The Blood of a God
1 Capítulo I
Notas iniciais

P.O.V Bella
Bom, agora estou em um internato chamado SFTSS (School For Troubled Students Seriously), acho que vocês se perguntam por que estou em uma escola para alunos seriamente problemáticos? Digamos que minha vida escola, eu simplesmente causei alguns acidentes que eu não pude explicar: como explodir pia do banheiro, comprometer circuitos elétricos da escola, jogar agua que surge do nada na cara da diretora, e matar aula ou simplesmente perder hora na piscina (digamos que eu possa respirar de baixo da agua, o único lugar onde eu consigo pensar, e me sinto protegida). Eu nunca pude explicar como eu fiz isso, dês de criança eu faço essas coisas, umas eu consigo controlar, mas quando fico nervosa,eu explodo qualquer pia por perto. Teve um dia eu fui a praia com minha mãe e eu vi mulheres em baixo d’água rindo para mim, mas minha mãe nunca acreditou. Na verdade ela nunca prestou atenção ou teve tempo pra mim, ela trabalha na marinha por isso vive viajando aos sete mares. Vocês se perguntam e o seu pai? Eu nunca o vi ou soube dele, minha mãe diz que ele sumiu quando eu era muito pequena, ela não gosta de tocar no assunto, eu nunca vi ninguém da família do meu pai, porem a família da minha mãe está sempre a me criticar, para eles eu sou simplesmente a garota problema que é abandonada pelo pai.
Enfim estou, nesse internato, e por incrível que pareça eu me sinto bem aqui, porque eu não sou a única problemática, além de ser intitulada “a garota problema” também tenho dislexia e TDAH como alguns deles. Estou conhecendo vários amigos aqui. minhas companheiras de quarto são Isadora, Michelle e Coraline. Isadora é legal um pouco mandona eu admito, mas é uma ótima pessoa. Michelle é engraçada, ótima ouvinte e muito sabidinha, nos damos muito bem. E a Coraline... Ela não é uma garota fácil de se lidar, ela sempre está quieta e eu humor varia muito, mas sei que debaixo daquela camisa do Avenged Sevenfold tem um coração ( eu espero que tenha hihihih...).
– Ei alguém viu minha pasta de dente?
– Está ali- diz Michelle, bocejando com os seus cachos castanhos todos bagunçados, e apontando para mesa perto do nosso beliche. Eu olho a cama de Isadora,que está completamente arrumada, pego minha pasta,vou escovar os dentes e tomo meu banho. Escovados os dentes e banho tomado,estava pronta para iniciar mais uma semana de aula. Eu sai e logo Michelle (ou só myh) foi para o banheiro. Estávamos todas prontas menos uma pessoa...
– Não creio que ela ainda está dormindo! — Michelle disse enquanto ela dava um jeito na juba, amarrando um rabo para trás. O trabalho do internato é fazer os membros serem unidos, então tínhamos que estudar juntos, trabalhos sempre juntos, ir para sala de aula sempre juntos, se não fossem unidos tínhamos que pagar punições.
– NÃO ACREDITO CORALINE!- disse Isadora balançando Coraline.
– Isa, por favor, não faça isso, deixa ela para lá, vamos receber as punições, será melhor. — disse Myh querendo apaziguar a situação.
– Michelle será a terceira punição só esse mês, lembra-se do mês passado recebemos cinco, uma a cada semana. Por quê? Porque Coraline não cooperava conosco! – disse Isa ainda insistentemente balançando o corpo da Coraline. Então Isadora fez uma coisa inacreditável: pegou um copo de água e jogou na cara da Coraline que acorda em um sobressalto. A partir daquilo soube que hoje seria um dia daqueles.
– MAIS O QUE VOCÊ QUER ISADORA?! – Coraline estava toda molhada, tossia a água que tinha respirado, e olhava com um olhar assassino para Isadora.Coraline a empurrou,que caiu no chão. Isadora levantou e Coraline foi ao banheiro. Ela bateu a porta com tanta força que eu podia jurar que criou uma rachadura na parede.
– E lá vamos nós de novo... — disse Michelle respirando fundo.
E depois de meia hora Coraline saiu do banheiro com sua camisa típica do Avenged, uma calça, um all star preto e maquiagem preta, e o cabelo emoldurando o rosto.
É 27 de Dezembro, estamos próximo das férias, e eu, Cora, Isa,Myh já estávamos bem próximas. Bom, isso dependia do dia e do humor da Coraline.Hoje excepcionalmente, eu estava de bem com todas, mas nem todas estavam de bem uma com as outras. Isa e Cora estavam se matando pelo olhar, os olhos azuis de Isa estava tempestuosos, e os de Cora que costuma ser castanho escuro, hoje estavam pretos ( Eu me pergunto como elas mudam as cores dos olhos?).
Nessas férias acho que vou para casa dos meus avós, e eu realmente não estava preparada para ouvir musica clássica, ler revistas do século passado e ouvir minhas tias reclamando de mim. Hoje de manhã eu e minhas amigas estávamos no refeitório tomando café da manhã,e foi quando eu avistei dois meninos que eu nunca tinha visto aqui: um tem os cabelos pretos e olhos verdes, iguais aos meus e o outro tinha os cabelos pretos e olhos castanhos escuros quase pretos. Os dois estavam com uma camisa laranja escrito “Camp Half-Blood”. Não fazia ideia o que significava, nunca ouvi falar de uma banda assim (bom, pelo que eu ouço a Cora falar das bandas de rock dela). Mas não levei muito a sério, eu estava mais ocupada de mais ficando de olho na Isa e na Cora, porque se deixasse, Cora arrancava o coro cabeludo da Isa.
Depois que tomamos café, fomos aos corredores para irmos a sala de aula, assim que passamos perto de uma das faxineiras (tenho quatro fatos para constatar sobre elas, 1° elas pareciam mais um homem do que uma mulher. 2° elas tinham quase dois metros de altura, 3° elas fediam a esgoto com queijo estragado e o 4º e mais assustador: toda vez que passávamos perto delas, ela nos encarava como se fossemos o próximo lanche delas.) chegamos a sala de aula. Me sentei e me lembrei dos dois meninos que eu vi mais cedo. Quem são eles? Mais uns adolescentes problemáticos?
– Cora, você viu aqueles meninos na porta do refeitório hoje de manhã?- Minha curiosidade falou mais alto.
– Uhum- ela respondeu e balançou a cabeça em concordância- Mas e dai?- E voltou para mesma cara de desdém de sempre.
– Ah sei lá você... Não acha meio estranho? São raras as vezes que alguém vem visitar essa "prisão".
– Hum...
– Ah vamos lá,você não está nem um pouco curiosa, Cora?
– Deixa eu pensar… N.ã.o. — a voz dela de desgosto é muito irritante.
– Vem vamos procurá-los- disse me levantando da cadeira- Professora, a Coraline não está se sentindo bem,posso levá-la a enfermaria?
– Tudo bem Bella,mas volte o quanto antes- a professora repondeu enquanto eu puxava Coraline pelo braço para fora de sala.
– Está pretendendo matar aula, é Bella?
– Xiu Cora,quero procurar os tais meninos que nós vimos. — Começamos a sair à procura dos meninos quando Cora esbarrou em alguém.
– Ei! Olha por onde anda guri!- Disse Cora, enquanto a pessoa vira as costas e começava a andar.
– Ei, EI! — grito — Espere! Você é novo aqui? Desculpe por Cora- digo enquanto a cutuco com o cotovelo.
–A culpa não foi minha... — Ela responde e vira a cara.
– Meu nome é Isabella Stolf e ela é Coraline Castellmare, e você como se chama?
– Nico! Eu estava te procurando. Viu a Annabeth...? — Um outro menino entra, antes que o tal Nico responda — Vamos, temos que encontrá-la, ela disse que tem seis aqui... – só então ele percebeu que estávamos paradas lá sem entender nada — Oi meninas sou Percy Jackson.
Os olhos dele trazia tranquilidade, e parecia que sentia o cheiro de maresia.Ele estendeu a mão para me cumprimentar, e uma energia percorreu meu corpo e eu fiquei estarrecida e ele parecia sentir o mesmo que eu,assim que nossas mãos se tocaram.
– E-eu sou Isabella Stolf...
– P-prazer, e a outra não fala?- Ele lança um sorriso para Coraline que o encara com uma cara feia e vira o rosto.
– Eu me chamo Nico Di Angelo... — Diz Nico. Percy cochicha no ouvido dele, eles param,se entreolham e se voltam para nós.
– Venham conosco, vocês estão correndo perigo — Diz Percy. Sua voz não era mais tranquilizadora e sim preocupada.
– Me poupe, nem conheço vocês... — diz Coraline quando finalmente ela abre a boca, dando os ombros- Vou para sala, e você Bella,se quiser vá, mas eu vou para sala... — ela disse enquanto começou a caminhar.
– Você nunca sentiu se alguém a observasse? Você nunca viu algo que ninguém viu? Você nunca fez coisas que fisicamente é impossível os outros fazerem?- Gritou Percy.Ela bruscamente parou no caminho,e cerrou os punhos.
– Isso não lhe interessa– Eu juro que me percorreu um arrepio na espinha quando ela disse isso, a voz dela era extremamente intensa.
Depois de muito pensar, sai correndo ao encontro de Cora, fomos para sala juntas. Ela não deu nem um piu, será que ela também já sentiu, já viu, já fez algo como eu já fiz?
Assim que terminou a aula eu sai correndo pelos corredores, a procura de respostas. O que aquele Percy disse não saiu da minha mente, e algo nele era me familiar. Queria saber o porque quando eu toquei nele, algo percorreu em meu corpo. Depois de um tempo eu o encontrei e mais duas pessoas com a mesma camisa: um era o menino moreno todo sujo de graxa e a outra era uma menina de cabelos loiros e penetrantes olhos cinza, acho que era uma tal de Annabeth, ou sei lá o que que Percy falou. Os olhos de Percy se encontraram com os meus e eu caminho em sua direção.
–E-eu preciso... — Faço uma pequena pausa- preciso de respostas.
–Bem nós também- disse Annabeth atrás dele.
– P-Percy como você sabe sobre aquilo? Sobre eu me sentir observada? Sobre eu fazer coisas estranhas?
–Eu sei por que também faço, eu também sinto Bella. Você é como uma de nós. Você e mais cinco nessa escola são iguais a nós. Viemos a procura de vocês, por que é perigoso e arriscado demais vocês ficarem aqui.
– Perigoso? Uma de vocês?- Era muita coisa para processar.
– Bella você é uma semideusa.
– Perai,uma semi-o-que?
– Semideusa. Bella os deuses gregos existem, às vezes eles descem do olimpo e se apaixonam por mortais, e isso gera um filho. E esse filho é metade mortal,metade divino, são chamados semideuses. Nossa hiperatividade é o que nos permite batalhar, nosso déficit de atenção é que nos permite ter uma visão ampla. E sabe a dislexia? É porque você só consegue ler em grego antigo, é a língua original do seu pai ou mãe e também a sua.
Depois disso eu não respondi mais nada, para mim tudo aquilo era loucura, meu pai ou mãe um deus ou deusa? Como isso seria possível? Como eu poderia acreditar em uma coisa assim?
– Não, isso não é possível, deuses não existem, isso está completamente fora da razão.
– Bella você precisa acreditar em nós, eu sei que tudo isso parece loucura. (Acredite para mim também era quando eu descobri.) Mas você e mais cinco aqui correm grande perigo, precisamos sair daqui e ir para um lugar seguro para nossa espécie.
– Por que eu corro perigo? Onde eu posso estar a salvo?
– Você corre perigo porque monstros perseguem semideuses, e só existe um lugar onde você pode estar salva: é o Acampamento Meio-Sangue.
Eu sai dali desnorteada, algo me dizia que o que ele estava dizendo era verdade.
Assim entrei no meu quarto Coraline estava lá, com seu fone no máximo que dava até pra ouvir Requiem saindo do fone ( é,com um tempo você aprende as musicas que ela ouve). Fui ao banheiro me olhei no espelho e do nada a agua começou a sair da torneira. Quando eu saio ela e a Michelle estão conversando.
– Você não sente Chelle há algo de ruim no ar...?- ela me olha como se dissesse “Eu sei que você também está sentindo”. Eu confirmo com a cabeça, quando derrepente a porta é arrombada em um estrondo enorme.
–O QUE FOI ISSO?! – Michelle se levanta limpando as roupas.
– EU NÃO VOU DEIXA MEUS LANCHES ESCAPAREM ASSIM! SABE COMO É RARO ACHAR SEMIDEUSES COMO VOCÊS?– Grita uma das faxineiras.
"Semideuses". Essa palavra nunca vai sair da minha cabeça, mas com certeza aquilo não era normal. Era inacreditável como só tinha nós para fora da sala, bom pelo menos eu não vi a Isadora. Ai meu Deus.
..
– ISADORA! Onde está ela?- Algo me dizia que ela estava em perigo. Eu fiquei besta no que eu vi: Coraline deu um chute do traseiro da faxineira e saiu correndo. Obviamente a faxineira correu atrás dela, mas espera um minuto... Como Coraline que eu tenho certeza que estava ao meu LADO estava ATRAS da faxineira? Ela não pode está em dois lugares ao mesmo tempo...
Nós saímos correndo da faxineira,e seguimos Cora. Pra onde ela estava nos levando? Para o ginásio que era enorme, mas hoje não tinha ninguém. Bom, ela correu até ficar contra a parede. Parecia não ter escapatória, quando um cara surge da sombra que se formou atrás da faxineira e a corta com uma espada. Ele estava de costas, mas deu para perceber que era Nico, enquanto eu via a faxineira se transformar em cinzas... Eu nunca tinha visito a Cora em desespero,mas sempre se tem a primeira vez pra tudo: ela estava chorando agachada,com as mãos na cabeça falando “Pare! Pare! É só um sonho Cora,um sonho!”. Quando eu estava próxima dela, fui atingida por algo e jogada ao outro lado do ginásio, uma faxineira (que também foi jogada) me atingiu. E tinha uma outra faxineira, que também foi jogada do outro lado do ginásio, por sorte não me acertou. A Isa estava lá com mais dois garotos (eles não estavam com a camisa do acampamento então conclui que eles são do internato). Percy pareceu novamente se juntou com a Annabeth, Nico, o outro menino com a cara suja de graxa. Annabeth parte para cima de uma das faxineiras, acabando com ela em dois tempos. Depois, olho para o Nico. Ao que parecia,que tinha mais dois zumbis o ajudando. Olho o menino cujo-não-sei-o-nome. Estava tocando fogo na outra faxineira enquanto Percy estava transformava outra delas em cinzas.
– Terminamos. Agora vocês acredita em nós?- disse Annabeth, limpando a gota de suor que rolou no seu rosto. Fiquei estarrecida.
– Vocês não são comuns... — disse o garoto da graxa.
– O sangue que rola nas suas veias é... — disse Nico
– Sangue de um deus. — completei.
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