Notas iniciais
Que triste escrever um epílogo pra essa história. Sigh. Mas enfim, espero que gostem da última atualização dessa fic :(

–10 anos depois-

“Inacreditável. Mal começa a festa e você já tá bêbada.”

Santana riu com a minha afirmação. Mesmo depois de dez anos desde que havíamos nos formado, ela não havia mudado nada. Continuava tomando drinques e drinques até que nada mais a sua volta fizesse sentido. Sim, ela havia amadurecido, mas ainda era uma... Como posso dizer? Party girl. “Você devia experimentar essas coisas, little Rach. É tudo muito melhor do que tudo que você já experimentou, eu tenho certeza, e isso inclui o vinho do seu casamento.”. Mais risos.

Eu apenas ri. Minha melhor amiga não tinha a menor noção da vida. Estávamos no casamento do nosso melhor amigo, mas nem assim ela tinha interesse em se manter sóbria. “Eu te amo, Santana.”

Ela me olhou, confusa. “Me conte algo que eu não sei. Ah, eu te amo maissssss.”. E ficou mexendo no meu cabelo e rindo descontroladamente. “Não mais que o Finn Lesado, mas tudo bem. Ele é seu marido. Tem que te amar mais. Já te disse que isso é a melhor coisa que eu já tomei na vida?! Você tem que experimentar!”. Mais risos.

Não consegui evitar de ficar rindo junto com a idiotice dela. Era bom passar o tempo com Santana bêbada. Ela era hilária (como sempre) e não falava nada com nada (o que era raro).

“Olha só quem chegou!”, gritou ela, sem se importar se havia falado alto demais e chamado a atenção de todos que estavam sentados perto da gente. “Coisinha sexy, vem pra cá!”

Eu virei, já imaginando quem seria. Brittany localizou a namorada que ria sem parar e sorriu maliciosamente para ela. “Saaaaaaantie, sua gostosa!!”

Algo me dizia que Brittany também estava bêbada.

Brittany chegou na nossa mesa e já se sentou no colo de Santana, beijando a namorada intensamente. Percebi que eu estava segurando vela e resolvi andar pela festa, falar com as pessoas, ver se eu encontrava Barbra e Brad em algum lugar...

Nem precisei andar muito e encontrei a mesa de Sugar e Rory. “Oi!”, eu falei, me sentando em uma cadeira livre. Eles começaram a namorar na faculdade e se casaram logo depois de se formar. O pequeno Stephen só não havia ido ao casamento porque era muito pequeno. “Gostando da festa?”

Rory sorriu, assentindo, mas Sugar fez uma cara feia e revirou os olhos. “Essa bebida tem gosto de pobreza. E essas cadeiras são desconfortáveis...”

Assim como Santana, Sugar havia crescido, mas algumas coisas nunca mudam. Eu sorri. Eu ficava feliz em dizer que mantinha contato com ela mesmo depois de termos nos formado, assim como com todos os meus amigos mais próximos. “Com quem vocês deixaram o Stephen pra vir pra cá?”

“Com a mãe do Rory. Ele ama a vó. Parece até que ama mais ela do que a gente.”, Sugar disse.

“Acho que é por causa do sotaque dela.”, Rory falou.

“Será? Acho que é porque ele não entende nada do que ela fala e usa isso como desculpa para não ter que obedecer a ela...”

“Menino esperto.”

Sugar riu. “Cadê o Finn, Rach?”

Eu dei de ombros. “Última vez que eu falei com ele, ele disse que ia falar com Puck... Enfim, eu vou andando. Aproveitem a festa!”

Os dois agradeceram, sorridentes e eu me levantei, disposta a encontrar Barbra, Brad e Finn e mandar eles nunca mais desaparecerem daquele jeito. Depois de passar por algumas mesas encontrei Vanessa e Dianna se servindo no buffet. Eu tentei passar rapidamente por elas para elas não fazerem a pergunta indesejada, mas elas me viram e perguntaram o que eu não queria responder. “Ei, Rach!”, chamou Dianna. Eu sorri para elas e me aproximei.

“Você viu nossas mães?”, perguntou Vanessa, segurando um prato de salada. Uma coisa que eu admirava nela era a capacidade de não comer besteiras nem em um casamento.

Eu me virei para trás e localizei ao longe as duas ainda se agarrando. “Não, desculpa.”, falei me virando de volta para elas. Vanessa olhou para atrás de mim e abriu a boca como se estivesse entendido tudo. “Vem, Di, vamos achar algum lugar pra sentar. Mais tarde a gente tenta achar elas. Até depois, Rach.”

“Tchau, Rach!”, gritou Dianna, abanando sua mãozinha pequena e gorducha. As duas estavam lindas com o vestido de daminha de honra azul claro. Dianna estava com os cabelos loiros soltos e com uma tiara branca puxando os fios da frente para trás. Vanessa estava com os seus compridos cabelos negros presos em um lindo coque.

Eu acenei para a garotinha e continuei a andar pelo casamento. Obviamente, não demorei muito tempo para tropeçar com outra pessoa que eu conhecesse.

“Rachel!”

Olhei em volta procurando a origem da voz e vi que era Mercedes, sentada ao lado de Sam, que tinha os braços em volta dela. Sorri para o casal e me sentei de frente para os dois. “Olá! Como estão?”

“Cansados. A Melanie não dá folga, e ainda tem todas as coisas da gravadora...”, Mercedes disse, meio triste, mas sorridente. Mercedes estava com a agenda cheia desde que havia se formado. Ela estava começando a ser conhecida no ramo musical, e ter uma filha de seis anos para tomar conta não facilitava as coisas.

Eu assenti. “Mesma coisa comigo e com Finn. A Barbra e o Brad ficam mais ativos a cada dia. Dormem tarde e acordam cedo, mas isso não os impede de ficar correndo o dia todo sem se cansar.”

“Exatamente! Como eles aguentam?!”, disse Mercedes.

“Ela puxou ao pai.”, disse Sam. “Eu na idade dela era desse jeito também, se não era pior.”

Ele e Mercedes ficaram rindo. Eu sorri, começando a ficar preocupada. Aquele lugar era enorme e eu não tinha a menor ideia de onde encontrar Brad e Barbra. “Bom, eu vou indo. Eu tenho que encontrar uma pessoa.”

Mercedes e Sam assentiram. “Me liga depois, flor!”

Comecei a andar rapidamente por entre as mesas, até que de repente eu achei um lugar onde não havia mesas nem nada. O chão era de acrílico e haviam luzes piscando embaixo. No canto havia uma grande mesa cheia de computadores, botões e aparelhos de som. No teto haviam várias luzes coloridas e um enorme globo. Era a pista de dança.

Percebi que a pista estava vazia com exceção de um grupo de pequenos cidadãos, acompanhados por um cara alto e inacreditavelmente sexy. Sim, Finn estava dançando com as crianças.

“Finn!”, gritei. Ele na mesma hora se virou, e eu pude ver como ele estava sorrindo de orelha a orelha. “Tava te procurando!”

Seu sorriso se alargou mais ainda quando me viu. “Ei, gente, olha quem chegou!”

Todas as crianças se viraram na minha direção. “Raaaaaaaaach!”, eles gritaram em uníssono.

Não pude deixar de sorrir. Era muito lindo ver várias crianças gritando seu nome. Eles me chamavam de Rach porque era assim que os pais haviam ensinado. Barbra e Brad correram na minha direção e começaram a me puxar, mas eu os segurei e me agachei para ficar ao nível do rosto deles.

“Vocês nunca mais façam isso! Mamãe tava preocupada!”, eu falei, brava.

O sorriso que antes estava no rosto dos dois sumiu. Eles olharam para Finn, que continuava a animar as outras crianças. “O papai que trouxe a gente pra cá.”, disse Brad. Barbra balançou a cabeça, concordando com o irmão.

Eu revirei os olhos. “Eu não quero saber! Podem vir pra pista de dança, mas tem que avisar pra mamãe antes, senão eu não consigo achar vocês!”

Eles assentiram. “Podemos voltar agora?”, perguntou Brad. Seu cabelo negro estava completamente despenteado e seu rosto estava todo suado. Barbra não estava nem um pouco diferente.

Eu suspirei. “Sim, e falem pro seu pai que eu quero falar com ele.”

Eles sorriram e saíram correndo de volta para os amigos, mas sem antes falar com Finn. Ele assentiu, acenou para alguém que estava sentado em uma das mesas. Alguns segundos depois Puck chegou na pista de dança e começou a entreter as crianças, e só então Finn veio falar comigo. Puck e Finn haviam se acertado há bastante tempo. Eles tinham todas as razões do mundo para se odiar, mas deixaram todas elas de lado e continuaram com a amizade que sempre tiveram.

“Oi, amor.”, ele disse, me beijando. Eu passei meus braços por trás de seu pescoço, aprofundando o beijo.

“Eeeeeeeeeeeca!!”, as crianças atrás gritaram. Eu me separei de Finn e olhei para trás dele, apenas para ver que todos eles estavam nos observando com cara de nojo, com exceção das meninas, que nos olhavam sonhadoras. Pela cara de Puck era óbvio que ele que havia nos denunciado.

“Ok, pessoal, deixem os pombinhos em paz. O dia de vocês também vai chegar.”, ele disse.

Mais reprovações, mas todos acabaram voltando a se divertir com o mais velho. Finn riu e juntou sua boca com a minha de novo. Fiquei aproveitando o momento. Sim, fazia dez anos que eu havia sentido aqueles lábios pela primeira vez, mas o sentimento permaneceu o mesmo. Milhares de sensações e calafrios, assim como falta de ar. Fomos interrompidos por alguém que estava falando pelas caixas de som.

“Hora dos discursos!”. Era a voz de Kurt.

“Esse pessoal só enche o saco.”, disse Finn, com raiva.

Eu ri, acariciando seu rosto. “Relaxa, amor. É o casamento do seu irmão. Ninguém vai nos atrapalhar depois.”

Ele sorriu maliciosamente. “E o vai ter depois?”, ele perguntou, envolvendo minha cintura.

“Você vai ver... Mas agora nenhuma gracinha.”, falei, tirando seus braços da minha cintura. Peguei sua mão e nos guiei para a parte onde havia o pequeno palco, que era onde haveria os discursos. Kurt e Blaine estavam lá em cima, de mãos dadas, esperando todos chegarem. Eles estavam lindos, os dois de ternos pretos. Kurt estava com uma cartola e Blaine com um colar havaiano. É, acho que a festa já havia chegado até eles. Quando Kurt me viu ele acenou animadamente, radiante. Eu retribui o aceno, emocionada. Kurt merecia encontrar alguém para si. Ele era um cara tão incrível. O cara dos sonhos era o mínimo que ele deveria ter.

Quando a maioria dos convidados estava presente, Kurt começou a falar. “Primeiramente, obrigado a todos que vieram hoje. Todos vocês significam muito pra mim. De irmão e melhor amiga”, ele falou, olhando para Finn e para mim, “até dores de cabeça e pessoas que iluminam meu dia.”, concluiu, olhando para Santana e Brittany, que por alguma razão resolveram parar de se engolir para estar ali. Todos riram.

Santana apenas sorriu, balançando a cabeça. “Eu sou a dor de cabeça mais fofa desse mundo!”, ela gritou, fazendo todos rirem mais uma vez.

“Bom, acho que agora vou começar com os discursos pessoais.”, Kurt disse. Blaine lhe deu um beijo na bochecha e foi ficar junto com a gente, deixando o palco somente para o seu marido. Kurt falou sobre Blaine, Burt, Carole, Finn, Santana, Mercedes (que se emocionou com as palavras dele) e todos os nossos amigos. Ele me deixou por último. “Rachel Berry...”, ele disse, andando de um lado para o outro pelo palco. “O que eu posso dizer sobre você?”

Senti os olhares de todos se depositarem sobre mim e comecei a ficar nervosa. O que diabos Kurt falaria sobre mim? Será que ele tentaria me envergonhar? “Kurt...”, eu o adverti, fazendo todos rirem.

“Eu sinceramente posso passar a noite inteira falando sobre todas as coisas perfeitas sobre você. As suas TPM’s diárias, sua raiva por coisas inúteis, os dias que você simplesmente odeia tudo e todos e só fica reclamando da vida, o jeito que você me anima mesmo quando eu tô num estado deplorável, o fato de você sempre estar disposta a escutar eu narrando todas as merdas que eu faço e ainda assim continuar do meu lado, o jeito que você tenta me ajudar em todas as situações independente de qualquer coisa. Obrigado, Rachel, por ser minha melhor amiga quando ninguém mais estava disposta a ser. Obrigado por ter me amado quando eu senti que nunca seria amado por ninguém. Obrigado por ter me ajudado a perseguir meus sonhos. Obrigado por ser você, Rachel. Você é única. Eu não conheço ninguém que chegue aos seus pés... Com exceção, é claro, do Blaine.”. Seu marido sorriu e todos ficaram dizendo Awn’s e Own’s. “Eu te amo, Rachel Berry. Não vai me surpreender se Finn encontrar concorrentes ao longo do relacionamento de vocês, porque você é incrível. Por favor, nunca saia de perto de mim.”, ele falou, com a voz falhando e com os olhos cheios de lágrimas. Eu ignorei as milhares que escorriam pelo meu rosto e subi no palco. Chegando lá em cima eu olhei para Kurt e não deixei de sorrir. “Você é um idiota que borrou toda a minha maquiagem!”

Os convidados caíram na gargalhada. Kurt não perdeu nem um segundo e me abraçou como nunca havia me abraçado. Retribui com a mesma intensidade. Meu Deus, como eu era chorona. Kurt um dia me pagaria. Essa coisa toda começou desde que ele havia entrado na minha vida. Depois de nos separarmos eu voltei para junto de Finn, que me envolveu em um abraço e beijou a minha cabeça.

Kurt também desceu do palco. Depois de alguns segundos sendo confortado por Blaine, seu marido subiu ao palco para fazer os próprios discursos. Ele falou sobre várias pessoas que eu não conhecia, me deixando super entediada. Mas de repente minha atenção foi requisitada.

“Rachel”, eu ouvi ele dizer e olhar na minha direção, “você é uma mulher excepcional.”

Eu olhei-o confusa. Por que diabos Blaine estava me chamando de excepcional?

“Você provavelmente não percebeu, mas você é indiretamente quem me apresentou a Kurt.”

Como isso é possível? Eu nem conhecia ele antes de Kurt tê-lo mencionado.

“Pelo que Kurt já me contou, ele fez um sacrifício não muito saudável por você uma vez, o que deixou ele de repouso em casa. No dia seguinte ele estava desesperado pra sair de casa e tomar um ar e por isso foi para Dalton. Então, obrigado por ter feito o que quer que tenha feito para fazer Kurt ficar doente propositalmente e ter ido para Dalton em busca de algo para fazer fora de seu quarto.”

E então a ficha caiu.

Kurt estava olhando sorridente na minha direção, ainda meio choroso. Minha nossa. Blaine estava certo. Mesmo que indiretamente, eu que havia juntado os dois.

“Bom, agora que eu e meu marido terminamos nossos discursos, sintam-se a vontade para fazer o de vocês.”, Blaine disse, liberando o palco.

Não pensei duas vezes e fui para onde ele estava segundos antes, pegando o microfone. Respirei fundo e comecei. “Kurt, você tem que parar de falar essas coisas sobre mim. Todo mundo sabe que você é milhões de vezes mais perfeito em todos os quesitos, então não precisa me humilhar desse jeito.”. Ele riu. “Você fica me agradecendo e tudo, mas não percebe que eu tenho muito mais a te agradecer. Se não fosse por você eu não estaria com o amor da minha vida, não teria dois filhos lindos e não teria metade dos amigos que eu tenho hoje.”

“Bullshit!”, pude ouvir Santana gritando, fazendo todos rirem.

Ignorei minha amiga bêbada e continuei meu discurso. “Você, senhor Hummel, você salvou minha vida. Você literalmente me salvou. Você é bem mais que meu melhor amigo.”. Eu parei de falar porque as lágrimas não me permitiram continuar. Kurt assentiu de onde estava da plateia, assentindo. Ele havia entendido o que eu disse. Ele havia entendido que ele era mais que importante para mim.

“Bom, tudo de bom pra vocês. Vocês se amam e é isso que importa. Felicidades e prosperidade na vida dos dois.”, finalizei.

Todos ficaram batendo palmas por algum tempo, mesmo depois de eu ter descido do palco. Blaine me abraçou rapidamente e Kurt me abraçou de novo. Depois de falar rapidamente com os dois eu fui falar com Quinn e Puck. Sim, eu e Quinn havíamos tido –grandes- desentendimentos, mas, assim como Finn e Puck, nós havíamos nos entendido. Ela achou o cara dela e eu estava com o meu. “Quinn, Puck... Teria algum problema se a Barbra e o Brad passassem a noite na casa de vocês? Eu e Finn temos que acordar cedo amanhã e vamos ficar ocupados o dia inteiro, então vamos ter que deixar eles com alguém...”

Quinn assentiu, sorrindo. “Não tem problema, não. O Ian e o Arthur vão fazer a festa. Puck provavelmente vai passar a tarde fazendo alguma coisa com os meninos, então eu posso ficar com a Barbra.”. Puck concordou.

Eu sorri, abraçando Quinn. “Obrigada. De verdade.”

Ela me abraçou de volta com força. “Foi bom a gente ter deixado aquilo tudo pra trás. Vai facilitar tanto a sua vida quanto a minha.”

Eu e ela rimos. “Bom, boa noite pra vocês, eu e Finn vamos indo.”

Voltei para junto de Finn e eu e ele nos despedimos de todos. Falamos rapidamente com Kurt e com Blaine, que estavam atentos aos discursos. Fomos nos despedir de Barbra e Brad, assegurando que no dia seguinte iríamos buscá-los e que teria bastante chocolate quando eles chegassem em casa. Os dois, obviamente, amaram o acordo e voltaram a brincar com Lindsay e Louis, filhos de Mike e Tina. Percebi que as filhas de Brittany e Santana também estavam lá, assim como a pequena Sophie, filha de Artie e Becky, amigos da antiga escola de Finn.

Tudo estava certo, tudo estava em seu devido lugar.

. . . . .

Chegando em casa, coloquei minha bolsa em cima da mesa da sala e Finn colocou seu paletó pendurado em uma cadeira. No segundo seguinte eu estava beijando-o e ele havia me envolvido com seus braços. Ele me levantou e me carregou aos beijos para o nosso quarto.

"Eu prometo que vou tentar fazer tudo dar certo."

Chegando lá ele me colocou na cama, tirando a gravata que estava usando.

Eu sentia muita saudade dele. Eu não conseguia viver de um jeito saudável sem ele, será que ninguém via isso?

Subiu na cama, ficando por cima de mim. Continuou a me beijar enquanto desabotoava a camiseta. Minha mão estava acariciando suas costas e mexendo em seu cabelo.

“Eu terminei com ela porque meu coração está com outra agora. Ele está com você, Rachel.”

Quando ele se livrou da camiseta rapidamente tirou o meu sapato, assim como o dele. Em seguida ele tirou o meu vestido sem cuidado algum.

“Droga de marcha.”

“Aquele vestido foi caro...”, eu falei, sem ar por causa da situação. Eu apenas com minhas partes de baixo e Finn somente de calça.

“Será que nós dois juntos era algo tão importante assim? Tão certo? Algo que valesse tão a pena? Naquele momento percebi. Sim, era.”

“Foda-se.”, ele falou, voltando a me beijar, sem antes se livrar da sua calça.

Finn era o maior babaca do mundo me chantageando com beijos. Mas que chantagem boa.

Finn, como sempre, me fazia sentir milhões de sensações ao mesmo tempo com seus beijos por todo o meu corpo.

“Rachel Barbra Berry. Você gostaria de ser minha namorada e me permitir de amá-la incontrolavelmente e me permitir de algum dia levá-la a um altar?"

Se o momento foi mágico? Sempre foi, sempre seria.

"Tuitando o que, exatamente?” “De que eu estou com a menina que eu amo. Agora estou dizendo que você é minha.”

Por que?

“Eu não posso procurar outra pessoa, Kurt! Eu amo Finn e Finn somente! Eu não posso sair por aí a procura de outro cara, não dá! Eu amo ele demais, Kurt, demais! Parece que nem ele, nem você e nem ninguém entende isso! O que tem de tão difícil em entender que eu preciso dele e quero que ele seja meu e somente meu?!”

Finn era o homem da minha vida.

"Eu te amo, Rachel. Você é a garota da minha vida, eu não tenho dúvida. Eu consigo enxergar sem dificuldade eu e você, depois da escola, construindo uma família juntos e vivendo felizes para sempre, sabe?”

Ele era meu.

"Eu te amo tanto, Rachel, mas tanto, que não pode ser saudável.”

Eu era dele.

“Rachel Barbra Berry, a garota mais perfeita que eu já conheci e que por alguma razão escolheu a mim para ter o prazer de amá-la incondicionalmente, aceita casar comigo?”

Eu amava ele e o sentimento era mútuo.

“Eu quero ficar com você, então não faça isso de novo.”

Nós tínhamos dois filhos.

“Isso o que?”

Tínhamos uma família.

“Sair de perto de mim.”

Duas pessoas que nós mesmos havíamos feito. Era algo completamente nosso.

A história era bastante legal, mas eu nunca descobri como terminou, porque na metade do filme Finn me levantou e me levou até o quarto, fechando a porta logo depois de passar.

Independente do que aparecesse no nosso caminho, Finn não mudaria.

Ele sempre seria o garoto da casa ao lado para mim.



Notas finais
Pra quem não percebeu, o que está destacado são partes de capítulos anteriores.
Então, é isso. The end.
Sim, essa fic acabou, mas eu não vou parar de escrever, obviamente. Caso ainda não saibam, desde o início dessa história, mais ou menos, eu atualizo outra ao mesmo tempo, Bloody Love. Quem estiver interessado em ler: http://www.fanfiction.com.br/historia/226526/Bloody_Love/
Com a conclusão dessa fic eu comecei outra. Ela não é Finchel, mas vai ter Klaine, Hummelberry e tudo o que vocês mais amam. Como ela tá no começo é muito importante que vocês me digam o que estão achando, então mesmo que seja um Gostei já vai me fazer uma menina muito feliz :) Aqui o link: http://www.fanfiction.com.br/historia/247241/Daydream/
Dont forget: meu twitter é @msgoldstar e meu tumblr é http://omgron.tumblr.com
Espero que tenham gostado dessa fic tanto quanto eu :)
Obs: Finchel is endgame, independente do que acontecer, nunca se esqueçam disso. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!