The Big Four - The Fear Didn't Disappear
8 Encontro com... Breu.
Notas iniciais
P.O.V Jack
Tinhamos ficado sem o trenó, mas não nos importamos mesmo. O mais importante era ficarmos juntos e nunca nos separarmos, realmente nós necessitávamos uns dos outros. Sim, eu admito. Merida é uma boa compainha e atualmente ela é a mais forte, com o seu arco, que se tornou maior e de um vermelho puro.
– Como vamos sair daqui? — perguntei, pousando minha mão sobre a nuca.
– Bem, realmente ficamos sem o trenó, mas, acho que tenho uma ideia... — Norte respondeu, acariciando seu bigode de cor cinza.
– Hiccup, Banguela consegue suportar muito peso, né? — o velho pergunta.
– Claro! Pelos meus testes ele consegue suportar um dragão! — Hiccup responde orgulhoso.
– Muito bem, subam para Banguela! — todos ficam estupefactos, principalmente eu, nunca me atreveria a tocar naquela coisa, não é que tenha medo, mas... Aff, deixa para lá!
– Você está brincando, Norte! — grito, nervoso.
– Oh, a pequena Jackana Frist está com medo?! Hahahaha! — Merida diz, rindo como uma doida. Rapunzel e Hiccup se juntam a ela, fazendo as mais sonoras gargalhadas.
– Tenho a certeza que você também vai ter medo quando subir naquela coisa. — digo, confiante.
– B-bem... Aff, vamos logo! — a ruiva diz, consumida por nervosismo.
Todos subimos em Banguela, mesmo eu hesitando, Norte me empurra para o dragão de cor negra, a que me seguro fortemente, com medo de cair. Ele me lambe o rosto, e eu começo rindo. Talvez os dragões não são tão assustadores assim...
– Pensava que você não gostava de dragões, Jack! — Hiccup diz, com um ar suspeito.
– Acho que você está gostando mais de Banguela do que a Punzie! Tadinha dela, até que vocês dariam filhos fofos! — Merida brinca com Jack, o que faz Rapunzel corar extremamente.
– P-Punzie?! Filhos?! — Rapunzel diz, com sua cara vermelha.
– Gostei desse nome, Merida. Na primeira vez da vida você diz algo inteligente! — eu respondo, com um sorriso falso.
– Ta, ta! Parem com isso, meninos! Lembrem-se porque é que estão aqui... — Norte diz, tentando acalmá-los. Todo mundo se cala e Banguela começa voando, com ajuda de Hiccup.
– AHHHHHHHHHHHHHHHHH! — eu grito, abraçando Norte. Todos se riem incontrolavelmente, mas de repente, Banguela acelera e todos gritam, menos Rapunzel que fica apreciando a paisagem.
– Ei, Punzie, você não está nem um pouco assustada? — Merida pergunta, deixando de lado o pânico por um segundo.
– Eu?! Claro que não! Isso é incrível! Nunca tinha visto nada assim... — a loira responde, ainda apreciando o céu, que estava colorido por um lindo tom de azul.
– Você nunca tinha saido daquela torre, né? — Merida pergunta, com um tom um tanto sério. Após a ruiva pronunciar essas palavras, o sorriso que antes brilhava no rosto de Rapunzel desapareceu. Os seus olhos pararam de brilhar como antes e ela apenas se limitou a olhar para baixo.
– É... Eu nunca tinha experienciado isso. Desde que me lembro sempre habitei naquela torre, o único humano que era permitida ver era minha mãe, Gothel. — Rapunzel responde, com um ar triste.
– Que tipo de mãe é que tranca sua filha numa torre por toda a sua vida?! — Merida se revolta, o que faz o símbolo no seu pulso incendiar. Sim, seu pulso estava em fogo. Incrível.
– M-Merida, olha isso... — o Viking fala, assustado.
– Ah! — ela grita, avistando o seu pulso.
Eu e Rapunzel apenas ficamos olhando, boquiabertos. Realmente Merida tinha muito poder, será que todos seriamos tão poderosos assim quando revelássemos nossos poderes?
Norte pegou numa garrafa de água que tinha no bolso e atirou no braço da ruiva.
– Você tem que se controlar, Merida. Se não conseguir dominar seus poderes eles podem controlar você e assim... A matar. — o velho diz, sério.
– Eu apenas me revoltei um pouco. Eu consigo cuidar de mim, não acontecerá de novo. Pelo menos sem minha permissão. — Merida fala, revelando um sorriso assustado.
Continuámos a viagem sem perguntar nada. Nem da Merida sobre Rapunzel ou de nós sobre a ruiva. Apenas nos acalmámos e ficamos em silêncio, procurando... Bem, realmente não sei para onde estávamos indo e acho que Norte também, no final de tudo era Banguela que estava nos guiando, limitamo-nos a confiar nele.
– Punzie, peço desculpa pelo que falei antes. Não é nada com que tenha de me preocupar, o que importa é estarmos todos juntos, né?! — Merida fala, colocando o ombro por cima de Rapunzel.
– É! — a loirinha diz, com um sorriso amável no rosto.
De repente, notámos que pequenas esferas negras se aproximavam de nós, tentando nos acertar.
– Norte, o que é isso?! — pergunto, me preparando para batalha.
– Breu... Veio atrás de nós tão cedo?! Estou vendo que está ficando com medo dos guardiões! Ahahahaha! — o rugoso se ri, olhando para o céu.
– Hiccup, Merida, Rapunzel, se preparem! — eu grito, olhando para eles, num tom sério. Logo a ruiva pega no seu arco, a loira no seu cabelo e, o moreno bota seu elmo Viking e tira uma pequena espada do seu bolso, enquanto se agarra a Banguela.
– Bem, bem, bem... Parece que a ruivinha revelou o seu poder. — o suposto "rei do medo" diz, se revelando. Merida logo prepara seu arco, cuja flecha se incendeia quando ela a encosta a seu pulso, onde o símbolo de um sol vermelho habita.
– Se eu fosse a você não faria isso, já que nem controlar seus poderes sabe. — ele se aproxima de Merida e tenta lhe tocar no rosto, mas ela pega na sua mão e enfia a sua flecha nela.
– Menina boba. — Breu diz, escondendo a dor, enquanto uma grande névoa consome o local. A ruiva atira flechas sem conta, tentando acertar no monstro, mas ele sempre se esquiva.
– Droga! — ela grita.
– Todos se juntem! — Norte manda, enquanto se abraça a todos nós. A nevóa desaparece e no cimo de uma nuvem negra, Breu habita com milhares de cavalos de cor preta, deitando fumo pelos seus narizes.
– Rapunzel! — o velho diz, ordenando a loira lança seu cabelo aos animais. Ela apenas abana sua cabeça e lança seus fios dourados aos malvados corcéis.
Logo ela consegue capturar alguns, que se debatem, enrolados em seus fios. Norte sussurra a ouvido de Rapunzel uma canção, mandando a mesma a cantar. Logo ela obdece. O seu cabelo brilha, se comparando a um amarelo torrado, nada parecido com a cor que seus fios assumem quando esta canta aquela música, aquela linda e harmoniosa música, que cura até o mais doente ser. No fim da canção os cavalos se tornam num pó dourado que é sugado pelo cabelo da menina, o que o faz crescer ainda mais.
– A menina aprendeu um truque novo. Que legal, vamos ver se você aguenta isso com o seu truque. Cavalos, atacar! — Breu ordena a seus animais, possuídos pelo mal.
Todos os córceis que residiam antes junto de Breu, naquela nuvem negra, voam até nós, cuspindo esferas negras, as que antes tentavam nos acertar.
– Rapunzel, nos cubra com seu cabelo!- o velho ordena de novo à loira, que obdece como antes — Cante a canção que faz seu cabelo brilhar, que faz seus fios se compararem ao sol! — Assim que a menina o faz, as esferas se tornam em pó dourado, assim comos os cavalos que ela capturara antes.
A ruiva atira flechas aos animais, que se deterioritam, espalhando uma poeira negra por todos os cantos. Hiccup pega na sua pequena espada e atinge vários córceis, o mesmo acontece com Banguela, que atira bolas de um fogo meio arroxado, assassinando os servos de Breu. Ah, claro, eu também ajudo, vocês pensavam que eu ia ficar sentando, esperando eles derrotarem os cavalos e ficando com a diversão toda?! Com o meu cachado, congelo os nojentos monstros e, assim eu protego Punzie. Sim, eu protegi ela, mesmo que ela não precisa-se é isso que os cavaleiros fazem, né?
– Bem, chega de brincadeiras. — o "rei do medo" diz, limpando o pó negro e o colocando num pequeno frasco. Assim, começa citando umas palavras numa língua que nunca tinha ouvido, meio que grego e italiano, fazendo o pó dentro do frasco ficar maior e maior, chegando a quebrá-lo.
– Acho melhor fugirem. — ele se ri.
Rapunzel se preparava para nos cobrir com seu cabelo, mas Norte a interrompe e grita "Corram!". Todos o obdecem e fogem, correndo o mais rápido possível. Uma névoa negra começa a consumir todo o lugar, como antes na floresta, e nós entramos em pânico, mas mesmo assim continuámos correndo, com a esperança que conseguiremos escapar desse horrendo cenário.
Corremos e corremos, sempre com Banguela no cimo de nós, voando o mais rápido que ele consegue e assim, nos ultrapassando.
– Banguela! — Hiccup grita, olhando para o dragão, que desce um pouco e estende sua pata para nós subirmos.
– Lindo menino, Banguela. Agora voe, voe até não conseguir mais! — o Viking grita, com terra no seu rosto.
O fúria da noite atira uma bola de fogo para o ar, abrandando a névoa, que nos perseguia. Percebemos que toda névoa se concentrava para cima, ou seja, o chão estava livre e seguro. Norte fala para Hiccup para ordenar o dragão descer e a gente poder esquivar-se do negro.
– Vamos, Banguela! Para baixo. — o moreno diz. O animal desce, assim obdecendo ao Viking e a nevóa continua seu caminho, sem perceber que nós tinhamos descido.
– Estamos a salvo agora. Bem, é melhor fazermos uma tenda. Provavelmente, ficaremos aqui algum tempo. — eu digo, recolhendo algumas folhas.
– Tem razão, Jack, Rapunzel pegue alguns galhos, Merida vá com Hiccup pegar alguma água, eu vou pegar as pedras. — Norte ordena.
Apenas espero que estejamos realmente salvos dessa vez e, que não tenhamos de fugir do medo tão cedo. Enfim, nunca pensei que algo assim aconteceria, parece que a vida é extraordinária mesmo....
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