The Big Four: Friends Besides Everything
8 Capítulo VIII - Brigas e discussões
Notas iniciais
Sala de aula. Último tempo de Matemática. O professor Alberto lia um livro enquanto nos matávamos para fazer os exercícios pedidos. O Espirro estava do meu lado, bastante concentrado, e Punz na minha frente. Conversava bastante animada com aquele tal de Rider. Confesso que fiquei um pouco enciumado e me deu uma raiva repentina. Não me concentrei na aula inteira, só prestei atenção naquela cena tosca. Será que Merida está certa? Será que eles estão mesmo tendo alguma coisa? Voltei-me pro Soluço, tentando tirar minha cabeça daqueles pensamentos.
– Espirro, — sussurrei — já falou com a Tochinha? — perguntei seco.
– Já — ele saiu de sua concentração, se voltando pra mim indiferente — ela está bem irritada — balancei a cabeça.
– Foi necessário que fosse assim, senão não teria graça — opinei sarcástico.
Ele riu. Do nada me deixou no vácuo e virou bruscamente o pescoço, prestando atenção na cena que acontecia ali na sala. Meu olhar foi na mesma direção e para minha surpresa uma briga acontecia no meio da sala.
Fernando e Daniel eram os causadores daquele reboliço. Um empurrava o outro, enfurecidos, xingando e soltando palavrões pelo ar. Olhei incrédulo, mas um sorriso foi se formando em meus lábios. Cruzei os braços e encostei-me à cadeira, só vendo a briga com se fosse filme.
Soluço ia se levantar, mas Alberto acordou do seu transe e deu um pulo da cadeira, indo apartar a briga. Todos só observaram a cena, mas nem preciso dizer que uns incentivaram né?! :P
– Vocês dois, — apontou Alberto, com cara de tédio — parem agora — sua calma era tanta que incomodava.
– Parecem crianças — resmungou um garoto.
– Para a direção comigo — sua voz era de sono — AGORA! — gritou de repente, assustando a todos. Como sempre a bipolaridade ataca. Uma hora ele era calmo demais e outra hora ele era surpreendentemente assustador.
Os dois saíram na frente, seguidos por Alberto, um fuzilando o outro com o olhar. Em poucos segundos começaram os burburinhos e comentários. Uns ficaram chocados, outros tinham uma cara perplexa (Qual é a diferença? Nenhuma... :P #semorre!!!), uns tinham expressão de indiferença, outros continuavam os apoiando. Aquilo era perturbador. Nessa escola só tem louco.
Virei-me para Soluço que até então parecia em choque. O chamei, acordando-o de seu "transe".
– Espirro — chamei. Ele me olhou de olhos arregalados — Acorda criatura! — falei sem paciência.
– Cara... pensei que eles fossem se matar.
– Ah, que nada. Foi emocionante não foi?
Comentei divertido. Rapunzel virou-se para mim com a testa franzida:
– Como?
– Só disse que foi emocionante — repeti descontraído.
– Como? — insistiu. A minha paciência estava em jogo.
– Já falei que...
– Eu ouvi — me interrompeu fria, me encarando com reprovação — Nossa Frost, você realmente não tem jeito mesmo hein? Consegue se superar fácil. Minha mãe está certa, estou decepcionada — engoli em seco. Decepcionada? Ela me chamou de quê? Mas... o que ela tem?
A raiva me subiu a cabeça.
– Comigo? — me fiz de sonso, apontando para mim mesmo, essa assentiu. — Foi só um comentário! — falei indignado, tentando me defender. Ela balançou a cabeça negativamente. — Aliás, não sei por que você ainda chama aquela mulher de mãe. Nós dois sabemos como ela é com você. Ela não gosta de mim por que sabe que quero te proteger! — bradei irritado.
– Ah Jack, vê se cresce — ignorou tudo o que eu acabei de falar, não tinha emoção nenhuma em sua voz.
Fiquei sem reação. A Punz nunca me tratou desse jeito, tão fria. Eu acabei de falar que quero proteger ela, mas parece que não ouviu nada. Minha raiva explodiu quando aquele narigudo do Rider se meteu.
– Não dê confiança Punz — me olhou de cima a baixo — Não vê que ele só quer te fazer parecer fraca e burra pra poder se amostrar, princesa? — comentou seco e debochado.
Ele a chamou de Punz e de princesa? Ahhhh, esse cara tá morto! Vou cortar ele em pedacinhos! Que intimidade é essa? Meus limites foram tirar férias, infelizmente. Não me controlei e me levantei com os punhos cerrados.
– Quem você pensa que é pra falar de mim? — berrei, chamando a atenção de todos para mim — Você não me conhece, além disso, meu assunto é com a Rapunzel e isso não te diz respeito! — falei com o dedo na cara dele.
– Não vai valer a pena perder meu tempo com um idiota que nem você — falou virando-se pra frente.
– Você tá se achando ou tá com medo, frangote? Levanta pra gente poder ver quem realmente é perda de tempo aqui! — Bradei chamando-o para a briga.
– Vou quebrar você todo moleque! — Falou levantando da cadeira e se posicionado na minha frente.
Pronto, a briga já estava armada, todos gritavam na sala. Soluço tentou me puxar para me sentar na cadeira, mas me soltei de sua mão, relutante e decidido. Preparei-me para lhe dar um soco, mas Rapunzel interviu.
– Jack — Rapunzel me repreendeu, já de pé segurando minha mão.
– Como é? — perguntei surpreso, me soltando dela. — Está defendendo ele? Você vai ficar do lado dele, é isso?! — reclamei, franzindo o cenho.
– Jack não! Parem com isso... — sua voz era inaudível.
– Já entendi tudo! — a interrompi. — Quer saber? Vocês se merecem! — falei acenando para os dois, já saindo.
– Jack, — gritou — Jack espera!
Bati a porta com força, sob olhares incrédulos. Com o canto do olho vi Soluço correr atrás de mim, deixando para trás uma Rapunzel decepcionada.
Fale com o autor