está bem? Se machucou muito?
-Filha, estão buscando outros homens para roubar nossa casa. Fuja Selina! Mas antes, há algo que quero lhe dar. Disse o pai, retirando de um de seus bolsos o colar em ouro branco da mãe e entregando a Selina.
-Fique com ele, precisará de algo para lembrar de sua mãe e de mim, agora fuja! Não se preocupe comigo. Vá depressa!
Selina, chorando muito, não pensou duas vezes antes de se salvar e correu imediatamente. Mal conseguia respirar, suas pernas bambeavam, e pensava a todo instante de como seria sua vida após fugir de casa. Enfim chegou ao meio da cidade deserta, sozinha e sem apoio de ninguém para continuar seu caminho. Arrumou um cantinho meio a um monte de caixas de papelão e ali tentou descansar um pouco para resolver o que faria no dia seguinte.
Finalmente um novo dia chegou e Selina foi acordada por uma velha senhora de cabelos brancos e boa aparência:
-Querida, o que faz aí deitada no meio desse lixo? Onde estão seus pais?
-E-e-eu não tenho mais casa, meus pais morreram e tive que fugir para cá... -Disse Selina.
-Não se preocupe, eu te ajudarei, levante-se e vista esse casaco, vou te levar para um lugar que vai adorar, lá também existem várias meninas de sua idade que irão brincar com você. -Disse a senhora.
-Espero que sim. -Respondeu Selina com um grande sorriso. E assim foram ao tal lugar citado pela velha senhora.
Chegando lá, Selina avistou uma grande moradia de aparência antiga e sombria, ela olhou para a senhora e perguntou:
-Que lugar é esse?
-É sua nova casa agora, e é bom se acostumar... -Disse a senhora, com uma mudança em sua fisionomia olhando para Selina.
-Eu não quero morar aqui! -Exclamou ela, e tentou correr. A senhora agarrou um dos braços de Selina e disse:
-Onde pensa que vai pirralha? Sua casa agora é aqui e vamos entrando que eu não tenho o dia todo!
Tentando se soltar da dona, Selina se balançou, puxou, deu solavancos, mas nada adiantou e foi posta para dentro da grande moradia:
-Por favor, me diga, que lugar é esse? -Perguntou Selina chorando.
-Aqui ficam as meninas rebeldes, que não são amadas por ninguém e não tem pai nem mãe. -Respondeu a dona puxando e apertando cada vez mais o braço de Selina para dentro. Assim que entraram a senhora jogou Selina no chão e foi para sua sala.
Enquanto Selina se levantava, uma das meninas ali perto chegou e cumprimentou-a:
-Olá, meu nome é Jenny, qual o seu?
-Oi, o meu é Selina. -Respondeu ela, e completou com uma pergunta:
-Quem é aquela senhora?
-A que te trouxe? A Senhora Janet Tutwalley, a dona desse internato. -Respondeu Jenny.
-Ela é sempre má assim? O que aconteceu com você para vir para cá? -Perguntou Selina.
-Sim, sempre. Meus pais morreram num acidente, e fui trazida pra cá pela Senhora Tutwalley.
-Meus pais também morreram... -Antes de terminar a frase, uma voz arrogante dos alto-falantes surgiu:
-Senhorita Kyle, comparecer imediatamente a minha sala!
Assim que Selina foi chamada, rapidamente correu para a sala da dona. Durante o trajeto pelos corredores enormes, Selina via antigos quadros, com fotografias e grandes relatórios impressos como um todo. Quando chegou até a porta da sala, bateu:
-Toc-Toc...
-Entre! -Disse a dona e completou:
-E sente-se! -Selina com tom de voz baixo disse:
-Não, obrigada, eu...
-Mandei se sentar! Agora! -Resmungou a dona interrompendo Selina. Então ela se sentou e ouviu o que a Senhora Tutwalley tinha para dizer:
-Quero que saiba de agora em diante você obedecerá as minhas ordens e cumprirá todas as tarefas no período de tempo ditado por mim! Aqui está o seu uniforme e seu quarto é o 98, aqui estão também as listas de tarefas que você deve cumprir na semana, refeições apenas para quando terminar todas as tarefas. Tome aqui também o horário das aulas, e não se atrase ou levará uma punição que nunca irá se esquecer!
-Mas com esse tanto de coisas para fazer, eu só conseguirei terminar tudo em 1 dia, você poderia me dar pelo menos uma fruta ou algo para eu comer? -Disse Selina
-Já disse que não, se quiser sua refeição termine as tarefas no tempo ordenado, e comece desde já! Fora da minha sala! Os chãos não vão ser limpos sozinhos!
Selina se retirou da sala nervosa a ponto de se revoltar, mas o que poderia fazer? Então resolveu esperar a poeira abaixar e foi cumprir as tarefas. Chegando ao quarto para ajeitar suas coisas, encontrou sua colega de quarto:
-Jenny? O que está fazendo aqui? -Disse Selina surpresa e feliz.
-Oh meu Deus não acredito que você é minha colega de quarto! Finalmente alguém que tenha algo haver comigo, já estava cansada de dormir sozinha e sem ter alguém para conversar. -Disse Jenny dando risadas.
-Ela me deu muitas tarefas, não acho que conseguirei cumprir à tempo para assistir as aulas e ir para o refeitório.
-Não se preocupe Selina, você não fará isso tudo sozinha, vou tentar te ajudar enquanto a bruxa não está por perto. Ela não perde por esperar... -Disse Jenny com um sorriso maquiavérico no rosto.
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