Notas iniciais
Oiee! Aqui está o capítulo 2!

(POV Rapunzel)

Era muita coisa pra eu engolir! Meus pais repousaram suas mãos em meus ombros, tentando me consolar.

– NÃO! – Nem sei porque gritei isso. O corpo de Jose, ali estava, jorrando sangue, um sangue vermelho escuro, era o sangue mais puro que já vi. Parecia cintilar e brilhar, dançar alegremente. Mas era de alguém morto. Meu marido morto. Jose Bezerra morto.

– Vamos preparar o velório, minha filha... – Disse meu pai, quase sem reação, mas sua expressão parecia o mais triste possível. Minha mãe desmanchava-se em lágrimas, seu genro havia morrido em seu aniversário. Era muito inacreditável, as minhas lágrimas também despencavam como cataratas ao chão.

– Não... – Eu disse em resposta ao meu pai, que se espantou com a minha escolha – Não precisa de velório, enterrem o príncipe rapidamente! Amanhã de manhã irei sair a uma missão...

– Que missão, minha filha? – Meu pai me perguntou. Levantei um frasco fechado com uma parte da nuvem que o cavalo de sombras havia deixado. A nuvem se contorcia e bati na tampa do frasco pra sair.

– Essa coisinha vai me guiar até o assassino do meu marido! – Eu disse confiante, mesmo sem saber ser ia dar certo.

Durante a madrugada enterraram o corpo de Jose Bezerra de Corona, o príncipe de nosso reino... O meu grande amor... Sem muita cerimônia, o reino não ficou sabendo, tentei dormir durante toda a noite, mas não consegui. Desci até a cozinha do castelo e liguei a luz, não havia ninguém e o pote com a nuvem que eu havia deixado na mesa da cozinha estava quebrado no chão, sem nada dentro, o assassino devia ter voltado pra libertar seu cavalo. Argh!

– Que droga... Vou sair nessa missão assim mesmo! Eu quero e vou achar a pessoa que matou Jose! – Fiz uma pequena trouxinha com laranjas, maçãs, cantis de água e barrinhas de cereal, além da espada do falecido príncipe. Como estava inquieta e não consegui dormir, resolvi partir, precisava escrever um bilhete aos meus pais e explicar tudo...

Mãe, Pai, caros rei e rainha de Corona

Não consegui adormecer na noite que se passou, então, arrumei umas coisas e resolvi partir em uma missão pra encontrar o assassino de Jose, fui com Maximus, não sei quando volto e nem pra onde eu vou, então não esperem notícias e façam o possível pra não preocupar-se.

Sua filha, a princesa de Corona, Rapunzel.

Deixei a carta em cima da mesa da cozinha.

Acordei Maximus com o cheiro de uma maçã que ele logo mordeu e depois a engoliu.

– Muito bem garoto, descansou? – Perguntei acariciando-o. Maximus me olha com uma expressão estranha. Uma sobrancelha arqueada e a outra abaixada, parecia irritado – Qual é!? É pelo Jose! – Montei em cima dele e em um relincho lindo e nada animado, corremos pro portão. Droga! Maldito contra-tempo! Os guardas bloquearam o portão.

– Aonde vai, princesa? – Disse o primeiro guarda.

– Dá licença!? – Disse autoritária.

– Princesa, não pode sair a essas horas, seus pais sabem disso? – Perguntou o segundo guarda.

– Sabem sim... – Tentei avançar com Maximus, mas eles colocaram uns machados na frente do portão – O que é agora!?

– Não sabemos se seus pais realmente sabem de sua ausência no reino. – Disse o primeiro guarda.

– Estão duvidando de minha palavra? – Perguntei como se fosse a coisa mais absurda do mundo, mas não era, eu estava com medo de não conseguir ter razão e só partir de manhã.

– Não Alteza, com certeza não... – O segundo guarda falou.

– Então deixem-me passar! – Eu já estava praticamente gritando às duas da manhã. Os guardas se olham, acho que procurando mais um motivo pra não me deixarem passar, então saíram do caminho, mas não abriram o portão.

– Mas Princesa, antes precisamos que grave um vídeo pros seus pais, dizendo que você quis ir e que nós tentamos impedi-la, se não a culpa vai pra gente! – Falou o primeiro guarda, e ali, em frente ao portão do reino, o segundo guarda focou uma câmera no meu rosto.

– Mãe, sou eu, a Rapunzel! Os guardas tentaram me impedir, mas eu os enfrentei, então eles finalmente me deixaram partir! Já viram o bilhete na cozinha, eu acho, né? Então, não culpe os guardas! –Eu disse enquanto abria o portão e Maximus se preparava pra sair. O guarda dois terminou a gravação.

– Que papo é esse de bilhete na cozinha? – O segundo indagou.

– VAI MAXIMUS! – Rapunzel gritou e o cavalo branco deslumbrou-se e correu pra fora do reino, e então, quando ultrapassou as fronteiras de Corona, ele parou, Rapunzel caiu no chão propositalmente, e caiu como se fosse fazer um anjo na neve, só que naquela grama úmida, fria e escura. Deu uma risada e me virei pro lado. Não vi Jose. Fiz uma expressão séria e lembrei-me da minha verdadeira missão.

Subi em cima de Maximus. Respirei fundo, não sabia pra onde ir. Guiei o cavalo até um rio próximo dali, que eu sabia onde era. Foi quando me arrependi de não ter trazido um saco de dormir. Fiz uma espécie de ninho com folhas e grama, e Maximus ainda deitou-se ao meu lado, abracei-o, estava quente e aconchegante. Adormecemos.

Acordei, o rio estava lindo, com peixes saltando e espirrando água em mim. Levantei e dei uma mordida em uma laranja. Olhei para os lados, procurando Maximus. Ele havia capturado três peixes e estava tentando capturar mais.

– Já está bom, menino... – Acariciei-o. Deixei a outra metade da laranja na trouxa, e fiz uma fogueira com madeira e pedra. Demorou... – Sabe como fazer uma fogueira, rapaz?

Maximus pegou duas pedras e bateu uma na outra de onde saiu uma faísca mínima. Olhamo-nos como se tivéssemos tido a mesma ideia. Fizemos um montinho de madeira.

– Perfeito! – Exclamei. Começamos a riscar pedras umas nas outras, sempre com pequenas faíscas – Argh! Eu não sei fazer isso! Se pelo menos o Jo... – Ia falar do meu príncipe, mas decidi aceitar sua morte de vez e parar de tocar no assunto – Err... – Bati as pedras de vez e uma fogueira se estendeu pela madeira.

O cavalo relinchou alegre trazendo os peixes pra mim, arranjei alguns gravetos e montei uma espécie de churrasqueira. Os peixes estavam assando, enquanto eu e Maximus pulávamos no rio, decidimos tomar um banho. Então, Maximus posicionou-se ao lado de uma madeira oca que andava calmamente pelo rio e começou a fazer sons com ela batendo suas ferraduras nela.

– Ei! Isso dá uma música boa! – Exclamei pensando em rimas pra uma música que queria cantar.

Ah, se eu pudesse

Viajar pra um lugar distante

Esquecer os meus problemas

Só por um instante

...

Ah, se eu pudesse

Fazer o que eu quero

Mudar todo o mundo

A minha volta

Eu quero...

Eu quero...!

Poder ter esse poder

De mudar tudo que quero

De fazer tudo que quero

Viajar pra um lugar distante

Esquecer os meus problemas

Só por um instante

...

Maximus começou a dar batidas lentas.

Como eu queria, estar ao lado de quem amo

Sentada num sofá comendo pipoca e chocolate

Assistindo àqueles filmes de princesas e cavaleiros

Onde o monstro assassino os faz dar um beijo

Um beijo inesquecível...

Maximus bate na madeira mais rápido e mais alto.

Ah, se eu pudesse

Dar mais um beijo em meu amor

Com gosto de chocolate

Eu clamo por mais um período de louvor

E agora, onde estou!?

Assustada e determinada

Mas estou angustiada

Como um peixe numa água quente

Que só sabe se incomodar...

– Espera! PEIXE!? – Lembrei-me do peixe que assava ali. Eu e Maximus saímos correndo da água. Por pouco não queimava! Foi um peixe e meio pra cada um, comemos. Ah... – Então é isso que é ser independente? Eu adorei! – Caí na grama propositalmente. O sol radiava lá em cima. De repente, me deu uma sensação tão boa... Eu estava livre da minha mãe, do meu pai, dos mordomos, da responsabilidade de ser uma princesa... Eu finalmente estava em paz! Bem, onde estaria aquela criatura que matara o meu amor?

Montei em Maximus.

– Hora de partirmos – Disse autoritária. O cavalo olhou pra mim como se eu fosse uma estranha, eu mesma estava me estranhando. Maximus seguiu numa direção aleatória que apontei, na verdade nem foi tão aleatório, apontei pro Reino de DunBroch, será que algo parecido havia acontecido por lá!?

Notas finais
O próximo capítulo é da Merida, acho que fica pronto pra amanhã, é que ainda tenho lições de escola e complica, sabe :p
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.