Notas iniciais
N vou dar spoiler de quem despertou o poder ♥ Para quem n sabe, os símbolos de cada uma das personagens (na fic) são: Merida - sol Rapunzel - flor Hiccup - elmo de viking Jack - floco de neve

P.O.V Hiccup

— Hey, Hic, o que você acha de a gente fazer uma coisa digna de "melhores amigos"? — Jack me olha com a sua sobrancelha arqueada e um sorriso idiota na sua cara.
— O que você quer fazer? Acabámos de ter uma conversa séria e você já está ai com cara de travessura. — suspiro, limpando as minhas luvas, que estavam cheias de poeira e, as pousando na mesa de madeira rústica, que quase nem se aguentava em pé.
— Vá, não me diga que não quer fazer uma brincadeira pela primeira vez na vida. — ele coloca o seu braço no meu ombro, com os seus olhos brilhando. Retiro a sua mão e o olho de lado, com um sorriso perverso.
— Esse é o meu Hic! — ele solta uma gargalhada a qual eu me junto, transbordando de felicidade.
— Pronto, então o que vamos fazer? — digo, guardando o meu trabalho numa sacola velha.
— Bem, primeiro, vamos ter que ir pegar um balde. Seguidamente, o enchemos de água gelada e, para o grande final, entramos na tenda de Norte silenciosamente e o acordamos com um presente gelado! — Jack explica todo o seu plano para mim, com um grande sorriso no rosto e olhos cintilantes. Não me consigo segurar e desato a rir.
— Você está bem empolgado, hein? — digo.
— Acho que sim.... Nunca fiz uma travessura com ninguém. — ele solta um pequeno riso e, suas bochechas se tornam rosadas. Limito-me a rir e solto um grito:
— Então vamos lá! — um sorriso perverso se cria no rosto de Jack.
Pego na mochila de Norte, que se encontrava junto às nossas, à frente da nossa fogueira e, procuro um balde. Felizmente, encontro um, apesar de estar velho e alguns pedaços de madeira quase soltos, ainda funcionava, acho eu.
Me dirigo até Jack, que me esperava no rio e, nós enchemos o balde com a água gelada. Os dois nos olhamos nos olhos e desatamos a rir. "Isso vai ser bom", Jack disse. Chegamos até à tenda de Norte e entramos surreitaramente nela. Atirámos a água para cima dele e, de repente, Norte acorda e, com o movimento da sua mão congela o líquido.
— Mas que? — fico estupefacto, nunca tinha suspeitado que ele teria poderes. O homem solta uma gargalhada.
— Surpresos, hein?
— Norte, que porra é essa? Isso é impossível, você não pode ter poderes, você é um humano! — Jack pergunta, completamente confuso.
— Bem, Hiccup, Merida e Rapunzel também são humanos. — ele se ri.
— Mas é diferente, nós somos os Guardiões Perdidos, você não é! — Jack diz.
— Isso aí é uma história para quando vocês realmente perceberem em que é que estão envolvidos. — Norte se levanta, arrumando as suas coisas.
— Mas o que...? — Jack franze a sua sobrancelha, com a cabeça à roda. O velho acaba de arrumar as suas coisas e saímos todos da tenda e, o ajudamos a guardá-la.

— Ué, o que aconteceu com vocês? Parece que acabaram de chegar num planeta completamente novo. — Merida pergunta, já com tudo preparado para a viagem.

— Bem... É melhor começar logo a caminhada, já estamos um pouco atrasados, hehe. — digo, atrapalhado. A ruiva me olha confusa mas, depois, encolhe os ombros e começa a andar, ao lado de Rapunzel.

P.O.V OFF

A brisa estava surpreendemente agradável, as árvores cheias de flores, o sol mais brilhante do que nunca, estavamos no início do Verão. O grupo se encontrava feliz e despreocupado, olhando toda aquela beleza apenas numa floresta. Todos estavam sorridentes, falando uns com os outros, sem qualquer distúrbio.

Depois de algumas longas horas, finalmente tinham chegado ao seu destino. O sorriso nas suas caras logo desapareceu. A aldeia estava completamente destruída e deserta. O céu tinha uma cor negra e o ar estava muito pesado, como se não se conseguisse respirar.

P.O.V Rapunzel

— O que está acontecendo? — pergunto, assustada.

— O medo. Claramente foi o medo que fez isso. — Norte sussurra, ignorando Rapunzel.

— Norte, tem areia negra no solo... — Merida diz, com uma voz nervosa.

— Não pisem nela, é muito perigoso! — o velho homem grita. Nós abanamos a cabeça, simbolizando um "sim" e continuamos a andar, à procura de qualquer sobrevivente.

De repente, ouvimos uma voz feminina, se assemelhando a uma criança.

— Ei, você ouviu isso? — Jack me pergunta.

— Sim... Parecia uma voz infantil. — digo, com medo.

— Hiccup, Merida, fiquem aqui, a gente vai investigar. — Jack segura a minha mão e me leva com ele. Os meus olhos começam brilhando e o meu rosto se torna uma cor rosada.

— Se segura, vamos voar! — ele diz, com um sorriso na cara.

A vista era horrorosa, destruição por todo o lado... Isso era realmente muito triste, espero que todas as pessoas que faleceram possam encontrar a paz e ser felizes...

— Ali! — avisto uma criança de cabelo loiro e longo, se assemelhando ao meu, gritando por ajuda. Jack pousa ao lado da garota, eu largo a sua mão e vou a correr até ela.

— Oi, pequenina... — ela se vira para mim e fico estupefacta. A menina era igual a mim, mesmo rosto, mesmos olhos, mesmo cabelo.

— O que é você? — digo, me afastando lentamente dela. A criança solta um riso perturbador.

— Eu? Eu sou você, né? — logo a menina se torna uma figura negra e fumo se forma por todo o lado.

— Jack! — grito, enquanto alguém me segura a mão.

— Sou eu, Rapunzel! Acalme-se, vamos acabar com isso! — ele diz, apertando a minha mão fortemente.

— Sim! — grito, cheia de confiança.

— Então acha que consegue acabar comigo? A última vez foi uma exceção, eu fiquei mais forte, sua idiota! — a figura grita, numa voz rouca e sombria.

— Então vamos lá! — Prendo o meu cabelo a um dos galhos que se encontrava numa árvore e salto para cima da grande figura, qual tamanho se assemelhava ao da minha torre. Pego nos meus fios loiros e os prendo ao braço da figura, rapidamente cantando a minha música. Apesar dos meus esforços, nada aconteceu.

— Mas que...? — a figura me atirou para o solo. Jack pegou no seu cachado e subiu para cima da figura, atirando picos de gelo para cima dela, mas sem efeito. Logo, a figura se tornou compreensível. Era um tipo de demônio negro.

— Desista. — ele solta uma gargalhada e atira Jack para o ar, sem saber aonde ele aterrou.

— O QUE VOCÊ FEZ?! — me levanto, irritada. A minha íris diminui e os meus cabelos sobem no ar. Os meus olhos perdem o seu brilho e eu começo a flutuar lentamente.

— SINTA A MINHA IRA! — o meu cabelo prende os membros de Breu, deixando-o paralisado.

— QUEIMEM! — logo que pronuncio essas os meus fios loiros se acendem e, os membros do demônio se tornam dourados. Quando o meu cabelo se solta, os braços e pernas do homem caem no solo e, desaparecem, deixando um pó amarelo, que o meu cabelo "suga" e o torna maior e mais grosso. Uma luz se acende na minha barriga e, vejo fios de luz saindo dela.

— Vejo que melhorou... — ele diz, enquanto os seus membros crescem novamente.

— CALE-SE! — flutuo até ele e enrolo meus cabelos em volta de seu corpo

— DESTRUAM! — os meus fios acendem, apertando-se cada vez mais. A luz fica ainda mais forte. Solto um grito poderoso, os meus cabelos tornam-se um amarelo puro e, com sua força, levantam o demônio, que se agora tornara dourado.

— MORRA! — continuo gritando e, quando os meus fios largam o demônio, ele se dissolve numa grande quantidade de pó amarelado, que, novamente, o meu cabelo "suga", fazendo-o mais longo e grosso.

A luz na minha barriga se torna ainda mais brilhante e, os meus gritos ecoam por toda a aldeia. O meus fios loiros flutuam no ar, enquanto uma grande e graciosa flor se formava à minha frente. De repente, tudo à minha volta se torna branco e, desmaio.