The Big Four: Friends Besides Everything

10 Capítulo IX - Resolvendo problemas


Notas iniciais
Gente, desculpem a demora!! Essas últimas semanas têm foram muito corridas e pra piorar eu ainda fiquei sem internet! Mas agora eu estou de volta e como minha amiga Any prometeu, aqui vai um presente pra vocês! Capítulo duplo!! :)) Então divirtam-se!

Pov's Rapunzel

Não sei exatamente explicar qual foi a minha reação em relação a aquilo tudo. Minha mente estava toda embaralhada e meus sentimentos todos misturados em raiva, nervosismo, ciúme, saudade, pena e... Argh. Todos me encaravam como se esperassem eu dizer algo, mas fiquei muda até o momento. Meu rosto se enrubesceu, fiquei totalmente sem graça. Puxei assunto com Flynn, fazendo um gesto para nos sentarmos. A qualquer momento o professor podia voltar.

- Nossa! — exclamei envergonhada.

- Está tudo bem agora — Flynn pisco para mim com um sorriso nos lábios — Espero que as pessoas não achem que sou brigão, não quero passar essa imagem — comentou animado olhando para mim, apenas assenti.

Desviei meu olhar por um momento. Estava confusa. Pensei em tudo que aconteceu aqui, há poucos minutos atrás, procurando entender tudo o que disse a Jack. Ah, Jack... Sempre querendo me proteger da Gothel, cuidar de mim... E até hoje não contei a verdade a ele sobre meus pais.

Quando eu era pequena, minha mãe morreu em um acidente de carro. Meu pai ficou muito deprimido, então quis viajar para bem longe comigo para esquecermos tudo de ruim que passamos aqui. E assim fomos para o Canadá. Meu pai conseguiu transferência de emprego para lá e moramos numa casa bem grande. Anos se passaram e eu perdi o contato com meus amigos durante este tempo. Um dia meu pai conheceu Gothel, uma mulher de estatura mediana, cabelos pretos e enrolados, muito bem vestida e atraente. Ela nunca mostrou nenhuma feição por mim, sempre me maltratou. Eles de casaram depois de um ano de amizade e meu pai resolveu voltar pra cá. Eu tinha 12 anos quando retornamos. Há dois anos, meu pai deu um surto e me bateu. Ele sempre foi carinhoso e amoroso comigo, nunca me encostou um dedo, mas Gothel sempre o botava contra mim, falando mentiras e o influenciando a me botar num internato. Hoje, meu pai nem se refere à palavra a mim, se tronou frio e Gothel conseguiu o que sempre quis. Não consigo abrir os olhos dele, porque está cego por ela. As marcas roxas que, ás vezes, aparecem em mim são provocadas por ela, que me bate sem meu pai saber e, de vez em quando, me tranca no quarto. Essa é minha vida, esse é meu mundo.

Voltei-me à realidade, sentindo alguém me cutucar. Meus olhos estavam marejados.

- Você está bem? — Flynn perguntou preocupado, tentando puxar assunto.

- S-sim — falei com uma voz quase inaudível, tentando disfarçar.

Por um momento me lembrei de quando Flynn foi embora quando eu tinha 14 anos. A gente se conheceu quando eu voltei e Flynn era o único que sabia de tudo. Ele era meu melhor amigo, me apoiava em tudo. Ele ainda não me contou o porquê de ter ido embora e isso ficou martelando minha cabeça. Então não resisti e perguntei curiosa:

- Flynn... Por que você me deixou? — olhei para ele emocionada. — Por que me deixou quando eu mais precisei de você? — minha voz estava rouca. Ele me encarou e por um momento sua expressão modificou para tristeza.

- Eu sinto muito — pegou em minha mão trêmula — É uma longa história.

- Flynn está tudo bem! — procurei seus olhos. — Não fuja do assunto, por favor — pedi sincera. Ele riu fraco.

- Eu não queria te magoar, — fiquei nervosa — mas não teve outro jeito — fechou os olhos e em seguida me encarou — Meu pai recebeu uma proposta de emprego na Rússia e minha mãe não queria que ele perdesse essa oportunidade. O casamento deles estava por um fio, então meu pai achou que essa poderia ser uma solução não só financeira, mas pra tentar impedir o fim do relacionamento dele com minha mãe.

Tentou esboçar um sorriso. O analisei por alguns segundos e lhe deu um abraço.

- Está tudo bem agora — sussurrei em seu ouvido.

Agora tenho que falar com Jack. Não aguento mais ficar longe dele. Vou esperar a aula acabar para ir ao seu encontro e tentar resolver as coisas.

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Andei pelo corredor. A aula já tinha acabado e tanto Jack quanto Soluço não retornaram. Procurei por eles pelo colégio e os vi sentados num banco perto do bebedouro. Soluço logo me viu e me chamou. Fui cautelosamente, sentindo medo, pensando que Jack ficaria bravo.

- Oi — sorri fraco — Posso falar com você Jack? — perguntei sem obter resposta.

- Vou deixar vocês a sós — Soluço disse saindo — Como a aula acabou vou pra quadra — eu assenti. Jack continuou sentado de cabeça baixa. Sentei-me ao seu lado, relutante.

- Jack — sussurrei.

Ele me olhou frio e indiferente, esperando eu dizer algo. Ficamos por algum tempo em silêncio, nos encarando. Quebrei aquele silêncio:

- Jack.

- O que você quer? — sua voz soou grossa e indiferente.

- Me perdoa — desviei meu olhar do seu — Eu te tratei daquele jeito por que fiquei com ciúme da Merida — fechei os olhos e senti que os mesmo estavam marejados — Eu fui boba, infantil e errei por ter te tratado assim. Você é livre Jack, eu não tenho que ficar assim. Desculpe-me também pelo que falei sobre Gothel, eu sei que você quer me proteger dela e eu não estou deixando, mas eu quero que me proteja e que cuide de mim — falei trêmula e já em lágrimas.

- Punz, — Jack colocou a mão em meu ombro e virei-me para ele — você não é boba, nem infantil. É a garota mais incrível que eu já conheci. É verdade que eu tento te proteger e não vou deixar de fazer isso, por que você, — apontou para mim — é importante.

- Desculpa, — mordi o lábio — somos amigos há anos. Tenho que te contar, — entrelacei nossas mãos — não posso mais esconder de você! — exclamei decidida.

- O que? — perguntou com a testa franzida — O que aconteceu Punz?

- Calma, eu vou te contar.

Contei para Jack tudo sobre a morte da minha mãe, do casamento de Gothel e meu pai. Ele ouviu atentamente, mas se alterou quando falei que Gothel me bate e me tranca no quarto.

- Ah, se essa mulher encostar um dedo em você de novo, eu... — falou se levantando irritado.

- Jack... — falei me levantando também.

- Quando foi que isso começou? — olhou bem no fundo dos meus olhos, entrelaçando nossas mãos novamente. — Você contou só pra mim? — balancei a cabeça negativamente.

- Ela começou a fazer isso há um ano. Na primeira vez me jogou da escada — derramei algumas lágrimas.

- Merida e Soluço...

- Não! — exclamei. — Não sabem! Vou contar no momento certo — falei decidida — Agora vamos esquecer isso e focar na festa da Merida — enxuguei algumas lágrimas.

- Pode contar sempre comigo, ok? — se aproximou de mim, me deu um abraço e eu assenti.

- E, aliás, você tem o direito de ficar com quem quiser — sussurrei me afastando dele. Ele revirou os olhos com um sorriso no rosto.

- Nem imagina quem é que eu quero né? — contestou divertido.

Fiquei surpresa e ri, sem graça. Meu rosto enrubesceu. Ah, Rapunzel, ele pode estar falando de qualquer menina, pensei cabisbaixa.

- Eu te amo Punz — falou sorrindo, me tirando de meus pensamentos.

Joguei-me em seus braços novamente, o abraçando com toda a força e sendo retribuída com todo o carinho. Demostrei para ele tudo o que estava sentindo e como me faz tão bem. As palavras que saíram da minha boca a seguir são a mais pura verdade.

- Eu também te amo, Jack.

Notas finais
E vamos pro próximo!