The Case
2 Capítulo 1: The Case
Notas iniciais
Então, como eu tinha prometido esse episódio ainda hoje...
Ai está :)
Por Dean Winchester
Estava na estrada com Sam, acabamos de terminar um caso e eu não tava querendo encontrar logo outro, essa vida as vezes cansa. Mas depois que se entra, não se pode mais sair. Sam estava ao meu lado, no banco de carona segurando um jornal, procurando um possível caso de criaturas sobrenaturais pela região dos Estados Unidos.
– Dean, presta atenção: ''Acidente na estrada faz motorista e médico Arthur Bilson cair em barranco. Mesmo com o acidente, suas marcas de tiro na direção de seu coração deixa a polícia muito intrigada. Já que não há casos de balas perdidas ou assaltos na mesma hora na região e a bala nunca foi encontrada. Arthur Bilson deixou suas filhas Louise Bilson, de 20 anos e Melanie Bilson de 21 anos e sua esposa Ashley, que completará 47 anos daqui a uma semana'' — disse Sam, lendo cada palavra que o jornal havia publicado
– Então, você acha que é um caso? — perguntei, cansado.
– Dean, o cara tem uma marca de tiro sem levar uma. Qual foi, claro que é um caso.
– E onde fica? — perguntei
– Central Phodya, a 100km daqui. — disse Sam
– Ah Sammy, não tem como a gente ir amanhã não? Eu to cansado — resmunguei
– Quer que eu dirija? — ouvi Sam perguntar e bufei
– Ninguém dirige meu baby ok? — falei, sério
Continuei prestando atenção na estrada. Demorou um pouco mas finalmente chegamos à Central Phodya. Nos hospedamos em um hotel, colocamos nossos ternos e fomos logo ao IML para vermos o corpo de Arthur.
– Pois não? — perguntou a atendente
– FBI — falei enquanto mostrávamos nossas carteiras falsas.
– O que desejam?
– Precisamos ver o corpo de Arthur Bilson.
– Claro, por aqui. — a atendente nos guiou até a sala, onde tinha um médico especializado nesse tipo de assunto
Saímos de lá com a certeza de que tinha algo sobrenatural naquele caso. Não havia bala alguma, apesar de haver furo no seu corpo. Sabemos que não encontrar a bala não significava nada, mas algo parecia como espírito vingativo. De alguma forma, parecia. Apesar também de não haver nenhum resíduo de bala, e a não ter pele até chegar ao coração e ter apenas um buraco enorme. Nenhuma bala conseguiria fazer tal coisa.
Entramos no meu baby e fomos para a casa da víuva. Não era muito longe, chegamos lá e tocamos a campanhia.
Sentimos a porta abrindo e logo olhamos para frente. Quem abriu foi uma loira, linda. Seus olhos eram verdes e seu corpo era lindo. Olhei para Sam e ele estava encarando a menina o tanto quanto eu. Não podia negar, ela era linda. Ficamos muito tempo naquela situação. O bastante para ficarmos constrangidos.
Por Melanie Bilson
Estava com Louise e minha mãe, estávamos uma consolando a outra. Minha mãe chorava muito, eu e Louise sempre fomos mais fortes e estávamos ali para apoiá-la. A campainha tocou e eu falei que iria atender.
Abri a porta e dei de cara com dois caras. Um tinha cabelos negros e era alto, muito alto. O outro tinha cabelos loiros e uns olhos verdes. Ambos eram lindos, até demais. Senti os dois me fitando, de cima a baixo. Senti um pouco de vergonha daquilo, corei na hora e abaixei meu rosto sorrindo.
– Então, o que querem? — perguntei, tentando ser séria e quebrando aquele clima estranho
– Boa tarde, somos do FBI — o alto disse.
– Eu sou o agente Thomson e esse é o agente Chartellan, podemos fazer algumas perguntas para a Sra.Ashley sobre o acidente de seu marido? — disse o loiro.
Dei um passo em direção à eles e fechei a porta por trás de mim. Fazendo com que pudessemos conversar na varanda sem minha mãe ouvir.
– É realmente necessário vocês conversarem com ela agora? — perguntei, apreensiva.
– Precisamos fazer algumas perguntas, como se chama? — perguntou o agente Chartellan, o alto.
– Melanie, Melanie Bilson.
– Então você é a filha de Arthur? — perguntou o agente Thomson
– Sim, eu era. — disse.
– Podemos lhe fazer algumas perguntas também? — perguntou o agente Thomson de novo.
– Vocês podem ir amanhã ao meu apartamento? Conversaremos melhor. Minha mãe está em estado de choque e não seria bom conversar com ela agora. — falei aos agentes
– Entendemos perfeitamente. Avise a sua irmã, Louise, que também precisamos fazer algumas perguntas à ela. — disse o agente Chartellan
– Ok, não tem problema. Minha irmã mora comigo.
– E quanto a sua mãe? — perguntou Thomson
– Podem falar com ela amanhã também, depois que passarem lá em casa. Se não for encômodo, seria melhor eu estar perto dela nessa hora também. — disse.
– Ok não tem problema, poderia nos dar seu endereço? — perguntou Thomson
– Claro, tem uma caneta? — perguntei
O agente Chartellan me entregou uma, peguei a palma da mão do agente Thomson e comecei a escrever. Confesso que amei tocar em suas mãos. Mas deixa isso quieto. Ri de mim mesma na hora.
– E que horas podemos passar lá? — perguntou o agente Chartellan, depois que terminei de escrever o endereço e entregar a caneta à ele.
– 14hrs está bem? — perguntei e eles confirmaram com a cabeça. — Ok, agora preciso ir. — dei dois beijos na bochecha de cada um e voltei para dentro de casa.
Quando entrei, vi novamente a mesma cena. Louise consolando minha mãe, que estava aos prantos sentada no sofá da sala. Sem dizer nenhuma palavra, ela apenas chorava. E cada vez mais eu sentia meu coração despedaçar. Minha mãe estava chorando muito, e eu odiava vê-la assim. Me juntei a Louise para consolá-la. Elas perguntaram quem era na porta e eu disse que não quera ninguém de importante.
Anoiteceu, minha mãe resolveu ficar sozinha em casa e me mandou ir embora com Louise. Ok, ela estava triste mas eu ficava preocupada do mesmo jeito em deixá-la sozinha. Mas ela insistia. Louise colocou o telefone perto dela e então fomos para nosso apartamento, abrimos a porta e entramos.
– Acha que ela vai ficar bem? — perguntou Louise à mim
– Calma irmã, ela vai ficar bem. É tudo tão recente... — disse, consolando Louise também e fechando a porta
– Preciso ir para o meu quarto, tomar um banho e dormir. — disse ela
– Vou fazer o mesmo. — eu disse, nós nos despedimos e fomos cada um para o seu quarto e o seu banheiro.
Sai do banho e coloquei uma camisola curta e fui dormir.
[...]
Acordei e olhei no relógio, já eram 12hr. Nossa, eu dormira demais. Talvez seja o cansaço por ter acontecido tão rápido a morte do meu pai, que pegou todos de surpresa. Levantei da cama, escovei meus dentes e tomei um banho e coloquei uma roupa confortável. Fui até a cozinha e Louise estava fazendo a comida.
– Louise, uns caras do FBI vão vir aqui 14hrs ok? — disse
– Que caras?
– Uns que foram lá na casa de mamãe ontem.
– Teve alguns caras?
– Teve Louise, quando eu fui abrir a porta. Eles querem fazer algumas perguntas para nós.
– Ok, não vejo nenhum problema nisso. — ela disse, terminando de colocar os pratos sobre a mesa.
Terminamos de almoçar e eu ia lavando os pratos enquanto Louise secava. Na nossa casa sempre era assim. Olhei no relógio e eram 14hrs. Os agentes não haviam chegado. Ouvi o telefone tocando e fui atender. Vi na tela que era minha mãe.
– Mãe?
– Me..lanie! Socor...ro...! Socorro Mel. — disse ela em um fiapo de voz.
Na mesma hora eu não pensei duas vezes. Peguei a chave do meu carro e saí correndo chamando pelo nome de Louise.
– O que foi? — ela perguntou assustada.
– Vem, rápido... é a mamãe! — peguei minha bolsa e saí correndo em direção a porta. Enquanto ela me seguia, sem entender quase nada.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Reviews? Beijos. ♥
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