Notas iniciais
A partir desse capitulo começa a terceira temporada!

Era de manhã quando o meu pai me acordou, me chamando pra tomar café. Eu olhei para o despertador e me levantei o mais rápido que pude, para não chegar atrasado na escola. Terminei de me arrumar e desci as escadas correndo, até a cozinha onde meu pai estava.
– Você chegou tarde ontem, o que aconteceu?
– Cheguei tarde, porque eu estava na Blitz de trânsito, lembra? Alias, eu acho que nós paramos ontem um dos seus amigos.
– Quem o Scott?
– Não, aquele outro.
– Outro? Que outro?
– Aquele que estava com você, eu esqueço o nome dele é...Hale.
– Pera ai Derek. Derek Hale?
– Esse mesmo.
O meu coração havia disparado na mesma hora, eu não conseguia acreditar que Derek havia voltado depois de ter ficado todo esse tempo fora.
– Pera ai, o Derek tá na cidade e você só me diz isso agora, deve estar brincando.
– É, eu estava fazendo uma Blitz ontem com outro policial, pra pegar motoristas embriagados. Foi quando nós paramos o carro dele.
– E por que você só me diz isso agora? Olha só, a gente precisa afunilar mais o nosso relacionamento de pai e filho.
– Eu acabei esquecendo de te contar. É que vocês não se falam a tanto tempo que eu achei que você não iria querer saber mais notícias dele.
– Nem parece que já faz uns oito meses e meio que ele foi embora. Porque será que ele voltou agora?
Depois de terminar o café, meu pai saiu e foi para a delegacia, eu peguei minha mochila e minhas chaves e saí de casa. Do lado de fora, antes de entrar no jipe, eu notei que havia um caminhão de mudanças parado em frente a casa ao lado. Ao que parece uma família estava se mudando pra nossa rua. Eu fiquei observando parado ao lado do carro e então de dentro da casa saiu um rapaz, parecia que tinha mais ou menos a minha idade.
Ele foi até o caminhão pegou algumas caixas e voltou, foi quando ele olhou na minha direção, desacelerou o passo, acenou pra mim com a cabeça e eu fiz sinal de volta. A mãe dele apareceu na porta da casa, chamando por ele, que entrou logo em seguida. Estavam todos correndo pra lá e pra cá, com o ritmo da mudança.
Depois de dar uma olhada nos novos vizinhos eu entrei no meu jipe e fui para a escola. Enquanto eu estava pegando alguns livros no meu armário, acabei encontrando com Scott andando pelo corredor e contei para ele que Derek podia estar na cidade.
– O que? O Derek voltou?
– É, eu acho que sim, pelo menos foi isso o que meu pai disse.
– E como o seu pai sabe disso?
– Parece que o carro dele foi parado em uma Blitz ontem a noite.
– Engraçado, ele não veio falar com a gente, nem nada.
– Oi, terra chamando Scott, nós estamos falando do Derek. É claro que ele não ia avisar a gente. E talvez eu esteja um pouco animado com isso sim, mas também a gente não se fala desde de que ele foi embora.
– Vocês dois ficaram muito amigos no último verão, não é?
– É, ele pode ser meio " Durão" as vezes, é o jeito dele. A gente se divertiu junto. Então, eu estava pensando em ir até a casa dele, alias você podia vir comigo.
– Não mesmo, me tira fora dessa! Eu vou estudar hoje a tarde com a Alisson, a gente tem prova essa semana lembra?
– Qual é Scott. Vai me dizer que você não está nem um pouco curioso pra saber o que aconteceu com ele nesse tempo que esteve fora. Qual é, você me deve essa.
– Tá, eu posso encontrar com a Alisson mais tarde. Mas eu vou até lá e depois vou embora.
A nossa conversa foi interrompida pelo sinal da escola e nos fomos pra sala. Depois que as aulas terminaram eu e Scott fomos até onde Derek estava, eu não conseguia mais me segurar de tanta curiosidade e desespero em saber como ele estava depois de todo esse tempo.
Depois de alguns minutos andando de carro pela cidade, nós havíamos chegado. Parei meu jipe bem em frente ao prédio e fui até a portaria e pedi algumas informações. Acabei conseguindo o andar e o número do loft; subimos as escadas e paramos em frente a porta, que estava meio encostada.
– O que você vai fazer Stiles?
– Bom, eu vou entrar.
– O que?
– Scott, nós estamos entrando no loft do Derek, não na Caverna do Dragão. Fica frio! Agora seja homem e vá até lá.
– Por que eu tenho que ir na frente se a ideia foi sua?
– O lobisomem aqui é você.
– Olha só, isso tudo é uma grande bobagem. Eu vou embora encontrar com a Alisson.
Foi nessa hora quando Scott se virou, que nós demos de cara com Derek que estava ali parado atrás da gente.
– O Que vocês dois estão fazendo aqui?
– Ai meu deus! Quer dizer, Derek
– O que vocês estão Fazendo?
– Bom, nós viemos ver como você estava, queria saber se estava bem.
Nessa hora eu fui na direção dele e lhe dei um abraço, batendo nas suas costas.
– Tá bom Stiles, chega, você já pode me soltar agora.
– Sem problema! Tô vendo que você não mudou nem um pouco.
Dava pra ver que ele ficou um pouco surpreso e desconfiado em nos ver ali.
– Como vocês dois descobriram que eu havia voltado?
– Bom, na verdade o meu pai viu que acabaram parando o seu carro na Blitz de ontem, ele me contou, eu acabei juntando as coisas e aqui estamos nós.
– Porque você não me ligou ou ligou pro Stiles? A gente ficou vários meses sem notícias suas, chegamos a pensar que, pudesse ter acontecido alguma coisa.
– Eu sai da cidade porque precisava resolver alguns assuntos, não sabia que as duas menininhas ficariam preocupadas comigo.
– Tá, mas que assuntos são esses?
– Nada que seja da conta de vocês.
No meio da conversa Scott acabou recebendo um telefonema da Alisson. Ele saiu logo em seguida para encontrar com da, mas eu continuei ali conversando com Derek.
– Quando você disse que iria embora por algumas semanas,não imaginava que fosse passar esse tempo todo fora.
– Stiles, eu estou muito ocupado agora.
– Qual é Derek, você volta e.
– Droga Stiles! Vá embora!
– O que?
– Caramba! Será que você não entende? Eu fui embora pra ficar longe de você, não percebeu ainda?
– Como assim?
– É isso mesmo! Eu sai de Beacon porque eu queria distância de você. Agora que voltei, a última coisa que eu queria, era ver você de novo. Por favor, vai embora!
– Tá bom, se é isso que você quer, eu...eu já tô indo
Eu fui embora, queria sair dali o mais depressa possível. Eu não estava com raiva dele, até mesmo por que nós não estávamos mais juntos. Mas o porque dele estar agindo daquela maneira, me deixava confuso.
Entrei no meu jipe e fui dirigindo ate chegar em casa. Assim que cheguei, estacionei perto da garagem, mas não cheguei a entrar, fiquei ali dentro do carro pensando um pouco sobre o que havia acontecido.
Pouco depois, alguma coisa acabou caindo em cima do capô do meu jipe. Eu fiquei assustado com o barulho então desci do carro pra ver o que era. Perto do pneu, havia uma bola que parecia ser de basquete. Foi quando, detrás do quintal da casa ao lado saiu um rapaz, era o mesmo que eu havia visto mais cedo. Ele veio na minha direção, estava com uma camiseta de algum time de basquete.
– Cara, foi mal, me desculpa se acabei acertando o seu carro.
– Não foi nada, acho que não chegou a amassar o capô. Você deve ter um arremesso e tanto pra conseguir jogar a bola tão longe desse jeito.
– Pois é, mas parece que a minha mira que não anda muito boa, não é?
Entreguei a bola para ele, que a segurou com uma mão e com a outra me cumprimentou.
– Eu sou Connor. Acabei de me mudar para Beacon Hills.
– Pois é, eu vi o caminhão de mudanças da sua família hoje cedo, parece que vamos ser vizinhos. Eu sou Stiles, moro aqui do lado.
– É um belo Jeep esse que você tem ai.
– O que? Essa lata velha?
– É...eu tô falando sério. CJ-5 1980 não é?
– Isso mesmo, como você sabe?
– Carros são a minha a segunda paixão; depois do basquete é claro. E então, você tá afim de jogar? Sabe como é, um à mais sempre ajuda!
– Não, não, eu não sou muito bom, deixa pra uma outra hora.
– Qual é, vamos lá, você não tá com medo né?
– O que? Eu não tô com medo de perder, se é o que você ta pensando.
– Então vamos nessa!
Eu realmente não estava muito afim, mas no final das contas, até que um partida, não iria fazer mau.
– Tá, mas você vai ter que me ensinar algumas coisas, porque eu horrível com basquete.
– É mesmo, vocês não jogam basquete aqui em Beacon?
– Ham...não. Aqui nos jogamos lacrosse.
– Lacrosse? Acho que já ouvi falar.
Nós começamos a jogar, passando a bola um pro outro e ele foi me ensinando a fazer algumas jogadas. No começo foi um pouco difícil, mas depois nós até acabamos nos divertindo.
– Olha eu tenho que te dizer. Pra alguém que dizia ser um fracasso, até que você jogou muito bem pra sua primeira vez.
– É mesmo, porque que eu não consegui fazer nem mesmo uma cesta.
– Eu achei que você ainda estava se aquecendo. Então eu retiro o que disse, você é mesmo muito ruim.
Nós começamos a rir um do outro, de toda aquela situação. Ele pegou a bola dele e voltou pra casa e eu fui em direção a minha. Ao que parece esse tal de Connor, mostrava ser um cara legal.

Contínua.