The Big Four: Friends Besides Everything
7 Capítulo VII - O que deu neles?
Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo pra vocês! Divirtam-se!!
Pov's Merida
Abri os olhos bruscamente. Minha mãe me acordada. Sentei-me na cama ainda sonolenta, tentando raciocinar. Recuperei meus sentidos em instantes e vi meus pais em pé me olhando sorridentes. Meus irmãos corriam pelo quarto gritando "Parabéns Merida, parabéns!" e mamãe trazia nas mãos um bolo escrito meu nome. Era meu aniversário de 16 anos, é sou a mais nova do The Big Four. Aquela gritaria no quarto estava me tirando do sério. Fechei os olhos por um instante, respirei fundo e sorri, fitando meus pais. Meu sorriso era de gratidão, pois aquele gesto... era tão... legal.
- Ah mãe... — agradeci sem graça ainda com voz de sono.
- Parabéns minha linda — me deu um beijo e um abraço.
- Parabéns minha filhinha! — papai me deu um abraço tão forte! (Esmagada u.u — coitada!)
Seus olhos estavam marejados, já derramando em lágrimas ainda em meus braços.
- Ah pai, — resmunguei me soltando dele — não precisava! — murmurei sem jeito.
- Sempre será minha menininha, você sabe disso não é?
- Pai! — bradei, revirando os olhos.
- Seu amigo Soluço ligou — comentou mamãe, me olhando de bico. Meus olhos brilharam.
- O que ele falou? — quis saber curiosa.
- Sabe que não gosto dele não é? — ignorou minha pergunta e disse emburrada — Aquele tal de Jack é tão atentado que chega até doer.
- Ele é legal mãe, é o cara mais divertido que já conheci — defendi Frost.
- Abre teu olho Merida. Esses meninos não são flor que se cheire!
- Argh, se é pra brigar prefiro voltar a dormir, vocês podem me dar licença? — pedi irritada.
- Tudo bem — aceitou meu pai de imediato, suspirando.
- Não quero brigar Merida, — mamãe tinha a voz triste — só te alertar, mas já que é a sua vontade — revirei os olhos e vi que eles estavam indo em direção à porta, prontos pra se retirarem. Não queria ficar nesse clima com eles, ainda mais hoje.
- Espera, voltem aqui! — os impedi — Não quero que fiquemos assim, mas vocês precisam confiar em mim — Fui sincera o máximo possível — Meus amigos me dão o maior apoio e me fazem tão bem! Eu os amo!
- Desculpe filha.
Os dois falaram e vieram me abraçar. Assim que me afastei esbocei um sorriso tímido:
- Será que posso faltar hoje?
- É seu aniversário, você que sabe — papai falou e minha mãe lhe deu um olhar de repreensão, mas compreendeu.
- Não concordo, mas se você quer... — deu de ombros — aproveite. Desça para tomarmos café juntos e arrume esse cabelo — disse fazendo careta.
Ri e dei um beijo neles que saíram seguidos pelos pirralhos dos meus irmãos.
Fui ao banheiro, me arrumei e desci. Ainda era muito cedo, então aproveitei para ligar pro Soluço, que devia estar na escola. Nenhum dos três me ligou para desejar feliz aniversário. Anualmente me ligavam na madrugada, gritando no outro lado da linha, e eu ficava brava, não só por um sono perdido, mas também porque odeio que gritem no meu ouvido. Mas de repente eles esqueceram, então aproveitei que ia ligar pro Soluço pra confirmar meu pensamento.
- O-oi Soluço, — cumprimentei trêmula — hoje vou ficar em casa! — exclamei — Como está?
Porque estou tão nervosa? Calma Merida, ele se lembra, tem que lembrar.
- Estou bem — falou seco — É uma pena, porque hoje não tem nada importante pra fazer, então pensei em sua companhia — eu estava boquiaberta.
Meus olhos estavam arregalados, a raiva foi me tomando e eu tive vontade de explodir, entrar pelo telefone e socar aquele idiota! Ficou um silêncio no outro lado da linha. Como nada importante? Eu não sou importante? O que ele sabe sobre ser importante? Qual a origem de importante? EU VOU MATAR O "IMPORTANTE"!!!!!! Pensei com raiva, quase quebrando o celular. Senti uma vontade de chorar, mas me obriguei a engolir o choro. Não podia chorar, não quero que pense que sou sensível, que não sou mais aquela menina valente, indomável, forte. Respirei fundo e exclamei indiferente:
- Ótimo, mas é uma pena! — falei sarcástica — Lamento por você. Agora licença que eu tenho coisas mais IMPORTANTES pra fazer — fui fria até o sorvete mais gelado possível.
A empregada olhou acena surpresa, depois não demonstrou emoção.
Bati o celular na mesa com força e fui em direção à sala de jantar. Eles iam se ver comigo, ah se iam!
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