The Black Snow Lótus

7 Fragmentos do passado


Notas iniciais
OI, OI, MINNAAA !!!! Gente achei que essa semana passou muito devagar, achei ter passado 1 mês T^T, voltar as aulas e ainda mais o 3° ano não é facil, mesmo que não tenham mudado a sala e quase nenhum professor TuT...kkkkkk Aqui iremos ver algumas coisinha novas *cara de psicopata*, espero que estejam animados por esses dias sem capitulo, porque hoje a coisa vai ser de kawai à tenebrosa ¬u¬ Kissus e até as notas finais ♥

P.O.V. Zoro

Quando virei o rosto pra encontrar a dona daquela voz encontrei quem menos esperava, Yukino estava em pé onde Kuina e eu sempre treinávamos, usava uma blusa preta com botões na parte de cima e uma calça que ia até o joelho, estava descalça. Percebi que eu estava com minha aparência normal e não mais a criança que sou nesses sonhos, ainda estava aturdido com o porque de eu estar sonhando com alguém que conheci hoje.

— Porque está aqui ? – perguntei seco e me sentindo idiota, como se um sonho fosse responder algo que eu queira ouvir.

— Desculpa entrar assim no seu sonho, mas é que eu acabei dormindo e escutei o tormento de alguém, acabei vindo parar aqui. A Hikari Hikari no Mi gosta de me levar pro sonho das pessoas que estão sendo atormentadas por algo.

— Há...hahahahha...como um sonho pode dizer coisas assim ? – perguntei rindo mesmo, esses sonhos são cada vez mais sem noção.

— Acredite se quiser, mas com isso vou ficar mais cansada amanha, desculpa vir assim sem permissão de todo o jeito e...o que eu falei é serio. – sorriu fraco me dando a mão – Não tente pensar em como seria se ela estivesse no seu lugar, só pense em como será sua vida daqui pra frente tá.

— Acho que vou aceitar o concelho desse sonho. – sorri aceitando a mão dela, que era incrivelmente gelada, mas tão macia quanto a pele de um bebe.

‘Uma noite sombria nos assola

Um sentimento vazio está aqui dentro do meu peito,

Quando tudo acaba pensamos que o mundo nos abandonou,

Mas quando vemos direito ele só nos deu uma nova chance

Não importa o que digam sobre nossos sentimentos

A verdade é que sabemos bem como lidar com eles, basta ter fé.’

Cantarolou essa pequena melodia que eu não conhecia, mas com uma voz tão límpida e lenta, como se estivesse feito um acordo com o vento pra soprar junto a canção, minha alma se acalmou tanto que não pude pensar em nada, só naquela voz com olhos fechados e pela primeira vez na minha vida me permiti acariciar a costa da mão de Yukino, ouvir sua voz e apreciar de verdade esse tipo sonho, pela primeira vez.

P.O.V. Law

Dormir na enfermaria não é assim tão ruim, pelo menos não depois do sonho que tive, foi estranho de mais, vi Yukino-ya e o Roronoa-ya falando sobre o passado dele, ela cantou tão maravilhosamente que acabei apreciando tanto que tive uma milagrosa boa noite de sono, o que é raro, não é a toa que eu tenho essas olheiras.

Assim que abri os olhos com a luz da manha decidi levantar, entrei no banheiro e fiz minha higiene e como estava tudo calmo do outro lado da enfermaria supus que os outros ainda estavam dormindo, abri a porta e fui até o mastro me sentar pra apreciar mais uns poucos minutos de paz, olhei pra cima apreciando o céu que agora estava num tom azul cobalto, ouvi um pequeno barulho a frente e encontrei uma Yukino ainda dormindo na cabeça daquele leão/sol.

— ‘O que ela está ainda fazendo ali ? Nessa posição vai acabar caindo na água e não vai ser eu quem vai salva-la’.— pensei brincando e no mesmo instante ela se mexeu no sono e virou de forma que se desequilibrou do assento e ia de cabeça na água.

— YUKINO !!!! – gritei correndo pra onde ela havia caído – EIII ALGUÉM, RAPIDO !!! – fiquei desesperado e graças a kami Roronoa-ya apareceu na porta do quarto com cara de sono.

— Ei Trao para de gritar, o que....Ué cadê a Yukino ? – perguntou vendo a ausência da mesma na parte da frente do barco.

— RAPIDO ELA CAIU NA ÁGUA ENQUANTO DORMIA. – gritei e foi mais do que suficiente pra ele correr tirando a blusa e pular no mar com uma expressão tão desesperada quanto a minha, demorou uns 30 segundos até ambos submergirem e Yukino ainda estar dormindo como um anjo.

Assim que transportei os dois de volta pro navio vi os demais correrem pra fora dos quartos por causa da gritaria, depois que expliquei tudo fui até a Yukino-ya ver se ela estava bem. Pelo menos estava com os batimentos cardíacos normais e a pele só um pouco gelada, ainda sim continuava dormindo que uma beleza, mas assim que terminei de verificar se ela estava bem a mesma abre os olhos lentamente.

— Nyaaannnnn... – se espreguiçou depois olhando em volta – Ah ohayo minna....hm ? Porque estou molhada ? Zoro, porque está molhado ? Law que cara é essa de ‘vou te matar’ ? Fiz algo errado ?

— Nada além de ter sido imprudente e ter caído sozinha no mar. – falei com a voz visivelmente irritada, Yukino-ya encolheu mordendo o lábio inferior.

— G-Gomene, a noite foi longa, eu avisei que ia ficar difícil pra mim acordar, não avisei ? – arregalei os olhos assim como Roronoa-ya – Eu falei no sonho de vocês que como estava meio descontrolada dos meus poderes da Hikari Hikari no Mi eu ia ficar exausta pela manhã...Ahhh meu olho esta incomodando, droga de água salgada. – disse coçando o olho esquerdo.

— E-Espera aquilo foi um sonho, não foi real. – falei olhando pro espadachim que assim como eu, me olhava espantado.

— Espera ai, com você também Trao, eu...eu lembro te ter te visto no meu sonho, mas.....foi mesmo real ?

— Foi e eu falei que era, mas como ninguém escuta o que eu digo já esperava essa reação. – suspirou levantando do chão e vendo a cara de desentendimento do resto da tripulação – Sanji pode fazer alguma coisa quente ? Estou morrendo de frio, acho que vou tomar um banho, vocês vem, Nami, Robin ?

— Você vai explica tudo lá mocinha. – ordenou Nami-ya sorrindo – Ah também vou querer Sanji-kun. – pediu assim como Robin-ya e estraram numa porta que dava pro corredor do banheiro – Ah vem também Chopper-kun. – o medico negou e foi buscar algum remédio para uma possível gripe.

— Hayyyy Nami-swannnn ~. Agora expliquem essa historia de sonho de vocês. – pediu/ordenou Sanji-ya serio e suspirei explicando tudo, já que o espadachim não diria nada pro cozinheiro e isso ia acabar me dando dor de cabeça – O que ? Você tiveram o mesmo sonho com a Yukino-chan ? Então pode ser verdade o que ouviram lá, foi obra da Hikari Hikari no Mi, lembram que ela disse que essas frutas tem habilidades bem diferenciadas.

— É, eu já estava supondo essa questão, então foi tudo real mesmo, tudo o que ela disse. – murmurou Roronoa-ya olhando pra suas inseparáveis espadas e devia estar lembrando do que a Yukino-ya falou pra ele no sonho – Até que ela tem bons concelhos.

Depois disso Sanji-ya se deu por vencido e foi cozinhar o café da manha, no meu caso não consegui fazer nada porque Mugiyara-ya ficava me perguntando como o Bepo pode falar se ele é um urso, sendo o mais educado possível, ignorei o menor, que assim que viu que não ia conseguir nada comigo, foi até o ninho do corvo pra perturbar o Zoro-ya.

Yukino saiu do banho depois de uns 20 minutos, estava com uma blusa amarela que caia no ombro esquerdo e um short jeans, quando saiu com os cabelos presos num rabo de cavalo alto me olhou diretamente e veio na minha direção, por algum motivo meu peito bateu com força, mas controlei assim que ela chegou.

— Ei Law obrigada por me salvar hoje de manhã, vou agradecer ao Zoro também, mas você o avisou, por isso arigatou. – sorriu mostrando os caninos mais afiados e se inclinou pra me dar um beijo na bochecha que me deixou paralisado de surpresa – Hahahah, sabia que você fica uma gracinha vermelho ? – saiu antes que eu pudesse retrucar.

P.O.V. Zoro

Estava treinando no ninho do corvo como sempre, peguei meu inseparável peso de 1 tonelada e passei a fazer o exercício de agachar e pular.

— 200, 201, 202, 203, depois vem...ahhh ? Ah começa tudo de novo, 1, 2, 3....

— Você se dedica mesmo né. – parei quando ouvi a voz da Yukino subindo.

— É o mínimo que posso fazer pelo capitão e pra me tornar o mais forte espadachim. – com certeza meus olhos brilharam com minha aspiração, mas Yukino não riu nem nada só me encarou, enquanto colocava o peso de lado e pegava uma toalha, sendo que nem suei ainda – Mas e então o que veio fazer aqui ? Eu pensei que o Luffy ia te chamar pra brincar com ele e conversar, sabe ‘coisas de irmão’.

— Hahahaha, eu vim aqui antes disso, mas não duvido nada que ele vá fazer isso, meu ni-chan é animado e acho que todos que o conhecem acabam atraídos pela luz dele. – falou com o rosto calmo e uma expressão cálida – Mas bem, vim agradecer por hoje de manhã. Você se molhou por minha causa, desculpa por isso.

— Não por isso, mas tome cuidado na próxima vez e... – encarei aqueles esmeraldinos tão límpidos, pareciam até lentes – Como fez aquilo de entrar no meu sonho ?

— Ah é uma nova habilidade que descobri. – ‘nova ?’ – Eu durmo e se alguém perto estiver tendo algum tipo de pesadelo eu sou levada pra lá, só que ainda não sei controlar isso, no caso de ontem foi você e de alguma forma o Law também estava, acho que também estava tendo um pesadelo e acabei juntando os dois em um só. Sou estranha né ? – perguntou com um sorriso, mas vi que estava chateada.

— Na verdade não. – vi surpresa em seus olhos – É que se for comparar com o grupo que esta reunido aqui você até que é normal, então não se preocupe com isso e até um aviso, quanto mais estranho você for mais o capitão vai gostar, já vi de tudo o que ele queria colocar no bando e foram todos estranhos a 1000.

— Hahahahaha....não sei quando ele pegou essa mania, mas de todo o jeito obrigada, por isso e por hoje de manha. – falou vindo até mim e me dando um beijo suave na bochecha – Hahahahah....quando vocês homens ficam vermelhinhos assim é ainda melhor....hahahahha.

P.O.V. Yukino

Não sei o que falar, mas esses dois estão muito estranhos mesmo, ficaram vermelhos só por causa de um beijo na bochecha....rsrsrsrsr, mas ainda sim fico curiosa com o porque Law e Zoro estavam no mesmo sonho ontem, ainda é difícil mesmo controlar essa habilidade, na primeira vez que isso aconteceu acabei piorando o pesadelo de um marinheiro que no final ficou com problemas mentais sérios e me assustei mesmo, isso aconteceu quando eu dormi numa arvore e um grupo de marinheiros acampou perto de mim sem me perceber.

O marinheiro estava tendo um pesadelo com a família que havia sido morta quando ele estava na Red Line, o rapaz tinha vindo do South Blue e tinha pais, mulher e filhos o esperando para quando voltasse, mas a ilha foi devastada por piratas e ele estava vendo seus filhos em mãos. Como eu não tinha ideia do que estava acontecendo não fiz nada, o homem me olhou pedindo ajuda e eu fria disse que não podia ajuda-lo pois aquilo tudo não tinha volta, a criança já estava morta, o marinheiro então perdeu a sanidade começando a gritar e acordei vendo o mesmo rapaz sendo sedado pelos amigos e no fim acabou totalmente abalado, mais do que suponho já ter estado.

Sim a vida é cruel e não sou eu que vai mudar essa realidade, não tenho sentimentos para com quem não conheço, mas com meus companheiros vou tentar ser mais humana, tentar ver o mundo que não me foi permitido ver durante mais de 2/3 da minha vida e vou fazer tudo isso aprendendo também mais sobre meus poderes, sobre mim mesma e entender o motivo deu ter vindo a esse mundo, o porque deu ter nascido.

— Ei tudo bem ? – fui tirada de meus devaneios pela voz de Robin, só balancei a cabeça em afirmativa – E então, não vai contar pros outros sobre....bem você sabe ?

— Isso é irrelevante, não tem porque comentar. – falei tirando uma mexa dos olhos.

— Não vou te forçar a nada, mas se quiser falar mais sobre aquilo do banho pode contar comigo. – falou sorrindo e saindo da cozinha, mas parou na porta me olhando – E acho lindo seus olhos, parecem pedras preciosas. – ela deu-me um sorriso e me pus a retribuir.

— Arigatou. – falei vendo Robin sair da cozinha.

É verdade, o que ela e a Nami viram no banheiro são coisas que eu realmente não me importo dos outros saberem, mas não posso simplesmente dar as costas pra o que me fez toda essa dor e já estou ficando claustrofóbica nessa cozinha, mesmo com a porta aberta, não....não aguento....é...sufocante.

— Tenho...que sair...daqui. – levantei rápido, tinha entrado só porque vi a Robin, mas realmente não consigo ficar mais do que 5 minutos, é meu máximo. Consegui sair mesmo que o mundo ainda girasse a minha volta, me encostei um pouco no batente de fora e respirei fundo, ouvi a voz de Chopper e Usopp brincando lá em baixo no balanço, e Luffy resmungando que não tinha peixe pra pescar hoje. Tentei concentrar minha atenção no som do mar, só nisso....me acalmando.

— Ei tudo bem ai ? – abri os olhos vendo que Nami estava do meu lado me olhando preocupada – Kami você está pálida, espera que vou chamar o Chopper. – antes dela sair segurei seu braço balançando a cabeça – Mas....

— Tudo bem, já estou melhor. – sorri levantando o troco que deixei curvado no batente – É que fiquei mais de 5 minutos na cozinha.

— Mas você não ficou assim no banheiro.

— É porque ele era mais espaçoso, mas agora já está bem já respirei um pouco. Mas Nami quanto tempo até chegarmos na ilha que estão os demais piratas do coração ?

— Provavelmente a qualquer momento veremos a ilha, mas estou preocupada com o Law, não recebeu noticia a 2 dias, deve estar bem preocupado.

— Sim. Então, vou descer um pouco e falar com o Brook pra tocar uma musica.

— Oh, escolha uma boa. – ri fraco e desci ainda meio tonta, mas bem melhor que antes.

Assim que desci percebi o Law encarando diretamente o mar, parecia perdido em pensamentos e fiquei pensando o que ele estaria se perguntando.

— Yohohoho.....Oh Yukino-san o que lhe devo a imensa presença ?

— Yey Brook, pode tocar uma musica bem alegre, quero tentar uma coisa pra animar um certo pirata. – sorri piscando e apontando pra trás onde estava o Trao.

— Claro que sim, algum pedido especial ? Vai se uma honra ouvi-la cantar. – corei um pouco, mas era pra animar o Law só isso, falei somente os acordes e o ritmo da musica – Yohoohoho....bem bonita essa melodia.

— Arigatou. – agradeci e sentei ao seu lado enquanto Brook tocava uma melodia animada e rápida, rapidamente chamando a atenção do Luffy na beira do barco.

‘Tudo começou com uma pequena luz,

Porque não ver esse vasto universo que se criou desse pequeno milagre ?

Está tudo bem! Seguiremos em frente. Sempre carregaremos o sol em nossos corações

Se juntarmos nossos esforços, tudo se tornará realidade.

Se pudermos transformar a canção dos pássaros que migram para uma canção de coragem,

Poderemos voar livremente mesmo que não tenhamos asas.

Faremos esse céu instável ser nosso amigo, também!’

Cantei balançando minhas pernas e quando o tom da musica foi abaixando senti minha cabeça latejar com uma lembrança.

“– Está tudo bem Jinny, vamos sair daqui eu te prometo.

— Mas Nee-chan eles pegaram o Griel e amanha é o dia do treinamento, eu não quero ir, não consigo mais nem andar, não quero ver aquelas coisas de novo.

— Não se preocupe, lembra a 00 (Zero) sempre esteve aqui, ela ainda esta, mesmo depois de 5 anos. – a menina uns 8 anos, cabelos azuis e olhos da mesma cor tentava confortar o garotinho de uns 3 com as madeixas longas em tom dourado, mas os olhos iguais a da irmã.

Assim que o comentário foi solto todas as 20 crianças que ainda estavam presentes na cela olharam para através das barras de metal, até o outro lado de um pequeno corredor de uma única porta, onde via-se outra cela, só que menor e com mais uma porta após essa, feita de um metal pesado e com uma fresta de baixo da porta com um pouco de luz de uma lâmpada do outro lado. Dentro da cela estava a chamada 00, a menina estava sentada num canto como uma boneca, os olhos vazios, a pele branca nunca tocada pelo sol, os olhos misteriosos escondidos por trás da franja negra. Usava a mesma roupa que os demais da cela a frente, um vestido rasgado branco, só que mais cheio de sangue que os dos demais.

Quando um silencio se adornou no local a porta do corredor entre as duas celas se abriu revelando um homem alto de uns 40 anos, trajava uma bata branca, mas lotada de sangue ainda fresco, sabiam de quem era, pois a algumas noites anteriores, o mesmo homem havia entrado na primeira cela e pegado um menino de 10 anos, Gril, e o levado para a porta de onde havia saído.

Lá as crianças sabiam, após aquela porta se encontrava um enorme espaço, onde ao ver era toda cheia de pilastras vermelhas, o lugar queimava de tão quente, a esquerda dessa porta, antes das escadas a frente que levava para baixo no lugar cheio de fogo, tinha uma sala, esta que os cientistas ficavam e viam todo o progresso dos pequenos por uma janela, as vezes jogando uma bomba de gás ou uma elétrica para ‘incentivar’ o treino.

Esse que era uma espécie de ‘jogo’ de sobrevivência, as crianças eram colocadas naquele inferno onde tinha colunas altas e eram trancadas lá, logo os cientistas soltavam criaturas resultantes de mutações que as perseguiam, por incrível que pareça mesmo que uma criança estivesse com serio risco de vida ela não era morta, essa era as ordens para feras, nunca matar as ‘cobaias’, mas mesmo assim os ferimentos, os cortes, os pedaços do corpo que não podiam mais voltar, tudo era aceito sem restrição.

O que as demais crianças não sabiam era da segunda porta a direita daquele inferno, ela dava diretamente atrás da porta da cela 2, lá eram realizados os experimentos, ou tortura como quiser chamar, porque tudo o que os cientistas precisavam era de uma única criança compatível com a Angel no Mi, e não podiam desperdiçar nem ela, nem as outras Akumas no Mi em ‘qualquer cobaia’, mas como o ‘experimento 00’ conseguiu sobreviver os 5 anos de sua vida na mesma rotina que crianças até mais velhas não resistiam a 1 semana, mesmo com as torturas e o jogo, tinham quase certeza de que seria ela a cobaia chave.

— Hoje será o experimento 15. – falou o cientista com a voz grossa e fria – E não se preocupe, nunca mais precisara se preocupar em sair daqui.

— NÃO, DEIXE MEU IRMÃO, ME LEVE, ONEGAI....MEU OTOUTO NÃO. – gritava a menina de cabelos azuis chorando desesperada puxando a bata do cientista.

— ME LARGA SUA DESGRAÇADA. – deu-lhe uma bofetada forte, fazendo com que um filete de sangue saísse de sua boca e nariz, quando caiu no chão assustada e ouvia os gritos do irmão que era brutalmente levado.

— ONE-CHAN...ONE-CHANNNN....ONE-CH… – e a porta se fechou com o grito inacabado.

— Griel, Jinny. – murmurou a menina caída no chão em desespero sendo abraçada pelos demais pequenos na mesma condição, haviam perdido amigos, irmãos, sidos tirados a força de suas famílias e agora viviam nesse inferno – 00 PORQUE, PORQUE VOCÊ CONSEGUE SOBREVIVER, PORQUE SEMPRE CONSEGUE VOLTAR, VOCÊ NUNCA NOS DISSE O QUE TEM LÁ, NINGUÉM NUNCA VOLTOU, VOCÊ SIM....RESPONDA 00....responda.... – pediu num tom baixo chorando sem chão nas mãos de outros meninos e meninas de 3 a 14 anos.

‘Um pássaro canta alto no céu, uma estrela nova surgiu’ Cantarolou a criança solitária na cela 2, os demais se calaram e até pararam de chorar somente para se esforçarem pra escutar a voz fraca e poucas vezes ouvida da menina boneca, que tinha a voz quente e calorosa, mesmo que vivendo a mais tempo que todos naquele inferno.

‘Um grito a noite é ouvido a esperança se perde, mas quando se liberta a alma, essa vida se reverte

Escute príncipe, a noite se afasta e o dia tempestuoso volta, e como sempre o sofrimento também

Não morra até o dia desejado, a morte virá com certeza, mas depende de como você a encara, my angel, que será sua destreza.’

— 00. – a menina falou com o tom de voz choroso, mas mais calmo, aquela noite enquanto todos dormiam mais uma vez Zero escutou, sempre escutava por ficar perto da porta, sempre ouvia os gritos de dor de cada criança que por ali passava, escutava as suplicas de socorro, os gritos de agonia e dor, os pedidos de desculpa, mesmo que sem motivo pois não haviam feito nada, tudo era ouvido, cada som de carne sendo cortada, cada membro que caia ao chão, o som do sangue a se espalhar na tão familiar mesa de metal fria, cada grito das crianças até o som cessar e só restar os lamentos de mais uma ‘cobaia inútil’ dos cientistas, o cheiro de sangue entrava através fresta da porta, o som do cadáver sendo jogado numa outra sala, onde as outras 15 crianças agora descansavam em seu sono eterno.

E a menina de 5 anos continuava parada, silenciosa, acordada a escutar tudo sem manifestar uma única alteração em sua expressão vazia, somente uma única lagrima derramada de forma límpida e clara que caia pelo seu olho esquerdo, e essa foi a 16° lagrima que soltou em toda a sua vida até aquele momento.

‘Um pássaro voou bem alto cantando uma canção, essa dedicada a mais uma estrela que entrou em ascensão’ E assim fechava os olhos esperando mais uma noite e mais um dia sem que conhecesse o verdadeiro significado de se viver.”

Notas finais
Primeiro de tudo.....essas musicas não existem, eu que escrevi as poesias e tal para ficar mais a cara da fic, e vou continuar fazendo até....não sei, pelo menos até agora eu estou fazendo assim ^^ Segundo.....Tenebroso né *-*, tadinha da Yukino, mas isso é só o começo ¬u¬....hehehehhe. Comentarios ? QUERO COMENTARIOSSSS !!! ^~u^~ Kissus doces lindas e lindos e até o próximo capitulo >3< P.s. não gosto do carnaval, mas pra quem curte....bom carnaval *-*