The Best Job
17 Mahara Liam
Notas iniciais

Eu não sabia descrever bem o homem que estava na minha frente, já que ele permanecia com a cabeça relativamente baixa, por algum motivo. Seus cabelos eram azuis, um pouco mais escuros que os de Marion, e se estendiam até quase o ombro, fazendo uma leve ondulação na ponta.
Ele era forte, e parecia ter a mesma altura do Sabo-kun. Se vestia formalmente, usando uma blusa social preta com uma gravata branca. Seus olhos, azuis — embora um tanto claros — me encaravam como se estivesse perante uma figura mítica.
— Anoo... — chamei-lhe atenção, já que passaram-se segundos e nada dele falar. — tudo bem?
— A-Ah... — ele acordou, mas ainda parecia assustado. — a senhorita seria... Koala-san? — ri levemente. Seu modo educado de falar não combinava muito com sua expressão.
— Sim, sou a professora substituta de karatê do tritão. — me apresentei, esperando que ele se apresentasse também. Depois de segundos encarando-o, a espera de uma resposta, ele falou:
— Eu me chamo Mahara Liam. Todos me chamam de Liam, mas a senhorita fique à vontade para me chamar de Mahara. — ele sorriu, pegando minha mão e beijando-a, num cumprimento. Não pude resisti e corei.
— P-Prefiro chamar de Liam-san, mesmo... — ri sem graça.
Ele sorriu.
— E eu prefiro chamar de tio Liam!!! — Nina gritou, pulando entre nós dois.
Lá da porta, pude ver uma pequena figura aparecer. Era Aurora, e parecia tímida olhando de longe. Logo que ela percebeu que eu a vi, chamei-a com a mão, e ela veio um tanto sem graça.
— Quem seria esta pequena senhorita? — Liam se abaixou para ficar na mesma altura dela. Nina pegou na mão de Aurora.
— É a Aurora! — ela explicou. — é minha amiga!
— Prazer, Aurora! — Liam sorriu, fazendo com ela o mesmo que fizera comigo: beijou sua mão. — eu sou o Liam.
— Oi... — ela coçou a cabeça meio sem graça. — o que o senhor faz?
— Como?
— Koala-san é professora. — Aurora apontou pra mim. — Rokka-san cozinha... Sabo-san ajuda o líder... E o senhor faz o que?
Liam riu. Parecia bobeira mas eu também estava interessado sobre o que ele era.
— Eu sou tesoureiro. — ele bagunçou os cabelos de Aurora. Ela e Nina pareciam confusas.
— Tio Liam, eu sempre achei que você cuidava de Berries, e não de cortar papel! — disse Nina.
— Nina-chan, o tesoureiro da unidade cuida de todos os Berries que entram e saem, e decide em que é melhor investir ou não, entendeu?
— Ahhh... — as duas se olharam, como se acabassem de aprender algo incrível.
— Aurora-chan, onde está o Rokka? — perguntei estranhando o fato dela aparecer sozinha.
— Ele foi cozinhar, eu acho... Falou algo sobre festa...
Logo liguei os pontos. Na outra divisão, acontecia o mesmo: toda vez que o líder partia em uma viagem com uma frota e voltava em segurança, acontecia uma festa enorme em comemoração.
Até onde eu sei, o líder dessa viagem não era o Dragon-san, e sim e o Sabo-kun, pois o Dragon-san estava saindo e voltando várias vezes para missões das quais eu não sabia muito. Enfim, por isso minha presença para cuidar do Sabo-kun era tão importante.
Liam-san era muito gentil. Ele procurou saber onde seria meu quarto e foi me levar até lá, e depois levou as duas crianças para o quarto para tomar banho.
Meu quarto era espaçoso, e tinha duas camas: uma de um lado da parede, e outra do outro lado. Assim como no quarto que eu dividia com o Sabo-kun, havia uma mini-cozinha com armários, fogão e geladeira, além de uma escrivaninha e um armário apenas. E, claro, um banheiro. Minhas roupas já estava no armário devidamente dobradas, então meu único trabalho mesmo seria fazer uma faxina no local.
Umas horas se passaram, e terminei de fazer minha tão querida e prazerosa faxina. Nem havia saído pra almoçar, fiz um sanduíche com o que havia sido colocado nos armário e na geladeira e digeri com gosto.
*toc toc toc*
Levantei-me da cama em que tinha acabado de decidir que seria a minha, e abri a porta. Para a minha surpresa, era Tamura, e para minha "não-surpresa", carregava vários papéis.
— O-O-Olá, Koala-san! T-Trouxe esses papéis p-para... — antes que ele terminasse de falar, peguei metade da pilha e o ajudei a levar até a escrivaninha. — não precisava, faz parte do meu trabalho...
— Eu não me importo em ajudar, pelo contrário, adoro! — exclamei.
— O-Obrigado. — ele se afundou mais ainda em seu cachecol, como uma tentativa de se esconder. — esses papéis são seus e do Sabo-san. Os que contém um círculo vermelho são para você assinar, os que contém um círculo azul são do Sabo-san.
— Por que os papéis do Sabo-kun vieram pra cá? — indaguei estranhando. Tamura também pareceu meio confuso.
— Vocês estão dividindo quarto, não?
— Não! — ri. — aqui tem quartos pra dar e vender, não teria porque nós dividirmos um quarto.
— E-Então vocês não têm um relacionamento!? — ele pareceu surpreso, e até um tanto feliz, mas julguei ser coisa da minha cabeça.
— Não. — ri. Eu e Sabo-kun namorando... Não consigo imaginar algo assim.
— Ah... — ele corou, olhando para baixo. Nossa, ele é muito fofo! — você já está pronta pra ir?
— Aonde?
— Na festa...
— É agora?
— Sim. Já são seis horas.
Eu não saberia ir até o local da festa, já que era minha primeira vez ali.
— Você vai agora, Tamura-kun? — perguntei e ele assentiu. Então você pode entrar e me esperar? Eu juro que não demoro. — eu o puxei para dentro e o fiz sentar na minha cama. Ele ficou de olhos arregalados quando peguei minhas roupas no armário. — calma, bobo, eu vou trocar de roupa no banheiro.
Ele riu extremamente sem graça e fui para o banheiro.
(...)
Sabo P.O.V
Aquela história da Iennifer estava me intrigando. Ela era um mulher séria desde que a conheço, mas dessa vez ela estava especialmente fria, e não conseguiu me convencer daquela história de que o porta-retratos dela e do Liam estava quebrado. Algo havia acontecido durante este tempo que estive fora.
A festa estava acontecendo, e como em todas as nossas festividades, muitos dos intrigantes bebiam, gritavam e se divertiam demais. Eu, apenas estava sentado na mesa comendo, no lugar que costuma ser do Dragon, por insistência dos membros.
— Vinho? — ouvi uma voz estridente tirando-me de meus devaneios. Olhei para o lado e lá estava Padomi, com a garrafa de vinha em suas mãos, querendo me servir. — eu sei que você gosta.
— Obrigado. — sorri e aceitei, e ela serviu toda sorridente. Achei que ela iria embora depois daquilo, mas ela se sentou na cadeira vaga ao meu lado e ficou me olhando beber. — o que foi?
— Nada... — Padomi respondeu, continuando a me encarar.
— Olha, Padomi... — suspirei, colocando taça devolta na mesa. — eu queria me desculpar com você... Acho que fui meio grosso hoje cedo com você. É que eu tinha dormido mal, dor de cabeça, estressado...
— Tudo bem, eu nunca fico irritada com você, Sabo-san! — ela respondeu de imediato, segurando minhas mãos, o que me assustou um pouco já que não esperava. — você sabe, Sabo-san... Você é m-muito especial pra mim... Eu gosto muito de você...
Tenho que admitir que a Padomi às vezes me irrita, mas não consigo desgostar dela, por mais que ela me causasse problemas antes e depois da Koala chegar.
— Eu também gosto muito de você. Você é minha amiga desde que eu tinha quinze anos. — sorri, mas ela pareceu não ficar muito animada. — por isso eu gostaria muito que você se desse bem com a Koala! Ela é muito legal, todos a amam, até o Rokka. Ele finge que não, mas adora ela!
Padomi fez uma cara de desgosto, querendo deixar bem claro que odiava sequer ouvir o nome da Koala.
— Eu não consigo ir com a cara dela! Ela é tão sem sal... Dá pra enxergar de longe a falsidade. — ela revirou os olhos.
Padomi continuou a falar, mas não prestei atenção, já que a pessoa principal do assunto havia chegado.
Koala estava muito bonita. Usava um short jeans, o que me chamou atenção já que ela sempre usava vestido ou saia. Usava uma blusa branca, acompanhada de um casaquinho fino rosado que já a vi usando uma vez. Em sua cabeça estava a boina que a dei de presente. Por algum motivo, isso me fez sorrir.
Todos foram para cima dela, para conversar e fazer perguntas, provavelmente. Ela parecia tímida nos segundos iniciais, mas depois ficou mais desesperada, provavelmente pelo fato de estar chamando atenção demais.
Fui até lá, e a tirei do meio da roda, conduzindo-a até o meu lugar, que era no lugar principal da mesa, onde geralmente todos os chefes ficam.
— Sabo-kun? Não precisava me tirar assim... — ela riu sem graça.
— Não se preocupe, é melhor te apresentar pra todos logo. — depois de dizer isso, eu peguei o garfo e bati da taça levemente, para chamar atenção de todos, e funcionou, todos fizeram silêncio. — então, gostaria de apresentar à todos a Koala. — peguei ela pela mão e a fiz dar uma rodada, para descontrair. — ela veio de outra divisão e será professora de karatê substituta aqui em Baltigo, e principalmente será minha parceira. Logo, gostaria que todos a respeitassem e se dessem bem com ela.
— É um prazer conhecer a todos, espero que possa me dar bem com todos! — ela se curvou, parecendo mais calma agora.
Vi Aurora e Shin nos olhando, e logo me lembrei de eles também eram novos ali.
— Esses aqui são nossos novos recrutinhas. — fui até eles e peguei Aurora no colo, ao mesmo tempo que baguncei os cabelos de Shin. — eles são muito bons, cuidado com eles!
Todos riram e logo voltaram a comemorar do seu modo.
— Onde está o Rokka? — Koala perguntou enquanto comia no lugar ao meu lado, onde estava Padomi anteriormente. — a comida está muito gostosa...
— Ele está na cozinha. — ri. — é o trabalho dele.
— É, mas hoje é dia de festa! Ele pode vir aqui se quiser, não pode? Tem tantos cozinheiros.
— Sinceramente ele pode sim, mas ele sempre diz... — fiz a expressão de nojo que ele sempre faz e falei com a voz dele: — ..."Odeio eventos sem propósito com pessoas desinteligentes, levando em consideração o fato de que gastar sua energia pulando de um lado para o outro ouvindo aquele barulho sonoro que chamam de música é extremamente vergonhoso."
Koala soltou uma alta e larga risada. Se havia alguém que sabia imitar o Rokka esse alguém sou eu.
— Entendo... — ela disse, secando as lágrimas. — e a... Padomi? — ela fez uma cara de desgosto ao falar dela.
— Ela estava aqui há um segundo. — olhei para os lados, procurando por ela, mas nem um sinal. — assim que você apareceu ela sumiu.
— Que bom.
— Por que você não tenta se dar bem com ela? — perguntei. Estava realmente interessado em entender essas duas.
— Sabo-kun, quando a conheci, eu tinha total intenção de me dar bem com ela, mas não tem como! Você pode até dizer que ela é uma boa pessoa porque é gentil com uma ou duas pessoas, mas pra mim, não adianta uma pessoa ser legal com todos e um nojo com uma pessoa. Além de tudo ela é antipática e vive se esfregando em cima de você. — Koala pareceu se irritar só de pensar nela.
— Você não gosta que ela fique em cima de mim?
— Não! — exclamou. Isso me surpreendeu, e ela pareceu ficar com vergonha, e logo tratou de se corrigir. — q-quero dizer... Ela age como se fosse sua dona só porque te conhece há mais tempo que eu, por isso fica querendo me diminuir! Eu odeio isso.
Eu me senti estranhamente feliz com aquilo, mesmo não sabendo ao certo o motivo. Não estava feliz pelo fato da Koala não gostar da Padomi, e sim por ela se incomodar.
— A Padomi sempre agiu assim comigo, desde que ela tinha onze pra doze anos... E como ela veio para os revolucionários num estado... — olhei para o chão procurando a palavra certa. — triste, eu nunca cortei as atitudes dela, porque achei que pelo menos desse jeito ela poderia ser um pouquinho feliz.
Koala ficou me olhando lembrar do passado. Provavelmente ela estava se perguntando se deveria ou não perguntar sobre o assunto, já que ela é muito cautelosa com esse tipo de assunto.
— ...Mas ela cresceu. — continuei, mas agora olhando nos olhos de Koala. — ela cresceu e começou a fazer coisas que pouco a pouco passaram a me assustar.
— Como o que?
— Invadir meu quarto no meio da noite e dormir comigo na cama.
— O que?! — Koala se assustou. — m-mas o quarto não é trancado?
— Ela é uma agente incrível. — brinquei, e Koala entendeu. — mas sabe... — admito que fiquei com vergonha e olhei para baixo. Não sabia como ela iria reagir. — ...desde que você chegou, eu me sinto mais confiante, por isso quero ir contando isso aos poucos...
Ah...
Por algum motivo, eu estava morrendo de vergonha. Me senti arrependido de ser sincero
— Fico muito feliz com isso, Sabo-kun! — ela respondeu sorrindo gentilmente.
Não entendo a Koala... Por que ela nunca tem as mesmas reações que eu? Somos tão diferentes assim? Será que eu sou o único que se sente estranho?
Essas dúvidas começaram a me assombrar há um tempo.
(...)
N/A P.O.V
— ...E ele ficou com febre e ela cuidou dele. É só isso que eu sei, Liam-san! — Tamura dizia tremendo de medo.
— Entendo... — respondeu Liam pensativo, apoiando o queixo na mão. — você acha que tem algo ali?
Tamura suspirou. Estava tudo bem enquanto ia para o salão de festas com Koala, até que Liam aparecera repentinamente e o puxara para conversar, ou melhor, interrogar.
Não havia entendido porque o mais velho queria tanto saber sobre o relacionamento de Sabo e Koala. "Será que ele está interessado na Koala-san também?" Tamura pensou, mas ainda meio em dúvida, pois sabia do relacionamento dele com Iennifer.
— Não tenho certeza. — ele respondeu sincero. — Koala-san é muito gentil, e isso pode ser confundido com amor... Mas quanto ao Sabo-san, eu acho que ele tem uma queda por ela sim.
— No que se baseia pra dizer isso?
— Constantemente vejo Sabo-san com ciúme... Uma vez ele ficou bem irritado quando Koala-san foi gentil comigo.
Liam soltou um largo sorriso. Estava ficando cada vez mais animado. Agradeceu ao Tamura e logo correu para o lugar mais próximo que tivesse uma maquina de datilografia.
(...)
— Então foram entregar as coisas no seu quarto? Nossa, andam bem desligados aqui hein! — Sabo brincou, colocando os braços atrás da cabeça.
— Exatamente, amanhã você pega sua parte aqui, ou até mesmo eu vou lá levar de manhã antes de ir dar aulas. — respondeu Koala.
— Ah, não! Você vai me acordar beeem cedo, se for assim!
— Ara, deixe de ser preguiçoso, Sabo-kun! — ela fingiu estar irritada — não é porque não estamos mais no mesmo quarto que não farei meu trabalho: cuidar de você.
— Falando assim eu pareço um bebê que precisa de papinha.
— Você é um bebê que precisa de ajuda pra acordar e organizar sua vida. — ela brincou, apertando as bochechas do loiro, que protestou de dor, fazendo-a rir.
Estavam indo para o quarto, e tanto Koala quanto Sabo se divertia muito com a conversa que tinham. Os últimos dias foram um tanto estressantes, por isso já estavam sentindo saudade de momentos simples como aqueles.
— Esse é o seu quarto? — Sabo perguntou ao ver Koala parar numa porta.
— Sim. Quer ver? — Sabo assentiu, e Koala abriu a porta. Era um quarto comum, igual a todos os outros, com a única diferença de que estava brilhando de tão limpo. — eu fiz uma faxina assim que cheguei, não aguentei ver tanta poeira.
— Como esperado de você. — Sabo riu, e reparou na outra cama existente no quarto. — você está compartilhando o quarto com quem?
— Huh? — ela olhou para a cama. — bem, não tinha roupa de ninguém, e nenhum outro tipo de pertence, então acho que esse quarto é só meu, pelo menos por enquanto.
— Será que alguém além de mim consegue te aguentar? — zombou Sabo, recebendo soquinhos de brincadeira da parte de Koala. — acho que eu já vou... — Sabo olhou para Koala, já mais calmo. — está ficando tarde.
— Tá bom. — Koala sorriu. — até amanhã, e boa noite, Sabo-kun. — ela se curvou.
— Boa noite. — Sabo se curvou de volta, piscando um olho para ela e saindo.
Koala colocou a mão levemente sobre o peito.
Por algum motivo... Seu coração estava acelerado.
(...)
As horas se passaram desde então, e, por algum motivo, naquela noite, nem Koala, nem Sabo conseguiram dormir. Como estava sem nada fazer, Koala decidira ir para a superfície. Provavelmente se visse um pouco o céu iria se sentir mais relaxada.
Então ela foi, levando consigo um cobertor, já imaginando o frio que estava fazendo. Rezava para não errar o caminho, já que era nova ali.
Por sorte, conseguira completar seu objetivo, e ainda sem ninguém a ver. A cobertura era mais ampla do que imaginava, mas era perfeita para deitar e observar as estrelas.
Não se passou nem um segundo, e Koala sentiu alguém deitar-se ao lado dela. Não precisou nem que olhasse, sabia que era Sabo pelo ritmo dos passos e pelo cheiro de seu perfume.
— O que faz aqui? — perguntou ela sorrindo.
— Te vi no corredor e resolvi te seguir. — Sabo respondeu sincero, e Koala riu.
— Achei que estivesse cheio de sono.
— É... Mas quando fui dormir, nem senti tanto assim.
Ele esticou o braço no chão. Koala percebeu, e chegou mais perto do loiro, usando seu braço de travesseiro. Isso o fez corar.
— Não ficou com sono? Que estranho, você é o maior dorminhoco que eu conheço. — Koala brincou. Ficou uns segundos esperando Sabo retrucar, mas nada. Imaginou que ele tivesse dormindo, então levantou a cabeça para olhá-lo.
Mas ele não estava dormindo. Sabo estava bem acordando, e olhando para ela.
Koala levou um susto com aquilo, já que seus rostos estavam muito próximos. Ela engoliu o seco. Seu coração estava disparado, e podia sentir que o dele estava até pior. Seu rosto estava ardendo, e as bochechas de Sabo também estavam vermelhas.
Decidiu então falar algo, entretanto, no momento em que mexeu os lábios...
...Ele a beijou.
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