The Big Four - A Nova Geração

3 Um Lugarzinho Chamado Rio de Janeiro


Notas iniciais
É, segundo capítulo... Espero que vcs gostem!!!! Esse cap. é da Rapunzel Vlw Bjs

Capitulo 2

Era estranho estar se mudando. Nos meus quinze anos de vida eu sempre morei em Corona, uma pequena ilha no litoral da Espanha, e ela é tão pequena que nem aparece nos mapas. Agora eu estava indo quase que para o outro lado do mundo, para lugarzinho chamado Rio de Janeiro, Brasil. Pelo nome me parece um lugar ahn, exótico? Talvez, né, nunca se sabe. Ainda bem que durante muitos anos Corona tinha sido uma colônia Portuguesa e uma de nossas "línguas nativas" é o português, junto com o francês (não me pergunte) e o espanhol. Eu também falo inglês fluente ou seja, sou uma menina poliglota, engole essa sociedade.

― Rapunzel, filha, desce logo com suas malas, o voo é em menos de três horas! ― Minha mãe gritou do andar de baixo. Me levantei correndo da cama o que fez o meu caderno de desenhos cair no chão e se abrir em um desenho antigo meu, os traçados ainda eram os mesmos, os olhos azuis do menino da pintura eram os mesmos. É uma história engraça porque quando eu tinha uns cinco ou seis anos tive provavelmente um sonho e achei que era verdade, nele Jack Frost, o guardião do inverno vinha brincar comigo na neve, me ensinando a patinar, como eu disse coisa boba de criança.

Peguei o caderno e o guardei na minha bolsa. Antes de sair do quarto me olhei no espelho. Meus olhos verde claro estavam escondidos atrás de óculos de grau, meu cabelo castanho batia nos meu ombros e estava repicado. Eu usava uma calça jeans branca e uma camisa de botão rosa, junto de sapatilhas combinando. Ajeitei o óculos e fiz uma careta no espelho depois fui ate a cômoda e peguei Pascal, meu bichinho de estimação e não ele não é uma iguana ou sapo, é um camaleão. Pus Pascal dentro de sua "gaiola de viagem" e com a outra mão peguei minha enorme mala. Andei até o corredor e chamei o elevador, acho que ser da antiga família real de Corona te da algumas coisas como um elevador em casa, né?

Entrei nele e apertei o térreo. Quando cheguei lá em baixo quase que meu pai me arranca um braço pegando minha mala e resmungando algo sobre eu viver no mundo da lua. A viagem até o aeroporto até que foi rápida, demorado mesmo foi a viagem para o meu "novo lar" mais de doze horas acredita? Quando desci do jatinho (com um pouco de vergonha pois conseguia ver os passageiros na zona de embarque me encarando) a primeira coisa que senti foi o calor e a segunda foi o sol e aí o calor de novo. Ao descarregar todas as malas seguimos para o carro e em seguida para a nossa nova casa. Depois de dirigir um pouco, na verdade bastante, a paisagem da cidade foi sendo substituída por árvores e montanhas. Passamos pelo portão enorme do grande condomínio de fazendas e o carro parou em umas das propriedades no meio. O portão era enorme e tinha um chafariz na entrada, bom já a casa, era menor do que a minha da Espanha mas mesmo assim era bem grande e toda branca. Mesmo sendo uma casa de fazenda era bem moderna. Depois de conhecer a casa fui me instalar no meu quarto. Ele era quase exatamente igual ao meu antigo só que as paredes estavam em branco, prontas para serem minha mais novas obras. Demorei bastante desfazendo as malas e quando acabei só queria dormir.

O mesmo pesadelo, sempre o mesmo. Aquele homem de cabelos negros, um sobretudo escuro e olhos amarelos. Acordei com um pulo e um grito quase saindo pela garganta.

― Calma Punzie, é só um sonho ruim ― Falei em voz alta para me reconfortar. Levantei e vi que ainda estava escuro, talvez umas três ou quatro da manha. Peguei o meu caderno de desenhos e o folheei até achar aquele desenho. Eu o chamava de Breu, só Breu e ele sempre perturbou os meus sonhos, desde pequena. Tirei os olhos do desenho e joguei o caderno na cama que nem estava desarrumada. Eu precisava esquecer de tudo um pouco, da minha vida perfeita que eu tinha deixado para trás.

― Só três anos, três anos. ― Murmurei, que era o tempo que eu ficaria por aqui.

Peguei meu pincel e fiz um esboço na parede, a vista do meu quarto em Corona, que era o jardim sempre florido e ao fundo as montanhas com o sol nascendo bem brilhante.

Uma semana se passou desde que eu me mudei, o calor não me incomoda mais tanto quanto incomodava, e a pintura do meu quarto estava completa, então eu ia aproveitar para pintar a outra parede, desta vez uma floresta no outono, com as folhas voando pelo ar. Eu gostei. Infelizmente minhas férias acabariam logo. Mais precisamente aquele era o meu último dia de férias e a noite tinha uma festa de negócios e meus pais teriam que ir, eu não ia mas queria, porque mesmo assim, sendo de negócios ,era de uma família aqui do condomínio e seria uma boa oportunidade para eu me enturmar (não que eu tenha algum problema com isso). Fiquei animada quando minha mãe disse que eu iria a festa com eles. Quando perguntei o por que, ela disse que também seria a festa de dezesseis anos da filha do prefeito, o dono da casa.

Faltando ainda umas horas para a festa começar resolvi ligar pelo Skype para minhas melhores amigas, os meninos e Flyn o meu namorado, pelo menos acho que ele ainda é. As primeiras que me atenderam foram Elsa e Anna, seguidas da Bela, Kristoff, Hans e Alice. Flyn não estava online. Ficamos horas conversando até que minha mãe bateu na porta e tomou um susto por eu não ter começado a me arrumar. Acho que meus amigos ouviram o chilique da minha mãe. Me despedi deles e tomei banho rápido. Depois chegou a minha parte favorita, escolher meu vestido. Peguei um roxo bem delicado que batia nos meus joelhos, botei um salto baixo, fiz uma maquiagem leve e coloquei uma tiara.

Quando desci meus pais já estavam prontos, minha mãe vestia um vestido longo de uns tons esverdeados que combinavam com seus olhos e seus cabelos castanhos estavam soltos e escovados, ela estava bem bonita. Meu pai estava usando seu smoking preto e nele estavam presos umas medalhas. Com todos prontos saímos em direção à última propriedade, posso dizer que eu quase babei. Era com certeza a maior propriedade e era muito bonita, só era estilo "castelo antigo" que não era exatamente o que eu esperava da casa do prefeito.

Na hora de estacionar não tinha muitos carros, parece que chegamos um pouco cedo de mais. Uns homens que estavam na porta nos guiaram até dentro da casa e esperando por nós tinha um homem bem grande, barba e cabelos cacheados ruivos, olhos azuis claro e usava um terno preto. Ao seu lado tinha uma mulher muito bela, com longos cabelos castanhos presos em duas tranças grandes, uma de cada lado, o seu vestido era meio cinza, sua expressão era suave, o que combinou com seus olhos verde claro.

― Senhor e senhora Corona, bem vindos! E você também pequena Rapunzel!― Disse a mulher sorridente.

― Caro Fergus como esta? E você Elinor? Quanto tempo! ― Meu pai disse apertando a mão do homem chamado Fergus e beijando a mão de Elinor.

Fergus gargalhou alto ― Como vai Maxell? E você está linda Elizabeth, como sempre, acho que sei quem Rapunzel puxou, não é mesmo?

Todos riram depois dessa afirmação e eu ri também, não sabia muito bem o que fazer.

Minha mãe depois cumprimentou Fergus e abraçou Elinor. Eu um pouco sem graça apertei a mão deles também.

― Bom Rapunzel, minha filha, Merida se atrasou um pouco, mas já deve estar chegando. ― Disse a senhora Dunbroch. Quando ela acabou de dizer isso ouvi um relincho de cavalo e depois de uns segundos uma mulher meio cheinha passou correndo para fora e depois entrou correndo segurando uma menina de cabelos volumosos e ruivos. Elinor suspirou e disse:

― Espero que Merida possa aprender algo com você Rapunzel.

No resto do tempo eles ficaram falando de negócios e um pouco depois de Merida subir as escadas Elinor também foi se juntar a ela. A casa ia enchendo cada vez mais até que passado uma hora desde a nossa chegada três meninos ruivos desceram as escadas correndo acompanhados de Elinor, com certeza também eram seus filhos. Chegando em baixo, ela pede silêncio e faz um belo discurso sobre sua filha então no topo da escada surgem Fergus e Merida e braços dados. Achei Merida muito parecida com sua mãe, seu cabelo ruivo e muito cacheado estava preso em um coque alto e seu vestido era azul de um ombro só. Ela desceu a escada e algumas pessoas se aproximaram para falar com ela. Minha mãe segurou o meu braço e me puxou até lá, atrapalhando minha conversa com um garoto bem bonitinho.

― Filha, quero te apresentar Rapunzel Corona, ela é nossa nova vizinha, veio da Espanha. ― Sua mãe disse rindo.

― Hey, tudo bem? ― Merida perguntou estendendo a mão e dando um sorriso, percebi que ela não parecia muito feliz mas mesmo assim disse com um sorriso:

― Oi, tudo bem, dezesseis né? Eu só completo dezesseis mês que vem, dia 28.

― Serio? ― Ela perguntou ― Eu na verdade faço aniversario só mês que vem, dia 28 também, só que meus pais vão viajar e fizeram a festa hoje.

― Legal, que coincidência!

Um pouco antes de começarmos a conversar ,nossas mães já tinham saído e Merida olhou em volta, falando:

― Olha foi um prazer Rapunzel, mas eu vou tomar um pouco de ar, está muito cheio aqui, se minha mãe perguntar eu fui lá fora, ok?

― Ahn, ok. ― Eu disse em quanto ela se virava e seguia para a saída do salão.

Depois que ela saiu conversei um pouco com algumas pessoas até que quis ir até o toalete.

― Ei, com licença, pode me ajudar? ― Perguntei para um garçom.

― Pode falar senhorita. ― Ele respondeu.

―Pode me dizer onde fica o toalete?

― Claro, é subindo a escada, a porta lilás.

Eu agradeci e subi a escada, quando achei a porta lilás a abri e acendi a luz. Me deparei com um quarto, não um banheiro e uma cena, no mínimo estranha. Tinha uma menina e um menino, deitados no chão. Fiquei um pouco em choque e antes de fechar a porta e apagar a luz novamente percebi que o menino era um um que eu tinha falado no salão, de olhos verdes e a menina em cima dele era a Merida.

Notas finais
:3