The Best Job
3 Problemas para acordar
Notas iniciais

— Sabo-kun, por favor, não fique mexendo nas minhas roupas. Principalmente roupas íntimas como sutiãs e calcinhas. É uma falta de respeito com uma garota. — Koala disse séria, encarando o tão famoso Sabo.
— Foi mal... É que eu só fiquei curioso. Eu nunca tinha visto de perto esse tipo de peça de roupa. Na verdade, não um de uma mulher de verdade... — Sabo fez uma careta ao se lembrar de uma vez que estava na casa da família Dadan, e achou um gigantesco sutiã da mesma.
— De uma mulher de verdade? — ela estranhou.
— Ha ha ha... Deixa pra lá. — ele sorriu. — então Tora, o faz aqui? Não era para estar de olho na Nina? — o rapaz de cicatriz no rosto tirou uma xícara de uma pequeno armário de utensílios, depositando um pouco de suco que tinha pego na cozinha, logo depois dando a garotinha de cabelos pretos.
— Obrigada. — ela agradece educadamente. Era surpreendente seus modos. Koala estava muito surpresa, parecia uma mini adulta. A menina (segundo o que tinha ouvido de Sabo, chamada Tora.) bebeu o suco como se fosse chá. — é que a sua namorada nova parecia perdida, então eu a trouxe até aqui. — ela terminou de beber o suco, colocando a xícara em cima da mesinha no canto.
Koala ficou igual um pimentão, e as bochechas de Sabo também ficaram bem vermelhinhas.
— N-N-N-Não Tora-chan! N-Nós não somos namorados! Nos conhecemos não tem nem um dia direito. — explicou Koala.
— Então porque estão dormindo no mesmo quarto? Parece que logo virão mais meninas para o navio, e alguma delas será a parceira do Sabo-san. Então imaginei que você seria a namorada dele, pois você não tem cara de parceira dele. — respondeu a pequena, sem demonstrar nem mesmo uma expressão. Não parecia uma criança de 6, e logo logo 7 anos falando.
— Que tipo de conclusão é essa?! — ele perguntou irônico.
Tora bocejou, se despreguiçou. Estava na hora de dormir. Ela se levantou, deu uns passinhos até ficar de frente para Koala.
— Eu sou Misa Tora, tenho 6 anos. É um prazer lhe conhecer. — ela se curvou.
— A-Ah! Meu nome é Koala, é um prazer te conhecer. "Suge... Ela é muito fofinha. Espero um dia ter uma filha tão kawaii quanto ela." — olhou para Sabo. — "eles parecem ser bem próximos."
O loiro se abaixou, perto da pequena. Bagunçou seus cabelos e sorriu.
— Acho que já está na hora de você dormir baixinha. — ele realmente parecia alguém bem gentil. Aquele sorriso era tão...
Perfeito.
E de alguma forma... Nostalgico.
— Hai, eu já vou dormir. — ela andou até a porta, e antes de sair, completou: — usem preservativo.
Os dois responderam ao mesmo tempo:
— VOCÊ É MESMO UMA CRIANÇA?!?!
(...)
— ...Terei que fazer tudo isso. E também serei a sua parceira, junto com um terceiro que ainda não conheço. Então eu espero que possamos nos dar bem. — Koala puxou assunto, enquanto penteava os cabelos. Ela se preparava para dormir, já estava até vestindo uma camisola. Estava começando a gostar do rapaz que estaria dividindo o quarto. No inicio se estranharam um pouco, mas agora tinha 80% de chance de ele ser uma ótima pessoa.
— Digo o mesmo, mas tenho que confessar que fiquei um pouco surpreso com isso. — Sabo comentou. Ele não estava ciente dessa coisa de uma mulher em cima dele o tempo todo, o acordando, dando café... Ahh era muito estranho! — ah, e só pra constar, eu não sou irresponsável coisas nenhuma! Caramba, esse Dragon é um exagerado! Eu só não sou muito bom de acordar cedo. — ele reclamava que nem uma criança, arrancando risadas de Koala.
— Ha ha... Você é engraçado. Mas eu não acho que o Dragon-san pediria para eu fazer isso sem motivo. — falou Koala, guardando a escova de cabelo. Ela já tinha tirado suas roupas de chão e as dobrado devidamente no armário, para evitar que Sabo ficasse curioso de novo e mexesse em suas roupas.
— É... — ele concordou, meio desinteressado. Sabo vestia uma bermuda azul e uma regata vermelha, normalmente dormia de cueca e sem blusa, mas agora viveria no convívio de uma dama e não poderia fazer tal coisa. — Koala~ Koala~ Koala~ Koala~ Koala~ Koala~ Koala~ Koala~
— O que foi? — perguntou ela, cortando a repetição da parte do outro, que já estava lhe incomodando.
— Nada não, é que seu nome é interessante. Koaaaaaaaaala...~ Você é parente do Bunny Joe?
— Bunny quem? — ela não estava entendendo nada.
— Bunny, Coelho. Coelho, Coala. São parentes!
— Nani? Coelhos e Coalas não têm nada em comum, além do fato de serem dois animais. — esta rodou os olhos.
No fundo ela estava gostando daquela conversa estranha, com aquele rapaz igualmente estranho.
— Hai hai... — ele retrucou indiferente. — bem, você quer que eu durma no futon? Já que provavelmente você não vá querer dormir comigo...
Ela corou um pouco. Não queria ser indelicada com ele, mas dormir com um garoto...
Bem, era o jeito.
— Ér... Se você não se importar, eu não me importo. — ela informou sem jeito, sem fitá-lo.
Quando ela olhou, ele já estava jogado na cama roncando.
— Ah, ele dormiu. *poker face*
*
*
*
*
Koala P.O.V
Bem lentamente... Meus olhos foram se abrindo. Tinha esquecido de fechar a janela no dia anterior, então os raios de sol acertavam meu rosto. Ainda estava com sono, mas provavelmente já estava na hora de acordar.
Tentei me mexer, mas de alguma maneira não consegui. Estava sentindo dois braços fortes me segurando bem firme. Foi então que percebi, que era Sabo-kun me abraçando. Ele estava atrás de mim, e pelo que presumi eu estava com a cabeça apoiada em seu peito.
— "O corpo dele é tão quente..." — pensei corada. Nunca havia tido tanto contato assim com um homem. Bem, teve aquela vez com aquele tenryuubito... Mas não conta. Quero esquecer aquele dia.
Eu sou forte, e como ele estava dormindo profundamente consegui tirar aqueles braços de cima de mim. Ainda deitada na cama, tratei de prestar mais atenção no rosto dele... Realmente, não tem quem diga que ele não é bonito. É forte, e parece ser um tipo de criança responsável, que é maduro quando precisa, e criança quando quer. Seus cabelos loiros são bem bonitos, desde que o conheci tenho uma louca vontade de mexer naquele cabelo. No entanto, o que me chamou atenção desde que nos vimos, é essa cicatriz no lado esquerdo do rosto. É bem grande, vai da bochecha até metade da testa. Incrível o fato dele não estar cego de um olho. Como será que ele a ganhou?
Deixando esses pensamentos de lado, fui olhar a hora. Eram 7:31, daria tempo para tomar um banho e limpar bem aquele quarto. Depois iria até a cozinha, pois segundo Sabo-kun os cozinheiros preparam o café da manhã das 8 às 9.
(...)
Assim que saí do banheiro, olhei para a cama e ele ainda dormia. Estava de cara feia abraçando o travesseiro, será que ele tinha se acostumado a abraçar meu corpo ali?
Deixando isso de lado, olhei em volta. O quarto era bem grande e espaçoso, suas paredes estavam pintadas de branco, tinha uma mini cozinha com fogão, pia, geladeira... E entrando mais um pouco tinha uma espaço perto da janela, onde tinha o segundo armário, uma mesa cheia de papéis e mapas desenhados, provavelmente do Sabo-kun. um pouco atrás da mesa, tinha uma estante cheia de livros. Eu adoro ler... Mais tarde eu dou uma olhada nesses livros.
Enquanto eu dava uma varrida no chão, que estava realmente muito sujo, olhei para a parede à esquerda da cama. Tinha três cartazes de procurado, o que estava no canto da direita era a Wanted do Sabo-kun, acho normal ele ter seu próprio cartaz no quarto. Mas tinha outros dois, o cartaz que estava no meio era de um pirata cujo seu nome estava ficando bem famoso, Monkey D. Luffy, ou como é conhecido, Luffy do Chapéu de Palha. Ele está cada vez mais famoso, sua recompensa é de 30 milhões. Mas o outro do cartaz ao lado, Portgas D. Ace, é bem mais perigoso. Ele é o comandante da segunda divisão dos piratas do Barba-Branca, extremamente perigoso.
Mas por quê o Sabo-kun tem o cartaz deles colado na parede do quarto?
Bem, Ace dos Punhos de fogo é um dos piratas mais lindos que eu já vi.
Será que...
*toc toc toc*
Ouso as batidas na porta e logo tratei de atender. Esperava que fosse a Tora-chan, mas quando abri, era um tritão. Ele era alto, usava uma roupa de karatê, e uma faixa preta.
— Você... — eu olhei bem, não era aquela pessoa que estava com Sabo-kun quando eu esbarrei nele? — você é a Koala, certo?
— Hai! É um prazer conhecer você...
— Hack. — ele respondeu ao lembrar que não tinha dito seu nome. — então Koala, o Sabo já acordou? — ele olhou para dentro do quarto, vendo o mesmo esparramado na cama babando.
— Não, ainda não. Eu até pensei em acordá-lo, mas eu acho que seria melhor eu trazer o café da manhã dele, e depois acordá-lo.
— Ha ha ha, boa sorte em tentar acordar-lo. Eu vim aqui fazer isso, mas já que você já está encarregada... — eu sorri, ele me parece ser bem simpático. — Então, estou indo até a cozinha. Me acompanha?
— Ah, claro. — ele me deu espaço para passar, e eu fechei a porta.
N/A P.O.V
Koala se deu bem com Hack, ela particularmente adora tritões, pois passou um bom tempo num navio cheio deles, e todos — fora Arlong — foram extremamente gentis com ela, assim como Hack estava sendo. Não entendia porquê as pessoas os odiavam, se eles são tão legais. Assim como os seres humanos, existem bons tritões e maus tritões, não se pode juntar tudo num só. Era assim que Koala pensava.
Na conversa, acabou descobrindo que Hack lutava o karatê do tritão, e era instrutor aliás. No fundo já imaginava, por causa de sua vestimenta. Logo, trataram de combinar um dia para lutarem.
— Então, amanhã quando eu terminar de dar minha aula, nós lutamos. Eu quero ver o quanto de força tem a professora substituta! — disse Hack, admirado com o fato de uma frágil mulher humana lutar o karatê do tritão.
— Hum! Só porque sou substituta não quer dizer que eu seja mais fraca que um instrutor. — brincou a menina de nome peculiar. — onde lutaremos? No deck? — ela sugeriu fitando-o.
— Ótima ideia, todos adorariam ver a nossa luta. — concordou o tritão de pele amarelada. No mesmo instante, eles chegaram até a porta do quarto de Sabo, que agora também era de Koala. — boa sorte em tentar acordá-lo.
Koala inclinou a cabeça pro lado, por que ele insistia em dizer isso? Por mais preguiçoso que ele fosse, não seria tão difícil assim acordá-lo.
— Obrigado. — mesmo assim ela agradeceu. — te vejo mais tarde. — ele assentiu, e ela fechou a porta.
Virou-se pra trás, e o jovem loiro continuava lá, dormindo.
— Sabo-kun... — ela sacudiu ele um pouco, e nada. Sacudiu, sacudiu mais e mais. E ele ainda não acordava. — Sabo-kun!! Está na hora de acordar!!! — ela elevou o tom, chegando mais perto do rosto dele. Sabo nem se mexeu, estava em um sono profundo. — Sabo-kun? — ela se sentou na cama, deixando a bandeja de café da manhã na cabeceira da cama. Estava começando a ficar com medo, será que ele estava morto ou coisa assim? Koala encostou a cabeça no peito dele, de fato, ele estava vivo, seu coração batia firme e forte. Ela colocou o pulso de leve nos lábios do outro, para sentir se ele estava respirando. E sim, também respirava normalmente. Então por quê ele não acordava? — Acorde, já está na hora.
Sem pensar direito, ela ficou em cima dele. Seus rostos ficaram frente a frente, por algum motivo, ela gostava de observá-lo...
— "É como se... esse rosto não me fosse estranho." — ela pensou, enquanto bem devagar ela levava sua mão para os cabelos loiros de Sabo. Tinha uma fixação por mexer naquele cabelo que não poderia explicar.
Enquanto ela se divertia com os cabelos de Sabo, o mesmo ia acordando aos poucos. Ele sentia um peso em cima de si, e lentamente foi abrindo os olhos...
Assim que seus olhos já estava completamente abertos, pôde ver claramente um grande par de seios à milímetros de seus rosto. Sentiu que tinha alguém alguém mexendo em seus cabelos também. Antes que pudesse diz alguma coisa, a pessoa em cima dele começou a fitá-lo.
— Bom dia, dorminhoco.
Fale com o autor