The Best Is Not Wedding

14 I can't believe in news today.


Meninas, atenção ! Pra quem não viu,eu já estou postando minha fic nova, e queria a ajuda de vocês. É bem simples. Mande por review seu preferido da banda pra fazer um hot novo ahuahauh. O dude que tiver mais pedidos eu faço. Obrigada.

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Estragar tudo ou ser feliz? Era essa a pergunta que eu me fazia agora, intercalando olhares entre o celular e Pedro. Eu estava em decadência e eu sabia que isso ia acontecer, mas eu não queria estragar tudo. Não de novo.

Joguei o celular com força na parede, fazendo um barulho entridente, fazendo Pedro se assustar. Eu levei as mãos ao meu cabelo e fiz menção de puxá-los, eu já chorava.

-Meu Deus. Mari, o que aconteceu?- Ele disse com uma voz rouca e assombrada. Eu não conseguia dizer nada. Eu balançava meu corpo de um lado pro outro, chorando, eu queria gritar. Senti ele chegar mais perto de mim e eu me afastei, levantando da cama e indo em direção à varanda. Eu sentia tudo girar e as paredes do quarto iam se fechando, me apertando contra elas. Eu via Pedro em um vão encuro e eu ia me afastando cada vez mais, ouvia sua voz distante, vazia. Foi ai que senti meu pé tropecar em alguma coisa.Apaguei.

Pedro.

Corri até e segurei sua cabeça por entre minhas mãos, sentindo algo molha-las. Sangue. Me desesperei e passei uma de minhas mãos por trás de sua cabeça e outra entre seus joelhos, carregando-a e levando-a pra cima da cama, onde a deixei. Vesti qualquer merda que vi na minha frente e corri pro quarto do Pedro Lucas. Não foi uma escolha sem pensar, afinal, ele era o único ali que estava de carro. Bati insistidamente na porta até ele abrir com cara de maracujá amassado.

-Que é Pedro? Não tá vendo que eu tô dormindo.

-Porra mano, se veste e me dá a chave da porra do teu carro. Agora- Eu disse entrando em seu quarto, pegando eu mesmo uma roupa pra ele.

-Calmaê. O que foi que teve?

-A Mari...ela... sei lá mano, eu acordei com o barulho do celular dela batendo na parede e quando ia tentar chegar perto dela pra saber o porque dela estar chorando, ela se levantou e foi andando, tropecou em alguma coisa e bateu a cabeça na mesa.- Eu dizia afobado, atrapalhado. Ele vestiu uma bermuda e uma camisa -ao contrário- e pegou a carteira e as chaves. Ele correu pra chamar o elevador e eu fui no quarto pegá-la. Ela ainda estava desacordada e o sangue dacabeça já havia manchado os lençois da cama do hotel. Peguei-a da mesma forma de alguns instantes e fui em direção ao elevador, onde Pedro Lucas segurava a porta. Ele fez uma cara indecifrável quando viu o estado dela e largou a porta para que ela pudesse fechar e nos levar pra garagem.

-Pedro, você não acharia melhor ter chamado uma ambulância?

-Não..eles iam demorar cara, ela poderia morrer e...

-Vira essa boca pra lá velho, ela vai ficar bem.- Ele disse tentando me acalmar e passou os dedos na bochecha de Mariana.- Mas eu ainda sim, acho que seria melhor ter chamado uma ambulância.

O elevador parou e nós corremos até seu carro. Ele abriu a porta traseira mim entrar com ela e depois fechou. Minha camisa amarela estava agora ensanguentada e Mariana parecia não respirar, vi duas lágrimas rolarem pelo meu rosto e eu a apertei mais contra meu corpo, beijando sua cabeça. Eu podia sentir o carro voar de tão rápido que ia, sem brincadeiras, tanto é que quando paramos em frente ao hospital, pôde ser ouvido de longo o barulho dos pneus "cantando" sobre o asfalto.

Paramos em frente a emergência onde rapidamente dois enfermeiros vieram com uma maca tirar Mariana dos meus braços.

-Filho, vá até a recepção e faça o que tiver de ser feito enquanto levamos ela para alguns exames. Depois explique-nos o que aconteceu.- Um deles disse e eu acenei com a cabeça, correndo até a recepção. As duas recepcionistas com rosto de cansadas, se assustaram ao me ver, não que eu estivesse me preocupando com isso.

-Ér, oi, boa noite.- Eu disse ofegante.

-Você é o que da moça que acabou de entrar ensanguentada?- Uma delas, uma velha com cara de rabugenta me perguntou.

-Marido.

-Preencha aqui, por favor.- Ela apontou os lugares e eu preenchi tudo, com dificuldade por conta das minhas mãos que estavam trêmulas.

-Pronto filho, é só seguir pelo corredor e entrar na sala de espera. Terceira porta á esquerda.

-Obrigado.- Eu disse indo até lá e me sentando em uma das das cadeiras confortáveis que estavam ali. Passei os dedos com força pela cabeça, apoiando meus cotovelos na minha perna. Senti alguém tocar meu ombro.

-Você é o Pe Lanza não é?- Uma garotinha de olhinhos azuis perguntou. Ela segurava um urso e não tinha um fio de cabelo.

-Sou sim. E de onde a pequena me conhece?- Eu disse me virando pra vê-la melhor.

- O senhor já veio aqui. Foi você que me deu o Coop.- Ela disse me mostrando o ursinho que ela segurava.- Porque a blusa do senhor está melada de sangue?- Ela disse fazendo cara de nojo.

-Aconteceu uma coisa muito ruim com a minha mulher.

-O senhor batei nela?- Ela disse fazendo cara de curiosa, eu sorri fraco.

-Não queria, ela caiu.

-Então é por isso que o senhor está aqui no hospital?

-Aham. E a senhorita, o que faz aqui hein?

-Eu moro aqui.- ela disse ficando de cabeça baixa.

-Julieta. Julieta.- Uma enfermeira chamava por esse nome.

-Ixi, eu tenho que ir agora. Mas fica com o senhor Coop, ele sempre me ajuda nas horas que eu preciso.- Ela disse descendo da cadeira e me entregando o ursinho, me dando um beijo logo em seguida.

-Julieta.- A enfermeira a chamou de novo e ela sorriu, fazendo tchau com a mão e correndo em direção a um corredor.

Segurei o ursinho entre meus dedos e sorri. Mais tarde eu teria que devolvê-lo a ela. Pedro Lucas pela porta (n/a não, pela janela '-') e veio caminhando (n/a não, voando) em minha direção. Ele se sentou no banco ao lado do meu.

-De quem é esse urso Pedro?

- De uma menininhas que estava sentada aqui um pouco antes de você chegar. O nome dele é senhor Coop, foi eu que dei a ela.

-Uma menininha? E o que ela fazia no hospital uma hora dessas?

-Ela mora aqui. Viemos visitar aqui pouco tempo atrás não lembra?

-Ah sim. E porque ela te deu o ursinho de volta?

-Ela disse que ajudava ela em momentos ruins.

-Ah!.

O silêncio ali na sala era perturbado, eu só conseguia ouvir meus batimentos cardíacos e a zuada no arcondicionado.

-Pedro Lanza Reis?- Um médico me chamou.

-Sou eu.- Eu levantei em um pulo.

-Apesar dos 4 pontos que a senhora Lanza precisou levar, ela está bem. Mas nós precisamos cedá-la. Ela acordou e estava inquieta. Ela chamava o nome do senhor e de um tal de...-Ele parou pra pensar.- Moisés.-Ele concluiu por fim.

-Tudo bem. Obrigada por nos dar notícias. eu posso entrar pra vê-la?

-Sinto muito, mas ela ainda está em observação. A pancada foi forte. Creio que mais tarde o senhor poderá ir visitá-la. Agora vá em casa e tome um banho, ela só vai acordar em aproximadamente 4 horas. Há tempo.

-Tudo bem, obrigada.

-Por nada, se tivermos mais notícias, chamaremos o senhor.- ele disse e saiu. Pedro Lucas levantou e tocou meu ombro.

-Eu já liguei pro Guto e pros outros meninos. Vá no hotel, tome um banho e depois venha. Qualquer coisa eu te ligo. Tome a chave do meu carro.- Ele me entregou as chaves e eu sorri.

-Valeu irmão.- Eu disse só isso e saí apertando o Sr.Coop em minhas mãos. Sorri e entrei no carro, indo em direção ao hotel.