The Boy and the Wolf
12 Intuição
No dia seguinte eu e Lydia combinamos de nós encontrar com Derek perto da casa dele, para que pudéssemos ir juntos atrás da misteriosa mulher que Adam havia nós contado. Saí de casa bem cedo, entrei no meu jipe e fui pegar Lydia na casa dela, quando eu cheguei buzinei algumas vezes, ela desceu, entrou no carro e nos fomos encontrar com Derek.
– Oi Stiles...onde Derek está? Eu pensei que ele viesse com você.
– Ele achou melhor nos encontrarmos com ele lá.
– Olha só, você não acha que a gente devia contar pra Alisson e ao Scott o que nos vamos fazer.
– Porque? Não tem nada de mais no que estamos fazendo. Nós vamos apenas investigar algumas pistas, só isso. Além do mais, se descobrirmos alguma coisa contaremos pra eles.
– Pistas que segundo Adam estão corretas.
– Eu só espero que a gente descubra alguma coisa.
– Como nós vamos descobrir onde essa tal de Sara mora? Não sabemos nada sobre ela.
– Bom, Adam disse que ela morava nós arredores da cidade, perto da floresta, Derek e eu também falamos com Deaton ontem a noite e ele nos deu uma ideia de onde possa ser.
– Você e Derek parece que estão se dando bem.
Nessa hora eu senti um calafrio tomar conta de min, será que Lydia tinha percebido o que estava acontecendo entre nós? Eu fiquei meio sem graça quando ela disse isso, mas tentei disfarçar.
– É, nós viramos bons amigos, eu sei que ele parece meio "azedo", bruto, sério e nervoso de vez em quando, mas ele é bem legal depois que você o conhece melhor.
– Ele parece ser legal mesmo. Que bom que vocês dois estão se dando bem!
– E você e o Jackson, Lydia?
– A gente...também está se dando bem agora, quer dizer mesmo depois de nós termos terminado.
– Parece que você ainda gosta bastante dele, não é?
– Bom, para falar a verdade Stiles eu...eu não sei.
A nossa conversa foi interrompida com o toque do meu celular, era Derek que havia me ligado dizendo para encontrarmos com ele em algum lugar aos arredores da cidade, perto da floresta.
Pouco depois chegamos ao local, Derek já estava lá esperando por nós, eu e Lydia descemos do jipe e fomos até ele.
– Porque vocês dois demoram tanto?
– Bom, nós estamos aqui agora. Então o que você descobriu.
– Parece que a casa é aquela ali.
Derek havia apontado para uma casa velha meio escondida entre as arvores, ela ficava no fim de uma rua que dificilmente passava alguém, a calçada estava suja e a pintura da casa quase não se via.
– Nossa! Parece um ótimo lugar para passar o verão.
– O que nós fazemos agora?
– Vamos até lá, ver se conseguimos falar com alguém.
Nós três seguimos pelo caminho entre as árvores e chegamos até a casa que parecia bem mais assustadora vista de perto. Lydia pegou um pouco de coragem e tocou a campainha, demorou um pouco, mas uma mulher aparentemente muito bonita abriu a porta pra nós, ela devia ser um pouco mais velha que Lydia e ao que parece ela chamou a atenção de Derek, que não tirava os olhos dela.
– Derek?
– Que foi, Stiles?
– Você sabe muito bem o que, em casa a gente conversa.
– Posso ajuda-los?
– Oi, nós precisamos falar com Sara Havein, por favor.
– O que vocês querem com Sara Havein?
– Como eu disse, apenas conversar, fazer algumas perguntas nós não vamos demorar muito.
– Eu sou Sara Havein.
– Bom, então o que você pode nós dizer sobre Velcan.
A mulher ficou meio paralisada na nossa frente, com uma expressão de espanto no rosto.
– Esse nome é familiar pra você?
– Desculpe, mas eu não posso ajuda-los.
Antes que Sara pudesse fechar a porta na nossa cara, Derek a segurou com a sua mão impedindo que ela se fechasse.
– Mesmo assim, eu vou ter que insistir.
Ela saiu e fechou a porta atrás dela impedindo que entrássemos em sua casa e ficou conversando conosco ali mesmo na varanda.
– O que vocês querem?
– Ficamos sabendo que você era a emissária do Velcan.
– O que? Quem disse isso à vocês.
– Quem nos contou não importa, mas precisamos saber se isso é mesmo verdade.
– E o que vocês têm a ver com isso?
– Nada, a não ser o fato dele ter tentado nós matar.
– Sem falar que ele matou varias outras pessoas na cidade.
– Olha, eu dei alguns conselhos pra ele sim, mas acreditem quando eu digo que não sabia das intenções dele. Ele me forçou a fazer varias coisas pra ele, dizendo que se eu não as fizesse ele me mataria.
– E o que exatamente você fez?
– Bom, nada de mais além de alguns rituais que não deram muito certo. Eu disse pra ele que não era muito boa nessas coisas, mas é claro que ele não me deu ouvidos, eu fiquei sabendo o que aconteceu pelo jornal, sobre aquele depósito que pegou fogo.
– Ao que parece não encontram o corpo de ninguém nos escombros. O que quer dizer que ele ainda está por ai.
– Eu sinto muito, acreditem eu queria mesmo poder ajudar, mas eu sou tão vítima nisso tudo quanto vocês. Me perdoem.
Ela pediu desculpas pra gente e voltou para dentro de sua casa, então nós saímos também e fomos até o carro.
– O que vocês acham?
– Não teve nada a ver com isso uma ova, é claro que essa bruxa maluca tava mentindo e o que ela estava tentando esconder da gente dentro daquela casa, que por sinal parece mais um museu.
– Eu concordo com Stiles, essa história está muito mal contada.
– Tudo bem! Nós vamos investigar mais a fundo.
– Como assim Derek?
– Nós vamos ficar aqui esperando ela sair e então nós entramos na casa dela e procuramos por algumas pistas, qualquer coisa que possa nos ajudar.
– Esse é o seu plano?
– Você têm um melhor?
– Na verdade...até que eu gostei desse.
– Pera ai vocês dois, isso não seria uma invasão de domicílio?
– Seria, mas desde quando isso impediu a gente Lydia?
Nós três ficamos ali dentro do carro esperando a oportunidade certa o que não demorou muito, pouco mais ao anoitecer nós vimos Sara sair da casa, então nós demos a volta por trás e entramos pela porta dos fundos.
Por dentro da casa tudo parecia normal, não tinha nada de muito estranho que chamasse a nossa atenção além de algumas cabeças de animais empalhados penduradas na parede. Nós então descemos até o porão, que com certeza era bem diferente da parte de cima da casa, aqui era mais sombrio, tinha um aspecto desprezível e estava bastante escuro também, Lydia pegou o seu celular e o ascendeu para iluminar o lugar.
– Que estranho!
– O que Lydia, o que foi?
– O meu celular não têm sinal aqui em baixo.
– Mas é claro que não tem sinal, Lydia olha em volta, nós estamos no lugar onde provavelmente aconteceu o " Massacre da Serra Elétrica".
– Fiquem quietos vocês dois! Não se esqueçam porque estamos aqui.
– Fica frio Derek.
Pouco mais a nossa frente, em cima de uma mesa no meio de um monte de papeis e recortes de jornais velhos, encontramos várias fotos, algumas penduradas na parede como se fosse algum tipo de mural.
– Quem são esses pessoas?
– Eu não sei ao certo, parece que...essas são as pessoas que foram mortas, todas elas.
– Espera ai, se esses aqui já estão mortos, por que tem fotos nossas também.
– É verdade Derek, dá uma olhada tem fotos suas, minhas, do Scott, Lydia e da Alisson.
– Isso quer dizer que eles estavam planejando algo pra nós também.
– É claro que ela deve ter armado tudo isso com Velcan. Você lembra do que Adam nós disse Lydia? De que ele estava vigiando todos nós.
Diante daquelas provas nós fomos surpreendidos por um barulho de motor de carro que estava vindo do lado de fora da casa.
– Que barulho foi esse?
– É a Sara, parece que ela voltou.
Como nós estávamos no porão, dava pra sentir o passos no andar de cima da casa e ao que parece ela não estava sozinha, havia alguém ali com ela, os dois pareciam estar conversando, mas não dava para ouvir direito sobre o que era.
– Rápido vamos dar o fora daqui.
– O que? Mas enquanto a isto?
– Nós podemos ligar pra delegacia, que eles mandam uma viatura até aqui, mas agora temos que dar o fora desse lugar antes que ela encontre a gente.
Nós três fomos até a janela do porão e começámos a sair um de cada vez, Lydia foi primeiro e enquanto ela saía pela janela, um brilho em cima da mesa chamou minha atenção. Ao me aproximar vi que era um cordão, com uma pequena pedra no centro, tinha um tom azul escuro e não era muito grande, quando eu a segurei senti uma sensação estranha, como um pressentimento. Mas então Derek começou a me chamar dizendo para me apressar, pequei o cordão e o guardei no bolso da minha calça e então nós saímos dali o mais rápido possível, porém com cuidado para que não fôssemos vistos, corremos até o carro e saímos daquele lugar.
– Precisamos chamar a polícia e contar o que nós encontramos.
– Não podemos contar ao meu pai, ele vai deduzir que foi a gente que esteve lá.
– Mas...podemos fazer uma denúncia anônima, assim ninguém vai saber que foi a gente.
Pouco depois de ligarmos para a policia pedindo que eles fossem investigar o caso, nós deixamos Lydia na casa dela e Derek e eu fomos embora.
– Você quer que eu te deixe em casa Derek?
– Eu achei que você fosse dormir lá em casa hoje?
– Sério mesmo? Você não prefere que a Sara fique com você?
– Eu...não entendi?
– Você pensa que eu não vi o jeito como você ficou olhando pra ela hoje.
– Stiles, você sabe que eu só tenho olhos pra você, não sabe?
– A tá bom, conta outra.
– É impressão minha ou alguém aqui está com ciúmes...sabe que, com toda essa confusão hoje e com a Lydia na nossa cola o dia todo eu até esqueci de te dar uma coisa.
– É, o que?
Ele se aproximou de min e me deu um beijo.
– Olha Derek, eu estive pensando...e achei que estava na hora de contarmos aos outros o que está acontecendo entre a gente.
– O que? Tipo, contar pra todo mundo.
– Por que não? Nós não podemos esconder isso pra sempre.
– Tá mais, contar pra todo mundo não é um pouquinho precipitado?
– Eu sei que a gente combinou em contar quando chegar a hora certa, mas eu não consigo continuar fingindo na frente deles, como se não estivesse acontecendo nada o tempo todo.
– Pode ser, eu também não consigo passar o dia todo do seu lado sem ao menos poder te tocar, mas...eu já estou até imaginando a cara do seu pai quando ele souber que eu desvirtuei você.
– Nossa! Falando desse jeito parece bem ruim.
– Você prefere que eu diga que eu te converti?
– Pode deixar que eu vou pensar com calma sobre o que dizer pra ele e pros outros também, mas até lá, fica entre eu e você.
Nós dois começámos a rir dentro do carro de toda aquela situação e alguns minutos depois, pouco mais a noite chegamos na casa dele.
Contínua.
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