The Case

3 Capítulo 2: O desespero


Notas iniciais
Segundo capítulo gente!
Espero que gostem, beijões.

Por Melanie Bilson

Saí do apartamento correndo, meu carro estava na frente do prédio porque Louise havia usado mais cedo para comprar algumas coisas para o almoço. Saí voada do prédio e sem querer esbarrei em alguém.

– Opa, cuidado. — ouvi o agente Thomson dizendo, ele me olhou e viu que eu estava chorando muito e Louise ao meu lado — Melanie, o que houve? — ele perguntou, mas eu não tinha tempo para responder.

Não liguei para o que ele dizia, entrei no carro correndo e fui em direção a casa da minha mãe. Olhava pelo retrovisor e via o Impala 67, enquanto o agente Thomson dirigia e o agente Chartellan estava ao lado dele. Lousie estava ao meu lado, gritando comigo e querendo saber o que houve. Eu não pensava em nada. Só de ouvir minha mãe sufocando do outro lado da linha já era o suficiente para eu estar apavorada.

Cheguei na frente da casa da minha mãe e sai correndo em direção a porta.

– Mãe? — batia na porta chorando. — Mãe, abre! — e nada. Não acontecia nada.

– O que houve? — disse Lousie ao meu lado, com os agentes Thomson e Chartellan.

– Ela me ligou e... não estava bem — eu disse. — MÃÃE! ABRE! — voltei a gritar, batendo na porta.

– Chega para trás. — disse o agente Chartellan, fiz o que ele me pediu e ele derrubou a porta.

Não pensei duas vezes e sai correndo procurando ela pela casa.

– MÃE! — gritava por todos os cantos.

Subi até o seu quarto enquanto todos estavam no andar de baixo. Entrei e vi apenas uma cena, minha mãe caída no chão. Com a roupa ensanguentada em seu peito esquerdo. Gritei, tão alto que não demorou muito para os três estarem ao meu lado.

Ouvi Louise chorar, ela chorava desesperadamente. O agente Thomson pediu ao agente Chartellan para levá-la para fora. Eu não conseguia me mexer. Ficava ali só olhando para aquela cena e não conseguia dizer nada, fazer nada. Estava em estado de choque.

– Melanie, ei. Olha para mim. — disse o agente Thomson ficando na minha frente, pegando meu rosto entre suas mãos e olhando para mim nos olhos.

Quase morri com aquele olhar, mas não conseguia pensar em mais nada. Minha mãe estava morta, assim como meu pai. Agora eu só tinha a minha irmã, e mais ninguém. Meus sentidos foram se perdendo, comecei a ficar tonta e desmaiei.

Por Dean Winchester

Melanie estava arrasada. E não era por menos, sua mãe estava morta ali na sua frente. E ela não podia fazer nada por isso.

– Melanie, ei. Olha para mim. — eu disse, enquanto finava na sua frente, pegando o seu rosto e a olhando nos olhos.

Seus olhos verdes cheios de lágrima me despedaçava. Não sei o motivo, mas sabia que eu tinha muita pena de vê-la nesse estado, arrasada. Ela me encarou por alguns segundos, ela estava parada. Fitando o corpo de sua mãe, ela fechou seus olhos lentamente e caiu desmaiada em meus braços.

A peguei no mesmo momento e a levei para o andar de baixo. Onde vi Sam abraçando Louise, que se debulhava em lágrimas. Na mesma hora eles se afastaram, quando me viram descer as escadas com Melanie nos meus braços. Pedi para Sam pegar a garrafa de álcool, a deitei no sofá cuidadosamente, seus cabelos estavam sobre seu rosto. Tirei os fios dali, colocando-os atrás de sua orelha. Enquanto a olhava.

Sam veio com a garrafa de álcool e eu coloquei para ela cheirar. Não demorou muito até que ela acordou e me olhava.

– Agente Thomson? — ela perguntou, devagar.

– Oi. — eu disse, sorrindo.

Ela começou a chorar, provalmente lembrava de tudo o que tinha acontecido. De ter visto sua mãe morta. Ela se sentou no sofá e eu a abracei. Senti ela me abraçando ainda mais forte. Tinha pena dela, sei como é perder os pais, isso aconteceu comigo e com Sammy.

– Vamos voltar para o seu apartamento, precisamos conversar nós quatro ok? — perguntei.

Ela confirmou com a cabeça, eu olhei para Louise e ela fez o mesmo. Melanie tentou se levantar, mas suas pernas ainda estavam fracas. A peguei no colo e a levei até o Impala, a coloquei no banco do carona.

– Sam, leva o carro dela. — disse para Sam, ele confirmou com a cabeça e Louise e ele foram no carro de Melanie.

Entrei no carro e a olhei, ela estava chorando. Liguei o carro e fomos para o apartamento.

– Entendo como se sente. — disse

– Aposto que não. — ela disse enquanto encarava a janela.

– Entendo, aposte que sim. Eu e Sam perdemos nossos pais também.

– Sam? Quem é Sam? — ela perguntou, confusa.

– O agente Chartellan

– O nome dele é Sam? — ela perguntou

– É uma das coisas que vamos conversar quando chegarmos em casa. — disse

Por Louise Bilson

Estávamos no carro, eu e aquele agente que eu nem sei o nome ainda.

– Então, qual é o seu nome? — resolvi perguntar.

– Sam. — ele disse

– Bonito nome. — falei, sorrindo.

– Sinto muito pelo o que aconteceu hoje. — ele disse.

– Obrigada. Acho que a ficha ainda não caiu. — eu disse, limpando as lágrimas.

– Sei como é. — ele disse.

Chegamos no prédio e ele entrou na garagem, deixando o carro de Melanie lá. Peguei nossas coisas e ele me ajudou. Entramos no apartamento e Melanie ainda não havia chegado com aquele outro agente. Fui até a cozinha e peguei água para mim. Ofereci para Sam e ele aceitou. Peguei um copo e o entreguei, nossas mãos se juntaram e quase foi possível sentir um choque. Nos olhamos e eu entreguei o copo de uma vez, envergonhada.

Por Dean Winchester

Chegamos na frente do prédio e eu deixei o carro estacionado ali na frente mesmo. Saí e fui ajudar Melanie a sair também. Não a peguei no colo, apenas a abracei de lado, caso ela caísse.

Entramos no apartamento e ela se soltou de mim, sentando no sofá. Vi Sam e Louise saindo da cozinha e Louise deu um copo d'água para Melanie. Ela se sentou ao seu lado e eu e Sam ficamos em pé, olhando para elas.

– Então, precisamos conversar. — eu disse.

– E vocês precisam acreditar na gente. — disse Sam. — Só estamos tentando ajudar vocês. — ele completou

Elas assentiram a cabeça, afirmando que acreditariam. E Sam e eu nos olhamos. Era hora daquelas garotas saberem o que realmente estava acontecendo.


Notas finais
Deixem review? Por favorzinho! *-*