The Blind Side Of Love

9 I Like You So Much Better When You’re Naked.


Notas iniciais
Mais um capítulo gatíssimo pra vocês. Espero que gostem! :3

Na manhã seguinte, as dores musculares, que eu pensei que teria por conta de toda a bebedeira e estripulia de ontem à noite, resumiam-se a apenas algumas pontadas suportáveis. Talvez eu devesse isso à Emily, que, tão pacientemente, certificou-se para que eu não sofresse tanto com os efeitos da provável ressaca que eu sentiria assim que abrisse os olhos, às seis horas da manhã.

Não estava, portanto, acreditando que Emily seria capaz de me arrastar para uma de suas corridas matinais em pleno dia de Ação de Graças, até que, finalmente, vi-me com o tronco inclinado para frente e as mãos fixas no joelho — tentando recuperar todo o fôlego que havia sido sugado de meu pulmão —, depois do que pareceram horas correndo pelo extenso parque a alguns quarteirões do nosso prédio.

— Eu não acredito, Ali. — Emily retrocedeu quando viu que, mais uma vez, eu tinha ficado para trás. — Vamos lá, deixe de moleza! Só falta mais uma volta.

— Em... — Respirei fundo ao me endireitar, sentindo meu coração batendo dolorosamente rápido demais. — Não aguento mais... Jesus! Eu sinto como se fosse desmaiar a qualquer instante. — Continuei, arrancando-lhe uma audível e deleitosa risada em troca.

— Você é tão dramática. — Ela subiu o zíper de seu moletom de corrida, balançando a cabeça vagarosamente enquanto deixava uma lufada de ar escapar de sua boca. — Sente-se ali e descanse um pouco enquanto eu vou comprar café para nós duas naquela cafeteria da esquina.

Emily me acompanhou em direção ao banco vazio, onde atrás havia o gramado com impecáveis fileiras de árvores cobertas por neve ao invés de folhas, do lado oposto em que estávamos fazendo a nossa atividade matinal. Em seguida, assim que deixei meu corpo cair preguiçosamente no assento, ela segurou meu rosto ternamente e me beijou com a mesma afeição.

Observei com grande satisfação enquanto Emily se afastava em sua calça de moletom, que, mesmo não sendo tão apertada, despertava-me uma vontade quase voraz de agarrar aquela bunda que me tirava o juízo com firmeza e beijá-la até que nós duas estivéssemos sem ar — e sem roupas também.

Felizmente, ainda era bem cedo e, portanto, não havia quase ninguém ao redor para prestar atenção na agonia que meus pensamentos inapropriados me colocaram. Havia também as lufadas do impiedoso vento de inverno, que faziam com que os fios desordeiros e esvoaçantes do meu cabelo preso em um rabo de cavalo saíssem do lugar. E era por essas e outras que eu não apreciava o constante tempo glacial de Nova Iorque, fosse inverno ou verão.

Finalmente, depois do que pareceram infinitos minutos, Emily retornou com dois copos em mãos. Então, sem querer ficar mais um minuto parada aqui, recebendo o vento gélido e rigoroso em meu rosto, peguei o copo que correspondia ao meu frappuccino de baunilha e, em passos apressados, puxei Em pela mão para irmos embora.

— Ei, Andy... — Cumprimentei o porteiro assim que passei pela imponente porta de vidro do saguão, com Emily bem atrás de mim.

— Bom dia, Srta. Alison. — Respondeu com polidez; o sotaque sulista evidenciando em seu tom sempre tão gentil. — Srta. Fields. — Ele se limitou a fazer uma leve, porém simpática reverência à Emily, que apenas sorriu em troca.

Andy imediatamente saiu de trás do balcão e veio ao meu encontro, entregando-me algumas correspondências com extrema prontidão e agilidade. Enquanto passava os olhos pelos remetentes, acabei puxando assunto sobre coisas cotidianas e outras banalidades, sem ao menos perceber, até que me ocorreu o fato de hoje ser o dia de Ação de Graças e a curiosidade acerca do sempre tão prestativo porteiro do prédio me consumiu.

— Então, Andy, vai passar o feriado com a família? — Perguntei com um sorriso interessado, reservado apenas para pessoas como ele: genuínas e amistosas.

— Não, só com alguns amigos. — Pausou brevemente antes de continuar: — Meus pais moram na Nova Zelândia. — Ele disse, encolhendo os ombros com a notícia.

— Ah... — Abaixei as correspondências para conseguir fitá-lo melhor, demonstrando simpatia. — Isso é uma droga. — Andy balançou a cabeça levemente, murmurando algo que mal pude ouvir em resposta.

— Alison! — Emily me chamou com certa impaciência, fazendo-me virar e vê-la em frente ao elevador, que já estava com as portas abertas.

Acenei para Andy em sinal de despedida, que, por sua vez, desejou que eu tivesse um bom feriado, e fui em direção a minha sereia, ansiosa para tocá-la do jeito que eu queria quando estivéssemos a sós. Emily estava sempre despertando essa urgência arrebatadora que eu sentia de tomá-la para mim de todas as formas possíveis. Não imaginava um só dia em que teria minha insana e constante necessidade de possuir aquele corpo, cheio de formas gloriosas, reduzida.

— Eu não gosto do jeito que ele olha para você. — Emily disse de repente, assim que as portas se fecharam e eu apertei o botão correspondente ao nosso andar.

— O quê? — Virei o rosto para poder encará-la, enrugando as sobrancelhas com ligeira confusão.

— Você me ouviu.

— Sério, Em? — Deixei uma risada meio incrédula escapar, inclinando a minha cabeça levemente para o lado. — Você está mesmo se sentindo incomodada com o nosso porteiro?

— Ele tem uma fascinação por você, sabe disso, não é? — Retrucou num tom exigente, fitando-me com os olhos em brasa por uma fração de segundos.

Cruzando os braços sobre o peito, Emily se encostou à parede metálica atrás dela, evitando a todo custo olhar para mim outra vez. Sem conseguir evitar um sorriso diante de sua postura rígida e quase ranzinza, balancei a cabeça devagar e me aproximei com cuidado. Toquei seu braço sugestivamente, tentando fazê-la me fitar, mas ela continuou impassível. Apesar de aquilo parecer um pouco bobo e sem fundamento, era também tão excitante.

— Como ele me olha, Em? — Sussurrei quando segurei seu rosto entre as minhas mãos, encostando nossos lábios suavemente.

— Você adora isso, não é? — Ela riu amargamente, baixando os olhos por um breve instante. — Parece até que faz de propósito.

— Por mais que você com ciúmes seja a coisa mais sexy e excitante que existe neste mundo, eu juro que não faço de propósito. — Garanti com sinceridade, deslizando meu dedo pelo seu maxilar lentamente. — Além disso, Andy é um bom rapaz. Ele é sempre tão gentil e prestativo...

Sim, até demais. — Interrompeu-me bruscamente, pegando a minha mão e a afastando de seu rosto. — Eu tenho certeza de que você não precisa ficar dando esse tipo de atenção para ele.

Em seguida, antes que eu pudesse protestar, o elevador fez o mesmo barulho irritante de sempre e, então, as portas se abriram. Ela me puxou para fora da cabine e me arrastou pelo corredor, até que estivéssemos na cozinha, onde aproveitou para descartar os copos vazios no cesto de lixo.

Emily raramente se permitia mostrar que também sentia ciúmes. Não era comum que tais sentimentos viessem à borda de modo que eu pudesse vê-los. Ao contrário de mim, ela não explodia de raiva a cada vez que alguém me olhava, ou até mesmo quando me paqueravam, mas, por outro lado, constantemente tinha seu humor alterado por conta disso.

— Aqui, beba isso. — Emily me entregou um copo com água e, então, um comprimido para dores musculares. — Você ainda precisa se hidratar.

Enquanto ela se movimentava pela cozinha, tratei de tomar toda a água e engolir o comprimido em um só gole. Emily ainda parecia um pouco chateada por eu ter dado atenção desnecessária ao porteiro do prédio e aquilo estava começando a perder a graça. Por isso, observei atentamente conforme ela tirava da geladeira e dos armários alguns dos ingredientes do almoço que faríamos para o dia de Ação de Graças.

— Por que não está me ajudando? — Ela se virou para mim, depois de longos minutos, arqueando as sobrancelhas numa clara exigência.

— Não vê que estou muito ocupada contemplando a visão privilegiada que tenho das suas curvas? — Suspirei, apoiando meus cotovelos sobre a bancada atrás de mim e inclinando a cabeça para admirá-la de outro ângulo.

— Alison... — Emily começou, mas, antes que ela pudesse prosseguir, endireitei-me rapidamente e fui até onde ela estava.

— Chega de conversa, doce Em. — Decidi por fim, encostando suas costas à beirada do mármore frio da pia. — Até agora eu fiz tudo o que você quis, acho que está na hora de eu ter a minha recompensa por ter me comportado. — Sugeri com um meio sorriso, inclinando a cabeça levemente para o lado antes de agarrar seu pulso e a puxar para mim.

Com um movimento ágil, passei meu braço livre ao redor de seu pescoço e a puxei para um beijo caloroso. Inicialmente, ela pareceu tentar resistir, mas desistiu quando pressionei nossos corpos com firmeza e empurrei minha língua entre seus lábios. Emily logo tratou de me corresponder com possessividade, movimentando seus lábios de acordo com seu estado de espírito.

Suspirei audivelmente ao senti-la deslizar suas mãos pelas minhas costas, parando somente quando alcançou os meus glúteos. Afastei-me o suficiente para vê-la sorrir preguiçosamente, apertando minhas unhas em seu pescoço, enquanto ela fazia o mesmo, mas em minha bunda.

— Vê? É tudo seu. — Sussurrei conforme plantava beijos molhados naquela boca deliciosa. — Eu sou toda sua... Você não deveria ficar se preocupando com Andy. Ele é inofensivo.

— Não quando ele fica te olhando como se você fosse a garota de Ipanema. — Argumentou de volta, apertando seus braços ao redor da minha cintura.

Estava prestes a abrir a boca para retrucar, mas fui impedida quando o elevador apitou audivelmente em todo o corredor. Logo que as portas se abriram, a voz aguda de Hanna junto da risadinha animada, porém contida de Aria se fizeram presentes em todo o resto do apartamento.

Emily deixou a cabeça cair levemente para o lado, olhando-me com uma expressão adorável, enquanto, em minhas características, podia-se ler claramente: o que diabos elas estão fazendo aqui tão cedo?

— Bom dia, casal! — Hanna foi a primeira a surgir no batente da cozinha, jogando sua bolsa Chanel no banco assim que passou pela bancada, em seu caminho até a geladeira. — O que vocês têm para o café da manhã? Estou faminta.

— Ei, meninas. — Aria sorriu quando apareceu logo atrás de Hanna, sentando-se no balcão com celular e bolsa em mãos. — Trouxemos uma ajudinha extra para os preparativos do nosso almoço de Ação de Graças. Espero que não se importem.

Assim que ela terminou de falar, tive a minha atenção imediatamente voltada à entrada da cozinha, perguntando-me entredentes que espécie de vadia eu teria que aguentar pelo resto do dia e, talvez, pela tarde também, visto que tanto Aria quanto Hanna iriam passar a noite inteira aqui.

— Fiquem todas calmas, porque Spencer Hastings está de volta.

Revirei os olhos ao constatar que se tratava de Spencer emergindo do corredor, com as mãos estendidas, como quem esperando pelos abraços. Emily não pensou duas vezes antes de me soltar para ir ao encontro dela, abraçando-a como se não a visse há anos.

— Eu pensei que você não viesse. — Ela disse ao se afastar, sorrindo largamente com a visão de quem estava faltando.

— Você acha mesmo que eu iria passar o feriado prolongado longe da minha família? — Spencer riu, interligando seu braço com o de Emily brevemente antes de vir até mim. — Além disso, não poderia perder a oportunidade de vir colocar a nossa Alison no lugar dela. Ela tem se comportado?

Inesperadamente, antes de receber uma resposta, Spencer esticou os braços e me puxou para um abraço apertado. Demorou apenas um segundo até que meu corpo tenso e em estado de alerta relaxasse e eu a abraçasse de volta. Foi então que eu percebi que ela estava mais magra do que da última vez em que estivemos todas juntas.

— Nós fomos buscá-la no aeroporto e vocês tinham que ter visto a reação da Aria quando Spencer apareceu no portão de desembarque. — Hanna comentou, rindo, enquanto Aria revirou os olhos com o ocorrido.

— Ela pulou no meu colo. — Spencer contou, apoiando seu braço em meu ombro. — Ainda bem que você é pequena, caso contrário teríamos caído as duas.

— Nós sentimos sua falta, Spence. — Emily choramingou ao se aproximar de nós duas, descansando sua cabeça no ombro de Spencer. — Por que você tem que estudar tão longe?

— Ei, nem é tão longe assim. — Ela discordou, forçando um sorriso. — Bem, mas de qualquer forma, eu estou aqui até domingo.

— Você pode ficar com o quarto de visitas. — Emily ofereceu prontamente, fitando-me com grande expectativa.

— Eros comeu sua língua, Ali? — Spencer me cutucou, esperando que eu abrisse a boca diante de tudo aquilo.

— Fico feliz que esteja aqui, Spence. — Consegui dizer finalmente, balançando a cabeça em rendição. — Sinta-se em casa.

— Vai ser tão divertido! — Hanna comemorou, batendo palminhas com animação.

— Sim, vai ser ótimo, mas, se vocês me dão licença, eu vou tomar banho. — Anunciei, desfazendo-me do aperto de Spencer e me encaminhando até Emily. — E você vem comigo, minha sereia. — Acrescentei suavemente, puxando-a pelas mãos com um sorriso ansioso.

— Ela ainda chama você assim? — Spencer arqueou as sobrancelhas, rindo debochadamente enquanto Aria e Hanna nos observavam com um sorriso divertido.

Virei o rosto para ver a reação de Emily, que estava fazendo uma careta para Spencer, assentindo estranhamente. No entanto, quando ela percebeu que eu tinha visto, seus braços imediatamente vieram ao redor da minha cintura e, entre risos, Em me beijou sonoramente nos lábios.

— Aproveitem nossa ausência para fazer o café da manhã. — Avisei com a boca colada na de Emily, afastando completamente quando me virei para continuar: — Certifiquem-se de manterem a Srta. Princeton aí longe do meu fogão. — Apontei em direção à Spencer, que deixou o queixo cair e os olhos se arregalarem com a minha mera insinuação de que ela era um desastre na parte da culinária.

— Na verdade, o fogão é meu, porque Ali raramente cozinha. — Emily disse, sorrindo docemente quando eu a encarei com os olhos semicerrados. — Mas ela é a chefe, então façam o que foi dito.

— Ela manda em você, não em mim! — Spencer gritou quando Emily me puxou, entre risos e beijos apressados, para irmos em direção ao nosso quarto, tirarmos as roupas de corrida e tomarmos banho juntas e coladas na banheira.

***

Algumas horas mais tarde, Emily estava quase terminando de preparar todos os pratos que teríamos para o dia de Ação de Graças, o qual, infelizmente, estávamos passando do jeito que ela queria — com duas das nossas três melhores amigas espalhadas pela cozinha, ajudando-a no que ela precisasse —, ao invés de aproveitarmos o dia inteiro para ficarmos nuas e suadas de tanto nos amar — como eu queria.

Portanto, após eu voltar do mercado com algumas das verduras que faltavam para um dos pratos, atravessei o batente da cozinha e coloquei as coisas em cima do balcão. Aproveitando que Emily estava de costas para mim, manuseando as panelas no fogão, tratei de me aproximar com o máximo de cuidado para não chamar a atenção de Aria e Hanna — que se mantinham ocupadas com suas próprias funções ao redor da bancada.

— Você demorou. — Emily observou com o tom de voz beirando à casualidade, sem se atrever a virar o rosto para me olhar, enquanto experimentava o molho que preparava.

Sem me preocupar em respondê-la por meio de palavras, encostei meu peito contra suas costas, mantendo uma mão escondida atrás das minhas, e a envolvi com o braço livre. Emily riu quando rocei meu nariz devagar em seu pescoço, deslizando meus dedos sob o tecido de sua camiseta de pijama da Victoria’s Secret. De tanto que eu adorava a marca, ela também começou a gostar.

— Ficou conversando com Andy na portaria? — Ela se virou para me fitar, beijando-me nos lábios brevemente quando não fiz menção de me mover para longe dela.

— Não. — Neguei com um leve aceno de cabeça, finalmente revelando o que eu tinha na outra mão, enquanto plantava beijos suaves pelo rosto dela.

— Ali... — Emily pegou o buquê de flores que eu comprei no caminho de volta do mercado, pressionando-o contra o peito, visivelmente emocionada com o gesto. — Elas são lindas... Eu amo quando você me surpreende com flores! — Suspirou, passando os olhos brilhantes e alegres por cada espécie que formava o buquê.

— Eu sei. — Assenti orgulhosamente, puxando-a para mais perto de mim. — As rosas vermelhas significam amor e paixão, como você sabe, enquanto miosótis são para amor verdadeiro e fidelidade. Eu li em algum lugar que o cravo-vermelho simboliza o amor puro e ardente, como também a dependência da pessoa amada. Exatamente como eu me sinto sobre você. — Confessei baixinho, escorregando meus dedos pelos seus braços enquanto ela fitava o buquê fixamente.

Ao invés de desperdiçar o momento com mais algumas palavras, Emily simplesmente me agarrou pelo pescoço com o braço disponível e colou nossos lábios afetuosamente. Quase não dei importância ao barulho que Aria e Hanna faziam no fundo do meu cenário perfeito, ambas discutindo sobre qual tempero deveriam colocar nas saladas, conforme Emily me beijava lânguida e sonoramente.

— Em, acho que o peru já está no ponto. — Hanna avisou; a voz meio hesitante demonstrava incerteza. — O que eu faço agora?

Emily suspirou contra a minha boca, puxando meu lábio inferior entre os dentes com certa força e estalando um último, mas não menos afável e molhado beijo, antes de ir ao auxílio de Hanna — murmurando algo sobre levar as flores para colocá-las em um dos melhores vasos que possuíamos conforme se afastava.

— Onde está Spencer? — Perguntei ao me aproximar de Aria, que adornava o coquetel de saladas, com o intento de se manter longe do delicioso cheiro do peru dentro do forno.

— Está tirando uma soneca. — Ela respondeu, sorrindo para a sua obra de arte assim que terminou. — Meninas, as saladas já estão prontas! — Gritou para Emily e Hanna escutarem do outro lado da cozinha.

Enquanto as três se ocupavam em terminar o que faltava, tratei de me servir um copo de vinho do Porto e ir até a sala — onde Eros dormia na poltrona giratória tranquilamente —, uma vez que, como Emily havia dito mais cedo, eu raramente ousava a me aventurar na cozinha para fins culinários.

Por isso, quando finalmente estávamos sentadas ao redor da farta mesa de seis lugares que nunca usávamos, Em teve que apontar os pratos vegetarianos, que haviam sido feitos especialmente para Aria, já que Spencer e eu não tínhamos participado de toda a preparação deste almoço — que no final acabou virando um jantar.

— Então, Ali, como tem sido os primeiros meses para você na Columbia? — Spencer perguntou, sorrindo com interesse conforme alternava o olhar entre seu prato de comida e eu.

— Muito bom, na verdade... — Respondi com sinceridade, olhando para o lado e fitando Emily rapidamente. — É uma rotina bem cansativa, mas não tenho do que reclamar.

— Espere até você se formar. — Hanna disse, erguendo o garfo num gesto involuntário de quem estava prestes a continuar. — Médicos não têm vida própria. Eles vivem nos hospitais, cuidando de estranhos, enquanto a família é esquecida em casa. É por isso que muitos deles têm amantes. Ninguém deveria trabalhar tanto, é o que eu digo...

— Hanna! — Aria interrompeu o fluxo de pensamentos que escapavam da boca de nossa melhor amiga, que parou seu raciocínio para olhar ao redor da mesa com confusão. — Nós já entendemos.

— Ei, por que só estamos em cinco? Eu pensei que teríamos mais pessoas para tornar este almoço irritante e barulhento. — Spencer comentou, com o tom levemente humorado, erguendo sua taça de vinho até a boca.

Bem... — Comecei enfaticamente, recebendo um olhar de pré-censura de Emily, o qual eu logo tratei de ignorar ao continuar com extremo engajamento: — Eu estava planejando ter a casa só para nós duas, assim eu teria o corpo suado e glorioso da minha Emily em cima do meu para ser grata neste dia de Ação de Graças. Não parecia um plano perfeito, Spence?

— Alison... — Emily murmurou num tom de advertência, e eu nem precisava olhar para ela para saber que seu rosto estava ruborizado.

Enquanto isso, assisti de perto às expressões de Spencer mudarem de zombaria para espanto numa fração de segundos, apenas para terminar em uma leve careta de repulsa. Aria parecia pensativa, com os olhos meio arregalados, ao tempo em que Hanna ria bobamente enquanto experimentava o coquetel de camarão.

— Eu não precisava ter ouvido isso... — Spencer resmungou, fazendo-me sorrir largamente com o efeito mais do que desejado. — Jesus Cristo, tire esta imagem da minha cabeça...

— Mas não se preocupe... — Ignorei seus protestos, acenando com a mão despreocupadamente. — O plano A falhou, mas eu ainda tenho o alfabeto inteiro ao meu favor. — Inclinei-me em direção a minha Emily, roçando meu nariz suavemente em seu maxilar conforme ela se encolhia em seu lugar.

— Você sabe que tem uma namorada desprezível, não é? — Spencer apontou o dedo indicador para Em, enquanto segurava sua taça de vinho, que encolheu os ombros numa resposta silenciosa, e tímida, de quem não se importava.

— Podemos, pelo amor de Deus, trocar de assunto? — Emily quase implorou, suspirando de maneira afetada ao perceber como Hanna e Aria a olhavam, claramente se divertindo com o desconforto dela.

Até o fim daquela refeição, fiz Emily corar incontáveis vezes. Era incrivelmente delicioso provocar seu lado reservado e fazê-la se sentir desconfortável na frente das nossas melhores amigas de anos. Spencer rosnava a cada comentário íntimo, ou até mesmo romântico, que eu fazia sobre a minha sereia e eu não podia evitar me importar menos.

Por muitas vezes enquanto comíamos, meus olhos corriam em direção à Em, que, antes de sentarmos à mesa, havia trocado seu adorável pijama da Victoria’s Secret para um vestido de renda branco, na altura da coxa. Ela estava tão maravilhosa e tentadora, com aquelas pernas expostas e torneadas praticamente implorando pelo toque possessivo das minhas mãos, enquanto a minha boca sedenta explorava cada pedaço do seu pescoço, clavícula e seios...

Demorou algumas horas até que finalmente conseguíssemos nos livrar das outras três, que, um pouco foras de si, ficaram estiradas no meio da minha sala, incapazes de se mover depois de beberem mais do que deviam. E foi só quando voltei do banho, vestida numa das camisolas de seda de Emily, que pude arrastá-la para o nosso quarto sem que Hanna ou Spencer me impedissem com seus discursos embolados de bêbedas irritantes.

— Ali, acho que bebi demais... — Emily balbuciou assim que fechei a porta atrás de mim, jogando-se de barriga para baixo sobre a cama.

— Percebe-se. — Murmurei mais para mim, cruzando os braços sobre o peito. — Em, vá tomar banho e ficar novinha em folha para mim. Quero colocar meu plano B em ação. Vamos, ande!

Emily se levantou em meio a resmungos baixos, mas conscientes, afinal, haviam sido só algumas taças de vinho a mais que ela tinha tomado. Então, assim que a ajudei a tirar aquele vestido, levei-a direto para debaixo do chuveiro, onde ela mesma cuidou de sua leve e momentânea embriaguez.

Escutei o barulho do chuveiro sendo desligado e, alguns minutos depois, o som da água jorrando da torneira preencheu o ambiente. Com uma toalha em volta de seu glorioso corpo e o cabelo preso em um coque meio bagunçado, pude ver que Emily escovava os dentes como se tivesse todo o tempo do mundo. Enquanto isso, tratei de me ocupar lendo uma das minhas edições favoritas da revista Vogue Paris.

Quando ela finalmente emergiu do banheiro, ainda de toalha, afastei a revista para o lado e me sentei na cama. Ansiedade começou a tomar conta do meu corpo ao vê-la se aproximar do closet para se trocar, mas, antes que ela fizesse menção de tirar a toalha para colocar alguma roupa confortável, chamei sua atenção imediatamente:

— Ei, nem pense nisso! — Ela virou o pescoço para me olhar por sobre o ombro, arqueando levemente as sobrancelhas. — Largue esse pijama e venha até aqui. — Mandei, com a voz firme.

Assim que ela fez seu caminho até a cama, colocando os joelhos na beirada e praticamente engatinhando, puxei-a para que ela pudesse ficar de frente para mim. Com um movimento ágil, tratei rapidamente de tirar o tecido de seda que cobria meu corpo da nudez extrema, vendo de perto o vestígio da embriaguez de Emily se dissipar de seus olhos escuros e cheios de desejo.

— Plano B, minha sereia. — Agarrei seu pulso gentilmente, trazendo-a para mim com cuidado.

Sem precisar dizer mais nada, Em colocou uma perna de cada lado do meu corpo, segurando meu rosto entre suas mãos e me beijando profundamente. Ela mal percebeu quando afrouxei o aperto em sua toalha, arrancando-a por completo e, então, jogando-a para longe.

Apertei meus dedos em sua cintura, sentindo o calor daquela pele quente e deliciosa irradiar conforme eu deslizava a minha língua entre seus lábios partidos. Logo minhas mãos estavam em todos os lugares, enquanto Emily se desfazia de seu coque, soltando seus cabelos ondulados em seus ombros. Afastei-me o suficiente para vê-la do jeito que eu estive ansiando por muitas horas deste dia tortuoso.

Abaixei meus olhos para contemplá-la por inteiro, admirando a curva perfeita de seus seios firmes, o abdômen liso e contraído, as pernas grossas e só minhas. Deixei um gemido baixo escapar dentre meus lábios quando ela pressionou seu corpo desnudo contra o meu, causando uma agressiva pulsação em meu ventre.

— Esperei por isso o dia todo, meu amor. — Sussurrei, plantando beijos molhados em sua barriga e quadril, o que a fez suspirar longamente.

Com as mãos espalmadas, tentava senti-la de todas as formas, deslizando-as pelas costas, glúteos e pernas. Então, sem conseguir resistir mais um segundo sequer, segurei seu pulso com uma mão e com a outra agarrei seu quadril, deitando-me com Emily em cima de mim. Adorava tê-la daquele jeito — o corpo nu colado ao meu sem empecilhos para atrapalhar aquele contato precioso.

Ela me beijou lentamente, roçando seus seios contra os meus e eu me derreti por inteira. Aquela sensação elétrica, que corria rumo ao meu centro, encharcando-o com os pequenos toques. Devagar, levei uma das minhas mãos aos seus cabelos, prendendo-as entre os fios de sua nuca, conforme a beijava com toda energia do meu corpo.

Emily arqueou o corpo para começar a se afastar, colocando uma mão entre nós duas para que pudesse me tocar, mas, antes que isso acontecesse, segurei seu pulso e inverti nossas posições. Coloquei suas duas mãos sobre a sua cabeça, segurando-as com firmeza, enquanto a observava com os olhos em chamas. Havia tanta coisa que eu gostaria de fazer com ela...

— Ali, eu quero tocar você… — Emily gemeu entre arfadas pesadas, tentando se soltar do meu aperto.

— Mais tarde, quando chegar a sua vez. — Prometi, acariciando os lados dos seus seios com os dedos. Estava me controlando para não abocanhá-los naquele momento. — Seja uma boa menina e fique quietinha... — Pedi com a voz carregada de desejo, passando os olhos famintos pelas curvas suculentas daquele corpo.

Enquanto ainda segurava seus pulsos com a minha mão esquerda, desci meus lábios pelo seu pescoço enquanto ouvia seus protestos meio embolados. Tratei rapidamente de abrir suas pernas o máximo que pude, colocando uma mão entre suas pernas conforme tomava seu seio direito em minha boca com propriedade.

O gemido rouco que escapou de nós duas assim que meus dedos encontraram sua intimidade deliciosamente quente e úmida havia sido consequência. Era sempre um novo tipo de prazer quando eu a tocava deste jeito, pois nunca me cansava da sensação de tê-la tão entregue e vulnerável.

Portanto, desfrutei de cada instante em que tive seu mamilo preso entre meus dentes, sugando-o e acariciando com a língua antes de soltá-lo com um estalo suave e seguir para o outro. Emily empurrou seu quadril contra a minha mão com certa urgência, ansiando para que eu movimentasse meus dedos em seu sexo rígido e, assim que eu o fiz, sempre devagar para estimulá-la até o limite, seus gemidos começaram a aumentar gradativamente.

Para o meu próprio bem, tratei de me ajeitar com cuidado entre suas coxas, mantendo o aperto firme em seus pulsos, enquanto me inclinava para beijá-la com intensidade, mostrando-lhe toda a transparência da minha necessidade de possuí-la naquele exato momento. Mal percebi a força que eu depositava em meus dedos, pressionando-os em seu ponto de prazer vigorosamente.

— Em... — Deixei um gemido trêmulo escapar ao deslizar o dedo indicador em sua entrada encharcada, acrescentando o do meio logo em seguida. — Sempre tão quente e apertada... Do jeito que eu gosto.

Aos poucos, afrouxei o aperto em seus pulsos, até soltá-los por completo e agarrar seu seio esquerdo com firmeza enquanto eu distribuía beijos molhados e lânguidos pelo seu queixo, mordendo-o e sugando vigorosamente. Emily não perdeu tempo e logo levou uma de suas mãos ao meu pescoço, onde cravou suas unhas sem piedade, enquanto a outra se embrenhou entre os meus cabelos. Ela arqueou as costas, choramingando quando passei a empurrar meus dedos num ritmo frenético dentro dela.

Era perfeitamente possível escutar o som dos meus movimentos em sua umidade, o que aumentava ainda mais a minha excitação e a urgência de preenchê-la com violência. Ela estava tão perto, podia sentir, e eu mal conseguia controlar a intensidade com que os grunhidos escapavam de minha garganta.

Apertei seu seio com veemência, massageando-o gentilmente e sentindo o mamilo entumecido fazer cócegas deleitosas na palma da minha mão. Escorreguei meus lábios sedentos pela pele quente de seu pescoço, descendo-os pela clavícula, até chegar ao seio direito, onde deslizei o outro mamilo em minha boca. Suguei com vontade, enquanto estocava meus dedos naquela entrada maravilhosamente úmida e apertada, que me levava sempre ao mais doce delírio.

— Alison... — Emily gemeu alto, escorregando suas mãos até os meus quadris antes de agarrar meus glúteos com propriedade e me apertar contra ela.

Era evidente que Emily queria que eu usasse a força do meu corpo nos movimentos que eu fazia nela, mas, antes de eu fazer isso, ergui a minha cabeça imediatamente, beijando-a com voracidade e engolindo o gemido agudo que estava prestes a lhe escapar. Empurrei a minha língua decididamente em sua boca, suspirando quando a dela tocou a minha.

De repente, assim que passei a preenchê-la bruscamente, num ritmo quase alucinante, senti sua entrada ficar ainda mais apertada ao redor dos meus dedos, o que me fez sorrir durante o beijo possessivo que tentávamos manter. Ela estava tão perto e meu centro pulsava dolorosamente em ansiedade.

— Vem para mim, minha sereia. — Estimulei, puxando seu lábio inferior entre os meus dentes, enquanto ela fincava suas unhas em minha pele e seu corpo convulsionava ao fazer o que lhe foi dito.

Não fui capaz de conter o grito que escapou de sua garganta a tempo, tendo então a certeza de que, se as meninas estivessem acordadas, elas saberiam exatamente o que estávamos fazendo. Só esse pensamento fez com que um sorriso perverso tomasse conta dos meus lábios, enquanto eu ainda bombeava meus dedos nela, prolongando o orgasmo o máximo que pude.

— Ali, por favor... — Emily segurou o meu braço, ao tempo em que eu plantava beijos lentos e molhados em sua boca deliciosa, fazendo-me parar os movimentos.

Deixei meu corpo suado cair sobre o dela, descansando a minha cabeça em seu peito conforme desenhava linhas invisíveis em sua perna com a ponta dos meus dedos, até nossos batimentos cardíacos começarem a voltar ao normal e eu erguer os olhos para poder fitá-la. Emily tinha as maçãs do rosto vermelhas e a atenção fixa no teto, enquanto acariciava as minhas costas devagar, causando arrepios por todo meu corpo.

Devagar, passei a plantar beijos suaves pelo seu abdômen, descendo até um pouco mais abaixo de seu umbigo, onde aproveitei para sugar a pele com força; eu sabia que ficaria uma marca ali. Mais uma vez, afastei as longas e torneadas pernas da minha sereia, suspirando profundamente em deleite com a visão de sua umidade tão perto da minha boca...

— Ali, o que está fazendo? — Emily respirou com dificuldade; a breve sonolência que havia lhe atingido, de repente, havia desaparecido de sua voz rouca e perigosamente sexy.

— O que parece que estou fazendo? — Devolvi a pergunta, sorrindo largamente quando a vi deixar sua cabeça cair com força sobre o travesseiro. — Ainda temos a noite inteira pela frente, meu amor. Nós não vamos dormir tão cedo.

Estiquei meu braço esquerdo, pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos conforme eu deixava minha língua passear preguiçosamente por toda a extensão de sua intimidade, suspirando quando seu gosto inundou a minha boca. Ela se apoiou em seus cotovelos, agraciando meus ouvidos com seus gemidos arrastados e, então, agarrando meus cabelos com firmeza.

Continuei com os movimentos lentos e tortuosos o quanto pude, rendendo-me às inúmeras súplicas que Emily murmurava entre suspiros trêmulos e gemidos roucos. Logo, portanto, estava sugando-a com extrema necessidade, pressionando a minha língua em seu sexo novamente inchado e úmido, até finalmente deslizá-la em sua entrada.

Não demorou até que seu corpo começasse a tremer outra vez e ela se derramasse em minha boca, do jeito que eu queria, pressionando minha cabeça em sua intimidade conforme seu orgasmo prosseguia — implacável. E, com um largo sorriso no rosto, não poderia começar a colocar em palavras a sensação de tê-la feito chegar ao ápice usando apenas a minha língua.

— Essa é uma das minhas partes favoritas... — Sussurrei pausadamente, arrastando meus lábios devagar pela sua perna em direção ao seu abdômen e, então, seu pescoço. — Ver você se derramar em minha boca. — Concluí contra a pele suave de sua face, virando no instante seguinte para tomar seus lábios num beijo dolorosamente lento e erótico.

Emily mal teve tempo de se recuperar quando as minhas mãos começaram a vagar pelo seu corpo, parando nas curvas que eu tanto venerava, enquanto eu pressionava meus lábios contra os dela com força. E suas mãos escorregavam pelas laterais do meu corpo, acariciando a pele suavemente com as unhas e me arrepiando até a alma.

De repente, ela empurrou seu tronco para frente e se sentou, ajeitando-me com cuidado em seu colo. Emily não parou de me beijar, segurando-me pela cintura conforme eu passava meus braços ao redor de seu pescoço, puxando-a para o mais perto possível. Inesperadamente, Emily colocou sua mão entre as minhas pernas, tocando-me onde eu mais precisava.

— Deus, você está tão molhada, Ali... — Ela suspirou contra a minha boca, engolindo o longo e sonoro gemido que escapou de minha garganta. — E tão gostosa!

Emily agarrou meu quadril firmemente, pressionando a ponta do dedo em meu sexo rígido. Segurei seu rosto entre as minhas mãos, beijando-a com dificuldade conforme ela escorregava seus dedos em minha intimidade, procurando pela minha cavidade. Assim que encontrou, empurrou com força, só para tirá-los no instante seguinte, repetindo o processo até meu corpo começar a convulsionar violentamente em seu colo.

— Eu amo você. — Sussurrou afetuosamente, roçando seu nariz contra o meu com suavidade, enquanto esperava minha respiração se estabilizar.

Aquilo era tudo o que eu precisava antes de deixar a minha cabeça cair em seu ombro, tentando me concentrar nas batidas aceleradas do meu coração. Com as mãos espalmadas, Em passou a acariciar as minhas costas gentilmente, plantando beijos suaves em minha têmpora.

— Isso foi um bom aquecimento. — Comentei depois de alguns minutos em silêncio, erguendo o rosto para fitá-la nos olhos escuros, sempre tão gentis e calorosos, pelos quais me apaixonei irrevogavelmente.

— Você acha? — Ela riu, arrastando suas mãos pelas minhas pernas e enrolando seus dedos ao redor do meu joelho, puxando-me contra sua cintura.

Limitei-me a apenas assentir, sentindo meu corpo inteiro ficar tenso em consequência daquele movimento, que provocou o roçar suave dos nossos seios. Passei meus braços ao redor de seu pescoço, trazendo-a para um beijo lento e caloroso, deixando um suspiro trêmulo escapar ao imaginar tudo o que faríamos até não sobrar um pingo de energia em nossos corpos suados e satisfeitos.

Notas finais
Desde que recebi um comentário salientando a falta de sexo nos dois últimos capítulos, sinto que estou em dívida com vocês, pois aí está. E, convenhamos, não há maneira melhor de se terminar um capítulo, não é? E Spencer! Sim, minha gente, ela está de volta - por enquanto, mas está! Sou a única que sentiu a falta dela? Bem, acho que é isso. Espero que tenham gostado, mas, de qualquer forma, me digam o que acharam. Estou super ansiosa para saber a opinião de vocês! Enfim, até o próximo! :3