The Birth Of Star
2 Capitulo 2- O Acidente
Notas iniciais
CAPITULO 2 — ACIEDENTE
Eu já estava acostumada com a rotina ate a remuneração melhorou depois que eu entrei no sindicato dos atores tudo ia bem, cansativo como sempre estudando quando dava e às vezes no intervalo do trabalho. eu nunca pensei nem se quer cogitei ou nos meus mais remotos sonhos que isso fosse acontecer comigo. Era primavera e como todos os dias, eu me levantei, coloquei a chaleira no fogo e fui tomar banho e como todo dia Brad levantou e terminou de preparar nosso café agente se tratava de forma engraçada quem visse juraria que éramos casados:
-bom dia querido, dormiu bem!
-bom dia meu amor, dormi e você?
-como uma pedra.
-então o que temos pra hoje? Perguntou B distraído lendo uma revista de fofoca.
-vou ao estúdio Gates apareceu um trabalho como sempre eu não faço a menor noção do que seja a agencia me ligou ontem à noite.
-vai de bike?
-é claro eu tenho outra opção? falei erguendo o ombro. -você ta precisando de um carro com urgência.
-eu vou comprar um quando eu puder pagar as prestações, por enquanto vou com a minha querida companheira. Eu observei a revista e o fitei por um instante com um olhar de reprovação. ”o que foi?” perguntou ele depois de um minuto.
-não sei como consegue ficar lendo isso. disse com cara de nojo olhando pra revista.
-eu preciso estar bem informado. Disse ele com ar de homem serio, eu logo rebati.
-então compra um jornal. falei rindo.
-engraçadinha! ele falou fazendo careta pra mim, mas eu continuei.
-a maioria das coisas que estão ai é pura invenção, mentiras deslavadas mesmo; você gostaria de ver seu rosto estampado em uma capa e embaixo uma mentira suja e descarada?
-meu amor desde que a foto fosse boa. Ele rebateu com tom zombaria.
-ainda bem que eu te conheço melhor que isso. eu ri. Com Brad sempre era assim. Não me lembro de passar mais que cinco minutos discutindo com ele; a pior foi quando ele resolveu largar de vez a universidade, mas também logo terminou, ele é a melhor pessoa que eu conheço menos quando resolve levar seus ‘rolos’ pra casa sem avisar o que raramente acontece devido ao trabalho e por que eu briguei depois de ter ficar uma hora sentada na escada do nosso andar sem poder entrar.
-vou te dar uma carona não tenho nada pra hoje. Ofereceu.
-que milagre é esse? falei surpreendida e divertida.
-pois é to começando a acreditar em milagre. Falou ele divertido. Acabei meu café e peguei minhas coisas pra sair coloquei a bike no suporte e entrei no carro, nos levou quarenta minutos pra chegar ao estúdio como sempre fomos avisados pra entrar pelos fundos ele estacionou eu pulei pra fora e tirei a bike do suporte.
-Te vejo mais tarde. Se despediu Brad.
-ta bom, obrigado. Eu entrei pela cancela aberta e dei de cara com a fila pra entrar, eu já estava acostumada com aquilo tudo, mas nunca me deixou de entediar ouvir aquelas instruções todas as vezes:-não incomode a produção, nunca se dirige a qualquer pessoa da direção sem ser chamado e lembrem-se nunca fale com o elenco, nunca fale com os atores, fotos autógrafos e qualquer coisa do tipo são estritamente proibidos, caso aja de modo não autorizado ou espertinhos que tentarem prolongar seus minutos serão devidamente dispensados e a agencia advertida ou seja não trabalharam mais na área, agora vão provar seu figurinos. Eu já tinha ouvido aquilo tudo milhares de vezes e ainda sim não deixava de me aborrecer sempre achei que merecíamos mais consideração, o que seria dos filmes sem pessoas nas ruas, sem convidados nas festas? Por isso toda vez que eu me vestia fazia questão de encarnar a personagem, mesmo que sem roteiro ou fala dessa vez eu seria uma camponesa às vezes eles nos chamavam por números e figurinos neste caso eu era camponesa numero 3. A gravação levou três horas e eu tinha que almoçar pra poder ir pra faculdade; eu saí apressada e montei na bicicleta já de capacete e joelheira, não queria me atrasar o Ted`s servia o almoço sempre um pouco mais cedo que o normal e se tinha uma coisa que não abria mão era de comer lá, na minha pressa esqueci da proteção do cotovelo e saí pedalando rápido foi quando um carro apareceu do nada com pressa também eu só senti o impacto me atirando no chão com muita força eu acordei um pouco desnorteada com alguém colocando um colar cervical no meu pescoço.
-O o que esta havendo? Tentei saber ainda atordoada com o barulho da sirene no meu ouvido.
- Olá, moça pode me dizer seu nome? Um homem de roupa azul escura falava comigo, mas eu não o conhecia.
-me, meu nome?
–sim seu nome, consegue me dizer?
-a Amanda Winner
- ok, Amanda eu sou doutor Miller você sofreu um acidente se lembra de alguma coisa?
-na, não
-tudo bem, estamos te levando pro hospital. Quando entrei no hospital ainda não conseguia entender o que tinha acontecido direito, mas dei o telefone de Brad pra eles, eu já estava no quarto quando ele apareceu ansioso e preocupado.
- oi, você ta bem? Preocupação dominava sua face.
— to só... Um pouco tonta, o que te disseram que aconteceu? ”
- parece que o carro não olhou direito na hora de sair e você também não tava de vagar, o carro te acertou e te arremessou no chão com muita força, eu vou te contar você tem uma sorte e tanto não quebrou nada, torceu o tornozelo e tem um corte no coto velo fora isso e alguns arranhões ta ótima.
- tanto melhor, já basta os dias de molho sem poder trabalhar, isso sim é uma droga. Reclamei emburrada.
- A mulher, a motorista ta ai fora ela quer falar com você, mas eu achei melhor perguntar pra você antes.
-tudo bem deixa entrar a culpa não foi só dela, foi minha também. B não concordou muito comigo, mas foi buscar a mulher, voltou logo depois com uma mulher magra de pele quase transparente e olhos claros, baixa estatura e cabelos loiro dourados. Ela andou até perto da cama e olhou pra mim.
-boa noite, como se sente?
Notas finais
beijos e se der amanhã eu posto outro.
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