The Bet (JPLE)
26 Quer ir ao baile comigo?
Notas iniciais
– Estou entediado, Evans – disse James Potter, se jogando no sofá ao meu lado. – Quero fazer alguma coisa diferente.
– Escravidão é ruim, lamento – respondi, distraída, folheando o livro que eu lia, ao meu lado, Potter fez um barulho engraçado, como se ele desprezasse o meu comentário. Sinceramente, eu não me importava; só queria que ele saísse do meu lado para eu me concentrar no meu livro. A presença, o perfume, dele me deixava tonta.
– O que isso tem a ver com o que eu disse? – perguntou ele; eu podia imaginá-lo franzir a testa, confuso. Dei de ombros e virei a página. – Esqueça. Não quer fazer nada de interessante?
Suspirei, cansada.
– Tipo o quê? – perguntei sem dar muita atenção.
– Sei lá... treinar?
Desviei os olhos do livro e o olhei, franzindo a testa. Aquela conversa era estranha.
– Treinar?
– É, para o Natal – ele sorriu.
Eu arregalei os olhos para ele quando eu percebi o que ele quis dizer. Eu havia – eu não precisei lutar tanto assim – aceitado ser a namorada de mentira dele; acredite, eu perguntei o por quê, mas Potter se recusara a me responder. Como se eu me importasse em ser a namorada. Eu sabia que era falso, mas não me culpem por sonhar.
Ainda assim, eu tinha de manter o meu papel e ser quem eu era. Por isso eu ri – um pouco magoada por não ser a namorada de verdade dele.
– Está louco, Potter? Não é Natal e não estamos na casa de seus pais. – Voltei a ler o meu livro enquanto Potter ficava em silêncio.
– Quer dizer que no Natal rola? – Era esperança na voz dele? Revirei os olhos e antes que eu pudesse responder, o telefone tocou. Bufei e fui atender.
– Alô? – falei, olhando Potter se esparramar em meu sofá. Comprimi os lábios.
– Lil's, sou eu, Dorcas – uma voz não tão animada soou do outro lado da linha.
– Oi, Doe. O que foi?
– Hã... quero fazer compras – disse ela com cautela. Eu gemi.
– Chama a Marlene. Da última vez que eu fui fazer compras, eu arrastei a cara de uma loura na parede – argumentei e vi que Potter prestava atenção na conversa, pois tinha um sorriso nos lábios.
– Ah, eu já tentei – ela pareceu irritada. – Mas parece que o Sirius conseguiu se entalar em algum balde ou vaso sanitário, não sei, e Lene levou o idiota ao hospital.
– Ele é um idiota – falei, tentando segurar o riso.
– Por favor, Lily. Eu... preciso conversar com você. Pode... pode trazer o James. Ele vai entender.
– Está bem. Eu encontro você daqui a pouco – e desliguei o telefone.
Virei-me para o Potter, que estava segurando o meu livro, com as mãos na cintura. Era uma cena engraçada: James Potter, deitado no sofá, de barriga para cima, tentando ler um livro de romance. É, a coisa estava realmente feia para o lado dele.
Ele percebeu que eu estava olhando.
– É legal. – Disse.
– Sim, mas tenho coisa melhor do que, não acredito que vou dizer isso, ler. E vai acabar com o seu tédio.
Potter ergueu uma das sobrancelhas e depois levantou-se, deixando meu livro de lado, interessado.
– Estou ouvindo.
(…)
Encontramos Dorcas na porta do shopping. Eu ainda estava me acostumando a vê-la sem o uniforme da polícia; mas eu e Potter estávamos ali por outro motivo. Depois de contar para ele o plano de juntar Lene e Sirius, Potter – mais do que depressa – aceitou a me ajudar em fazer Dorcas e Remus um casal. Potter disse que era melhor viver o livro do que apenas lê-lo. Foi a única vez em que eu o vi falando algo filosófico.
Então Dorcas nos contou o que estava acontecendo; Remus era um fofo e um homem calmo e sensato – ao contrário de certas pessoas –, mas estava magoado com Dorcas. Ao que parecia, ela o havia deixado algum tempo atrá e Remues não havia superado, muito menos a esquecido. Eu sabia que havia várias mulheres que corriam atrás dele, porém, o coração dele ainda era da minha amiga. E eu tinha um plano – ou pelo menos eu acho que tenho – para juntá-los novamente.
Eis o meu plano: o baile de inverno que terá no próximo final de semana, a escola permite que os professores levem pares – o meu seria o Potter, mesmo que ele não saiba ainda – e Potter convenceria Remus a levar alguém, ou seja, Dorcas. Mas, para isso funcionar, tínhamos de elaborar algo mais brilhante. Porque, apenas fazer Remus levar alguém, não era o suficiente. Precisávamos mais do que a famosa frase: “Quer ir ao baile comigo?”. Remus era muito esperto e saberia que tinha dedo meu e do Potter.
Obrigaram-me a comprar um vestido para o baile também. Porque aquilo era um complô de James Potter e Dorcas Meadowes contra a minha pessoa. Eles sabiam que eu odiava compras. Mas Potter cismou que seria o juiz e que escolheria os nossos vestidos. Dorcas o provocou:
– E quem é o seu par?
– A Evans, oras – disse ele, como se aquilo fosse óbvio. E ea mesmo. Dorcas deu uma risadinha.
– E eu aceitei? Perguntei, com o coração batendo forte contra meu peito. Eu ainda o mataria por me fazer querer derreter toda.
– Claro, seu carona e a companhia de um cara maravilhoso como eu estará garantida– respondeu Potter – respondeu ele, pegando alguns vestidos aleatórios das araras. – Agora, experimentem esses aqui – e colocou os vestidos em nossos braços.
– Imbecil – falei, seguindo Dorcas até os provadores.
– Eu também te amo – disse ele e meu coração parou. Não respondi.
(…)
Levou, exatamente, duas horas para que o idiota do Potter gostasse de um vestido. Àquela altura, minhas mãos estavam coçando para dar um soco naquela cara linda. Peguei mais alguns vestidos, sem olhar para eles, e fui para o provador. A sortuda da Dorcas já tinha – com ajuda do “juiz” – escolhido o vestido. Era um azul de mangas compridas e lingo, o decote era na frente até um pouco abaixo dos seios. Era bem bonito.
Peguei o primeiro e o vestido.
– Evans, saia daí. Está demorando muito e eu quero ver – ouvi Potter dizer. Revirei os olhos e saí do provador. Quase não que não observei a reação controlada dele.
– Com certeza é esse, Lily – disse Dorcas me conduzindo até o espelho de corpo inteiro que havia ali. Era simples o vestido, mas, ainda assim, era bonito. E eu não precisava me arrumar tanto. O baile era para as crianças, mesmo que os trajes a rigor os professores também tivessem que usar.
O vestido era rosa claro, também longo e tinha apenas um ombro, era colado na parte do do busto – levantando os seios que eu quase não tinha, ao contrário de Lene e Dorcas – e descendo até os meus pés um pouco mais soltinho. Parecia uma princesa não-chamativa.
– Acho que alguém está caidinho – sussurrou Dorcas afastando meus cabelos dos ombros. Eu olhei para Potter, pelo canto dos olhos e o vi com uma expressão embasbacada no rosto.
Balancei a cabeça.
– Não fale coisas, Dorcas. Vamos, quero acabar com essa tortura – disse eu e voltei para o provador.
(…)
– Como nós vamos fazer isso? – Potter me perguntou assim que chegamos em casa. Dorcas tinha seu próprio carro (não era pobre como eu), então não precisara de carona para ir para casa.
– Eu estou pensando – respondi, tentando pensar em algo bom. – Mas bem que você podia dar uma ajudinha; não era você que estava com tédio?
– Meu estoque de ideias está escasso, prefiro deixar que você faça isso – ele se jogou em meu sofá e depois me olhou. Eu sabia que minha expressão não estava para brincadeiras. – Porém, eu posso me esforçar um pouco – e sorriu.
– Acho bom. Vou tomar um banho e já volto.
– Poso tomar banho com você?
– Não. – Mas o convite era tentador.
Eu subi as escadas penando no baile e que era desnecessário ir a rigor. Quero dizer, o meu vestido era bem bonito, mas acho que não precisava tanto. Ao mesmo tempo em que eu pensava em meu vestido, pensava em algum ploano para que Remus aceitasse, ou melhor, convidasse Dorcas e se acertar com ela... Bem que o Potter podia me convidar. Sei que iria com ele, mas seria mais cavalheiro da parte dele. Quase ri; Potter era tudo, menos cavalheiro.
Fui para o meu quarto e fechei a porta, sem antes olhar para o quarto de hóspedes. Potter estava tão longe, mas tão perto! Balancei a cabeça; foco foco. Eu tinha que arranjar um plano para que Remes finalmente ficasse com a minha amiga. Potter vinha depois.
Tomei um banho, me vesti e desci. Senti cheiro de comida assim que eu abri a porta do meu quarto. Talvez não fosse tão ruim tê-lo aqui. Eu realmente não sabia que ele sabia cozinha – algo que eu não sei fazer –; era verdade que eu o tinha provocado ontem, mas eu não tinha ideia que ele era bom. Só era preguiçoso e olha que Potter era magro.
Não identifiquei o que ele cozinhava, mas o cheiro estava maravilhoso e eu imediatamente fiquei com fome. O aroma de azeite e alho enchia o ambiente, me deixando tonta e a visão que eu tinha era privilegiada.
– Esse cheiro está ótimo – comentei, fazendo-o virar-se.
– É o especial de James Potter – ele piscou um olho, sorrindo.
– Não sabia que tinha um especial – falei, sentando-me à mesa da cozinha. – E nem que você cozinhava tão bem.
– Evans – disse ele, de costas para mim, revirando algo na frigideira –, tudo o que eu faço saí perfeito.
Revirei os olhos.
– Nem tudo – afirmei e Potter riu.
– Quer apostar? – perguntou e eu quase tive uma crise. E, então, ele riu mais uma vez. – Brincadeirinha, querida.
– Eu não sou sua querida – respondi um pouco irritada.
– Eu sei, eu sei. Faz um favor para mim? Arruma a mesa?
Mesmo revirando os olhos – ora, quem era ele para me dar ordens dentro da minha casa? – , eu fiz o que ele pediu e logo nós dois estávamos sentados à mesa, nos servindo do belo jantar que Potter preparara.
Depois de um tempo comendo em silêncio, Potter perguntou:
– Já pensou o que vamos fazer em relação à Remus e Dorcas?
– Sim, e o único jeito é falando com ele – respondi simplesmente.
Ele fez um muxoxo.
– Nada de escutas e nada de planos que geram ciúmes?
– Queria outra briga? Não. – Eu o olhei. – E, além do mas, eles não são Lene e Sirius.
– Eu ainda não sei qual é o preconceito quanto a me chamar pelo primeiro nome – ele resmungou. – Mas tudo bem, tudo bem.
– Para de drama, Potter, pelo amor de Deus – revirei os olhos. – Eis o que você vai fazer...
– O quê? Eu? – Potter largou o garfo no prato para me olhar.
– Há outro James Potter aqui?
Ele fez um gesto com as mãos, indicando que eu podia prosseguir. Eu o amava, mas Potter era tão burro! Mas, mesmo assim, eu contei a ele o que fazer. Ele me ouvia com atenção, sem me interromper. Até que Potter sabia ouvir quando queria.
Assim que terminei, Potter sorriu – aquele sorriso que queria dizer que ele estava aprontando alguma coisa ou que estava conspirando contra algo. Meu coração se acelerou quando seus olhos encontraram os meus e o seu sorriso transformou-se em compreensão. Disfarcei, olhando para o meu proato quase vazio, tentando pensar no gosto ótimo que a comida tinha. Meu rosto devia estar mais vermelho que o normal, mas eu o escondi com meus cabelos. Logo o som dos talheres dele foram ouvidos novamente.
– Agente 007, operação cupido – brincou ele, depois que terminamos de comer. – Acho que posso cuidar disso – e assoprou os dedos em forma de arma, fazendo, logo em seguida, um coração com as mãos.
Eu o olhei boquiaberta.
– Você é um cara muito esquisito.
– Mas todos me amam. – Potter estufou o peito.
– Ok, 007. Vai fazer algo de útil – e o empurrei para fora da cozinha, sentindo minhas mãos quentes ao tocar suas cotas. Ele foi, mas, quando chegou à porta da cozinha, Potter parou. Ele pegou minha mão e se virou, olhando em meus olhos. Eu amoleci no mesmo instante.
– Você me ama, Lily Evans? – perguntou num tom de voz sério.
– Você nunca vai ganhar essa aposta, James Potter – respondi, com a voz embargada. Eu esperava, sinceramente, que ele não tivesse notado.
Eu tirei minha mão da dele – senti um frio ao fazer isso – e dei as costas. Eu o ouvi suspirar e logo depois seus passos subindo as escadas. Fechei os olhos e fui para a pia, a fim de lavar a louça.
(…)
Minha amiga estava linda. Se Remues não a chamasse para esse baile, juro que eu dava um soco nele. Sério, aquele vestido estava lindo nela. Dorcas me elogiou, dizendo que James (ainda não era muito fã dessa intimidade deles) ia amar. Na verdade, eu não me importava. Eu estava ali para ajudá-la e não ficaria satisfeita até que conseguisse fazer aqueles dois se resolverem.
Agora... a minha única preocupação era se o Agente 007 tinha feito a coisa certa. Senão, quem iria apanhar seria ele.
– Doe, de onde você conhece o Remus? – perguntei apenas para fazê-la parar de andar de um para o outro. Ela parou e me olhou como se eu fosse louca.
– Você não... Não posso falar sobre isso – respondeu Dorcas, balançando a cabeça. Eu ia falar que história era aquela, mas o telefone tocou e, provavelmente, era Potter. Deixando aquilo de lado por algumas horas, eu atendi o telefone.
– Oi – falei, torcendo para que fosse o idiota.
– O lobo vai partir – disse a voz de Potter. – Repito: o lobo vai partir. – Dei um tapa em minha testa.
– Você tem problemas?
– Corça Mãe, cala a boca e traga a loba. O cachorro e sua dona já foram. Cervo 007, câmbio e desligo – e realmente desligou.
Coloquei o telefone no gancho e olhei para minha amiga.
– Vamos, porque a Corça Mãe aqui vai dar um coice no focinho do Cervo 007 por ser tão infantil.
Ela riu e eu a segui até o seu carro, porque, como eu disse, era pobre e Potter não me emprestara o dele. Como se eu fosse péssima motorista, mas tudo bem. Eu entrei no carro de Dorcas e ela deu partida com aquele vestido longo.
O caminho foi calmo e não muito ongo. Portanto, assim que chegamos, tinha carros dos pais estacionados em frente ao colégioe as crianças entrando. A decoração da entrada estava de acordo com o clima: havia estrelas penduradas (eu tinha ajudado Potter e a professora de Artes, que dava muito em cima dele, a fazê-las), neve de verdade e de mentira cobriam o caminho, as luzes piscavam entre o azul e o dourado; já era possível ouvir a música vinda do ginásio. Eu olhei para Dorcas e ela assentiu.
Saímos do carro e o frio estava cortante – realmente caía neve. Nós atravessamos a rua e, quando chegamos ao outro lado, o meu coração quase saiu pela boca. James Potter estava de terno, camisa e calça sociais, suas mãos estavam nos bolsos, seus óculos quadrados estava um pouco torto e seus cabelos espetavam para todos os lados. E parecia estar me esperando, me olhando tão intensamente, que eu tive de desviar os olhos. Eu tinha até esquecido que era a Corça Mãe e que iria dar um coice nele.
Dorcas foi a primeira a chegar nele enquanto eu tentava desacelerar meu coração. Ele estava me deixando louca. Ao longe, ouvi-o elogiar Dorcas e depois me olhar.
– Você está linda, Evans – disse e o meu coração voltou a se rebelar contra mim.
– Eu já ouvi isso, Potter – retruquei com, ainda bem, a voz firme. – Vamos entrar. E o Remus?
– Está lá dentro – ele deu um sorriso cúmplice e eu sorri, revirando os olhos. Ele estava tão lindo, que me desconcentrava.
Entramos, a música ia ficando cada vez mais alta e a decoração me deixava realmente impressionada. Dorcas ia atrás de nós, nervosa. O que era estranho, pois ela era uma policial. Eu a olhei e vi que ela era tão parecida com Remus, que eu cheguei a entender o por que deles dois serem tão difíceis de se aproximarem.
Assim que entramos no ginásio, eu percebi que – além de ter ficado quente e eu não precisava mais daquele sobretudo – todo aquele tempo gasto valera a pena. As estrelas falsas pediam do teto pata e azul-prateado, o chão estava coberto por uma neve falsa branca-prateadas as mesas (já cheias) estavam decoradas com panos brancos com estrelas e a pista de dança estava ocupadas pelos alunos. Vi Alice e Frank Longbottom sentados às arquibancadas e ele a olhava com ternura. Ele também era amigo de Potter, pelo o que eu entendia.
Vasculhei o ginásio e vi Remus numa conversa com Lene e Sirius. Olhei para trás e Dorcas assentiu, parecendo mais confiante. Voltei meu olhar para o Potter e ele sorriu, piscando um olho. Balancei a cabeça e enganchei meu braço no dele para que Remus não visse Dorcas ainda. Senti Potter estremecer levemente enquanto íamos para a mesa mais distante das outras.
Potter anunciou a nossa chegada e Sirius nos olhou, sorrindo. Não falei nada e prestei atenção no que Potter dizia:
– Ei, Aluado, temos uma surpresa – e nos separamos, revelando Dorcas atrás de nós.
Remus a olhou e ficou sem fala. Todos nós ficamos, mas Remues continuava calado e isso frustru Dorcas. Ela chegou mais perto dele e, com seu jeito mandão de policial, apontou com o dedo.
– Por que é tão difícil para você perguntar: Quer ir ao baile comigo? – Ela fez uma pausa para que ele dissesse algo, mas ele continuou quieto. – Você sabe que não foi minha culpa por ter me mudado, nós já conversamos sobre isso! Mas não... você não pode se abir comigo, porque...
– Você fala demais, Dorcas Meadowes. – Remus a interrompeu, encurtando a distância entre eles e a puxando pela cintura. Todos nós ficamos paralisados enquanto víamos Remus beijar nossa amiga, sem ficar constrangido por isso.
– Até que enfim! – gritou Sirius e eu olhei para Potter. Ele sorriu, orgulhoso e devolveu meu olhar. Quando olhamos nossos amigos novamente, vimos que estávamos sobrando. Potter fez sinal para sairmos dali um pouco; como eu não tinha muitas opções, eu fui atrás dele.
Olhei para as crianças enquanto eu seguia Potter. Vi Matt sorrir com uma menina e percebi que estava feliz. Feliz por tudo, ainda que eu não tenha esquecido a maldita aposta.
Potter parou no meio da pista de dança e estendeu a mão. Eu o olhei, desconfiada. Éramos dois adultos no meio de várias crianças.
– Saber que eu era seu par não justifica minha atitude – disse ele e eu o encarei sem entender.
– Como assim?
– Eu não lhe perguntei o mais importante – respondeu Potter, pegando minha mão. Meu coração disparou. – Quer ir ao baile comigo, Evans?
Por alguns segundos, eu fiquei sem fala. Mas depois sorri e balancei a cabeça, apertando sua mão com firmeza.
– Eu não tenho outra opção, então... sim – respondi e ele me puxou mais para si. Ele começou a me guiar pela pista, e eu tinha plena consciência de seus braços me envolvendo. – Fizemos um bom trabalho, não?
– Sim, mas, Lily? – Eu estava tão concentrada nele, que nem liguei quando ele disse meu primeiro nome.
– O que foi? – Eu o olhei. Ele sorriu.
– Cala a boca e dança comigo.
E foi o que eu fiz quase a noite toda.
Fale com o autor