The Best Job

5 Rudemente gentil


Notas iniciais
Finalmente temos o capítulo 5... Vocês andaram lendo os últimos capítulos de One Piece? Adorei aquela parte que a Koala puxou as bochechas do Sabo bem "estilo Nami". Eles são um casal bem interessante, não acham? ^^ personagem novo chegando na área! o/

– Obrigado. — agradeceu Sabo, gentilmente. Ele voltou a se sentar na borda do navio, ao lado da figura de proa. — está um clima bom hoje, né?

– Sim... — Koala respondeu, ainda fixada no chapéu dele. Nunca tinha reparado muito nele. Era legal. Mesmo que um pouco grande demais. Ela deu uns passos até perto dele, e se sentou ao lado do mesmo, também observando os mar, e os peixes que nadavam. — você gosta de peixes?

– Mais ou menos, na verdade eu gosto bastante de olhar o mar. — comentou o loiro. — Sentir a brisa...

– O ventos nos cabelos.... — Koala continuou, se animando com a conversa.

Os dois se entre-olharam com um sorriso infantil.

...A sensação de liberdade.– completaram juntos. Era algo tão... legal descobrir que tem alguém se sente como ele e ela. — é isso ai! — disseram juntos novamente, fazendo um típico toca aqui, logo depois caindo na gargalhada.

– Haha gostei de você. — Sabo comentou entre risadas.

– Hahaha eu também. — ela respondeu. — é difícil eu encontrar alguém que pense como eu.

– Eu penso como você? — ele achou interessante o que ela disse, poderia aproveitar isso para conhecê-la melhor. — qual sua cor preferida?

– Azul. — ela respondeu precisamente. — porque-

– Porque é a cor do mar e do céu. — Sabo interrompeu, já imaginando que ela diria isso. — pensamos igual, certo? Eu também penso assim. Imaginei que diria isso.

– Hmm... Minha vez de perguntar. Qual é... seu doce preferido?

– Dango.

– Adivinha? O meu também!

Sabo e Koala ficaram ali conversando a tarde inteira, ambos estavam gostando bastante da conversa. Mesmo tendo pouco tempo de convivência, já estavam se considerando amigos.

Apenas no final da tarde alguns dos tripulantes tiveram que interromper a conversa de Sabo para perguntar sobre demandas coisas. Afinal, durante a tarde toda, ninguém se atreveu a perturbá-los. Até porque, fazia tempo que não viam "Sabo-san" com tanta empolgação em uma simples conversa.

*

*

*

Ela estava entediada. Não tinha nada pra fazer... Pelo menos, antigamente dava aulas, mas agora... Também não tinha nenhuma missão.

Simplesmente nada para fazer!

Olhou no relógio, já era hora do jantar. Onde será que sabo estava? Com isso em mente, ela foi até a sala de Dragon, geralmente as reuniões eram lá.

– Pelo o que vejo Sabo-kun não está aqui... — murmurou meio decepcionada. Além das duas pequenas meninas, e Sabo, não tinha intimidade com mais ninguém naquele navio.

– Não, ele já saiu daqui faz um tempo.

– Oh, Hack-san! — ela nem tinha percebido a presença do tritão ali, seus pensamentos estava longe... — nem tinha te percebido aí.

– Pode me chamar só de Hack, Koala. — sorriu. — se está procurando pelo Sabo, provavelmente ele está no quarto. — deduziu. — hoje é sábado, certo? Com certeza ele está no quarto.

– No quarto? — ela se admirou. Estava na hora do jantar, e pelo o que viu até agora, comida era umas das coisas favoritas de Sabo. — não entendi... Bem, se você diz, vou lá dar uma olhada... Obrigada pela informação, Hack.

– Que é isso.

Koala se dirigiu até o quarto, estranhando bastante o fato dele ainda não ter ido almoçar. Chegou no quarto, e abriu a porta lentamente, imaginando que ele poderia estar dormindo de tanto cansaço. Afinal, na humilde opinião dela, aquele era o único motivo plausível para tal comportamento estranho. Mas não. Na verdade, Sabo estava em sua mesa, escrevendo algo. Era incrível o modo como ele estava concentrado, tanto que nem mesmo percebera a presença da companheira no quarto.

Ela não chegou a andar muito, pois veio logo em sua mente que aquilo era importante.Seu trabalho era claro: ser o braço direito de Sabo, seu suporte. Mesmo que Dragon não tenha dito isso nas mesmas palavras, ela entendeu claramente. Devia ajudá-lo em tudo que ele precisasse, e até cuidar dele. Contudo, ele precisava se alimentar devidamente nos horários, certo? Koala voltou sem fazer barulho, e fechou a porta de vagar.

E lá foi até a cozinha, pedir para prepararem o jantar de Sabo.

– Cozinha... Cozinha... — murmurou olhando para a sala de jantar, que mais parecia um simples restaurante. De longe ela viu Nina e Tora sentadas em uma mesa, jantando calmamente. Koala chegou mais perto para falar com elas, e achou meio engraçado o fato delas terem que colocar livros na cadeira para se sentarem direito na mesa, ficando da altura correta.

– Konichiwa (Olá), Koibito-chan! — Nina foi a primeira a falar. — veio comer? Senta aqui! — pediu a pequena rosada.

– Desculpe, meninas, mas hoje não vai dar. — Tora estranhou, mas logo se lembrou, era sábado. E isso tinha algo em relação a ela não querer almoçar naquele momento com certeza. — Sabo-kun ainda não jantou e eu gostaria de levar comida para ele logo, vocês podem me dizer onde fica a cozinha?

– Claro. — disse Tora, depois de dar outra golada em seu suco de uva. — está vendo aquela porta ali? — ela apontou para uma porta, idênticas aquelas de restaurando onde os garções saem com comida. — ali é a cozinha. Fale com o Rokka, ele é um tanto sério demais, e talvez você o ache chato, mas é super gente boa.

– Sim! Eu amo o Rokka! A comida dele é a melhor!! — Nina comentou animada, como sempre.

– Ali... Ok, arigatô. — Koala agradeceu e foi até lá calmamente.

Entrou normalmente, olhando para todos os lados. Aquela cozinha não tinha tanta gente como costumava ver em Mariejoa, na cozinha dos Tenryuubitos, quando raramente ia lá. E quando ia, era apenas para levar os restos de comida estragada para os escravos mais "obedientes e comportados". Os dragões celestiais até mesmo costumavam dizer que era o "dia da ração de qualidade". Deixou esses pensamentos pra lá, observando as grandes panelas que continham todo tipo de comida, seja cozida, frita, grelhada... Do outro lado, alguns dos cozinheiros faziam molhos ou algo assim. Parecia ser algo bem complicado. Ela sabia cozinhar, mas como uma pessoa normal, não era bem uma chef.

Alguns cozinheiros olhavam para ela com curiosidade, já outros olhavam com um pouco de perversidade. Afinal, eram poucas as mulheres naquele navio no momento, esse tipo de reação era normal. Todavia, ela já queria sair logo dali, antes que tentassem algo e ela acabasse por arrumar uma briga ali. Foi então que percebeu; não tinha perguntado como era a aparência desse tal de Rokka. Bem, Nina e Tora deixaram transparecer que era uma boa pessoa, então deve ser alguém com uma aparência gentil, certo?

Parou, e deu uma boa olhada. Antes que pudesse se mover de novo, um deles começou a falar.

– Bom. — provou um molhos, o rapaz ia provando cada uma das comidas que estavam nas panelas. — bom, bom... sal demais. Isto está mal passado, coloca uma pitada de pimenta aí. — ele dizia com firmeza, e todos apenas assentiam e voltavam a cozinhar.

Ele parou na frente de Koala, ainda sério. Sua expressão era ríspida, e para alguns até assustadoramente intimidadora. Mas Koala não estava nem ligando, afinal, também sabia ser assustadora quando queria.

– Quem é você? — perguntou curto e grosso. Assim, Koala pôde observar bem seu gosto. Ele era jovem, parecia ter em média 20 anos. Alto, e magro, cabelos pretos e curtos, lisos e bem cuidados. Seus olhos também eram diferente, bem vermelhos. Logo, ele se estressou com a demora para ela responder. — responda-me. — insistiu, agora parecia mais irritado ainda.

– Eu sou a Koala, instrutora substituta de Karatê do tritão. É um prazer conhecê-lo. — Koala se curvou devidamente. Esperou por três segundos que ele dissesse algo natural, como ele se apresentar e dizer "é um prazer" no mínimo. Mas nada, ele apenas ficou olhando da mesma maneira irritada.

– O que quer aqui? — ele cruzou os braços. Koala já não gostou muito dele. Nada simpático! Isso a fez agradecer um pouco por ser parceira de alguém tão animado e simpático como Sabo.

– É que eu vim pedir o jantar do Sabo-kun, já que ele está ocupado e Pelo o que vi não vai ter tempo de vir aqui. Tora-chan me disse para falar com um tal de Rokka, então estou procurando-o...

– Naquela bandeja. — o rapaz a interrompeu, apontando para uma grande bandeja que estava sobre a mesa, no canto da cozinha. — lá está a jantar do Sabo, preparado do jeito que ele gosta.

– Grande... — murmurou vendo o tamanho exagerado.

– Tch! Você é a empregada dele, certo? Deve começar a se acostumar com isso. — disse rude, virando-se de costas. Ele pareceu colocar mais algumas coisas dentro da bandeja, mas o moreno estava na frente, então ela não podia ver.

Koala não tinha gostado nada nada do que ele falou. Empregada?! Claro que ela não era sua empregada!

– Ora, você é muito abusado! Não sou nenhum tipo de empregada!!

– Huh, não é o que está me parecendo. O que mais você faz? Acorda ele de manhã? Faz faxina em seu quarto? — ele provocava com um sorriso irônico, se abaixou um pouco para ficar na mesma altura que ele. — o que foi? Ficou sem argumentos? — zombou.

– Eu...! — ela não sabia o que dizer. Não podia negar, afinal. Até porque, era exatamente isso que ela fazia. Se negasse, mais cedo ou mais tarde, todos que estavam em silêncio e bem atentos na conversa saberiam a verdade. Se afirmasse, ele iria vencer aquela discussão. Ela virou o rosto, pegou a bandeja pesada, o que surpreendeu muitos ali, e se virou para sair. Antes de sair dali logo, ela se virou para ele, séria. — o que eu sou ou deixo de ser, não lhe interessa, mas se quer tanto saber, eu lhe digo; sou responsável por auxiliar o Sabo-kun, ajudá-lo no que preciso, faço isso... porque somos amigos. Você é um cozinheiro, que cozinha para os outros por obrigação. Viu a diferença? — virou-se de costas. — passar bem.

Todos ficaram pasmos. Ela era uma das únicas pessoas que enfrentara aquele rapaz.

– Tch! Essa garota... — rosnou com raiva. — O que estão olhando?! VOLTEM AO TRABALHO! — gritou já no limite de sua paciência.

*

*

*

Koala abriu a porta devagar, entrando e colocando a bandeja na mesa. Sabo ainda estava ali, escrevendo e escrevendo... O que será que ele tanto escrevia? Era realmente uma pessoa misteriosa.

– Ah, Koala! Nem tinha te visto aí. — ele se levantou, despreguiçando-se. — você trouxe o jantar? Valeu! Você é dez!

Sabo sorri, como sempre.

Aquele sorriso lindo...

– Uhu~ — Sabo se sentou na mesa, levantando a tampa da bandeja. — você já jantou, Koala? Senta aí, vamos comer juntos.

– Eu? — Koala foi interrompida por sua barriga, que roncou bem alto. — hehe... acho que vou aceitar, também não jantei ainda... — comentou um pouco envergonhada. Ela pegou o prato, colocando um pouco das coisas que desejava comer. Era pouco, comparado à Sabo.

– O que esteve fazendo? — o loiro perguntou depois de dar uma mordida no bife. — enquanto eu estive aqui, o que estava fazendo? — indagou mesmo só pra puxar assunto.

– Eu estava lendo um livro, até que cansei de ler. Quando comecei a te procurar, vi você aqui tão concentrado... Supus que não tinha jantado ainda, até porque o horário de jantar tinha acabado de começar.

– Sim, e estava certa.

– Quando eu cheguei na sala de jantar, Tora me disse que era para eu falar com tal de Rokka sobre isso. Fui na cozinha, aí observei um pouco, quando fui perguntar quem era esse Rokka, um rapaz metido a "Like a boss" perguntou quem eu era, e foi todo grosso comigo. Eu comentei apenas que a bandeija era grande, e você não acredita o que ele disse!

– O que ele disse? — Sabo estava se divertindo com aquela conversa, o jeito como ela falava era bem engraçado.

– "Tch! Você é a empregada dele, certo? Deve começar a se acostumar com isso." — ela imitou a voz grossa.

– Hahahaha... Não se preocupe com isso, Koala. O Rokka é assim mesmo... Ele faz isso apenas para provocar, mas na verdade ele é muito legal. Você sabe que não é minha empregada, não é? Você é minha amiga. Não tem porquê ficar se estressando com isso. — retrucou ele, sem se preocupar muito.

– Huhh... — ela bufou corada. — "Somos amigos... faz tempo que não ouso isso." pois bem, eu não o achei nem um pouco legal! Não sei porque você e a Tora-chan ficam dizendo isso.

– Pense bem... — estimulou, se arrumando na cadeira. — você foi até lá, para pedir comida para mim, estou certo? Olhe bem, vieram dois pratos aqui. Ou seja, ele imaginou que eu convidaria você para comer, e colocou um prato para você também. Não acha que isso é bem gentil da parte dele? Se ele fosse uma pessoa ruim, deixaria pra lá e nem ligaria.

– Tem razão... Mas esse modo como ele foi rude me irritou!! — esbravejou a garota dos cabelos cor de mel. — se ele for gentil, é Gentilmente rude!

– Acho que está mais pra... Rudemente gentil. — Sabo comentou, com um ar sábio.

*

*

*

(...)

Todos cozinheiros conversavam enquanto comiam, se divertiam, zombavam uns dos outros... Menos Rokka.

Rokka estava um pouco afastado do grupo, comendo sozinho no canto. Era é o chef dos cozinheiros, mas não tinha muita amizade com eles. Nunca foi o tipo de pessoa que conversa muito, nem é muito social.

– Naruya-san! Sente-se aqui conosco! — um dos cozinheiros convidou.

– Não, obrigado. — respondeu de imediato. Eles não ligaram muito, era sempre assim.

Repentinamente, uma certa garotinha de cabelos cor de rosa chegou correndo e chorando.

– Waaaaaahhh! Rokka!!! Tá doendo!! Tá doendo muito!!!!!

– C-Calma! Deixa eu ver isso! — ele se levantou preocupado e ao mesmo tempo assustado. Nina tinha um corte superficial na testa, nem era grande. — não é nada grande, eu vou dar um jeitinho nisso. -

Rokka pegou o kit de primeiros socorros em cima da geladeira, limpou um pouco do sangue que tinha, passou um remédio, logo depois pondo um band aid.

– Prontinho. — respondeu normalmente. Mas sua expressão carrancuda ainda não havia desaparecido. — como você se machucou? Nem era pra você estar acordada essa hora.

– Eu rolei na cama e caí... Não quis acordar a Tora de novo. — fez um biquinho fofo.

O Naruya suspirou pegando a pequenininha no colo.

– Puxa, como você é madura. Estou impressionado. — ele a elogiou, arrancando da jovenzita um sorriso. Ela bocejou, aconchegando-se no moreno de forma confortável. — está com sono, vou te por na cama.

– Não... Quero dormir com você hoje, Rokka... — a pequena murmurou, aos poucos caindo no sono.

Bem, só um dia não fazia mal.

– Hm... — Rokka assentiu. — tudo bem.

Pela primeira vez em bastante tempo...

Ele sorriu.

Notas finais
Gostaram?? *.* eu realmente adorei a personalidade dele...