Notas iniciais
FELIZ ANO NOVO UHUU QUE TUDO VENHA SE REALIZAR QUE OS POVS DA CHELLE SEJA MAIORES ( ESCAPULIU ) BJOSSS ATÉ LÁ EM BAIXO

Pov Michelle

Os acontecimentos não eram nada agradáveis. Em menos de uma semana, minha a vida e dos meus amigos tinha dado um mortal quíntuplo carpado com bônus por passar por aros pegando fogo em cima de uma motocicleta sem freio e com cofres na cabeça de cada um de nós. Vai a lista de acontecimentos-totalmente-doidos-e-seguidos-não-te-dando-tempo-nem-de-pensar-naquilo:

1. A paz da nossa escola é totalmente abalada por monstros gregos que se disfarçaram de faxineiras sinistras.

2. Descobrimos que deuses gregos existem e que somos filhos deles.

3. Descobrimos que a maior parte de nossas vidas são baseadas em mentiras.

4. Temos que ficar em um acampamento, pois só assim ficaremos seguros.

5. Temos um jogo que segundo as regras, diz que não podemos nos matar. Mas aparenta totalmente o contrário.

6. Nesse acampamento que nos promete “segurança”, uma menina quase morreu no meio da noite e só foi salva porque foi encontrada na mesma hora.

7. Seis adolescentes inexperientes são mandados a uma missão suicida para salvar os deuses do Olimpo, sendo que eles não podem interferir de maneira alguma.

Aquela conversa ainda estava ecoando em minha mente “Seis semideuses o perigo enfrentarão/O com nome de anjo será a própria traição/A morte de um colega será uma grande dor/Gregos e romanos lutam unidos com destemor/O raio e a sombra/A coruja e a onda/A luz e o mar/Juntos o céu, irão derrotar/No berço da Grécia/Deverão o mundo, assim salvar. Bem. Vocês seis: me refiro a vocês, Isadora, Coraline, Michelle, Isabella, Samuel e Luigi são os últimos que chegaram aqui. Suponho que Delfos só pode estar falando de vocês. O com nome de anjo. Gabriel era o nome de um anjo, e o nosso Gabriel filho de Hades, nos traiu e fugiu. A morte de um colega… Bem, esperem o pior. Gregos e Romanos lutam unidos, suponho que vocês devam passar no Acampamento Júpiter…Raio, Isadora. Sombra, Coraline. Coruja, Michelle. Onda, Isabella. Luz, Luigi. Mar, Samuel. Juntos o céu, irão derrotar… Reforça a pichação que tivemos na parede. No berço da Grécia. Vocês terão de viajar para lá, para impedir que Urano supostamente desperte.”

Aquele centauro só podia estar de brincadeira com a cara da gente. Podíamos morrer a qualquer segundo, e ele diz como se não fosse absolutamente nada. Não somos raros de encontrar ou algo do tipo?

Isso não podia ser real, e a cada dia estava gostando menos da minha nova vida. Poxa é pedir de mais ter uma vida normal? Sem monstros perseguindo... Sem mentiras... Poder ir à escola... Ter uma mãe e um pai normal... Sair com os amigos... Ter um celular... Nem mesmo um celular eu poderia ter!

Ta legal. Eu admito. Talvez fosse sim, pedir demais. Mas sério? Não podíamos nem usar qualquer tipo de tecnologia sem atrair monstros ou algo mil vezes pior.

Eu havia sido privada disso, eu não queria ser semideusa, queria voltar a minha vida. Aquela viagem que meu pai me prometeu certamente não aconteceria mais. Ou talvez eu nem conseguisse mais viajar sem atrair algum problema...

Nossa viagem começaria no dia seguinte, e iríamos pro acampamento romano: Acampamento Júpiter.

Cora amou a ideia, vi no brilho dos olhos dela. Pelo menos, na nossa ida ao acampamento romano, nós seis teríamos o auxílio de Jason... Talvez ele pudesse dar até alguns conselhos. Isso me deixou levemente mais tranquila, pois eu estava ficando absolutamente maluca com tudo aquilo.

Era muita coisa pra absorver, e eu preciso de um tempo pra entender uma coisa de cada vez. Pelo visto eu teria que me acostumar com aquilo, ou perderia a cabeça.

Começaríamos a viagem de manhã, então resolvi arrumar minha mochila com tudo que eu achei que era essencial:

1. Algumas peças de roupa, especialmente minhas favoritas.

2. Alguns dólares que eu havia guardado pra emergências.

3. O dracma que Bella havia me dado. Achei melhor leva-lo, pois não achei onde usá-lo e podia precisar dele.

4. Água e comida.

5. Uma corda bem longa.

6. Uma barraca que meu irmão Afonso me deu.

7. Um cobertor, um saco de dormir e um travesseiro.

Um pouco depois do sol raiar, estávamos no topo da Colina Meio-Sangue. Piper, a namorada do Jason, resolveu ir com a gente. Provavelmente para os dois passarem um tempo juntos.

Cora não parecia animada com aquilo. Quando todos estavam prontos, descemos a colina e caminhamos ao rumo do Acampamento Júpiter. Agora estávamos por conta própria. Fiquei curiosa. Me aproximei de Jason e perguntei:

– Jason, onde fica o Acampamento? – Tomara que não seja longe.

– San Francisco – Ele disse com tanta calma, que parecia que caminharíamos pra cidade vizinha.

– O QUE? ENTÃO QUER DIZER QUE VAMOS ATRAVESSAR O PAÍS? — Berrei. Acho que ele deve ter achado que eu era louca, pois gritei um pouco mais alto do que queria. Espero que ele não ache que eu sou surtada. –Vamos atravessar o país sendo perseguidos por monstros?

Isa se aproximou de mim. Provavelmente deve ter ouvido a conversa. Ela colocou o braço no meu ombro esquerdo e disse:

– Hey fia. Calma. Você surtar vai adiantar muita coisa. — A convicção dela me fez ficar um pouco mais calma. — E olha, Jason já sobreviveu a muita coisa. Ele tem mais experiência que a gente. Vamos ficar bem, certo?

– Pra começar, Michelle, bem vinda ao mundo dos semideuses. Melhor se acostumar. E claro, vou ajudar vocês. — Ele sorriu. Cora me olhou com um ar de deboche e virou a cara quando percebeu que eu a observava.

Aquela expressão tinha uma grande facilidade em me deixar irritada, e era uma das que eu mais odiava. Bella e os meninos me olharam com um ar de compreensão, e quase pude ouvir seus pensamentos: “Te entendemos, mas fique calma, tudo vai melhorar.”

Eu tinha que me controlar, por eles eu tinha que me controlar. Eu já sabia dos perigos que me foram impostos, e tinha que enfrenta-los sem questionar mais.

– Tudo bem gente, estou mais calma. Obrigada. Vamos, temos um looooooongo caminho pela frente. — Fiz um gesto com o braço, imitando um polvo, e Isa riu. Era bom ter uma risada pra animar o dia.

Bem, saímos de Long Island sem monstro algum ou sinal de um. Isso, até o gênio do Luigi resolveu usar um celular pra discar pra pedir uma carona. Não faço a mínima ideia se alguém avisou o coitado que celulares e aparelhos eletrônicos são um imã monstruoso.

– Ai caramba, Luigi desliga esse celular agora! — Jason tirou o celular da mão dele e o jogou o mais longe possível.

– Mas o que?! Cara, eu paguei quase mil pratas por esse celular! — Ele parecia indignado. — Só ia ligar pra minha mãe nos dar uma carona, eu to cansado de caminhar!

– Mas só estamos caminhando há menos de três horas… — Disse baixinho.

– Shiu. Quero ver aonde isso vai dar. — Disse Isa, sorrindo. — Não, não sou uma sociopata.

– Lui! — Bella deu um tapa na nuca dele, e ele esfregou aonde foi atingido. — Você não sabe que celulares atraem monstros?!

– Bem, não… Ninguém me disse.

– Luigi, se você nos meter em alguma encrenca eu vou fazer você se arrepender de ter nascido. — Disse Cora. — Nada contra você. — Ela fez uma cara meiga e depois voltou a expressão monótona.

– Cara, sério, desculpa, de verdade eu não sabia! — A voz dele estava praticamente carregada de desespero. — Eu sou um idiota. — Ele deu um facepalm na testa.

– Não adianta ficar falando dos erros que ele cometeu. — Disse, em voz alta. — Ele errou sim, mas estamos mais errados ainda em ficarmos aqui.

– Concordo com a Corujinha. — Disse Isa, apontando pra mim. Ao ver minha expressão, sorriu.

– Fico grata pela intenção Lui, e desculpa pelo celular. — Apontei para a direção em que Jason atirou o celular. — Se não se importam, vamos sair fora daqui antes que…

O chão tremeu, e o que eu menos queria que acontecesse, aconteceu. De trás de algumas árvores, um ciclope de dois metros e meio de altura surgiu.

Tinha as pernas escamosas, como a pele de um dragão. Tinha uma tanga de couro, e eu nem queria saber onde ele arrumou. Os braços eram musculosos com várias cicatrizes. A testa era marcada por um gigante olho castanho, e era careca.

– Acho tarde demais, pivetes. Meu almoço não vai fugir tão fácil assim. — Ele deu um sorriso amarelo, e literalmente. Os dentes eram podres e amarelos, e eu não queria nem imaginar o hálito. — Fugir não vai adiantar.

– E quem disse que vamos fugir? — Jason tirou uma moeda de ouro do bolso e a jogou para o alto. Segundos depois, estava empunhando uma espada. — Acho que seria melhor VOCÊ correr. Sete contra um é covardia.

– Será mesmo? Todos vocês não chegam nem na metade da minha força. — O gigante de um olho só puxou uma lança de um metro e meio das costas. Era feita de madeira e tinha uma ponta de pedra lascada.

– Nós não vamos correr. — Jason partiu pra cima dele, mas até que o ciclope era bom de luta.

Toquei na madrepérola no bico da coruja e ela virou a minha espada. Em segundos, todos estavam com as armas empunhadas e partiam para o ataque.

Isa atirava flechas a distancia e gritava insultos, desviando da lança quando ele se enfurecia. Alguns deles eu nunca tinha ouvido falar.

Piper tentava usar o chame para desviar a atenção e a adaga e uma espada para atacar as pernas. Cora fazia o mesmo usando uma espada de um ferro negro como a noite cara era muito sinistra dava até medo de vê a cora segurando-a, mas sumia e aparecia nas sombras. Também berrava alguns xingamentos.

Samu e Luis desviavam dos ataques e acertavam os braços quando ele tentava acerta-los. Bella invocou água sabe-se lá donde e ficava atirando esguichos no olho do gigante olhudo, que era obrigado a parar para secar a visão.

Fiquei parada, com a espada na mão, e fiquei pensando em seu “calcanhar de Aquiles”. Claro, o joelho, se ele fosse derrubado, ficaria mais fácil de matá-lo. Me juntei ao pessoal, e me aproximei por trás. Que ele não tivesse gases. Estava distraído demais para me notar, e enfiei minha espada na parte de trás do joelho.

Ele urrou de dor, e caiu ajoelhado. Estendeu o braço para tentar me acertar, mas não alcançou. Me afastei, e Jason cuidou do resto e o monstro se tornou pó com cheiro de enxofre.

Dei uma olhada na minha espada. Estava suja de um negocio negro gosmento. Provavelmente sangue de monstro. Limpei da melhor maneira que pude e a transformei de novo em anel.

Estávamos cansados, mas exultantes. Isa me deu um abraço e disse:

– Viu só? Com calma da pra resolver tudo.

Recebi alguns parabéns e tapinhas nas costas e retomamos a caminhada. Demos um pouco de ambrósia, pois segundo Jason, gastamos muita energia usando os poderes que nos foram concebidos.

Olhei para o céu e fitei algumas nuvens, desejando que minha mãe tivesse visto aquilo. Se viu, espero que estivesse orgulhosa. Eu sei que estava.

– Certo, galera. Acho melhor darmos uma adiantada nessa caminhada. — Disse Jason, e nos apressamos a acompanha-lo. Dei um tropeção em uma pedra, mas ninguém notou. — Filhos dos Três Grandes atraem mais monstros que o normal, e vários deles? Não quero nem pensar nisso.

– Sim, mas uma carona não seria nada mal. Levaríamos um mês inteiro pra atravessar o país, e ainda teríamos que atravessar o oceano. — Disse Samu, colocando a mão dentro do casaco, embora não estivesse muito frio. — Alguém tem alguma idéia?

– Bem. Eu tenho um amigo… — Bella parecia a ponto de corar. — Ele mora em Lancaster, mas ele está passando um tempo em NY. Só temos que encontrá-lo lá.

– Certo. Mas tem certeza que ele vai dar conta de nos levar? — Isa levantou uma sobrancelha e cruzou os braços.

– Isinha, eu garanto que ele vai nos levar. Prometo, garanto. — Respondeu Bella.

– O.k. então esse seu “amigo” tem um ótimo coração. — Isa fez aspas com a mão e deu um sorriso malicioso. Não aguentei um sorriso.

– Sim, ele tem. E é apenas um amigo! — Bella parecia indignada com a situação.

– Pelo tanto que estamos andando, se continuarmos assim, vamos poder chegar em NY em breve… — Disse Luigi. Ele ainda parecia meio constrangido pelo incidente.

– Então vamos nos apressar. Não queremos perder a carona do “amigo” da Bella. — Continuou Samu, também fazendo aspas no ar. Isa riu, e eles deram um toquinho.

– Caramba, até você? — Bella deu um soquinho no ombro de Samu, e ele riu.

Demos risadas e continuamos a caminhada. Chegamos em New York depois de algumas horas, e fomos para o centro da cidade. Paramos no Mc Donald's e Bella se encarregou de perguntar para alguns desconhecidos se conheciam o amigo dela.

Quando acabamos de comer, Bella entrou na lanchonete com um garoto de cabelo e olhos castanhos. Acho que o conhecia. Ele era do internato, disso eu tinha certeza. Corriam boatos de que ele e Bella tinham ficado, em algum momento.

–Então Jonh... –Bella perguntou – Vai nos dar uma carona ou veio aquilo só pra me ver?

Ele agarrou o braço dela e cochichou em seu ouvido. Ela parecia meio alarmada, e cochichou de volta. Tentei fazer leitura labial mas não consegui. Por fim, ele se virou para nós e disse:

– Vou. — Ele tinha um sorriso nos lábios, mas Bella estava com a cara fechada. — Alguém aqui tem medo de avião?

Nenhum de nós tinha viajado de avião, e não estávamos muito animados pra aquilo, mas concordamos. Exceto Isa, claro, que levantou os braços em triunfo e gritou "UHU!"

Algumas pessoas olharam para nós, e ela abaixou os braços lentamente e abaixou a cabeça. Não consegui conter um sorriso.

Fomos de táxi até o aeroporto, e os pais do “amigo” da Bella estavam nos esperando ao lado de um jato particular esperando por… Bem... Ele.

Entramos no jatinho e escolhemos nossos assentos. Fiquei ao lado de Isa para evitar que ela brigasse com Cora, Samu com Luigi, Bella com John, Jason e Piper se sentaram juntos e Cora quis ir sozinha.

Podia sentir o ciúme emanar dela. Ela… Gostava de Jason? Cara, que loucura.

Impressão minha ou Samu sabia daquilo e estava com ciúme? Que triângulo. Achei melhor não comentar com Isa. Em uma hora, chegamos em San Francisco.

Assim que saímos do avião, Bella ficou conversando com John e tinha certeza que ela não estava contente.

Samu estava de cara emburrada olhando para Cora, como se lesse os pensamentos dela. Já ela, estava o mais distante possível de todos. Luigi cantarolava "I See Fire" e eu e Isa ficávamos na nossa, esperando.

Bella terminou o papo com John assim que saímos do aeroporto. Quando ela estava se apressando para alcançar a mim e a Isa, John a puxou para si e a beijou.

Pintou um clima. Ele a soltou e se afastou com um aceno. Bella veio para junto da gente com um sorriso abobado.

– Uia. Haha! Deuses Bella, então os boatos eram verdadeiros? — Disse Isa, sem conseguir conter a risada. Bella ficou calada, sorrindo de um modo meio bobo. — Eu disse que não era um “amigo”. — Não aguentei e cai na risada junto com ela.

Entramos em um táxi e fomos para onde Jason apontou para o motorista. Chegamos no Acampamento Júpiter em minutos, e alguns romanos que estavam no portão nos saudaram.

Fomos cada um para cada dormitório que nos foi indicado. Só tivemos um probleminha: Minerva era uma deusa virgem, então eu teve uma confusão. Quando finalmente fui pra cama, não consegui dormir direito, pois mil coisas passavam pela minha cabeça.

Depois de muuuuita ladainha, finalmente fui dormir. Voltei a ter o mesmo pesadelo da voz, mas dessa vez, teve alguns acréscimos.

Era a mesma voz, mas dessa vez ameaçava não só aos meus amigos, mas também a mim e papai. Dizia que se eu não abandonasse a missão, e voltasse para papai, eu iria sofrer péssimas consequências. Aquilo realmente não quis me deixar dormir novamente.

Olhei para o meu relógio. Marcavam 5:30 da manhã.

Notas finais
Feliz ano novo de novo Heueheuehu me faça feliz comente vaaaai Hm..... Estou como vocês ;-; to ansiosa para lê o próximo *-* Beijos a todos (não pude esperar até atarde para postar)- Mellody