Notas iniciais
HEEY!

Escuro. Era só isso que Susan via em seu quarto. Seu padrinho em um ato de raiva pela rebeldia da garota á trancou ali, embora ele compreendia de tal forma que isso era um castigo, mas para Susan não era, ela encarava isso como um premio, já que ali estaria livre das ordens do padrinho que tanto desejava a morte, poderia parecer pensamentos muito psicopatas para uma criança de 10 anos ela tinha razão quando pensava nisso já que o mesmo fazia de tudo para tornar a vida da garota parecer ser inspirada em filmes de tragédias onde uma garota que desde que se conhece por gente é uma órfã mas não tem qualquer informações sobre seus pais, e que vive com algum familiar que a odeia. Mas sua vida mesmo que pareça não é nenhum filme.
Susan ia passando cada dia carregando os olhos mais tristes que alguém poderia ver, eram um tanto ofuscado pelos óculos de armação retangular, eram negros da mesma cor que uma ônix, como túneis vazios mesmo que ninguém acredite, um dia aqueles olhos já foram como duas estrelas em um dia sem nuvens. Cheios de brilho.
Apesar de ser o cumulo da anormalidade como seu padrinho em sua breve consciência dizia, Susan gostava de sua aparência. Mesmo que não seja nem um pouco normal uma menina de 10 anos ter cabelos azuis que pareciam brilhar em contado com a luz e um curioso pircing no lábio inferior.
Mesmo que a menina procure em sua mente, nunca conseguia lembrar de algum dia ter pintado o cabelo, ou de até mesmo de por um pircing, mas era assim sempre que tinha alguma emoção forte seus cabelos e até mesmo olhos mudavam de cor, nunca entendeu isso mas também nunca parou para pensar...
Só se lembrava do primeiro dia em que teve que tentar explicar para Thomas — a menina só de lembrar desse nome uma forte tristeza lhe tomava, Thomas foi quem cuidou da mesma com tanto carinho que ás vezes, não conseguia segurar impulso de o chamar de pai, mesmo nunca sabendo seu parentesco com ele, até o dia em que um acidente o tirou a vida, deixando Susan para á própria sorte aos 8 anos com seu padrinho —, porque de chegar em casa com um cabelo azul e um pircing na boca.

*flashback*

Susan lá com seus 7 anos e meio, caminhava em um parquinho pensando em qual brinquedo poderia ir primeiro, até que viu um balaço vazio, apertou o passo para chegar primeiro, mas alguém interrompeu seu caminho.
—Hey garota, pode ir procurando outro brinquedo! — disse um garoto de cabelos vermelho-escuros arrepiados e olhos azuis claros que aparentava ter 10 anos.
—Mas eu cheguei primeiro! -protestou Susan.
—Não importa.
Susan ficou com tanta raiva, mas não notou seus cabelos se tornarem azuis e um pircing surgir. Fazendo o menino arregalar o olhos. Mas antes que Susan retrucasse outro garoto apareceu.
—James, deixa a menina em paz.
—E se eu não quiser? — lançou um olhar desafiador.
Mas o olhar do outro se tornou de desdém.
—Eu conto pro Papai... — ameaçou.
—A quer saber? Fique a vontade para usar esse brinquedo menina do cabelo azul — e James saiu correndo como se fôssemos o contestar-lo.
Susan se virou para o garoto e ficou um tanto sem palavras para sua beleza. Cabelos negros com uma estranha mecha branca, mas não tanto quanto os olhos de Susan, que assim como os de James era arrepiados para lados diferentes, e olhos com um tipo de heterocromia que tornava um olho verde-esmeralda e o outro verde-azulado belíssimos. Pelo jeito não fui tão discreta pensou Susan, ao ver as bochechas do garoto se avermelharem com o olhar da garota, mas o mesmo também não pode deixar de reparar na beleza exótica que agora a menina exibia, cabelos azuis forte com algumas mechas roxas, olhos tão negros e infelizes que por um momento ele mesmo se sentiu triste, e um pircing no lábios vermelho sangue, ela era realmente muito bonita e pelo jeito era bruxa da forma em que seus cabelos mudaram de cor, mas melhor não comentar sobre isso Albus pensou.
—Er... Ola sou Albus.
—Sou Susan.
E os dois sem mais nenhuma palavra seguiram para os balanços, ficaram assim, dias se passavam e poucas palavras eram trocadas entre os dois, que apenas passavam as tardes aproveitando a compainha do outro, e nessas poucas palavras apelidos como: Floquinho — Albus não contou o porque desse apelido — e Smurf — por causa de seu cabelo azul -, eram comum entre eles.
Até o dia em que o padrinho de Susan comprou uma nova casa, tendo assim que levar a menina junto. Albus naquele dia queria contar algo para a menina, mas não pode. O moreno se lembrava das vezes em que pensava oque poderia fazer para levar alegria aos olhos tristes de Susan, mas não sabia que apenas sua companhia a deixava de tal forma feliz.
E desde então nunca mais se viram.


*flashback off*

A menina balançou a cabeça tentando espantar tais pensamentos, em quanto olhava o calendário que estava em cima de uma escrivaninha e paralisou.
29 de Agosto.
Seu 11° aniversário.

Era muito comum para Susan passar aniversários isolada em seu quarto já que isso era muito melhor do que estar ao lado do horrível padrinho, ainda se lembrava do dia em que o mesmo chegou bêbado e tentou violar sua inocência mas conseguiu escapar dando um chute no local onde mais dói em um homem. Ouviu a campainha tocar mas nem se mexeu tinha certeza de que o Matias seu padrinho não abriria exceção no seu castigo por alguma visita inesperada.

Bem, era oque ela pensava até a porta ser aberta com força e a cara rabugenta do citado aparecer e dizer:

—Levante aberração! Você tem visitas.

—Visitas?

—Você é surda ou oque? Levante logo e vá ver quem é.

Estava tão curiosa que levantou em um pulo, ao chegar na sala deu de cara com uma senhora de meia-idade com um chapéu pontudo roxo, cabelos em um coque apertado que pouco denunciava seus cabelos com mexas brancas.

—Olá sou Minerva McGonnagal.

(...)

Notas finais
Vale a pena continuar? Voces decidem!
Bjos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.