The Blood of a God
8 Capitulo VIII
Notas iniciais

P.o.v Coraline
– Coraline, um passo a frente.- disse Quiron. “Ok é minha vez de brilhar.” Caminho lentamente (Sabe,para dar um suspense), e finalmente chego ao lado de Quiron. Ouço a melodia tocada pelos filhos de Apoo, a melodia suave me fez pensar que isso merecia mais animação. Então me virei para a fogueira, e falei na minha mente “Bom, naquele dia há alguns anos, eu pedi ajuda e lhe invoquei e você me respondeu. Agora nem pense que você vai me deixar na mão? Ouviu?”. Sinto como se algo se apoderasse do meu corpo, não consegui conter um meio sorriso e abri os olhos. Olhei para a fogueira, ela estava negra como o amaterasu do anime. Ouço algumas meninas gritando, espero um tempinho (bem tenso) e depois me viro, olho para cima e vejo um elmo de guerra flutuando sobre minha cabeça. Todos estavam espantados, e presumi que o que estava acontecendo não era normal, então sorri. “Uhu,sou exclusiva,baby.”- Coraline, filha de Hades. – Quíron estava com uma espressão tão assombrada,que se a coisa não parecesse tão seria,teria me feito rir da cara dele. Começei a caminhar até os meus novos meios irmãos.
– Seja bem vinda, Coraline.- Meus novos irmãos falaram com um tom de voz absurdamente melancólico e nem de longe,animado. Percebi de cara que eramos da mesma família. Caminhei até eles, tentando não demonstrar o quanto estava feliz, abracei a todos e acabei sentindo novamente o calor que minha mãe sempre trazia a mim quando ela me abraçava. Resguardei minhas emoções a sete chaves.
– Isadora Sandroni, um passo a frente- disse Quiron. Olhei para ela, e fiquei me perguntando o porquê da nossa rivalidade. “Talvez essa reclamação explique tudo”. Os filhos de Apolo começaram a tocar sua melodia, no entanto passou-se alguns minutos, e nada. No momento não sei se me senti feliz ou triste, mas não pude deixar de dar um meio sorriso irônico. Uma menina ruiva,que estava do meu lado, me olhou com um olhar de reprovação, me senti culpada e parei de sorrir.
– Luigi Lourenço, um passo a frente.- o Mario, (sim eu chamo ele de Mario) deu um passo a frente,e logo os filhos de Apolo começaram a tocar. Não demorou muito para um brilho forte se alastrar por todo o Acampamento (merda eu não enxergo na claridade, mas percebo que os filhos de Apolo param de tocar e começam a gritar) — Luigi Lourenço, filho de Apolo.- Então finalmente ficou mais escuro e eu pude abrir meus olhos. Ardiam como se alguém tivesse passado pimenta.
– E por fim, Samuel Higor, por favor. – Samuel caminhou todo sorridente para a frente, não sei se ele sorria de felicidade ou de nervoso. Os filhos de Apolo tocavam uma melodia mais suave, que me deu até um sono, mas logo esse sono foi substituido com muita rapidez,com uma ânsia de vomito repentina. “Droga,cheiro de mar de novo!”- Samuel Higor filho de Poseidon!- “Nooossa mais um primo para minha lista. Quantos nomes eu vou ter que decorar,afinal de contas?” Quiron deu mais umas palavras, mas não me importei muito,e logo ele nos dispensou. De relance,vi alguém correndo atrás de mim,me virei e Michelle vindo ao meu encontro.
– Coraline!- Ela me deu um abraço forte- Parabéns! – Ok... Eu estava realmente feliz, e não podia esconder isso da minha primeira amiga. Tinha certeza de que só faltava um cartaz com letras de cores fortes dizendo: FILHA DE HADES FELIZ POR TER SIDO RECLAMADA. Dei de ombros e a dei um abraço forte. Nem sempre eu sou tão dura.
– Parabéns para você também!- Ela parou de me abraçar, e seus olhos cinza estava mais brilhantes do que nunca — Chelle, poderia fazer um favor para mim? — Ela concordou com a cabeça- Você pode ir no chalé de Hermes pegar minha mochila?
– Claro que sim- Ela sorriu.Ouço Annabeth a chamar. Ela me da um abraço rápido e vai embora. A menina ruiva que não sorriu quando a Isadora não foi reclamada, chega ao meu lado.
– Oi, meu nome é Maria Alice.- Ela sorri e estende a mao.
– Me chamo Coraline – Estendo a mão e a cumprimento.
– Vou te guiar até o chalé!- Ela sorri,se vira,e ao ver que não a estou seguindo,volta e pega o meu braço,e vai me puxando.- Vem logo!
– Ok, Ok, eu já estou indo- Ri e me liberto.
Andamos lado a lado,a caminho do chalé, conversando um pouco sobre nós, e sobre nossos irmãos. Ela me contara que foi a terceira filha de Hades. O primeiro foi Nico, depois o Gabriel e em seguida,ela. Eu contei que eu conheci todos que chegaram no mesmo tempo. Ela disse que conhecia a Isadora antes de ir para o acampamento,e ao ver minha cara de surpresa,riu.
–Coraline!- Ouço uma pessoa gritar meu nome, me viro para ver quem é. Chelle estava a alguns metros de distância, com a minha mochila pendendo em uma das mãos.- Toma esse tijolo. Mano, você e a Isadora exageram na bagagem não acha?- Eu ri,e na minha opnião, não estava tão pesada.
– Obrigada. E hãn... Essa é a Maria Alice,minha irmã. Maria Alice,essa é Michelle minha amiga,ela estudava comigo no internato. — Elas se cumprimentaram. Mi se despediu e correu para o seu chalé.
Continuamos a nossa caminhada, conversando sobre os deuses e chegamos a porta do chalé. Ela pede para eu esperar, e bate na porta com uma batida ritmada. Um menino menor que ela abre a porta, e ela me chama. Eu respiro fundo e entro.
–Olá Coraline- Um menino pálido, de cabelos pretos e olhos castanho escuro me abraça- Me chamo João Pedro- Ele sorri, retribui o cumprimento.
O menino menor que abriu a porta me deu outro abraço. “Eles são filhos do deus da morte e gostam de abraçar. Capaz das filhas de Afrodite gostarem de fazer magia negra.”
– Oi! Me chamo João Pedro também- “ Oh,droga! E agora? Como vou fazer para chamar um e outro?” Sinto uma mao, me cutucar nas costas me viro e vejo uma menina de cabelo chanel castanho avermelhado,com os olhos castanhos olhando para mim.
– Me chamo Thaís Raiol, prazer- Ela me deu um abraço.
– Seja bem vinda Coraline- Disseram todos,que estavam a minha volta. Não aguentei,e não pude contar um sorriso.
–Coraline?- Ouço a voz do Nico atrás de mim.- Seja bem vinda ao chalé 13- Ele sorri e estende a mão. A aperto,e dou uma olhada em volta.
Como posso descrever o chalé numero treze? Bem,por dentro é bem espaçoso. Tem um sofá vermelho grande,com duas poltronas do lado. Uma mesinha baixa com uma fruteira ficava em cima de um tapete com um elmo bordado. Na parede,tem uma estante cheia de livros sobre mortes, espíritos, assombração e almas. O mais macabro que você possa imaginar. Em uma das paredes,um quadro emoldurado de um homem vestindo um terno, com uma aparência gélida pendia. Na imagem, ele não demonstrava ser muito alegre, com os cabelos negros como a noite sem luar e os olhos também. Fiquei alguns minutos parada olhando o retrato.
– Você se parece com ele- Thaís para ao meu lado,e faz uma reverencia um pouco exagerada ao quadro.
– Ele é Hades?- Ela sorri e balança a cabeça,em sinal de afirmativa.
– Vem, eu vou te mostrar onde pode vir dormir!- Ela me puxa,me levando pro outro lado do quarto. Todas eram camas individuais,sem nenhum beliche ou algo do tipo. As camas tinham com entalhe de madeira semelhante a ossos,e a roupa de cama era preta.- Como somos poucos não colocamos beliches, então cada um tem sua cama. Aquela ali é a da Maria Alice- Ela aponta para uma cama arrumada com a parede vermelha e várias caveiras em espelho acima da cama. Na outra parede, tinha vários desenhos pendurados.- Aquela é a minha. — Ela aponta para uma cama com uma coberta da death bat (o símbolo do Avenged Sevenfold). Parede negra umas estrelas espelhadas,e no chão tinha um tapete vermelho escrito “HAIL TO THE KING” e o elmo de Hades embaixo.
– Pera ae! Você curte Avenged?- Disse impressionada.
– Mas é claro- Ela sorri.
– Santo Hades, eu também!- Disse,animada. Aleluia,não sou a única!
– Maneiro, olha, a próxima cama é do Gabriel. — É uma cama coberta com edredom de estampa de uma caveira no centro. A cima da cama, tinha uma guitarra vermelha pendurada e ao lado da cama tinha um criado mudo feito de marfim branco. Thaís me disse que o marfim era feitos de ossos humanos, e em cima do criado mudo tinha quatro livros sobre mortes cruéis. Ela apontou para cama do João (o maior), acima da cama tinha uma patilhera de troféis. A cama dele era preta e vermelha e o tapete também. A próxima cama era do João (o menor) a parede era preta, mas no certo tinha o símbolo ID (Imagine Dragons), e cama também. Presumi que se a Isa o conhecesse, eles ficariam cantando até ficarem sem voz. A cama do Nico era normal, cinza com algumas umas fotos no criado mudo.- E finalmente, a sua cama- Ela aponta para uma cama, com umas caveiras espelhadas na parede negra. A cama com um edredom preto, um tapete preto e um criado mudo com um relógio, creio que não mencionei, mas todas as camas tinha um baú na frente para guardar roupas e sapatos.
Fomos até o sofá vermelho-sangue,e ficamos conversando e nos conhecemos, até que um por um foi se deitar, e acabei deitando por ultimo.
Tive um pesadelo. Eu estava frente a frente com uma flecha apontada para mim, até que ela é disparada, eu desvio. Mas no segundo tiro, eu não consigo desviar, e ela passa direto pelo meu coração, mas não sai sangue. A flecha se desfaz e a dor é horrível. Eu ouvia pessoas gritarem meu nome, entretanto não via seus rostos. Acordei de sobressalto. Fui ao banheiro e lavei meu rosto, escovei os dentes e vesti minha roupa. Sai ainda um pouco atordoada do banheiro.
– Coraline? — Dei um pequeno salto, assustada.
– Nico? Cara,você me assustou. – Me virei.
– Você está bem? Está pálida feita a um papel! – “Mas todos nós não temos a pele pálida?”
– Estou sim, obrigada.- Pego meu livro e saio do chalé.(Nota mental: sair do chalé com óculos de sol, pois você se acostuma com a escuridão do chalé) Quase fiquei cega com a claridade, precisava respirar um pouco. Então fui aproveitar a sombra de uma arvore, e começei ler meu livro. Ouvi uma corneta, e meu estomago ronca quase ao mesmo tempo.
– Isso mesmo, é hora do café- Digo olhando para minha barriga, corro para o pavilhão e sento ao lado da Maria, de frente ao Nico, que me encarava como se dissesse “Me fale o que está acontecendo”. Devolvi um olhar de “Não te interessa.” E não voltei a encara-lo, comi panquecas e bebi Nescau,e assim que eu terminei, me levantei e fui para a floresta novamente, antes que o Nico enchesse o meu saco. Sentei na mesma arvore e continuei a ler. Até que uma pessoa sentou ao meu lado.
– Tá lendo o que?- Olho para ver quem é. Mas é claaaaaaaaaaro... Isadora Sandroni.
– Não te interessa- Me viro para ela não ler a capa.
– Se não me interessasse eu não teria perguntado- Eu a encaro- Escuta, não é só porque você é filha de Hades que quer dizer que você pode invocar um buraco no chão e me engolir- “Claro que posso, isso é falta de pratica queridinha” Guardei esse comentário para mim.
– Certo, Mas pra que você quer saber do nome do livro?- “Até parece que do nada eu fiquei ‘interessante’.”
– Porque se me interessar, eu compro. Saca?- Eu encaro novamente- Tá legal. Esquece. Eu só queria aumentar minha coleção.
– E você tem quantos livros? – Pergunto,e fechei o livro.
– Hum... Bem... Sabe, 76 livros- Ela disse em um tom mais baixo.
–O QUE?! NÃO ACREDITO!- Eu me levanto- Garota, vou te roubar.
– Tente. — Ela me deu um sorriso irônico, começamos a discutir, e a caminhar, falando sobre os livros era o melhor. Estávamos próximo ao um lago, vi a Chelle cair dentro dele, Bel correndo para salva-la e saltando dentro d’água. Eu e Isa nos entreolhamos ao mesmo tempo e saímos correndo ao encontro das duas. Puxamos a Chelle para fora d’água, e depois puxamos a Bel. Sinto novamente aquele cheiro, eu olho para cima da cabeça da Bella.
– Bella, você foi reclamada. Filha de Poseidon!- Isadora falou feliz. Chelle tossiu, e eu a ajudei a se levantar.
– Eba... Uma prima- Maneiro... Legal... Mais um peixe na minha família paterna (só que não). Tirei minha jaqueta e a coloquei na Chelle,e saímos do píer.
– Puxa, era meu livro favorito...- Ela tenta limpar a capa,e então pude ler.
–Quem é você Alasca?- “Que nome tosco.”
– É um romance- Eca, romance.
– Ah! Joga isso fora!- Peguei livro e o joguei para trás.
–Ei menina! Deixa ela em paz- Isadora devolve o livro- Eu já li. É ótimo, o.k?
– Se lasque- Fui andar pelo meio da floresta até que eu me próximo aos chalés. Sinto alguém me puxar,e era a Maria e Thaís.
– Oi gente, o que foi?
– Você estava sumida! Onde estava?- Maria em um tom preocupado.
– Na floresta... Lendo. – Balancei o livro na frente delas.
– Nico disse que você não parecia bem, então resovemos te procurar e...
– EU ESTOU OTIMA, CARAMBA!- Saio andando,pisando duro, para o meu chalé. Abro a porta e vejo Nico sentado e olha para mim,assustado
– Coraline... – Não o deixo terminar.
– CALE A SUA BOCA! E SE META COM SUA VIDA!- Digo com raiva e saio para ir para minha cama, mas antes ele segura o meu braço.
– Cora... – Eu liberto meu braço,e senti minha cabeça latejando de fúria.
– Tá bom eu tive um pesadelo, e isso não me deixou confortável, melhor para você?
– Qual era o pesadelo?
–Não te interessa!- Desço as escadas para arrumar minhas coisas, e pego os meus porta retratos. Todos tem uma fase nova em minha vida, tinha eu e minha mãe, tinha outro eu, minha tia e meu “tio”, eu e Chelle, eu e Chelle e Isa e finalmente o ultimo eu, Chelle, Isa e Bel. Coloco todos eles no meu criado mudo. Ouço novamente uma corneta.
– Almoço!- o ouço o João-Pedro-menor falando.
Então eu sai do chalé e fomos para o pavilhão todos juntos. Sentamos a mesa e comemos, até damos umas risadas. Terminamos Quiron disse algumas palavras sobre a reclamação inesperada de Bella. Dividiu o time para o captura bandeira:
Time vermelho ficou com o chalé: Zeus, Poseidon, Atena, Apolo, Hefesto, Hermes, Iris, Hipnos, Nike e Tique. E o time azul com o chalé: Hera, Demeter, Ares, Artemis, Afrodite, Dionísio, Hades, Nemesis, Hebe e Hecate. “Maneiro fiquei contra a Isadora! Uma vingança vai rolar.”Assim que ele acabou de dividir o time, eu fui para o meu chalé acompanhado da Thaís e da Maria.
– Então, o que eu devo fazer agora?- Digo pegando uma romã para comer.
– Vamos na forja te arrumar uma arma — disse Thaís,sorrindo.
– Não, vamos arrumar uma armadura.- disse Maria.
– Arma!
– Armadura!
– Arma!
– Armadura!
– Gente... alguém já perguntou o que eu quero?- Disse,baixinho. Elas pararam, e me olharam.
– Vou pegar uma arma- Thais sorri e sai comigo para forja,antes que Maria pudesse argumentar.
– Olá Coraline! Sou Leo Valdez, e acho que você não se lembra de mim do internato.
– Claro que me lembro- Sorri- Então, o que tem para mim?
Ele me deu varias armas, espadas, arcos, mas nem uma serviu para mim, então eu olhei para um bracelete com vários pingentes.
– Esse bracelete, como funciona?
– Ele não funciona, ele funcionaria se você colocar tocar no pingente a arma correspondente... — Enquanto ele falava eu colocava o bracelete, então eu toquei no pingente que era uma espada e ela apareceu.- Mas como você conseguiu?!- ele ficou impressionado- essa é a primeira arma que eu fiz! Ninguem, nem mesmo eu, consegui ativa-la!- Eu sorrio.
– Eu fico com ela, certo?
– Claro que sim, ela é totalmente sua.
Saio da forja com minha nova arma. Acho que vou chama-la de Death Star,e ela brilhou no meu braço. Eu e Thaís caminhamos novamente para o chalé, e Maria disse que experimentou essa arma quando ela foi a forja pela primeira vez, mas não funcionou e disse que talvez essa arma estivesse mesmo destinada a mim. Ela ponta para armadura eu coloco, mas não me sinto confortável e tiro.
– Você vai precisar para se proteger Coraline!- Disse Maria, brava.
– Não vou usa-la. Não se preocupe, vou ficar bem- Do nada,João Pedro menor me atacando por cima, toco no pingente da espada e me defendo.
– Nossa sua resposta foi rápida!- Disse João Pedro maior.
– Eu fiz esgrima, quando eu era menor- eu sorri.
Tomei um banho, vesti uma camisa preta, uma calça preta, uma bota sem salto preta e passei minha maquiagem preta. Coloquei no meu braço esquerdo, uma fita azul ( simbolizando meu time), quando eu estava pronta o ouço mais uma vez uma corneta
Saímos do chalé, pronto para batalha. Nico foi a nossa frente e logo encontrou a Clarisse, ela sorri e eles caminham juntos até a margem do rio.
– Muito bem crianças. O lado leste do riacho é do time azul, e oeste do time vermelho. Já conhecem as regras, mas vou repeti-las: O seu time tem que capturar a bandeira do time adversário e traze-la para o seu lado do rio, assim, o jogo acaba. É altamente contra as regras, mutilar, matar ou ferir gravimente qual quer campista. Obrigado pela atenção. Vocês tem dez minutos para escolherem sua base, e quando eu soar a corneta a captura começou. Boa sorte, e que o melhor time vença!- Anunciou Quíron
Clarisse diz algo a Nico, que pega a bandeira e some de repente. Ela chama todos para dentro da floresta
–Prestem atenção, vou colocar quatro na defesa, e esses quatro serão os únicos, alem de mim e do Nico que saberá onde está a bandeira. Estes serão: Meus irmãos,Jack e Max, Eric do chalé de Hecate,meu irmão e Coraline do chalé de Hades. Vocês cobrirão o Leste, Oeste, Sul e Norte da bandeira- Ela aponta para mais dez semideuses e disse que ficarão na retaguarda como um contrataque. “Droga queria atacar.” Dito essas palavras, Nico reaparece das sombras e a corneta soa. — Começou!- Nico diz ao Max onde esta a bandeira que nos guia até lá. Ficamos lá parados, até que ouço movimentos no meio das árvores.
– Hahaha... chegaram!- Eric disse, empunhalando a espada com mais força. E aparecem exatamente quatro semideuses com elmos de crista vermelha,segundos depois. Uma garota loira,com olhos cinza apareceu. — Annabeth!- Max disse, ela sorriu e o atacou. Ele se defendeu,e os outros três semideuses atacar. O que me atacou era fraquinho, me defendi e ataquei em dois tempos. Então vi que Max estava com problemas, sem pensar duas vezes,fui ajudar. Eu a ataquei, ela se defendeu. Ataquei de novo, e só então ela tirou o foco dele e focou em mim. Certo,eu admito,bateu um medo,mesmo eu estando com os filhos de Ares. Ela me atacou e eu me defendi. — Boa Cora!- Ouço Clarisse falando. Até que eu não consigo mais me defender, Clarisse percebe e grita “Use as sombras!” Ta. Ok Coraline. Vamos nessa. Eu fechei os olhos e quando os abri novamente,não tinha mais nada só um lugar cheio de arvores próxima de um riacho.
–Argh. Ta.- Ouço uma voz, eu me esgueiro e sabem o que eu vejo? Isadora! Ela pula por cima do riacho, mas não me vê. Eu a sigo, ela fica alarmada e empunha-la a espada com mais força
Saio de trás da arvore, sorrindo
– Olá Isadora- sorrio.
– Coraline- disse sem demonstrar animação.
– Ah que isso! Mais animação ao me ver, por favor, né- Sorrio ironicamente.
– Por que você não está usando armadura?- Ela responde,tentando desviar do assunto. Aproveito a deixa e olho discretamente para a linda poça de lama que está atrás dela. Uma ótima vingança.
– É que tira a minha mobilidade, e eu não posso fazer movimentos mais precisos- “Vou começar, mas antes tem que se alongar, não é Cora”- Alias, seja uma boa menina, e me diga onde está a bandeira para eu ir buscar, sim?
– Você acha mesmo que eu vou dizer isso? E mais, sem mais nem menos?
– Ah vai.- Eu empunha-lo minha espada com mais fimeza e parto para cima dela. Na primeira vez, ela consegue desviar de mim, e eu a ataco de novo, desviando novamente, e finalmente acontece o que eu mais queira: ela cai na lama, não pude deixar de rir
– Agora me diga, Isa, onde está a bandeira?- ela tenta se levantar.
– Eu não vo... – “Ah mas não vai se levantar mesmo queridinha” Eu coloco os pés na costas dela e empurro ela novamente contra a lama. Essa é a minha vingança, eu espero alguns minutos e tiro os pés
Olho ela de cima abaixo. Que vista excelente, eu não podia estar mais feliz.
– Diga onde está!- “Garota idiota!” Ela salta para perto da árvore onde estava a sua espada e a pega. Fiquei realmente com raiva e a ataquei não só com a espada, mas também verbalmente
Ficamos assim por alguns minutos,eu atacando e xingado e ela defendendo até que ela explode e grita:
– CALA A BOCA CORALINE!- Ela gritou. “Droga guria meu ouvido não é penico.” Eu paro e fico confusa, o céu fica escuro, e ela olha novamente para mim. — Nunca mais. — Ela faz uma pausa- Nunca mais mexa comigo entendeu?- Um raio caiu em uma árvore próxima a ela, e tanto por reflexo,tanto por susto repentino,eu grito.
– Isa!- Vejo a Bel se aproximar- Isa! Isa o que... Ai meus deuses!- Ela chega preocupada
Logo Quíron chega,junto com quase todo o acampamento,formando um círculo em volta de Isa. Quando todos estavam ali,ele anuncia:
– Isadora Sandroni, Filha de Zeus!- Logo todos se ajoelharam, menos eu. Afinal,porque eu me ajoelharia perante ela? Fiquei em pé. Ela sorri para mim e eu a fulmino com os olhos. Sai dali pisando forte no chão,causando algumas rachaduras no solo. Entrei na primeira sombra que vi pela frente, e fui parar na frente do meu chalé. Entrei furiosa, peguei umas romãs na fruteira e joguei contra a parede. Algumas caíram no chão,inofensivas,enquanto outras,simplesmente se estatelaram e mancharam a parede. Limparia aquilo depois,isso se eu lá tivesse cabeça pra isso.
– Droga! Merda! Porcaria! Filha da mãe! Desgraçada! Vadia! — Me viro para o retato do papai,furiosa.- Por que não posso ter glória,assim como ela?! ME RESPONDA!
– Se quiser posso te dar.- Ouço uma voz. Por um breve momento, penso que era o retrato, mas quando me viro e vejo um menino sentado em uma cadeira,próximo a mim. — Olá Coraline. Eu sou Gabriel.
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