Notas iniciais
Hey lady do u wanna start a bet? You're gonna ask me to stay (...) Boy you're getting to me In this mystery game Just get out of my way I'm not losing my head I'm not watching my step Ain't got no time to take Better give up this bet You better not hesitate Better give up this bet (The Bet - College 11)

Por Lily Evans

Eu não deveria ter ficado daquele jeito. Ele não era nada meu. E aquela loura era muito bonita. Eu sabia e sentia o olhar de Marlene em meu rosto. Porém, o meu olhar estava preso com o de Potter. Se ele estava com a loura, por que ele havia a afastado e me olhando como se fosse culpado?

Seus olhos estavam arregalados sob os óculos, sua mão direita estava enterrada em seu bolso, me encarando e a loura o olhando indignada. Eu respirei fundo e me virei para cumprimentar Alice, que havia acabado de aparecer. Eu sorri, embora eu achasse que não ia dar um sorriso sincero.

Alice estava feliz, dava para ver. E Marlene varria o local com os olhos, aparentemente buscando alguém; sua expressão era indecifrável.

— Vocês vieram! – gritou ela, animada, enquanto a música tocava alta. – Fico muito feliz!

Cheguei mais perto dela para que me escutasse:

— Não é todo dia que se faz vinte e um anos!

Ela sorriu e se afastou de mim.

— O bar fica ali apontou para os fundos , a comida ali e o James, ali! – olhei para onde Potter se encontrava, discutindo com a mulher loura.

Alice riu da minha expressão. Balancei a cabeça, repreendendo-a. Ela riu mais uma vez, se parecendo tanto com o Potter, que eu procurei Marlene e notando que a minha amiga tinha desaparecido.

— Vou beber alguma coisa – avisei e Alice assentiu.

— Depois venha dançar! – disse ela animada, dançando no ritmo da música. Balancei a cabeça.

— Eu não danço!

— Pois hoje vai dançar, dona Lílian Evans. Ou eu não me chamo Alice Jane Potter! – Ela me olhou como olhava para Florencio Valentin.

Vendo que aquela ameaça era verdadeira, concordei com a cabeça. Eu seria obrigada a dançar.

— Vou beber algo primeiro!

— Se você não vier em cinco minutos para a pista de dança, eu vou, pessoalmente, te buscar! – ameaçou Alice e depois se afastou.

Eu ri e me dirigi até o bar, desviando-me de algumas pessoas. Pedi uma bebida e sentei-me em uma das cadeiras, procurando por Lene. Não obtendo nenhum sucesso, então olhei para a boate e encontrei Potter conversando com um homem alto e forte, de cabelos escuros; percebi que ele estava querendo vir para onde eu estava.

Cruzei as pernas e voltei a me concentrar em minha bebida. Um dos homens que trabalhava servindo as bebidas me olhava, mas eu preferi não dar atenção. Eu ainda olhava para o Potter.

Por que eu ficava assim? Eu não queria nada com ele e, mesmo assim, eu não conseguia tirar os olhos dele, que estava ficando impaciente com o colega. Balancei a cabeça e o meu olhar se encontrou com o do homem do bar.

Ele sorriu para mim e me olhou com desejo. Sorte que estava escuro e ele não podia ver que eu havia ficado da cor dos meus cabelos. Seu olhar percorreu meu vestido vermelho e apertado, parando no meu decote. Eu estava prestes a cobrir a parte à mostra e sair dali, quando uma pessoa sentou-se ao meu lado.

— Você está sendo pago para servir as pessoas e não comê-las com os olhos. O que o seu chefe diria sobre isso? – O homem olhou para Potter e voltou a fazer o seu trabalho.

Potter sorriu e me olhou de acima a baixo. Uma parte de mim ficou feliz por ele estar me medindo, enquanto a outra me fez erguer uma das sobrancelhas.

— Você faz o cara parar de me olhar para fazer o mesmo? – Me fiz ser ouvida por Potter, tirando uma boa risada dele.

— Eu não estou trabalhando. Ele está. Então não tem problema, tem?

Fiquei calada o observando. Ele usava uma camisa xadrez, com uma blusa branca por baixo, calça jeans e tênis. Uma roupa muito diferente da que ele usava na escola. E, eu detestava admitir, o deixava mais atraente.

— É, eu percebi – falei, voltando a minha atenção para minha bebida.

James pediu a própria bebida e ficamos um tempo em silêncio, observando as outras pessoas dançarem.

— Pensei que não viria! – gritou Potter e eu ri.

— Estava me esperando, Potter?

Ele revirou os olhos e bebeu seu drink.

— Claro que não. Mas eu tinha que ter certeza se você viria. Senão, eu ia ter que dar sua pulseira para Alice! – E sorriu. – Então, Evans? Por que veio?

— Porque eu quero a minha pulseira de volta e porque sua irmã me pediu – respondi, revirando os olhos.

— Ah! Vai dançar?

— Por quê? – ergui uma das sobrancelhas. Potter bufou.

— Porque é uma festa? – desdenhou ele. – Vem, dança comigo!

Eu olhei para os lados e fiz uma careta.

— Não – ele pareceu surpreso. – Acho que você já tem par.

Potter acompanhou o meu olhar e fez uma careta. Foi impressão minha ou ele disse um sonoro "Saco" ao ver a loura se aproximando? Ele se levantou ao mesmo tempo que eu era puxada por Alice até a pista de dança.

Ela chegou na pista e começou a dançar. Vendo que eu não ia me mexer, Alice revirou os olhos e me fez mexer com ela. Então, eu comecei a dançar. Porque, se eu ficasse parada, Alice me mataria.

Com os olhos, procurei inconscientemente o Potter. E o encontrei com a loura, mas ele não estava mais a olhando e sim para mim. Olhando enquanto eu dançava. Não sei por quê, mas gostei de sua atenção em mim.

Ele ainda me olhava hipnotizado, sem dar atenção à loura que estava tentando falar com o mesmo. Sorri e, de repente, senti uma mão me puxando para longe da pista, vendo que era Lene que segurava meu braço.

Olhei para Lene e depois para o Black, logo em seguida para o Potter (cujo a loura ainda não o deixara). Por que o motivo da expressão raivosa de Lene envolveria o Potter? Fechei os olhos e perguntei:

— O que houve?

Lene bufou e revirou os olhos.

— Você vai ver – ela saiu de perto e foi até o Potter. Ela falou alguma coisa à loura, que saiu com uma cara não muito feliz, e arrastou Potter pela mão. – Lá fora – informou ela, impassível.

Nós a seguimos para fora do clube. Eu não estava entendendo nada, porém eu sabia que Potter havia feito alguma coisa errada. Lene não ficava com raiva sem motivo.

Assim que não estávamos mais ouvindo a música, Potter sorriu, malicioso:

— Aquela dança era para mim?

— Só nos seus sonhos, Potter – falei. Ainda bem que estava escuro, pois ele não conseguiu ver o quanto eu corara.

— Então por que você olhava para mim? – Ele estreitou os olhos. Balancei a cabeça e cruzei os braços, ignorando.

— O que foi, Lene?

O rosto de Lene fechou-se, cruzou os braços e lançou um daqueles olhares na direção de James, que até eu tive medo.

Eu a olhei e vi que minha amiga não tinha uma expressão satisfeita, então eu não pude ficar com raiva dela. E foi aí que eu percebi: Sirius Black estava ao seu lado, com a expressão cautelosa, porém o indício de medo estava presente.

Seu rosto virou-se para mim.

— Eu tenho um contrato aqui nas minhas mãos – começou Lene, dando uma risada sarcástica – e sabe do que se trata?

Eu neguei com a cabeça, franzindo o cenho.

— De uma aposta! – gritou Lene, zangada. – Que esses dois idiotas armaram! – Ela apontou para Potter e Black, como se os acusassem.

— Eu ainda não entendi o que isso tem a ver comigo – falei. Minha amiga suspirou.

— Isso tem tudo a ver com você, Lily. Porque, com quem esse imbecil – indicou com a cabeça para o Potter – quer apostar, é você!

— O quê?! – gritei olhando para o Potter, colérica, fazendo-o revirar os olhos.

— Pelo a mor de Deus, Evans – disse Potter. – Não sabe o que é uma aposta? Olha, vou lhe explicar: é quando duas pessoas...

— Eu sei o que é uma aposta! – interrompi, ainda com raiva. – Me diz, Potter, o que o faz pensar que eu aceitaria essa infantilidade?

— Simples, você é muito orgulhosa – respondeu ele, arrancando uma risada cruel minha, fazendo-o erguer uma das sobrancelhas.

— Até parece, Potter. Eu posso muito bem deixar o o meu orgulho de lado, ok? E esse é um dos casos – eu me virei para Marlene. – Rasga essa coisa; minha resposta é não.

Marlene me olhou, como se quisesse dizer algo, mas não soubesse como. Ergui uma das sobrancelhas e Lene abriu a boca para falar, porém que respondeu foi Potter, com um sorriso debochado:

— Ela não pode. E sabe disso.

— Como assim não pode? – Eu o olhei, temerosa. O que esse idiota estava aprontando dessa vez?

— Ele pensou em tudo – respondeu Lene, evidentemente relutante em dizer isso. Repugnando a inteligência de Potter. – Se você não aceitar, terá de pagar uma indenização.

Eu fiquei sem fala. Indenização?

— Por que está fazendo isso comigo? – Não olhei para ele, sabia que se eu o olhasse, me trairia.

— Você não sabe nem o que é a aposta. Nem ao menos sabe do que se trata – disse ele com a voz branda, me fazendo olhá-lo.

— Então sobre o que se trata? – indaguei com raiva.

— Que, quem falar Eu te amo primeiro, perde – respondeu Lene e eu a olhei e ela continuou: – Que um dos dois vai pedir apara que o outro fique. Essa é a aposta. É tão... bobo! Lene revirou os olhos. Mas eu já não a olhava mais.

Meus olhos estavam fixos em James Potter.

— O que lhe faz pensar que eu diria umas dessas coisas? Por que isso?

Ele deu de ombros, mas não respondeu imediatamente.

— Só quero experimentar algo novo.

— E se eu disser não? – desafiei. Nossos olhares se encontraram.

— Além de ficar sem a sua pulseira, também terá de me pagar – Potter deu de ombros novamente.

— Eu nem coloquei o meu nome, por que eu tenho que pagar? – estreitei os olhos.

— Você é quem sabe – disse ele. – Mas, se esta pulseira significa algo para você, terá de colocar o seu nome no xis que marcaram ali.

Eu o encarei por algum tempo, ponderando se eu pulasse em cima dele e visse se ele estava com a minha pulseira para depois fugir dali ou aceitava assinar o meu nome naquele contrato estúpido. E eu tinha medo de me apaixonar por ele primeiro.

Contudo, pular nele não era uma boa ideia. Muito menos ficar olhando-o por tempo demais; como eu estava fazendo agora.

Fechei os olhos, me odiando por dentro, e falei:

— Deixa eu ler o que está escrito aí primeiro.

Lene me olhou como se eu estivesse ficando louca, mas me entregou o contrato.

A medida que eu lia, eu ficava mais surpresa. Um de nós ia ter de ficar na casa do outro? O que ele pensava que era? Porém, se eu quisesse minha pulseira, eu teria de fazer o que aquele contrato pedia.

— Alguém tem uma caneta? – Minha voz quase não saiu de tamanha repulsa que eu tinha.

Não vi quem foi, mas me deram a caneta. Escrevi o meu nome no x e empurrei o contrato nas mãos dele e voltei para festa. Sabia que eles me seguiram; me dirigi para o bar e vi o cara que estava me encarando mais cedo.

Agora ninguém poderia me impedir. Eu ia fazer a vida dele um inferno, que ele ia implorar para que eu o amasse.

Joguei todo o meu charme no cara do bar, que, no final, acabou me beijando. Não gostei e não deveria ter feito aquilo. Mas, quando eu vi Potter me olhando de um jeito estranho, sorri triunfante.

Foi ele quem pediu. Que comece a guerra!



Notas finais
Espero que, sinceramente, gostem. Esse capítulo está confuso, eu sei. Mas garanto que, com o tempo, o Potter vai lhes contar o GRANDE motivo para esta appsta. Espero que, por causa disso, não abandone a fic :)... Comentem!