The Big Four: Friends Besides Everything

13 Capítulo XII - Festa surpresa - Parte 2 de 2


Notas iniciais
Gente, eu quero agradecer pelos maravilhosos comentários de vocês!!! Vocês nos animam e nos dão força para continuar a escrever!! Obrigada mesmo!! Bom aqui vai a segunda e tão esperada parte da festa da Merida. Preparem os corações e que a emoção comece!!!!!

Pov's Jack

Eu e Merida fomos para a pista de dança logo após a Punz ter ido dançar com aquele narigudo. No meio do caminho, vi Merida parar bruscamente, quase me fazendo esbarrar nela. Parei em sua frente, franzindo a testa. Notei que esta tinha os olhos cheios de água. Então, virei-me para a direção que seu olhar percorria, ainda confuso, porém já imaginando o pior.

E pior que estou certo! Soluço e Astrid se pegavam de jeito. Droga! Eu falei pro Espirro que isso era problema. Novamente me virei pra Tochinha, pensando já numa forma de consolá-la, mas ela não se encontrava mais ali. Procurei ao meu redor até que a achei no canto da quadra, sentada num sofá aconchegante com algumas almofadas espalhadas. Fui ao seu encontro.

— Merida — chamei, preocupado. Sentei-me ao seu lado. Esta tinha a cabeça apoiada nos joelhos e as mãos apalpadas sobre o rosto — Olha Fósforo... Eu nem sei o que dizer — falei sem jeito, colocando minha mão em seu ombro.

— Jack — sussurrou, tentando esboçar um sorriso. Olhou-me — Ele não podia ter feito isso comigo! Ainda mais no meu aniversário! — exclamou, sibilando.

— Tentei convencer ele Merida, mas o lerdo do Soluço não me ouviu.

— Como é? — se afastou de mim confusa — Você sabia que ele ia trazer ela? — se levantou, enfurecida e inconformada — E você o deixou fazer isso Jack? — perguntou chocada.

— Fala baixo — pedi, olhando em volta — Eles saíram juntos. Quando o Espirro chegou aqui com a Astrid, eu tentei lembrar a ele que vocês não se dão! Ele, porém, não viu problema nenhum nisso. Sinto muito, Tochinha.

— Quer dizer então... — se sentou novamente — Aquela estória de minha companhia ser mais importante era só papo furado? — perguntou pra si mesma.

— Jack, você só piora as coisas! Não era pra contar! — lamentei, falando comigo mesmo. Sou péssimo pra consolar alguém.

— Não Jack. Tudo bem! — ela me encarou, cerrando os dentes — Você fez certo em me falar. Agora sei o que realmente o Soluço queria! —exclamou — Se sabe que não gosto dela e mesmo assim a trouxe, logo só há um motivo pra isso. Obrigada por me mostrar que sou uma idiota por gostar de um idiota que nem repara em mim!

— Sabe Princesa, nem tudo é como a gente quer. Não digo pra desistirmos logo de cara, mas ás vezes queremos algo que aparenta nunca poder ser nosso — suspirei olhando pra Punz dançando com o narigudo.

— A Punz gosta de você Frost. Eu sei disso! — sorriu, acariciando meu rosto. Não pude deixar de retribuir.

— Não quero desistir de alguém que gosto tanto, mas os concorrentes estão me dando uma bela rasteira... — fiz uma pausa. Olhei pra Merida, que prestava toda atenção nas minhas palavras — Deixamos escapar a chance de nossas mãos. Uma oportunidade que pode ser a última.

Um silêncio reinou por alguns minutos. Continuei a fixar Merida, com um pensamento distante. Nossos olhos se falavam e ficamos assim, nos encarando. Nos aproximamos mais um pouco sem desviar o olhar.

— A última oportunidade... — ela sussurrou. Nossos narizes se encostaram. Sua respiração era ofegante. Me coração estava acelerado.

— Não sei se devo deixar escapar novamente — comentei. Ela fechou os olhos, esperando que meus lábios fossem de encontro ao seu. Não sei o que me deu. Por um momento fiquei confuso, mas não estava mais conseguindo segurar a vontade de beijá-la. Droga, Jack! E a Punz? Argh, ela tá toda feliz dançando com aquele idiota. Não pensei mais duas vezes e me cheguei mais a Merida, mas retomei a "realidade" quando por um momento, com o canto do olho, vi Punz se agarrando no Narigudo.

— Punz — virei bruscamente o rosto.

A Tochinha levou um susto, mas deu de ombros quando percebeu o motivo de eu ter interrompido nosso beijo. Ela me deu um soco no ombro e falou algumas palavras, mas nem liguei. Não prestei a mínima atenção, fiquei totalmente desligado, deixando Merida falar sozinha. Observei Punz me encarando disfarçadamente, enquanto o narigudo segurava firmemente sua cintura, procurando roubar-lhe um beijo. Para minha felicidade, esta se desviava.

A raiva me subiu a cabeça e por um instante fiz menção de me levantar, mas Merida me segurou:

— Ei, você não pode fazer nada. Deixou a oportunidade escapar igual a mim. Os entregamos de bandeja! Só resta torcer pra que não ter sido a última.

— Quer saber? Tem razão! Se ela pode, eu não vou me reprimir. Se ela quer dançar com ele é problema dela — arquejei — Eu é que não vou deixar de aproveitar.

Agarrei Merida pelo pescoço e a puxei delicadamente, envolvendo meus braços em sua cintura e encostando nossos lábios de leve. Beijei com vontade, sem me importar com as pessoas em minha volta. Uma mistura de sentimentos se remexeu dentro de mim. Estou confuso pelo que realmente sinto por Merida. Não iria beijá-la se eu não quisesse, (mesmo que já tenha feito muito isso) mas sei que talvez nunca chegue a alcançar o que sinto por Rapunzel.

Foi um beijo de 10 segundos. Nos afastamos, ainda incrédulos. Não só pelo fato de termos nos beijado, entretanto, também por ter sido na festa dela, com um bando de gente em volta, mesmo eu tendo dito há alguns minutos que não estava nem aí, mas afinal nós dois queríamos isso ou não?

— A gente não devia ter feito isso! — desviou seu olhar de mim, já corada.

— É... Só sei que eu queria muito — expliquei meio desconcertado.

— Eu também — seu tom era de culpa.

De relance, vi Rapunzel agarrada ao pescoço de Flynn, o beijando. Subiu-me um ódio que não me controlei, mas quando ia me preparar pra arrebentar com aquele cara, Soluço veio do nada, bufando de raiva, acertando um soco no meu rosto. Quase caí e por um momento, eu e a Tochinha nos entreolhamos paralisados.

— Jack, tudo bem? — Merida me perguntou.

— Que amigo da onça você, hein? — Soluço me fuzilou com o olhar. Tentava se soltar, mas Gabriel, um amigo nosso, o segurava. Passei o dedo no lábio e percebi que o mesmo estava sangrando. O olhei irritado.

— Você pega a Astrid e quer ficar se metendo nas atitudes da Merida? Como você, ela beija quem bem entender — rebati — Tu que é um lerdo mesmo por nem perceber que a melhor amiga sempre gostou de você! — debochei. Merida ficou vermelha — Ah, e só pra constar, — cheguei mais perto dele — saiba que ela beija muito bem — provoquei e sorri pra ele em forma de deboche. Este se enfureceu mais ainda.

— Agora você vai ver o que é bom pra tosse — gritou Soluço, pronto pra cairmos no tapa.

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Pov's Soluço

Eu e Astrid fomos em direção à pista de dança com as mãos entrelaçadas. Ainda estava meio confuso pela decisão da Merida, mas resolvi não questionar. Começamos a dançar e ficamos assim por bastante tempo, até que do nada começou a tocar uma música lenta e a quadra inteira ficou um pouco escura, ainda iluminada pelas luzes coloridas e pelo globo no teto. Cheguei mais perto de Astrid, esta envolveu seus braços em meu pescoço e começamos a dançar lentamente. Olhei para Astrid e vi que ela parecia um anjo. A luz de seus olhos parecia refletir na escuridão.

— O que foi? — perguntou confusa, se referindo ao jeito em que a olhava.

— Nada, só estou admirando sua beleza — falei sorrindo pra ela.

— E então? O que você acha de aproveitarmos o clima pra continuar o que, infelizmente, o carro nos interrompeu de fazer mais cedo, hein? — ela propôs, se chegando mais perto de mim.

Fiquei atordoado e confuso. Será que eu devo fazer isso, quer dizer, é a festa da Merida, minha melhor amiga, que eu tenho subitamente uma queda, e que nesse exato momento está vindo pra pista acompanhada do Picolé e... O quê? Merida e Jack juntos vindo pra pista de dança? Ah, eu vou matar esse Picolé!

— Soluço? Você tá bem? — Astrid chamou. Continuei olhando aquela cena, incrédulo. Ah quer saber, Soluço? Vai em frente! Se ela pode, você também!

— Melhor impossível! — exclamei e a puxei pela cintura juntando nossos lábios. Ficamos ali, saboreando nosso beijo como se nada mais importasse. Nos separamos por falta de fôlego e do canto do olho vi Merida sentada no fundo da quadra e Jack ao seu lado, parecendo estar a confortando. Droga Soluço! Você não devia ter feito isso! Pelo menos não aqui, não hoje, seu lerdo!

— Isso foi incrível! Soluço eu... — Astrid percorreu meu olhar e percebeu o que eu estava olhando — Sério mesmo? Você me traz pra festa só pra deixar falando sozinha e ficar admirando a "miss ruivinha" conversando com o Jack? — ela perguntou indignada. Eu não sabia o que fazer, se eu ia pedir desculpas a Merida ou se eu continuava a dançar com a Astrid. Olhei em direção à Merida novamente e vi que ela e o Picolé estavam prestes a se beijar. Deu-me uma raiva enorme e eu escolhi a segunda opção, afinal, parecia que o Jack já estava consolando ela muito bem.

— Desculpa, é sério! Eu não sei o que deu em mim!

— Tudo bem! Só tenta esquecer ela um pouco, — ela me abraçou — e foca no que realmente interessa — ela sussurrou no meu ouvido de maneira muito provocante.

— É você tem razão! — Me preparei pra lhe dar outro beijo quando vejo Jack e Merida se agarrando no fundo da quadra. Meu coração parou e meu sangue ferveu de tanta raiva que eu estava sentindo. Deixei a pista e fui em direção aos dois. Só pude ouvir Astrid me chamar e me seguir, mas eu nem liguei, a única coisa que me importava naquele momento era socar aquele Cara de Neve do Frost.

E foi exatamente o que eu fiz. Frost quase caiu e o lábio dele começou a sangrar.

— Jack, tudo bem? — Merida perguntou.

— Que amigo da onça você, hein? — Fuzilei-o com o olhar e Gabriel veio me segurar. Tentei me soltar, mas não consegui. Jack olhou pra mim irritado.

— Você pega a Astrid e quer ficar se metendo nas atitudes da Merida? Como você, ela beija quem bem entender — rebateu — Tu que é um lerdo mesmo por nem perceber que a melhor amiga sempre gostou de você! — debochou. Ele me chamou de lerdo? E ele que vive dando uma de garanhão da escola, mas não vê que a Punz tá apaixonada por ele? Merida ficou vermelha — Ah, e só pra constar, — chegou mais perto de mim — saiba que ela beija muito bem — provocou e sorriu pra mim em forma de deboche. Ah, é hoje que eu o esfolo até não sobrar mais um pedaço de Jack pra contar a estória.

— Agora você vai ver o que é bom pra tosse — gritei, pronto pra cairmos no tapa.

Antes de começarmos a brigar, Merida se meteu no meio da gente, nos fuzilando com o olhar.

— Parem os dois agora! Essa é a minha festa e quero todos se divertindo e não metendo pau um no outro! — falou autoritária.

— Ah garota, fala sério! — Astrid falou, se metendo na discussão — Conheço uma pessoa que está na minha frente que é bruta, sem sal e a maior fútil que já vi! — continuou. Ela não devia ter falado isso!

— Esquece o que eu disse! — Merida falou, já indo em direção a Astrid.

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Pov's Merida

O Soluço estava doido. Beijou a Astrid e agora quer ficar se metendo no que Jack faz. E daí se nos beijamos? Se ele beijou aquela imbecil, posso muito bem beijar o Jack. Assim como não me intrometi, ele também não deve de meter.

Todos prestava a devida atenção para os dois bocós que brigavam por minha causa! Que droga! Foi a '"discussão" com os meus pais de manhã, aquela conversa estressante com o idiota do Soluço no telefone, a Punz mentindo super mal, coisa que não é do seu feitio e agora isso. Nem parecemos amigos de tanto que a gente vem discutindo e eu não estou gostando nada disso!

"Você vai ver o que é bom pra tosse", escutei Soluço dizer aos berros já indo em direção a Jack novamente, com os punhos cerrados e bufando de raiva.

Meti-me no meio dos dois antes que eles cometessem uma loucura. Fiquei de lado com os braços abertos, os fuzilando com o olhar.

— Parem os dois agora! — gritei autoritária. — Essa é a minha festa e quero todos se divertindo e não metendo pau um no outro!

— Ah garota, fala sério! — Astrid falou debochada, com as mãos na cintura — Conheço uma pessoa que está na minha frente que é bruta, sem sal e a maior fútil que já vi!

— Esquecem o que eu disse!

Fui pra cima dela sem dó nem piedade. Caímos no chão e puxei o cabelo dela com força.

— Sua loira desclassificada! — falei aos berros.

— Perdeu! O Soluço é meu... Ai! — reclamava de dor.

— Nojenta.

Soluço tentava nos separar, mas acabava levando também. Pude ver Jack ir em direção à Flynn e lhe dar um empurrão.

Soluço nos separou, olhando-nos incrédulo.

— Chega! — Astrid o encarou — Acho melhor você ir embora, Astrid — Soluço afirmou.

— Tudo bem, eu vou — se ajeitou — A batalha ainda nem começou e eu não vou desistir assim tão fácil! — apontou para mim, desafiadoramente — Boa festa pra você, florzinha — debochou. Deu um beijo em Soluço e saiu.

Soluço e eu nos entreolhamos e saí andando. Ele me seguiu e me puxou pelo braço.

— O que é? — perguntei impaciente.

— Desculpe pelo que aconteceu. Descontrolei-me completamente.

— Engraçado. Você faz as coisas sem pensar nas consequências, não é? — balancei a cabeça, decepcionada — Era pra ser um dia feliz pra mim, Soluço. Era pra eu estar com meus amigos, pessoas que eu gosto. Aí você traz aquela garota que sabe que odeio e estraga tudo! Tantos lugares que você podia ter ficado com ela e escolhe logo hoje e na minha frente? — perguntei inconformada.

— Merida, eu sinto muito! — suplicou desconcertado — Não sabe como estou arrependido. Tinha que ser perfeito...

— Mas não foi. Por culpa sua e daquela garota — retruquei.

— Não te contei, mas... Eu sinto ciúmes de você e...

— Agora já era! — interrompi — Tô cansada e quero ir pra casa — me virei.

— Não, espera — me puxou. Nossos olhos se encontraram — O que Jack disse é verdade? Que você gosta de mim? — perguntou e eu não respondi — É verdade? — insistiu.

Balancei a cabeça em afirmação. Ele segurou em minha mão. Eu hesitei, mas permiti. Foi se aproximando de mim. Tentei resistir, mas era difícil quando se tratava do Soluço. É como se estivéssemos só nós dois e mais ninguém. Como se tudo o que aconteceu anteriormente tivesse sido apenas um sonho. Mas ainda não me conformo com o que Soluço fez, então tento resistir. Dou um passo pra trás.

— Você está com a Astrid, Soluço. Fez sua escolha! — recuei mais um pouco.

— Mas não senti com ela o que estou sentindo agora... Com você — me puxou de novo, fazendo ficarmos bem próximos. Corei de uma maneira terrível — Não sei explicar... Mas me sinto em um sonho com você, onde não quero abrir os olhos por medo de não ser realidade e não poder ter isso de novo — nossos narizes se tocaram.

— Soluço — sussurrei, pensando em me soltar, mas este era mais forte.

Senti sua respiração. Quando íamos quebrar a distância entre nós, uma torta quase acerta nossa cara, me fazendo ficar com uma raiva imensa por atrapalharem meu momento.

Olho ao redor e vejo todo mundo tacando comida em todo mundo. Salgados, doces voando pelo ar. Fiquei chocada. Soluço e eu nos entreolhamos.

Só pude ouvir alguém gritar:

— Guerra de comida!

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Pov's Rapunzel

Fui dançar com o Flynn. Estou bastante animada pelo fato de não estar sozinha na pista de dança (se bem que eu preferia de esse alguém ser o Jack) com uma música um pouco lenta. Segui o ritmo delicadamente, sentindo a emoção sobre mim, me guiando na sintonia. Meus olhos acharam Merida correndo até o fundo da quadra, aos prantos. Vi Soluço e Astrid se beijando e logo me toquei que este é o motivo para Merida chorar. Então, pensei em ir até lá consolá-la, mas quando disse à Flynn que ia ver Merida, logo hesitei com a visão de Jack indo até ela. Um ciúme bateu em mim sem que eu percebesse. Lembro como se fosse um filme tudo o que aconteceu essa semana. Jack te ama você sabe disso. Não tem motivos pra ter esse sentimento, Rapunzel. É só um amigo consolando uma amiga.

— Isso, nada de ciúmes! — falei decidida pra mim mesma.

— Falou alguma coisa? — perguntou Flynn. A música estava muito alta. Era de se esperar que ele não ouvisse.

Eu ia responder, só que a visão á minha frente me deixou muito desconcertada. Jack e Merida estavam prestes a se beijar. Fiquei surpresa. Senti uma vontade imensa de chorar. Será que a menina que Jack falou querer, era a Merida? Esse pensamento me fez ficar totalmente desesperada. Estou perdendo ele aos poucos. Aos poucos nada! Ele está indo rápido mesmo e não faço simplesmente nada.

Num impulso, agarrei o pescoço de Flynn, tentando esconder minha agonia.

— Eu disse que você dança muito bem! — ele sorriu pra mim. Segurou minha cintura com uma força de doer. Além de forte, Flynn é um pouco bruto e isso me deixou incomodada.

— Você está linda, sabia?

— Er... O — obrigada — sorri forçado.

Fiquei encarando Jack por um momento e quando seus olhos encontravam os meus, eu disfarçava. Flynn já tentou me beijar umas duas vezes, mas desviei em todo instante e a qualquer custo.

— Rapunzel, você sabe que eu sempre quis te dar um beijo, sempre fui louco por você! — lembrou, tentando me beijar, mas eu colocava a mão em seus lábios, fazendo careta.

Tudo bem, já gostei do Flynn, mas nunca houve nada romântico. Nossa amizade era tão completa que eu tinha medo de ter algo entre nós e estragar essa sinceridade e cumplicidade que tínhamos. Ele já me pediu várias vezes em namoro, mas sempre reusei, dando essa desculpa. Acho que é por isso que tenho medo de me declarar pro Jack, porque na minha mente, penso que a nossa amizade pode ficar por um fio por causa disso, e assim, deixo de ser feliz com quem amo.

— Flynn, por favor... Eu...

— Punz, agora que eu voltei, podemos, finalmente, ficar juntos. Não vou mais fugir! Prometo! — levantou uma mão.

— Não poss...

Fiquei boquiaberta. Não consigo acreditar no que estou vendo. O Jack e a Merida estão...

Quis sair dali correndo, ir pra casa, me jogar na cama, agarrar no travesseiro, chorar toda lágrima que poderia em mim, desejar nunca ter nascido e ter essa dor que surgiu em meu peito. Senti-me sem chão, sem ninguém pra me segurar. Totalmente devastada.

Meu pai não ligava pra mim, Gothel queria me ver bem longe, Soluço estava ocupado e nem se lembrava da minha existência, e Jack, o único que me restava, estava aos beijos com a pessoa que se diz minha melhor amiga.

Única solução: Recorro a Flynn.

— Flynn — sussurrei chorosa.

— Punz — levantou meu rosto — Oque houve?

— Me beija Flynn, me beija! — pedi — Só quero que faça isso!

Sem pensar duas vezes, Flynn realizou o seu tão esperado sonho. Puxou-me delicadamente e envolvi meus braços em seu pescoço, sentindo uma lágrima cair assim que nossos lábios se tocaram. Beijei sem nenhuma vontade, na verdade, fiquei estática, pensando em quão arrependida estava.

Nos afastamos. Flynn tinha um sorriso nos lábios e eu já estava derramando mais lágrimas.

— Rapunzel, eu... Nem tenho palavras — comentou sonhador, com brilho nos olhos.

— Não, Flynn — fechei os olhos, arrependida — Está tudo errado! Eu não devia ter feito isso. Não quero te iludir e... — minha atenção se voltou para o barulho onde Jack se encontrava. Soluço deu um soco em Jack e isso me deixou nervosa.

— Jack! — exclamei. Tentei correr até eles, mas Flynn me segurou.

— Você vai ficar aqui! — me encarou com a voz ríspida e autoritária.

— O que é isso Flynn? — perguntei assustada — Está me machucando!

— Acabamos de nos beijar e você quer ir correndo pros braços do Frost? — bradou irritado.

— Me solta Flynn — pedi nervosa — Ai! Tá me machucando — tentei me soltar, infelizmente sem sucesso — Flynn...

— Solta ela! — senti alguém me puxar e vi que era o Jack. Este empurrou Flynn que quase caiu em cima da me de tortas atrás de si.

— De novo? — Flynn apontou para o Jack — O que houve mais cedo já não foi o suficiente? — fez cara de tédio.

— Deixa a Punz em paz. Se machuca-la de novo, te garanto que dessa vez eu não do pra trás! — Jack falou expressando toda a raiva do mundo.

Eu estava completamente confusa. Primeiro o Jack beija a Merida com toda vontade e agora está aqui me defendendo do Flynn! Afinal ele gosta de quem de mim ou da Merida?

— Não deve ter visto nosso beijo né? — cruzou os braços, sorridente — Ela é minha Frost!

— Eu nunca fui sua Rider! — lhe encarei decepcionada — Nunca pensei que fosse capaz de me machucar. Somos amigos e nada mais de que isso! E aquele beijo não significou nada pra mim. Só fiz pra fazer ciúmes no Jack — admiti fria.

Vi Jack abrir um enorme sorriso quando falei que beijei Flynn pra lhe fazer ciúme. Pelo jeito o ego dele se elevou por causa disso. Aff! Vai entender né?

— Entendeu o recado? — Jack perguntou divertido.

— Seu idiota! Agora sim eu quebro tua cara! — cerrou os punhos e veio em direção ao Jack. Fiquei desesperada, mas Jack fez sinal pra para, com as duas mãos para o alto e falou sarcástico:

— Já que a Tochinha não quer pancadaria... Vamos ser mais clássicos!

Pegou uma torta que estava na mesa e sem dar tempo dele responder, tacou a torta na cara dele que ficou enfurecido.

Eu e Jack caímos na gargalhada. De repente começaram a voar doces e salgados pra tudo quanto é lado e um menino que estava atento á nossa discussão, pegou também uma torta da mesa e gritou "Guerra de comida" e a bagunça se agitou mais ainda.

Flynn bufou, nos encarando.

— Você me paga Frost! Aguarde-me! — avisou se retirando do local, tentando se limpar com as mãos. Eu e Jack nos entreolhamos e demos mais uma gargalhada.

— Você está bem? — perguntou.

— Agora... Ótima!

— Vamos sair daqui ou vamos ser também alvos de salgadinhos e doces.

Corremos feito doidos, tentando nos desviar das comidas que eram jogadas pelo ar. Fomos para fora da quadra, passando pela porta no corredor que dava pra rua. Passei a mão em meu rosto que estava todo sujo de torta.

— Está linda, madame. Só que não! — debochou sorrindo. Dei-lhe língua.

— Obrigada por me defender!

— Eu disse que sempre vou cuidar de você.

— E pode ter certeza... Que não vou mais recusar sua proteção.

Rimos mais um pouco. Nos fixamos por alguns segundos e entrelaçamos nossas mãos.

— Punz, eu...

— Jack! — Micaele apareceu do nada e soltou a mão do Jack da minha e foi o puxando — Vem comigo!

— Ei, me solta! — Jack se soltou, irritado — Não vou a lugar nenhum. Dê-me licença que estou conversando com a Punz.

Micaele ficou sem reação e tentou disfarçar.

— Bom eu... Desculpe... Depois... A gente se fala — Se despediu e saiu desajeitada. Ninguém merece! Nesse colégio só tem gente louca e sem noção, só pode!

— Argh... Desculpa, é que ela é meio doida e...

— Não tudo bem!

Um silêncio pairou sobre nós e ficamos assim, simplesmente admirando uma ao outro sob a luz do luar. Jack se aproximou de mim. Tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e colocou pra trás da orelha. Foi deslizando sua mão carinhosamente pela minha face. Afaguei seu cabelo e fechei os olhos por um instante. Ele me puxou mais pra perto. Meu coração quis saltar pela boca de tanta felicidade.

Nossos narizes de encontraram e ficamos brincando, balançando-os de um lado pro outro (igual beijinho de esquimó! *-* Own). Envolvi meus braços em seu pescoço e ele em minha cintura.

— Eu te amo! — sussurrou.

— Eu também! — cheguei-me mais a ele, com os olhos fechados.

— Esperei tanto por esse momento! — sussurrou contente.

— Eu também!

— Tem torta aqui — apontou para meus lábios delicadamente.

— Limpa pra mim — pedi de forma carinhosa.

— Com todo prazer.

Faltavam poucos centímetros para nos beijarmos, mas mais uma vez teve alguém pra atrapalhar.

— Ops, atrapalho? — falou Merida, que estava acompanhada de Soluço, totalmente sem graça.

Nos afastamos um pouco, mas ainda abraçados, só um pouco constrangidos.

— Não imagina como amiga... Mas tudo bem! — falei sorrindo.

— Bom, como tá uma doideira lá dentro, o que vocês acham de comermos umas pizzas? — Jack sugeriu.

— Perfeito! — assentiu Soluço — E o que vale é a intenção né? — se referiu à festa.

— Obrigada pela surpresa mesmo assim — sorriu Merida — Não existem amigos melhores do que vocês!

— Ah e Jack, desculpa pelo soco! Eu estava fora de mim! — Soluço pediu com um meio sorriso.

— Tudo bem cara, eu que devo desculpas — Frost rebateu.

— Não eu é que tenho que pedir. Eu fui o primeiro que começou a briga.

— Não, mas eu provoquei então eu é que peço.

— Não eu que peço.

— Não eu.

— Eu.

— Eu.

— Eu é que...

— Tá bom desculpas aceitas, tudo em ordem, agora será que dá pra gente ir logo que meu estômago já foi parar lá na China de tanta fome, por favor? — Merida interrompeu, puxando Soluço pra perto dela.

Nos abraçamos e fomos rindo em direção à pizzaria, como nos velhos tempos.

— Mas sou eu quem tem que pedir desculpas — Soluço falou e Merida simplesmente deu-lhe um soco no ombro. É parece que com esse grupo nada nunca vai ser normal.

Notas finais
E aí? O que acharam? Bom vou propor um jogo: preciso de uns desafios (pro jogo verdade, consequência, nota ou desafio ou como vocês conhecem, sei lá) bem malucos e mirabolantes pra usar em um capítulo posterior da estória, então resolvi pedir a ajuda de vocês. Os mais bem bolados desafios vão estar no capítulo e com o devido agradecimento. Só uma coisa: os desafios tem que envolver a questão da Astrid fazer ciúme na Merida, a Micaele fazer ciúme na Punz, o Flynn fazer ciúme no Jack e o Gabriel (personagem que apareceu nesse capítulo, lembra? O que segurou o Soluço na briga...) fazer ciúme no Soluço. É meio complicado de entender, mas eu sei que vocês conseguem!! Vocês têm duas semanas pra fazer os desafios e mandar pra nós pelos comentários. Então mentes pra funcionar e até a próxima povinho lindooo :))) !!! Bjs.