The Boy Next Door
10 Capítulo 10
Notas iniciais
E não se preocupem, eu já atualizo Bloody Love também ;)
Mal cheguei em casa (não ia voltar a escola, é claro) e já sai de novo, carregando minha grande máquina fotográfica. Para mim era terapêutico tirar foto. Eu ia para algum lugar e ficava fotografando horas a fio e me sentia muito melhor. Assim como cantar, fotografar foi uma mania que eu perdi com o tempo, mas que também estava voltando, percebi.
Resolvi que eu iria para o lago. Era um dos únicos lugares que eu nunca havia fotografado na cidade. Eu só estava um pouco apreensiva de como eu sentiria de voltar pra lá depois de... tanto tempo.
Mas resolvi colocar aquilo de lado. Finn não estaria lá. Provavelmente apenas um casal com um filho estaria visitando o local, mas não demoraria muito pra sair, já que já estava ficando muito quente.
Não chamei nenhum táxi nem nada porque meu telefone estava descarregado, e eu não ligaria para os meus pais porque senão eles descobririam que eu estava matando aula, então resolvi ir a pé.
A caminhada durou mais ou menos uma hora, mas eu não fiquei cansada. Eu parava algumas vezes para tirar algumas fotos, então eu cheguei lá com a respiração controlada.
Como eu havia previsto, Finn não estava lá, mas sim eu homem idoso que estava pescando, mas mesmo ele já estava indo embora.
Fotografei de longe o deque, depois apenas o céu com a cidade ao fundo, depois um barco que estava abandonado desde sempre, a placa do local, etc. Também tirei foto de várias flores e árvores.
Quando olhei no meu relógio que horas eram, quase entrei em desespero. Eu tinha que estar em casa em no máximo quarenta minutos, porque era hora do almoço e meus pais estariam lá. Eu teria que correr.
Guardei a máquina na pequena bolsa dela, peguei um elástico de cabelo que sempre estava preso no meu pulso e prendi meu cabelo. Por que eu fui para a escola de vestido? Ugh.
Respirei fundo algumas vezes e comecei a corrida de volta para a casa. Depois de mais ou menos oito minutos correndo, eu parava por quinze segundos para respirar e depois voltava a correr.
Nesse ritmo demorei meia hora pra chegar em casa. Eu ainda teria dez minutos para tomar banho, já que estava muito suada. Quando parei na porta de casa, automaticamente olhei para a janela de Finn, mas ele não estava lá, é claro. Estava provavelmente no hospital com Kurt.
Repreendi a mim mesma por estar desesperada para ver Finn. Eu amava ele, como já deixei bem óbvio, mas, mesmo que ele sentisse (ou sentia, não sei) a mesma coisa, não parecia que iríamos para frente.
Corri para o meu quarto e rapidamente tirei meu sapato e meu vestido e corri para o banheiro. Tomei o banho mais rápido da minha vida e fui me vestir. Enquanto eu procurava pelo meu short de ficar em casa, meu olhar passou rapidamente pela janela e eu desejei morrer.
Finn estava lá, olhando para mim e sorrindo. Eu ate sorriria de volta, mas estava só de calcinha e camiseta. Meu rosto ficou roxo de vergonha e ele começou a rir muito. Eu bufei e voltei para o armário, pegando qualquer short e vestindo-o.
Voltei para a janela e vi que ele ainda olhava pra mim rindo, um pouco mais controlado. Eu sorri para ele e em seguida peguei o bloco de papel. Rabisquei-o e colei na minha janela.
Finn apenas riu com o que eu escrevi, é claro. Quer dizer, por que ele não riria? A situação toda era bastante cômica. Eu me trocando e ele me olhando, depois eu percebendo e ele rindo da minha cara... A situação era cômica para ele.
“Muito bonito, Finn Hudson.”, eu havia escrito.
Ele pegou um papel, escreveu alguma coisa e também prendeu na janela. “E eu tenho culpa se a vista é tão bonita?”
Eu fiquei sem reação por alguns minutos. Finn havia acabado de me chamar de bonita? O que eu deveria fazer? Eu estava gritando por dentro, é claro. Quer dizer, é sempre bom quando o garoto que você ama te chama de bonita. Só que eu não entendi se ele estava falando de mim ou de mim só de calcinha. Ah, garotos.
Sem saber sobre o que ele estava falando, revirei os olhos e arranquei o papel. Usei o outro lado para escrever novamente. “Não faça isso de novo.”
“Nunca.”. E começou a rir.
Bufei com raiva e tirei o papel da minha janela. E ele continuava a rir da minha reação. Porém, antes que eu pudesse me virar e sair do quarto, vi que ele tinha escrito outra coisa. “Mas você é realmente bonita, Rach. Não tem nada a ver com eu ter te visto só de calcinha.”
Eu sorri, aliviada. Finn era fofo. Muito fofo.
“Mas o que...”, disse alguém, em algum ponto atrás de mim. O sorriso no rosto de Finn desapareceu, assim como a cor de seu rosto. Me virei, confusa, para ver quem era.
Meu. Pai. Meus. Dois. Pais.
“E-e-e-eu-”, tentei dizer, mas eu não consegui formular nada. Olhei para trás, em busca de apoio de Finn, mas ele estava no quarto dele com a mesma expressão que eu.
“Rachel Barbra Berry, castigo até o fim da vida.”, disse um deles. “Sem discussão. Sem sair de casa e sem receber ninguém do sexo oposto.”, ele disse, irado, saindo do quarto, me deixando sozinha com o meu outro pai.
“E-er, princesa...”, ele começou. “Eu não sei bem o que aconteceu e nem como interpretar o que eu vi, mas... Tome cuidado. Seu pai é um pouco ciumento e cabeça quente com as coisas, você sabe disso... Então, se você está tento momentos íntimos com Finn, mantenham isso entre vocês e não se falando por enormes cartazes, ok? Isso se vocês um dia voltarem a se falar depois do que acabou de acontecer... Hm, me desculpe pelo seu pai. Devíamos ter batido na porta...”, ele falou, envergonhado, e saiu, antes que eu conseguisse falar qualquer coisa.
Eu me virei para trás, sem expressão. Finn estava com o rosto preocupado. Tinha um papel colado na sua janela. “Problema?”
Eu apenas assenti. Ele pegou outro papel para escrever alguma coisa. “O que eles disseram?”
Peguei meu bloco de papel para responder. “Eu estou sem poder ir pra lugar nenhum e nem receber ninguém até o fim da vida.”. “Ou até meu pai se acalmar, não sei...”, falei, em outro papel.
“Qual o seu número? Eu vou precisar do seu número pra poder falar com você a partir de agora, então.”
Dei o meu número pra ele e ele me deu o dele. Finn saiu de frente da janela para pegar o celular que estava em cima de sua cama. Ficou digitando alguma coisa e depois colocou o telefone de lado e ficou me olhando.
Eu olhei para o meu celular que estava em cima da minha cômoda e ele de repente começou a apitar. Era a mensagem de Finn.
Me encontra em frente a sua casa em cinco minutos. Fala pros teus pais que tu vai tirar o lixo ou algo assim.
Ok., respondi. Acenei para ele, me despedindo, e sai do meu quarto. Chegando lá em baixo, vi que meus pais estavam fazendo o almoço. “Vocês querem ajuda em alguma coisa?”, perguntei, soando o mais prestativa possível.
“Tire o lixo.”, disse um deles, mal humorado. Perfeito.
“Tudo bem.”, falei. Coloquei uma luva de plástico (sim, eu tinha nojo), tirei o saco de lixo de dentro da lixeira, amarrei-o e sai pela porta da frente, em direção à lixeira que ficava do lado de fora de casa. Vi que Finn estava parado de costas. Quando estava a alguns passos deles, fiz minha presença perceptível. “Hey...”, eu falei.
Ele se virou rapidamente e sorriu. “Hey.”
Eu coloquei o saco dentro do lixo e em seguida joguei as luvas fora. Ele riu da minha mania. “Então... Por que você me chamou aqui?”
Ele ficou alguns segundos me olhando, mas depois se aproximou de mim, estendendo os braços. Ele ia me abraçar. Eu, é claro, me agarrei rapidamente a ele. Eu precisava daquele abraço. Na verdade, eu acho que nós dois precisávamos. Estávamos mutuamente apaixonados, havíamos nos beijado mais cedo... Precisávamos de algum tipo de contato.
Ficamos um tempo pressionados um contra o outro. Depois de um tempo, nós –infelizmente- nos soltamos. “Eu te amo, Rachel.”, ele disse, com cuidado e com um olhar que demonstravam muito afeto.
Eu fiquei encarando-o por uns segundos, um pouco boba. O dia poderia de alguma forma ficar melhor? Eu havia beijado o menino que eu amava, eu havia conseguido o número do menino que eu amava e ele tinha acabado de se declarar para mim.
“Eu te amo, Finn.”, respondi, com a maior certeza que pude. Afinal, existia maior verdade? É verdade que ele só havia voltado há pouco tempo, mas fazia um tempo que eu tinha considerado a possibilidade de sempre ter amado Finn, só que eu não percebia. “Eu sempre te amei.”, falei, com mais certeza ainda.
Ele abriu um sorriso de orelha a orelha e aproximou o rosto do meu, só que indo em direção a minha orelha, não a minha boca. “Eu estive pensando...”, ele sussurrou no meu ouvido. “Eu acho que você é o amor da minha vida.”
Se foi um pouco intenso demais? Não importava. Porque era a pura verdade. “Sabe de uma coisa?”, eu sussurrei, passando minha mão por trás de seu pescoço. “Eu acho que você está totalmente certo.”
Ele tirou o rosto de perto do meu ouvido, aproximando-o da minha boca, me dando o beijo mais apaixonado que eu havia tido em toda a minha vida. Eu pude sentir tudo o que ele sentia por mim e ele tudo o que eu sentia por ele. Foi o beijo dos beijos.
“Rachel!”, meu pai gritou da porta. Afastei minha boca de Finn, sem fôlego, para olhar para trás. Finn, é claro, não se importou e se contentou a espalhar beijos pelo meu pescoço.
“O almoço tá pronto!”, ele gritou de novo, ignorando completamente a cena.
Revirei os olhos e me virei de volta para Finn. Beijei-o mais uma vez. “A gente se fala mais tarde.”, falei, lhe dando um último selinho.
Ele me soltou e lançou o seu sorriso de lado que me fazia derreter. Eu apenas suspirei e corri para dentro de casa, sorrindo.
Notas finais
Yay, fim do hiatus!
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