The Best Job

42 O olhar de Jay


Padomi sentia que iria morrer. Em diversos momentos de sua vida, se vira diante de situações aparentemente irreversíveis que ocasionariam sua morte, como sequestros e armas miradas em sua cabeça. No entanto, como um acaso do destino, sempre acabava, de alguma forma, conseguindo escapar ou sendo salva por algum companheiro. A morte não lhe era algo assustador, afinal, no momento em que aceitou se juntar aos revolucionários, estava entregando sua vida à causa. Mas quando se apaixonou por Rokka e Lupus nasceu, algo dentro dela mudou. Sua vida de repente parecia importar, porque tinha um grande desejo dentro de si de ver aquele menininho crescer e se tornar um rapaz forte e gentil. Também queria passar todo o tempo que lhe restava com o marido, que a amava e era totalmente devoto a ela.

Porém, o infelizmente, aquilo não seria possível.

— Tá doendo muito… — grunhiu enquanto lágrimas saíam de seu rosto, agonizando na enfermaria. — eu vou morrer… Eu vou morrer…

— Não vai, não. — Iennifer garantiu, com seu tom de voz implacável. — Liam, seca o rosto dela.

Iennifer estava ficando preocupada, mas não queria demonstrar.

Liam prontamente obedeceu a parceira. Em casos graves era comum que ajudasse a esposa em cirurgias, mas um parto era a segunda vez. Quando Padomi dera a luz a Lupus o parto havia sido tão complicado quarto este, se estendendo por exaustivas haoras, exatamente como acontecia no momento.

Padomi sentia muita dor, e isso dificultava para que ela fizesse força, mas a médica continuava pedindo para que ela empurrasse, sentindo que a cada vez que gritava mais alto, maior era a força que Ria fazia. Sentiu-se extremamente satisfeita quando viu uma cabeça saindo aos poucos, sinal de que tudo corria como deveria. E, quando a cabeça saiu totalmente e conseguiu puxar o bebê, todos os músculos de seu corpo relaxaram, aliviando a tensão.

Cortou o cordão umbilical, enrolou o bebê e o entregou para Padomi aos berros.

— É um menino bem forte. — comentou Liam, sorrindo.

— Meu bebê… — murmurou a mãe, admirando-o. — podem… Podem chamar o Rokka? Ele deve estar louco.

— Tenho certeza disso, tive que obrigá-lo a esperar na cozinha para que não invadisse minha sala. — retrucou a doutora, em tom azedo. — Liam, chame o cozinheiro, por favor.

Quando o azulado saiu, a Iennifer voltou a olhar o bebê, que agora já se acalmava nos braços da mãe. Ele era vermelhinho, tinha cabelos acinzentados, e pequenas orelhinhas de sua parte mink.

— Olhe só, Ienni. — Ria riu. — ele está olhando para você.

E estava mesmo, e nesse momento, um arrepio percorreu todo o seu corpo. O bebê parecia enxergá-la, mesmo que aquilo não fosse possível. E aqueles olhos… Tinha algo neles, algo familiar, que a fazia ouvir uma voz em sua cabeça.

— Qual… — ela indagou lentamente, sem tirar os olhos do recém-nascido. — qual vai ser o nome dele?

— Será Jay.

Então, naquele momento, a doutora conseguiu reconhecer a voz que ecoava sua mente. Nunca acreditara em demônios, anjos ou fantasmas, era cética demais para algo assim. Mas poderia jurar que aquele pequeno serzinho era seu próprio Jay, já falecido há tantos anos.

— Jay… — repetiu, murmurando tão baixo que pareceu um suspiro.

— Na verdade, James, mas será chamado de Jay. — disse a mãe, solícita. — é uma homenagem ao filho que vocês tiveram. Nunca cheguei a vê-lo, é verdade, mas você foi tão boa para mim nos dois partos que achei que seria uma boa ideia. — como a doutora não disse nada, perguntou: — não se importa, certo?

Ieni sorriu, sentindo-se emocionada.

— Faça o que quiser. — respondeu em seu tom de sempre, tentando parecer indiferente.

Quando terminou tudo o que tinham de fazer e Padomi voltou para o quarto, com Rokka e o bebê, virou-se para o marido, que a ajudava a limpar a sala. A relação dos dois estavam melhor do que em qualquer época de suas vidas, e estavam felizes mesmo com todo o trabalho que tinham a fazer.

— Liam. — ela chamou atenção do marido, quando finalmente se sentaram para tomar um café. — você… Gostaria de ter um outro filho?

O próprio a observou com alguns segundos, sem expressão.

— Quer dizer, agora?

— Não, agora não. — balançou a cabeça. — no futuro, quando finalmente completarmos o nosso objetivo, caso não tenhamos morrido no caminho.

— Como você é delicada, querida. — brincou ele.

— Mesmo que… Estejamos velhos para ter filhos. Mesmo que seja uma criança adotada. — ela insistiu, mais veemente do que era de costume dela – você gostaria?

O homem de madeixas azuis pensou naquilo por uns instantes, ainda com um leve e costumeiro sorriso estampado no rosto. Ele a olhava com ternura quando respondeu:

— Eu amava o nosso menino, e ele nunca poderá ser substituído. — antes que ela pudesse contradizê-lo, continuou: — mas eu também te amo, e claro que amaria qualquer criança que criássemos, de sangue ou não.

Então ela sorriu, coisa que não fazia com frequência, ainda que estivesse feliz.

Aquilo era tudo o que ela precisava saber.

(…)

— Como ele é fofo!

— Parece um bonequinho!

— Ele parece mais com a Ria!

Padomi riu, vendo a empolgação das crianças – principalmente das meninas – com seu novo bebê, nascido há poucas horas. Assim que acordaram e souberam que o novo membro viera ao mundo, todos haviam abandonado suas tarefas da manhã e corrido ao quarto do casal para vê-lo. Até Kirara – a assistente de Rokka – e Leroy, o jovem transferido com problemas de audição, estavam interessados no pequeno bebê.

— Não toquem nele com as mãos sujas. — Kirara advertiu.

— As orelhinhas dele são bonitinhas, não acha? — observou Tora fazendo com que todos observassem com mais atenção.

— Não parecem de lobo. — disse Leroy, forçando melhor a vista, já que era o que estava mais longe.

Intrigada, Padomi tocou de leve as orelhas do filho – que até então, nem dera tanta atenção, levando em consideração seu cansaço – e reparou que o rapaz tinha razão.

— Se não é de lobo, é de que? — Aurora indagou para ninguém em específico.

Todos ficaram a um silêncio anormal, tentando identificar a orelha de Jay, quando Marion, em uma de suas raras ocasiões, levantou a voz:

— É-É-É d-de gato. — ele disse, parecendo saber do que dizia, apesar da gagueira. — é ele m-meio gato.

— Isso é ridículo, por que o bebê seria meio gato? — Rock cruzou os braços.

Mas Marion estava certo. Padomi sorriu. Aquilo sim seria uma grande surpresa para Rokka.

— Faz sentido, sim. O Rokka foi criado para ser um menino-gato. — explicou ao pequeno público. — ele não teve nenhum efeito como orelhas, porque foi um dos primeiros experimentos, mas nada impede que ele tenha passado isso para o bebê. Sinceramente, isso é perfeito. — riu.

E era mesmo. Uma família com dois filhos, um menino-lobo e um menino-gato? Estava ansiosa para ver como Lupus e Jay ficariam no futuro, com suas características físicas mais desenvolvidas.

— Onde será que a Koibito-chan e o Sabo-san estão? — Nina perguntou a eles, pondo um dedinho em cima da mão do bebê. — o bebê deles também já nasceu?

— Não, é só daqui a três meses. — respondeu.

Sabo e Koala… Como estariam eles? Tinha que mandar uma carta.

(…)

Minha amiga mais querida,

Meu bebê nasceu bem, um menino forte e saudável de olhos castanhos e cabelos do mesmo tom que o meu. Foi um parto difícil, assim como o outro, e a doutora me recomendou que não tentássemos mais ter outros filhos. Como Rokka e eu planejávamos parar por aqui mesmo, não foi um grande problema. – convenhamos que o que não falta em nossas vidas são crianças —

Gostaria de ter notícias suas, já que meses não nos vemos. Seu bebê já nasceu? Como ele está? É menino ou menina? Como Sabo reagiu? Espero que tenha dado tudo certo, e que tenha sido o menos dolorido possível. Também queria saber se conseguiram encontrar com o sobrinho de Sabo, e que me contasse em carta tudo o mais detalhado possível.

Com amor, Padomi Ria.

Era quase engraçado que Padomi, a pessoa que tinha tornado sua vida tão difícil há alguns anos, tivesse se tornado uma de suas melhores amigas. Felizmente havia mandado sua carta para ela há semanas, respondendo a todas as suas perguntas, mesmo antes de receber sua carta. Ria ia gostar de saber todos os detalhes do nascimento de Sammy.

— Quanto tempo até chegarmos? — Koala perguntou à Nami, que observava o horizonte com um binóculo.

— Não muito, uma hora, provavelmente. — respondeu. — já prepararam as coisas pra atracar?

— Sabo está arrumando tudo, temos muito mesmo.

Ajeitou Sammy em seu colo, que não parava de se remexer.

— Ela está inquieta hoje, não? — Nami comentou.

— É, deve saber que vamos desembarcar.

As duas sorriram, admirando a pequena loirinha mirar o horizonte com seus olhos azuis bem abertos. Koala ouviu passos, e quando se virou, viu que era seu namorado, vestido sem a casaca e com as mangas da camisa arregaçadas.

— Teve muito trabalho? — perguntou a ele, beijando-o na bochecha.

O vento estava muito forte, e uma rajada os atingiu, bagunçando seus cabelos. Sammy pareceu gostar, pois mostrou um sorriso banguelo.

— Aquele berço é muito difícil de desmontar. — disse Sabo, pegando a pequena no colo. — tive que pedir ajuda para Franky, afinal, foi ele quem fez.

— Por que não pediu para o Usopp-kun? Ele adora se envolver nesse tipo de coisa.

— Eu não poderia, ele está muito nervoso com a possibilidade de ter um filho. Não o culpo, pode ser meio assustador, principalmente quando não se está preparado.

Sabo sabia bem como era estar na pele de Usopp. Quando descobriu que Koala estava grávida de um filho seu, mil coisas se passaram em sua mente, e por dias foi difícil conseguir dormir, imaginando sobre o que estaria por vir.

Felizmente essa fase havia passado, e agora se sentia bem melhor do antes. Era muito interessante o que um filho podia fazer com uma pessoa. Antes ele já se considerava um homem, mas agora via que era apenas um garoto. Suas decisões não afetavam apenas a ele, e sim à sua família, então era inviável a mínima chance de falhar. Nunca poderia tomar uma decisão que não fosse beneficiar as duas mulheres de sua vida, ou seja, sempre tinha que fazê-lo com a mente sã.

Não demorou muito para que descessem na ilha de sua infância, porém, claro, desembarcando no cais próximo aos limites da vila foosha, o lugar onde Luffy passara boa parte da infância e bem longe do reino de Goa. Aquele lugar não lhe trazia boas lembranças de forma alguma, e não era onde deveria estar.

— Não vai ficar aqui também? — perguntou a Luffy, quando percebeu que apenas ele, Koala e o bebê desceriam. — achei que tivéssemos que decidir o que fazer juntos.

— Hmm… Não precisa, eu já conheci o filho do Ace. Vamos seguir pra próxima ilha e voltar em… Ei, Nami, em quanto tempo a gente volta?

— Dez dias, Luffy, eu já tinha te avisado. — a ruiva revirou os olhos.

— Isso, dez dias! A gente volta pra buscar vocês e você me diz aí o que decidiu, eu confio em você.

Aquela era uma decisão tão característica do irmão que Sabo nem se surpreendeu, apenas aquiesceu e desejou a todos uma boa viagem. Suspeitou que o bando inteiro estivesse curioso para saber se Usopp era ou não pai, mas também não comentou nada, pois nenhum deles falaria a verdade – talvez apenas o pequeno Chopper, que não era um bom mentiroso.

— Vamos? — perguntou para Koala.

Ambos carregavam bastante bagagem bagagem, sendo a maioria coisas de Sammy, e provavelmente chamariam atenção. Não havia o que fazer.

(…)

A alguns quilômetros dali, um menino de cabelos cor-de-rosa saía correndo de casa em disparada.

— Eu tô indo, Dadan! — ele gritou, já longe o suficiente para que ela não pudesse impedi-lo.

— Ei, seu moleque, volte aqui! — a mulher tentou pará-lo, mas foi tarde demais, ele já sumia entre as árvores.

Seu nome era Portgas D. Blaze, um pequeno menino de cinco anos que morava há alguns meses com sua tia Dadan. Depois de sua mãe adotiva adoecer ele passara a morar com Dadan e os outros bandidos das montanhas, e seu dia a dia era composto basicamente por passar o tempo inteiro nas florestas correndo de um lado para o outro até voltar para casa com fome e com o nariz escorrendo.

Só quando arranhou o pé que reparou que estava sem sapatos, era comum que se esquecesse deles. Deixou aquilo para lá e continuou a correr, ansioso por fazer uma visita a Makino. Da última vez que a vira ela havia prometido que iriam comprar roupas novas para ele, e era algo que queria muito. A maioria de suas roupas atuais já estavam curtas ou rasgadas, resultado de suas inconsequentes aventuras.

Mas Blaze gostava disso. Gostava da sensação de fazer algo. Quando via um animal maior machucando outro indefeso, era comum que ele protegesse o menor dando uma surra no maior. Certa vez, dissera isso ao tio do açougue, e ele lhe dissera: “Que ótimo, Blaze, se me trouxer um animal desses morto eu lhe dou um dinheiro!”. Desde então, virara costume de Blaze capturar animais feroses e ganhar dinheiro por eles.

Quando finalmente chegou à vila, passou no tio do açougue para pegar o pagamento do mês.

— Você, viu, Blaze? Parece que tem forasteiros aqui na vila. — ele comentou, enquanto contava o dinheiro.

— Será que são piratas?! — Blaze se debruçou no balcão, encantado com a ideia.

— Talvez, mas pode ser que não seja. Tinham cara de piratas, mas estavam só em dois e carregavam um bebê. — contou-lhe pensativo. — mas nem pense em ir atrás deles, pode ser perigoso. — advertiu.

— Eu sei, eu sei! — o menino pegou o pagamento e pôs o bolo de notas no bolso. — foi bom fazer negócio!

Deu uma risadinha e saiu correndo, perguntando-se quem poderiam ser. Será que eram piratas? A ideia o deixou extasiado. Depois de visitar a mãe adotiva iria procurar saber mais sobre eles, piratas não eram comuns naquela vilazinha simples e pacata.

— Makino-san!!! — ele gritou, abrindo a porta de uma vez. — eu cheguei! O que você quer que eu compre pro… jan… tar…

O menino de cabelos rosados foi parando de falar aos poucos, surpreso com a presença de mais três pessoas ali, junto de Makino: um homem, uma mulher, e um bebê.

(…)

— Sabo. — Makino sorriu, sentando-se na cama. — você virou um homem muito bonito.

Observando o olhar abatido da bartender, Sabo percebeu que Luffy não mentira quando dissera que ela estava doente. Seu olhar estava desfocado, além do cabelo que, antes, era verde e bem vívido, estava opaco e quebradiço. A casa dela, nos fundos do bar, estava até bem-arrumada, e quando a questionou sobre isso, ela lhe contou que os outros membros da vila vinham se revezando para cuidar dela.

— Graças ao Luffy, que deixou uma grande soma de dinheiro, semana que vem irei a uma ilha próxima daqui, em um hospital que pode me ajudar. — fez uma pausa para tossir. — talvez assim possa me curar, não há nada mais que o médico daqui possa fazer.

— Sinto muito. — disse Koala, solidária. — deve ser difícil estar na sua situação, mas tenho certeza de que vai melhorar.

— Tenho chances de melhora. — Makino deu um sorriso fraco. — mas infelizmente o tratamento é demorado, e não poderei pegar o meu menino de volta, sinto tanta falta dele no dia a dia. Ele é muito especial, sabe? Sempre sorrindo, até me ajudava com o bar.

— Onde ele está agora? — Sabo perguntou.

— Ele está…

A fala dela foi interrompida por um grito, que vinha da porta de entrada da casa. Todas as três cabeças se viraram para a porta do quarto aberta, ouvindo a voz infantil se aproximar, e até Sammy, que há pouco quase dormia no colo de Koala, arregalou os olhos com o som e se virou na mesma direção que eles.

E ali, junto a batente da porta, um garotinho de uns cinco anos, no máximo, olhava-os com os olhos arregalados. Ele tinha cabelos bem cor-de-rosa, olhos violeta e sardas singelas nas bochechas.

A semelhança com Ace era assustadora, mesmo que seu irmão tivesse cabelos e olhos bem pretos e comuns. A posição dos olhos, a estrutura óssea, até o nariz e os olhos franzidos de desconfiança… Era como ver Ace ali, vivo novamente, em suas memórias de infância. O menino, que estava com os pés sujos e alguns arranhões na bochecha, aproximou-se deles devagar, alternando o olhar entre os dois, e parando em Sammy, sentada no colo de Koala.

— Um bebê. — disse ele, tocando o dedo na palma da mão dela. Sammy sorriu e fechou a mão ao redor de seu indicador. — ela segurou! — exclamou surpreso, olhando para Makino. — olha, Makino-san, ela segurou!

— Estou vendo, querido. — Makino sorriu. — não vai se apresentar?

De repente tímido, o pequeno se afastou um pouco deles, se curvando ao dizer:

— Eu sou Portgas D. Blaze, é um prazer conhecê-los.

Sabo sorriu de canto. Aquele nome era perfeito, “Blaze – chama” como a última chama que seu irmão deixara ao morrer.

— Eu me chamo Koala. — sua namorada sorriu simpática.

— Sou o Sabo.

Estendeu a mão ao menino, que apertou-a como um adulto tratando de negócios importantes.

— Esse bebê é uma menina? — ele perguntou, olhando curioso para Sammy.

— É sim. — Sabo pegou-a no colo, já que estava sentado mais próximo de Blaze. — o nome dela é Sammy.

Blaze se aproximou mais de Sammy, ficando cara a cara com ele. Ele cutucou de leve em sua bochecha esquerda, e corou ao constatar que era fofinha. Em seguida, ele abriu os braço para ela, que sorriu e se esticou para ele, pedindo-o colo.

— Posso segurar? — ele perguntou a ninguém em específico, animado com a ideia.

Sabo já estava com um “não” pronta na ponta da língua, com o olhar reprovador de Koala o fez revirar os olhos e assentir. Blaze pegou Sammy no colo desajeitadamente, e ela pareceu gostar do colo do menino, pois começou a rir. O pai ficou com as mãos em volta, pronto para pegar a filha caso ela caísse, quando seu sobrinho o pegou de surpresa, declarando:

— Vou me casar com ela quando crescermos!

Sabo era e sempre seria um pai ciumento para sua filhinha, mas, naquele momento, atingiu seu ápice, sentindo vontade de sufocar o único filho de Ace.