The Boy Next Door
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Obs: eu, idiota, esqueci de um pedação do último capítulo.... Mas já atualizei ;) Ah, e a Rachel está fazendo 18 e nçao 15 anos (sorry...)
Pior aniversário de todos? Pior dia de todos? Nada parecia ser ruim o suficiente para descrever o quão meu aniversário de dezoito anos foi terrível. Finn tinha que estragar tudo mais uma vez, logo num dia como aquele.
Acordei ainda bastante abalada com tudo o que havia acontecido no dia anterior. Primeiro Finn voltou do além. Segundo, ele quis que nossa amizade continuasse. Terceiro, a gente virou melhor amigo de novo. Quarto, ele –ou a namorada dele, até hoje nunca soube dizer- estragou tudo. Quinto, era meu aniversário e eu não havia feito nada de diferente. Como tudo isso aconteceu em um dia?
Infelizmente, por a cortina ter ficado completamente fechada, eu não acordei com o sol da manhã. Eu era um dos poucos adolescentes que não gostava de acordar tarde. Eu achava bom acordar cedo. Eu tinha mais tempo livre.
Olhei para o relógio ao lado da minha cama, na mesa de cabeceira e, para a minha alegria, ainda eram dez horas da manhã. Não estava tão tarde assim.
Me levantei preguiçosa da cama para abrir a cortina do meu quarto, mas, ao fazer isso, fiquei com vontade de chorar. A mensagem que eu havia escrito para Finn ainda estava colada ali. “Eu não acho que a gente consiga voltar a ter o que tinha antes”. Nossa. Eu tinha pegado pesado com ele. Mas, como eu já mencionei, nunca me arrependi. Ele tinha que perceber como o que ele queria não era mais possível. Bom, pelo menos ele não deixaria ser possível.
Deixei de encarar a cartolina e fui tomar banho. Depois de colocar uma roupa limpa e fazer um rabo de cavalo no meu cabelo, fui para a sala de televisão, que também ficava no andar de cima.
Eu resolvi que naquela manhã eu trocaria meu exercício comum matinal por exercícios no Wii. Mas, chegando lá, mudei de ideia. Não estava muito no clima para fazer atividade física. Resolvi, então, que iria cantar.
Não me pergunte de onde aquela ideia veio. Eu não cantava havia anos, mas, naquele dia, eu simplesmente precisava. Eu estava perdida. Eu não sabia o que fazer. Quando eu era mais nova, cantar sempre me ajudava. Foi a conclusão que eu cheguei naquele momento. A música seria a única que me ajudaria –e também porque estava na hora de bater alguns recordes-.
Enquanto eu iniciava o jogo, uma sensação de nostalgia tomou conta de mim. Aquela música de fundo, as cores, as opções de jogo... Tudo gritava “infância”. Coloquei na opção de “Aquecimento” e fiz todos os exercícios antes de começar.
Fiquei um tempo procurando alguma música, até que achei uma que se encaixava perfeitamente bem na minha situação. Nunca foi uma das minhas favoritas, mas eu sentia que tinha que cantá-la.
Respirei fundo algumas vezes e comecei.
You make me so upset sometimes
I feel like I could lose my mind
The conversation goes nowhere
Cuz you’re never gonna take me there
And I know what I know
And I know you’re no good for me
Yeah I know what I know
And I know it’s not meant to be
Here is my dilemma
One half of me wants ya
And the other half wants to forget
My-my-my dilemma
From the moment I met ya
I just can’t get you out of my head
And I tell myself to run from you
But I find myself attracted to my dilemma
My dilemma
It’s you
“Você precisa voltar a cantar”, disse alguma voz, me interrompendo. “Um talento como o seu não pode ser desperdiçado”. Era uma voz levemente afeminada, em algum ponto atrás de mim.
“K-k-kurt?”. Por que ele estava ali?
“Eu estou sendo honesto, Rachel. Você tem o dom.”
Eu estava incapaz de fazer nada, então fiquei boquiaberta encarando-o, com várias perguntas rodando pela minha cabeça. Por que você está aqui? Como conseguiu entrar? Quem te deu autorização para invadir a sala de TV enquanto eu estou cantando? Por que você não se pronunciou antes?
“Olha, eu vou ser bastante direto. Meu irmão ficou muito mal com o que você escreveu”, ele disse. Eu estava prestes a interrompê-lo, mas ele levantou um dedo, me impedindo de falar. “Mas não é sobre isso que eu vim conversar com você.”
Eu fiquei calada esperando ele prosseguir.
“Não precisa negar nem confirmar, mas eu sei que você não gostou de como as coisas se sucederam. Eu sei que você se sente sozinha. E eu quero te ajudar.”
“E como você vai fazer isso?”
“Primeiramente, sendo seu amigo. Segundo, te apresentando a pessoas novas.”
“É muito doce da sua parte querer ser meu amigo, e eu aceito mas, sobre a parte de conhecer novas pessoas...”
Ele ficou me olhando confuso enquanto me ouvia.
“...eu acho que não vai dar certo”, finalizei.
Ele ficou uns segundos tentando decifrar minha expressão. “E por que isso?”
“As pessoas não... gostam de mim.”
“As pessoas que conviveram com você na época Pré-Hummel da sua vida. Você vai ver, Berry, eu vou te ajudar a voltar a cantar, a ter amigos e a voltar a falar com Finn”, disse ele e, antes que eu pudesse interrompê-lo, continuou. “Não precisam ser melhores amigos, aprendam apenas a não deixar o outro terrivelmente mal. Entendeu?”
Eu acenei com a cabeça.
“Aceita?”
Eu sorri e o abracei.
“Obrigada, Kurt. De verdade.”
. . . . . . . . . . .
Alguns minutos depois eu estava sentada na minha cama, ouvindo Kurt explicar suas ideias, seus conselhos e seus planos.
“...e, para isso acontecer, você tem que falar com Finn”, terminou ele.
“Medesculpeoque?”, eu perguntei, em choque.
“Para a gente construir uma boa reputação pra você, a gente tem que acertar o relacionamento entre vocês dois.”
“Kurt, eu... acho que não rola porque... Bom, eu fui bastante dura com ele.”
“Rachel, vamos ser realistas”, ele falou, abandonando o enorme e rabiscado quadro branco para vir se sentar comigo na cama. “Você ama o Finn. O Finn te ama. Vocês só vivem bem se tiverem juntos. A sua vida e a dele são a prova viva disso”, disse ele, com um sorriso de consolo.
“E-eu não amo o Finn...”
Ele me olhou, lendo minha expressão por longos segundos, antes de falar. “Ok, vocês não se amam dessa forma, mas eu estou dizendo amor de amigos, melhores amigos.”
Liberei um baixo “Ah...” antes de baixar a cabeça e fechar meus olhos, em esperança de organizar meus pensamentos.
Inicialmente, tentei relembrar a mim mesma os fatos. Finn foi meu melhor amigo desde sempre. A gente cresceu juntos. Ele me abandonou. Ele me deixou magoada. Ele estragou minha vida. Ele tinha uma namorada. Então, por que diabos, eu me preocupava tanto com ele?
Será que o amor que eu tinha por ele era atração? Era um amor que namorados sentiam um pelo outro?
Provavelmente não. Se eu realmente amasse Finn eu naturalmente teria ciúmes de Quinn. Mas eu não tenho. O que é um bom sinal. Não, Rachel, você não está apaixonada pelo seu melhor amigo.
“O que você acabou de dizer?”, perguntou Kurt, confuso.
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