Notas iniciais
Fala galera :3 Finalmente um cap da Bella e.e No fim da fanfic, mas ainda assim, um cap /o/ let it go - Little Thunder

Pov Bella

Adentrar em cavernas não era exatamente a coisa no topo da minhas lista "Coisas que eu tenho que fazer antes de morrer".
Tinhamos as tochas para iluminar um pouco do caminho, mas não fazia diferença nenhuma. Era como se não emitissem luz, apenas fossem de enfeite.
Pra comprovar minha teoria, me aproximei de uma delas e estendi a mão. Mas mesmo estando a uma boa distância de distância, podia sentir seu calor atingindo meu rosto.
Estávamos com as armas empunhadas, pois provavelmente havia um exército de monstros a nossa espera.
Depois de meia hora de caminhada, avistamos luz adiante, acreditando ser um dos salões da gruta.
Nos aproximamos o máximo possível da borda, ocultos nas sombras. Uma escadinha entalhada na própria pedra estava a nossa esquerda.
A gruta tinha espaço o suficiente para que cinco hidras pudessem ficar ali sem enroscarem-se com os pescoços.
Havia quatro corredores, dois de cada lado, e provavelmente davam pra algum aposento. Com sorte, os dormitórios.
No fundo do salão, um penhasco aberto emitia o início da luz lunar. Mas não havia nenhum monstro. Nenhum.
Descemos pelas escadas, tomando cuidado para não causar um eco no silêncio da caverna. Fomos até a borda do penhasco, que nos revelou nada mais que escuridão. Decidimos investigar cada corredor, todos juntos, por precaução.
Na primeira porta a direita, uma porta de ébano com maçaneta de prata estava entreaberta. Entramos.
Apenas uma cama, uma cômoda e um armário. Uma mesa e uma cadeira estavam transbordando de plantas dos acampamentos, junto com anotações, maquetes de um exército, lápis e canetas, junto com vários tocos de velas.
Na parede do fundo, havia um caixão preto, salpicado de pequenos diamantes.
– Gabriel dorme em um caixão? — Perguntei.
– Não. — Disse Michelle, assustada.
– É o túmulo de Urano. — Completou Isa, absorta.
– E isso são diamantes? — Disse Luigi, apontando para as pequenas pedrinhas reluzentes. — Podemos ficar ricos!
– Eu não tentaria isso se fosse você. — Disse Samu. — Que tal abrirmos o caixão?
– Não acho que vá ser necessário. Já está aberto. — Disse Cora, indiferente. — A tampa está quebrada ao meio.
Ninguém disse nada. Urano realmente havia acordado. Ele poderia estar aqui. Tínhamos que correr. Saímos do quarto de Gabriel e fomos para o segundo quarto a direita.
Era basicamente a mesma coisa, exceto que a cama era forrada por uma colcha preta com estampa de caveiras rosas. Nas paredes, algumas fotografias e livros, junto com um videogame e uma TV de tamanho razoável.
– São as coisas da Malice... — Disse Cora, desnorteada. — Mas... Como?
– Eu te respondo. — Disse Isa, segurando uma pasta preta. — Ela era a espiã. Biel a cortou para que fizessem um pacto de sangue. Olhem. — Ela entregou a pasta para nós e esfregou as pálpebras. Parecia a ponto de chorar.
Havia vários desenhos. Isa e Cora brigando, nós nos hipocampos, a luta contra a hidra, ataque do Minotauro, Gabriel, um garoto de tapa olho e outro ajoelhado perante um altar. O próximo desenho era um tanto quanto perturbador.
Uma garota sangrando, deitada em cima de um altar, com uma adaga de prata cravada no peito. Um garoto de costas para ela, com as mãos ensanguentadas e trêmulas, estava agachado no chão, socando o piso. Em caneta vermelha, os cabelos da garota e o sangue estavam pintados, uma frase no topo se destacava. “Me perdoe. Foi necessário, irmã.”
Bastava olhar para o resto de Cora para saber: aquela era Malice. E supostamente, ela estava morta.
Como se soubéssemos ler os pensamentos um dos outros, irrompemos para fora do quarto, e adentramos no primeiro a esquerda.
Uma cama, uma cabeceira e um guarda-roupa, como os outros. Papéis, pedras estranhas, frascos contendo líquidos que ninguém se arriscou a tocar. Na parede do fundo, um desenho de um pentagrama estava riscado em uma espécie de giz roxo, reluzindo.
Saímos do quarto e fomos para o último. Hesitamos. Aquela sala com o altar podia estar em qualquer lugar. Poderia ser ali.
A abrimos devagar, sem ruídos.
Estava idêntica ao desenho. Um altar com velas e rosas vermelhas. Maria Alice ali, com os cabelos ruivos afofados servindo como um travesseiro.
Estava com uma antiga túnica grega e sandálias de couro dourado. A adaga de prata estava em seu peito, que ela segurava com ambas as mãos.
Um garoto, também com uma túnica grega, porém, com um adorno roxo, rezava ao pé do altar.
– Sua fraqueza. — Disse o garoto. — Ele matou sua fraqueza! — Em um pulo, o garoto estava de pé, assustando a todos. Ele se voltou, com um sorriso alucinado no rosto. Tinha cabelos loiro-castanhos e olhos claros.
– Do que está falando? — Disse Cora, com a voz embargada, por ver a irmã jazendo no altar de mármore branco.
– Ora essa! Filha de Hades, pensei que pudesse sentir os mortos! O Lorde! Ele matou sua fraqueza! A destruiu! Agora ela jaz aqui, nesse altar!
– Espera... Lorde? Ah, Gabriel. E Maria Alice era a fraqueza de Gabriel? — Perguntei.
– Sim sim! Oh não, o que estou fazendo... Não me apresentei, sou Luís, ao seu dispor... — O garoto fez uma reverência para nós, com um sorriso amedrontador. — Ela era a fraqueza do Lorde... Ela era o bem que havia dentro dele... Se ela continuasse viva, Lorde hesitaria em destruir tudo aquilo que ela ama... Mas a garota aceitou sua morte de bom grado... Não ofereceu resistência. — Luís gesticulou um pouco, olhando para o nada. — Isso foi estranho, sim, sim, foi sim... Até mesmo o Lorde se assustou... Mas foi uma morte honrada... A garota pode ver o Senhor em sua forma antes de morrer... Luís não pode vê-lo. Lorde não permitiu que Luís ficasse aqui... Pobre, pobre Luís...
– Ele é louco. — Sussurrou Isa para nós. Logo em seguida, falou em tom mais alto. — É um prazer conhecer-te Luís. Mas por favor, hei de contar-me o que ocorreu há dias neste aposento que cá estamos?
– Da pra falar em uma língua que entendemos? — Disse Cora.
– Pra falar com loucos, deve se usar a loucura, Coraline. — Respondeu ela.
– Oh sim, sim, sim... Bem... Lorde chamou Lady para vir nos aposentos de Luís... Mas a pobre Lady não imaginava o que ia acontecer... Pensava que seria apenas mais planos de batalhas... Lady era doce. Sim, sim, era gentil, assim como você, filha dos céus!
– Obrigada. — Isa sorriu. Cora fez careta.
– Lorde pediu que Luís esperasse lá fora e trancou a porta... Mas Luís podia ouvir a discussão. Sim, sim... A discussão... Lorde acusava-a de que ela era seu ponto fraco. E que poderia fracassar se ela não saísse de seu caminho. A voz de Lorde era assustadora! Fez os ossos de Luís tremerem! Mas a voz de Lady permaneceu calma. Lorde então bradou que o Céu não permitiria nada disso, e um brilho azul irrompeu por debaixo da porta. Luís ficou com medo, mas Lady, conversou normalmente com o Céu. Céu, aquele que possui as estrelas e planetas em si, que conhece todos os segredos que rodeiam nosso mundo, que sabe a solução de todos os mistérios que para nós aparentam ser impossíveis, conversou normalmente com Lady. Mas Lorde se impacientou, e um grito de Lady cortou o ar. Lorde abriu a porta minutos depois, passou por Luís e disse, pelas costas “Está feito.” Oh, quando pobre Luís entrou na sala! O corpo de Lady sangrava, sangrava muito! O sangue inundou todo o altar, e a adaga de prata de sacrifícios estava cravada em seu coração! Luís queria que o sangue continuasse ali, mas General não quis deixar. É bom para sacrifícios! — Luís riu. Todos estávamos em silêncio, absorvendo toda a história. — Agora nada, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA IRÁ IMPEDIR O CÉU! — Luís jogou a cabeça para trás de tanto rir, um som que ecoou por toda a caverna, causando ecos e arrepios em todos. — O CÉU NÃO É ALGO QUE PODE SER TOCADO! HAHAHAHAHAHAHA!
Com um movimento tão rápido que ninguém viu, uma lâmina cortou o ar. E junto, a cabeça de Luís, que com um baque, caiu no chão de pedra, com a face congelada em um sorriso eterno.
O corpo sem vida caiu para trás, com o toco do pescoço jorrando sangue. Michele soltou um gritinho, Cora não tirava o olhar do corpo sem vida e Isa cobriu o rosto com as mãos. Samuel arfava, assustado, com a espada ensanguentada.
Ninguém sabia o que dizer. Não havia.
Fui a única que tomou uma atitude.
Me aproximei devagar de Samu, ignorando ao máximo que minha consciência permitia o corpo de Luís, tomei-lhe a espada das mãos, repousei-a no chão e o abracei, que recebeu o abraço de bom grado.
Depois de alguns minutos, me afastei e olhei para Samu. Seus olhos azul mar refletiam os meus, da mesma cor. Sorri, e ele retribuiu, mesmo que um sorriso nervoso.
Saímos do quarto. Levamos um susto quando, do meio do nada, um garoto surgiu no meio do salão.
Tinha cabelos castanhos, um dos olhos violetas estava coberto por um tapa-olho negro. Usava calça jeans, camisa preta, botas de couro e um sobretudo marrom que ia até os joelhos.
– Então. Mataram o augure. Fizeram-nos um favor. Obrigado. — Ele ergueu as sobrancelhas e colocou as mãos no bolso do sobretudo. — De verdade. Ele ficou paranóico. Provavelmente porque Hélio ou Apolo ficou com vergonha do próprio filho e o amaldiçoou.
– Ele era meu irmão?! — Perguntou Luigi, incrédulo, alternando olhares entre o garoto e Samu, que ficou subitamente interessado no penhasco da caverna.
– Não exatamente. Os deuses romanos tem características diferentes dos deuses gregos. Não são a mesma pessoa, portanto, é difícil dizer. De qualquer forma. — O garoto deu de ombros. — Sou Eric. Filho de Hécate.
– Lady, Maria Alice. Céu, Urano. Lorde, Gabriel. General? — Perguntou Isa, de braços cruzados.
– Sim. Sou comandante do exército. — Respondeu Eric. Empunhamos as armas assim que a frase foi dita, por instinto. — Ah qual é. Tão de brincadeira né? Vocês são seis. Não precisam de armas pra me amarrarem. — Ele virou de costas, deu dois passos para a frente. A mão direita formou uma pequena esfera roxa, que Eric rodopiou no ar. — Apenas de... Astúcia. — Ele deu um sorriso, e jogou a esfera no chão, que se partiu em mil pedaços, espalhando uma névoa roxa.
A névoa nos encobriu, desnorteando a todos. Eric saiu do alcance dela, criando uma bolha e sentando-se, enquanto esta levitava no ar.
– Como lidam com seus medos? — Disse a voz de Eric, amplificada. Mas não era sua voz. Era mais grossa, sonora, e aterrorizante. — Como escapam deles? Eles podem ser vencidos? Como? — Olhei ao redor. Isa e Cora gritavam para que alguém que não existia, se afastasse. Isa chegou a se ajoelhar no chão e cobrir os ouvidos com as mãos, gritando.
Michelle abraçava a si mesma, tremendo, discutindo com alguém. Luigi parecia preso em algum lugar, uma sala com paredes invisíveis, como aqueles mímicos de rua. Samu trocava socos com alguém.
Quando cheguei a pensar que a névoa não surtia efeito em mim, uma cena apareceu. A guerra explodia em todo seu esplendor sangrento, e Samu lutava contra um garoto. Outro apareceu, e estava prestes a atingir meu irmão.
A visão tremeluziu, mudando de forma, e me vi agachada no chão, no meio da batalha, segurando Samu, que jazia morto.
Gritei. Minhas pernas ficaram bambas. Um alguém surgiu atrás de mim. Ergueu a espada e...
Lágrimas quentes escorreram do meu rosto. A visão tremeluziu novamente. Minha mãe estava na nossa cozinha, assando os meus tão amados cookies de chocolate azuis. Enxuguei as lágrimas e me permiti reconfortar pelo calor de casa.
A campainha de casa tocou. Mamãe colocou a forma recém-assada de biscoitos em cima do forno, tirou as luvas e foi surpreendida pelo mesmo alguém. Este, tirou uma faca do cinto e a ergueu, na direção do pescoço de minha mãe.
– NÃO! — Uma parte de minha mente dizia que era impossível impedí-lo. A outra metade insistia que era uma ilusão.
Fechei os olhos, e imaginei outra cena, contrária a da visão. Me imaginei abrindo a porta e abraçando minha mãe. Abri os olhos.
A visão da névoa se repetiu, como eu havia imaginado. Mas o alguém tornou a voltar, matando a ambas dessa vez.
Tornei a fechar os olhos. Usei todas as minhas boas lembranças que tinha na mente. Com o tempo, senti um calor reconfortante no coração, e abri os olhos. A névoa não estava mais a minha volta. Mas ainda envolvia os outros.
– Boa tática, filha do mar. — Disse Eric. — Foi a única que escapou do próprio medo.
– Liberte os outros.
– Não posso. Eles precisam resistir por vinte minutos, ou se libertarem sozinhos.
– É aí que você se engana. Irei ajudá-los.
– Eles não podem te ver.
Ignorei. Comecei por Luigi, que era o único que não estava gritando e tinha menos chance de me acertar.
O chamei algumas vezes, mas ele tampou os ouvidos com as mãos. Coloquei a mão em seu ombro, e ele recuou, assustado.
Olhava na minha direção, mas não para mim. Era como se eu não estivesse ali. Seus olhos me davam a impressão de estarem analisando minha alma.
Toquei-o na testa, e ele bateu sua mão contra o meu braço. Sussurrei que iria ajudá-lo, mas ele não me ouvia.
Desisti. Tentaria Samuel. Me aproximei devagar, e assim como fiz como Luigi, tentei diálogo, sem sucesso. Toquei-lhe o ombro, e ele rodopiou, quase me acertando com um soco. Mas atingiu apenas meu braço, gritei de dor, e ele pareceu ouvir.
– Bella? BELLA? BELLA!
– Samu! Pense em coisas boas!
– O quê? Bella, onde você está? Não posso te ver.
– Não se preocupe comigo, estou bem. Pense em coisas boas!
Samu fechou os olhos com força, franzindo toda a testa. Com o tempo, foi relaxando. Esfregou as têmporas, abriu os olhos e piscou repetidas vezes.
– Bella. — Ele sorriu. O sorriso desapareceu quando viu os outros. — Temos que ajudá-los.
– Tente o Luigi. Vou tentar a Isa.
– Certo.
Corri até ela. Havia mudado de posição. Estava sentada, com a cabeça entre os joelhos, soluçando.
– Isa?
– ME DEIXA EM PAZ! — Ela bradou, erguendo a cabeça e batendo os punhos cerrados no chão. — JÁ NÃO ME ATORMENTOU O SUFICIENTE?! JÁ NÃO BASTA?!
Meu coração se apertou. Mas então me toquei que ela não estava falando comigo, mas com o seu alguém.
– Isa, sou eu, Isabella. Se lembra de mim? Sou sua amiga, assim como todos os outros.
– No fundo você não tem amigos. — Isa cuspiu as palavras como veneno. — A pessoa disponibiliza apenas uma parte dela, mantendo oculta as partes que ela não quer que você conheça.
– Temos amigos sim. Se lembra dos nossos dias no internato? De como você ficou feliz por ter tirado um ponto a mais na prova que a Michele? — Arrisquei, e a toquei no ombro. Ela não esboçou reação nenhuma. — Se lembre de coisas boas!
Nada. Tinha que pensar em algo que ela gostasse. Talvez, música?
– Ahn... I'm waking up, I feel it in my bones. Enough to make my systems blow. Welcome to the new age, to the new age. Welcome to the new age, to the new age. Whoa, whoa, ahn... Esqueci. Droga.
Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive. Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive.– Isa enxugou as lágrimas e se levantou. Olhou para si mesma e continuou a cantar. — I raise my flag, don't my clothes. It's a revolution I suppose. We'll paint it red to fit right in, whoa. I'm breaking in, and shaping up. Then checking out on the prison bus. This is it, the apocalypse, whoa... – Ergueu o olhar, e senti que era para mim que ela olhava. — Temos um filho de Hades que merece ter o traseiro chutado.
Sorri. Isa havia voltado. Luigi havia ajudado Michele, que por si, ajudou Cora. Todos havíamos voltado. Eric ainda continuava na bolha.
– Boa tática semideuses. — Ele sorriu. — Mas não é o suficiente.
Samu sorriu. Parecia ter algo em mente. Sinalizou para Cora, que a princípio, pareceu confusa, mas depois riu. Michele também pareceu compreender.
Cora deu um passo para trás, desaparecendo na escuridão. Olhei ao redor, mas ela não havia reaparecido.
Samu pediu o arco emprestado para Isa, que o entregou, sem entender. Samu atirou uma flecha na bolha de Eric, que apenas faz um plim inofensivo. Samu agradeceu e devolveu o arco, frustrado.
Entendi. Me concentrei, imaginando uma enorme onda envolvendo a bolha. Água jorrou da ponta dos meus dedos como uma cascata anti-gravitacional incontrolável. A água rapidamente envolveu toda a bolha, e a fiz rodopiar o mais rápido que pude.
Eric ficou rolando dentro da bolha, até que esta não aguentou e explodiu, lançando uma gosma roxa que quase me acertou.
Fiz a água se dissipar, e Eric caiu estatelado no chão. Cora surgiu das sombras e repousou a ponta da espada em seu peito.
Eric riu. Seu corpo se dissolveu em triângulos roxos, que levitaram no ar, e se reuniram novamente atrás de Cora. Ela rodopiou e posicionou a espada embaixo de seu pescoço.
Eric desapareceu novamente, dessa vez atrás de Luigi. Luigi girou e deu um soco no nariz de Eric, que caiu no chão, atordoado.
Michele puxou a espada e disse, insistente, porém, receosa:
– Chega de brincar. Cadê o Gabriel?
– Achei que você já soubessem. No Acampamento. Por que acha que esse lugar não está infestado de monstros? Porque todos foram matar seus amiguinhos.
Cora caminhou até Eric novamente, e pressionou a espada contra seu peito.
– Vai nos ajudar ou vai ter o mesmo fim que Luís. E eu não estou de brincadeira.
– Ahn, não. Já fui ameaçado várias vezes, e essa com certeza foi a mais fraca que já vi.
– Certo. Então que tal assim: como você se sente sabendo que se não nos ajudar, pode perder suas partes íntimas, seu corpo vai ser cortado de cima a baixo por uma espada em chamas, você vai ficar sem o outro olho e uma das orelhas, ser açoitado por chicotes, nas suas feridas será jogado molho de carne e você será colocado em uma jaula cheia de leões famintos, que não estão de brincadeira assim como EU?!
Eric refletiu por alguns minutos, suspirou fundo, e disse:
– Vou levá-los apenas até o acampamento. Quando chegarmos lá, vocês vão me soltar e eu nunca mais apareço na vida de vocês.
– Pra que? — Disse. — Pra você voltar correndo pro Gabriel? Sem chance. Você vai ficar com a gente até isso acabar. — Eric deu de ombros. Pareceu concordar.
– Tirem a espada da minha cara e eu mostro pra vocês. — Cora e Michele guardaram as espadas. — Viu? Tudo fica melhor se dialogarmos.
Eric nos conduziu para o seu quarto e apontou para o pentagrama. Ao ver que ninguém entendia, insistiu. Ainda sem resposta, explicou:
– Seguinte. Esses pentagramas são portais para qualquer lugar. Você pode estipular um prazo para voltar para outro lugar, assim como fiz com vocês na estrada de terra, ou podem simplesmente se teleportarem para um local e ficarem pelo tempo que quiserem lá. Por exemplo. Eu faço um pentagrama em uma casa abandonada, que vai dar para o parque. Faço o que eu tenho o que fazer e quando o tempo se esgota, eu volto para a casa abandonada ou para outro, como um prédio empresarial, por exemplo. Esse pentagrama, — Ele apontou para a parede, que reluzia em roxo. — vai nos levar pro Acampamento Meio Sangue. Portanto, levem esses malditos traseiros pra lá. — Ninguém se moveu. — Ta legal. Eu vou na frente.
Eric andou calmamente na direção da parede, despreocupado, e cruzou-a. Esperamos alguns segundos, e o seguimos. Tudo se tornou apenas roxo.

Notas finais
wooooooooo e.e fanfic acabando ;-; mds, vai ser estranho n ter povs pra corrigir ,~, enfim, espero q tenham gostado e até a próxima :3 - Little Thunder