Notas iniciais
Sinto que estamos chegando a um desfecho pra essa fic. Tô feliz por finalmente terminar mas ao mesmo tempo triste porque foi minha primeira fic, awn.
Mas, enfim, dedicatórias desse capítulo: Ao nosso beautiful riot de Monchecon (Monchele + Comic-Con) que tivemos ontem, esse capítulo é pra você ♥

Todos sabemos que nessas horas de desespero a melhor coisa a se fazer é ouvir música e chorar tudo o que tem pra chorar. Por essa razão que eu estava deitada no chão do meu quarto com uma caixinha de lenços de papel do meu lado, relendo livros do Nicholas Sparks, ouvindo One Direction, pensando em como minha vida era miserável e chorando descontroladamente.

Entre uma música e outra, eu ouvi meu celular tocando. Por ele estar ao alcance da minha mão eu atendi.

“Que foi?”, perguntei, quase sem voz de tão inchada que a minha garganta estava e de tanto que meu nariz estava entupido.

“Nossa, Berry, se você vai dar a volta por cima tem que ir pra escola num estado melhor que esse.”

“Eu nem imagino quem seja...”, falei, com o máximo de sarcasmo que pude.

“Eu vim te oferecer ajuda, então tente ser simpática.”

Eu revirei os olhos. “Você não tá mais brava comigo?”

Ela ficou em silêncio.

“San?”

“Eu sei que a culpa dessa budega toda foi minha, então me desculpe, eu não tenho nem tinha porque ficar com raiva e você.”, ela falou, num volume mais baixo que o normal.

Eu deixei uma lágrima escapar. Eu já estava num momento sentimental. Ver Santana falando daquele jeito não ajudou em nada. “Sabia que eu te amo?”

Ela riu do outro lado da linha. “Eu meio que tinha uma ideia.”

Eu ri. E descobri o que eu tava precisando pra por um fim na minha tristeza. “San... O que você acha da gente fazer uma festa do pijama?”

. . . . .

Na manhã seguinte eu estava bastante animada, em comparação com os dias anteriores. Eu estava distribuindo convites para as meninas do clube do coral – eu estava disposta a recuperar a minha amizade com todas elas e talvez até entrar no coral de novo algum dia (mas isso ainda levaria tempo).

“Brigada por me chamar, Rachel.”, falou Tina. “Faz um tempo que a gente não se fala...”

Eu respirei fundo e sorri. Distribuir sorrisos era saudável e deixavam as pessoas em volta felizes (pelo menos era o que a revista que eu comprei dizia). Tina sorriu de volta, comprovando a teoria. “Eu tava em uma época difícil, mas agora eu tô disposta a deixar para trás.”

Ela deu de ombros. “Não sei porque você se afastou mas eu estou feliz de voltar a ser sua amiga.”. E me abraçou. Eu sentia falta dela. Tina era uma amiga muito próxima antes da minha fase “Preto”.

Tina foi conversar sobre a festa com Brittany, Santana e Kurt. Eu já ia me juntar a eles quando ouvi alguém me chamar. Eu olhei pra trás e quase comecei a chorar. Era Mercedes. Ela era minha melhor amiga.

Não perdi tempo; corri na direção dela e agarrei-a com o máximo de força que pude. Ela fez o mesmo. “Eu senti saudades, Mer...”, falei, chorosa.

“Você não deveria ter saído de vista. Eu podia ter te ajudado quando você tava precisando, Rach...”. Eu ia responder, mas ela me cortou. “Olha, não precisa se explicar. Você teve dificuldades e se afastou. Não tem nada de errado, contanto que você saia comigo pelo menos três vezes por semana.”. Ela abriu um sorriso.

Eu enxuguei as lágrimas que haviam caído e assenti. “Bom, Santana e Kurt vão te explicar como vai ser lá em casa.”, falei, apontando para eles. Mercedes assentiu, me abraçou mais uma vez e foi se juntar aos outros.

Eu estava prestando atenção ao que Kurt e Santana falavam sobre a festa, opinando em algumas partes e concordando em outras, quando senti alguém bater de leve no meu ombro. Antes de me virar, eu vi que o pouco de cor que Kurt tinha no resto se esvaiu e que Santana colocou seu melhor olhar bitch.

Me virei, curiosa para saber quem era. Tive tanto a reação de Kurt quanto a de Santana. Era Finn que estava parado na minha frente. Eu me virei para trás para conseguir algum tipo de apoio mas todos tinham evaporado. Não havia mais ninguém no corredor, só eu e ele.

“Rachel.”, Finn falou, com uma dor que eu não estava esperando. Com isso, é claro, meus olhos já ficaram cheios de água. “Naquela noite lá em casa, eu sinceramente não sei o que eu disse. Você é a garota que eu amo. Eu tenho sentimentos por você e somente por você. Eu achei que ainda sentia alguma coisa por Quinn, mas eu na verdade nunca tinha parado para realmente pensar sobre o assunto. Quando eu fiz isso, percebi que ela fazia parte de uma época da minha vida que já havia acabado e que eu já havia superado. Eu te amo, Rachel. Você é a garota da minha vida, eu não tenho dúvida. Eu consigo enxergar sem dificuldade eu e você, depois da escola, construindo uma família juntos e vivendo felizes para sempre, sabe?”

Eu assenti, com lágrimas caindo dos meus olhos sem parar.

“E-Eu sinto sua falta, Rachel. Todo dia, toda hora. Eu vejo você rindo e se divertindo e me deixa pensando que eu poderia ser a razão disso, e não o causador da sua tristeza. Eu te amo tanto, Rachel, mas tanto, que não pode ser saudável.”

Eu fiquei em silêncio tentando absorver as palavras dele. Eu já sabia tudo o que eu sentia por ele, mas nunca imaginei que ele sentisse tanto (ou talvez mais) do que eu. Nós não éramos de ficar fazendo discursos do quanto nos amávamos, bastava um saber que o outro te amava. E eu acho que isso pode ter sido a razão de todo o problema. Nem eu nem Finn tínhamos noção de quanto o sentimento que tínhamos um pelo outro era intenso e duvidamos do nosso próprio amor. Finn estava na minha frente, deixando claro o que ele sentia por mim, deixando claro que o que a gente tinha era real e que não havia uma terceira pessoa.

“Sabe, Finn...”, eu falei.

O olhar dele foi de triste para preocupado. Ele provavelmente estava esperando que eu dissesse alguma coisa terrível.

“Eu te amo mais. Não preciso fazer um discurso para explicar isso. Eu te amo mais do que qualquer outro e sei que eu e você nos pertencemos e que é isso que vai nos manter juntos não importa o que venha no nosso caminho.”, eu falei, com a garganta apertada.

Ele ficou me olhando intensamente por alguns segundos, até que tirou alguma coisa do bolso de sua calça. “Algumas pessoas não aceitariam isso independente do quão intensa nossa relação fosse, mas eu sei que a gente vai ficar junto, eu sei que a gente vai estar ao lado um do outro. Nesse exato momento eu estou prometendo ser seu e ser fiel a você, estou prometendo te amar mais do que qualquer pessoa e te fazer sentir a mulher mais especial do mundo a todo segundo, que é o que você é e é o mínimo que você merece. Aceitando essa promessa, você está prometendo ser minha e minha somente.”

Aquilo só podia ser brincadeira. Esse meu pensamento só se intensificou quando eu vi que o que ele havia tirado do bolso era uma caixinha de veludo. Ele abriu a mesma e eu pude ver um pequeno objeto brilhante dentro. Um anel.

“Rachel Barbra Berry, a garota mais perfeita que eu já conheci e que por alguma razão escolheu a mim para ter o prazer de amá-la incondicionalmente, aceita casar comigo?”

Notas finais
Direcionem as emoções que eu sei que vocês estão sentindo para as reviews e para o meu twitter @msgoldstar