The Beginning
1 Introdução.
Notas iniciais
Anne Campbell, 17 anos. 13 de abril, sábado 2:56 a.m, New York.
Aqui estou eu deitada na minha cama, apenas pensando na minha vida. Não consigo dormir há dias, alguma coisa anda me atrapalhando. Pois é, já tentaram de tudo comigo, me levaram pra um psicólogo, psiquiatra, terapeuta mas NADA. Ninguém me entende. Quer dizer, só uma pessoa. Não, não é meu pai e nem minha mãe... E sim, a Miley. Ela é meu porto seguro, solução de quase todos meus problemas e me ouve com atenção, coisa que eu ando precisando aqui nessa casa.
Bom, eu tenho pais, claro. Mas sinceramente? Ultimamente está sendo como se eu não tivesse, meus pais são separados. Eu vivo com minha mãe em New York e meu pai mora em Atlanta. Minha mãe trabalha o dia todo e quando chega em casa vai dormir, praticamente quem vive comigo é nossa secretária, a Jennet que é como se fosse a mãe que eu não tenho, sempre me lembra dos meus horários, hora de comer e de dormir, hora de estudar e hora de sair. Pra falar a verdade, prefiro muito mais ela do que a minha mãe...
O meu pai? Ah, sinto muita falta do meu pai. Ele sim é AQUELE típico pai sabe? Que nos dá conselhos, e que nos levanta pra cima e diz: ‘’nossa como você tá pesada’’. Então, por que eu não vou morar com ele? É, minha mãe diz que aqui em NY eu tenho um futuro definido, ela diz que aqui eu tenho tudo e blá blá blá. Eu não me considero rica, mas eu vivo muito bem, minha mãe e meus avós comandam uma grande empresa aqui em NY, o que nos traz bastante conforto e tranquilidade em relação a dinheiro.
Resolvi ligar pra Miley. Só ela pra me ajudar no momento.
– Mileyyyyyy! — me ajeitei na cama do jeito mais confortável possível.
– Anne... Não consegue dormir né? – disse ela com voz de sono
– Desculpa, eu simplesmente não sei o que eu vou fazer. De verdade, eu não consigo dormir, eu não tenho sossego mais.
– Quer que eu vá pra sua casa?
– Se não for pedir demais...
– Ok, vou me arrumar e estou indo.
Desliguei o telefone e desci pra tomar água. Entrei no quarto da minha mãe e ela não estava lá com previsto. Depois fui ao quarto de Jennette, e ela estava lendo calmamente seu livro: ‘’Meia-Noite Em Paris’’. É, parecia interessante.
– Ué, não tá dormindo? – perguntei.
– Não consigo dormir... Acho que eu to aprendendo com você! Não consegue dormir né? – sentei na ponta da cama e disse:
– Nossa, to ficando tão previsível assim?
– Pois é... – ela fechou o livro.
– Eu não quero te atrapalhar a ler, por favor! Eu só vim te avisar que a Miley vai dormir aqui, ela já tá chegando.
– Dormir? São 3:00 da manhã! Ainda bem que amanhã é sábado e você não tem aula né mocinha!
– Eu liguei pra ela... Vem cá, cadê a minha mãe?!
– Ela ligou e disse que vai sair com o Sr. Smith, vai pra casa de praia e que só volta na segunda de manhã.
– Sr. Smith? Ah não...
Não falei do Sr. Smith. Esse é o namorado novo da minha mãe. Infelizmente. Ela diz que o ama, mas sei que ela ainda sente alguma coisa pelo meu pai. Mas sinceramente? Não suportaria ver os dois juntos de novo. Sei lá, meu pai não merece a minha mãe. Eu só... Desacostumei (?) A campainha tocou e eu fui atender.
– Durma bem Jen. Eu te amo! – beijei a testa dela e desci. Abri a porta e era Miley, claro.
– OOOOOI AMOR! – Miley eufórica como sempre. Até parece que não foi acordada pela sua melhor amiga em plena 3h da madrugada.
– MILEYYYY!! — retribui o euforismo — vem, vamos subir.
Abrimos o notebook e ficamos mexendo nas redes sociais, até que fomos ver o perfil dos garotos mais lindos da NY School, que é aonde estudávamos. Até que chegamos em um, o mais lindo, ninguém o conhecia exceto as pessoas da minha classe. Eu tinha uma queda por ele que ninguém, nem a Miley, sabiam.
– Justin Drew Bieber! – disse.
– Quem é esse? – disse Miley.
– Ele é lindo. E ele é da minha classe de matemática. Ele não é que nem esses putos que ficam no corredor da escola procurando bunda pra olhar. Ele é diferente, e meigo! Olha só essa foto – disse apontando.
– Ah não, espera ai. – Miley abaixou o notebook e olhou no meu olho. Mal sinal.
– VOCÊ TÁ GOSTANDO DESSE TAL JUSTIN BIEBER??? – Droga. Ela descobriu.
– Talvez... Por que? – Já tava até suando frio.
– POR QUE ESSA PODE SER A CAUSA DA SUA INSÔNIA ANNE. ANNE, ANNE, ANNE – disse ela se levantando da cama – VOCÊ NÃO ENTENDE? VOCÊ ESTÁ APAIXONADA! SENHORAS E SENHORES ANNE CAMPBELL ESTÁ APAIXONADA! – ela começou a andar o quarto todo e eu só olhando aquela cena hilária. – Você precisa me apresentar esse menino. Segunda-feira. Você já conversou com ele? – disse ela sentando-se novamente.
– Não. Ah, não sei. As vezes é um ‘’oi’’ ou ‘’bom dia’’ e o que mais me incomoda é nada mais além que isso acontece. Eu quero alguma coisa com ele, mas existe meninas bem mais bonitas naquela escola.
– Não, fica tranquila. Eu vou te ajudar, você vai ver! Amanhã, nós vamos ao shopping, dar uma repaginada nesse seu visual, ir ao salão e segunda-feira, Ms. Anne Campbell, você será a mais nova Senhora Bieber.
– Não me iluda né Miley por favor. — deitei na cama já me cobrindo
– Vamos dormir um pouco. Amanhã vai ser um longo dia. — Miley apagou as luzes.
Ignorei-a e deitei a cabeça no travesseiro. Seria bom uma mudança, ás vezes mudar é muito bom, e eu gosto disso. Miley sempre gostou de compras e tem um gosto incrível pra roupas, tenho certeza que vai dar tudo certo. Talvez ela esteja certa sobre o assunto da insônia. Ou não... O sono foi maior dessa vez, e acabei dormindo.
Anne Campbell, 17 anos. 14 de abril 9:35 a.m, New York.
Acordamos com cheirinho de café da Jen. Arrumamos, colocamos uma roupa simples pra um dia de shopping e descemos.
– Bom dia Jennnn! – eu disse já atacando meu prato de bacon com ovos mexidos.
– Bom dia garotas! Tudo bem com vocês?
– Bom dia Jen!! – Miley a abraçou.
– Smiley — esse era o jeito que eu e Jen chamávamos Miley. O sorriso dela era o mais lindo e contagiante da terra! — fiz bacon com torradas do jeito que você gosta, e suco de laranja! – disse Jennette sentando-se a mesa com a gente. Lá em casa não tinha dessa de empregado comer na cozinha, todas comemos juntas, na mesma hora, conversando.
– Então... O que vocês vão fazer hoje? – disse Jen.
– Iremos ao shopping, você quer ir bebê? – disse.
– Adoraria, mas não posso. Hoje é dia de fazer faxina, se eu não fizer Ms. Campbell me mata!
– Minha mãe sempre me atrapalhando!
– Anne, vamos indo? – disse Miley.
– Vamos. Jen, nós já vamos e iremos almoçar no shopping ok? Te amo. – dei um beijo na bochecha dela e fui para a direção do carro com Miley.
O dia foi bem longo. E confesso: estou muito diferente! Meu Deus, a Miley sabe muito fazer milagres.
– Vamos lanchar pra irmos pra casa. To cansada já – disse.
– Vamos. – entramos na fila do McDonald’s, pedimos e sentamos.
– Ei, dorme lá em casa hoje? – disse Miley.
– Durmo. Mas tenho que pegar roupas lá em casa — disse já mordendo meu BigMac.
– Ih amiga eu te empresto as minhas – ela disse com a boca cheia de batatinhas. Eu concordei e continuamos a lanchar.
Quando acabamos, logo fomos pra casa de Miley. Os pais dela não estavam, foram à casa de praia devido ao feriado. No caminho fiquei pensando sobre Justin e eu... Não me considero uma menina bonita, mas sei lá. Eu estava tão apaixonada que achava que teria chances.
Chegamos na casa linda e perfeita da Miley. Eu amava muito aquela casa, os pais dela sempre me tratavam bem, o que me deixava envergonhada pelo fato da Miley nunca ver minha mãe, ou meu pai, só a Jen.
Entramos na casa de Miley, arrumamos nossas coisas, fizemos pipoca, colocamos coca-cola no copo e fomos assistir filme. Apenas fomos, não assistimos porque estava tendo festa do vizinho da Miley, o que chegava até a chacoalhar o chão, tremer paredes...
- Não dá pra ficar assim a noite toda. — eu disse sentando em um dos enormes sofás de veludo de Miley. Meu preferido.
- Concordo. Ei, — ela sentou ao meu lado — que tal irmos lá?
- Pra que???! Tá doida MIley? A gente nem foi convidada, não obrigada. Não vou de penetra.
- Não to falando desse jeito burra! Que tal irmos lá reclamar do barulho? Assim a gente pode ver os filmes em paz.
- Certo, vamos. — fomos com uma roupa simples. Um moletom e coque no cabelo. Assim que chegamos Liam, o vizinho de Miley, atendeu:
- O que é?? — ele disse bastante irritado.
- Querido, pra sua informação não existe só você nessa vizinhança! Dá pra abaixar o som por favor? — Miley disse em um tom bastante sarcástico
- Quem é você pra bater assim na minha porta?? Sai fora garota.
- Eu tenho meus direitos, exijo que você abaixe o som ou... — ela parou, provavelmente pra pensar. Preferi apenas assistir o barraco, não sou de me meter em confusões.
- Ou... — disse Liam.
- Ou eu chamo a polícia! Qual é você não gostaria de ir pra cadeia tão cedo não é? Você não gostaria que a polícia achasse suas drogas, certo? — Miley já estava se irritando, dava pra sentir.
- Eu não uso drogas! — ele disse.
- QUERIDO MAS A DROGA TA DENTRO DA SUA CASA, QUE SEJA, E AI VAI OU NÃO VAI ABAIXAR O SOM???!
O pessoal já estava aglomerando na porta. Vejo alguém conhecido. Justin (?) o que ele estava fazendo nesse tipo de festa?
- Vamos fazer assim, você entra, se diverte e vamos esquecer o que houve aqui, ok? — disse Liam.
- O que você acha Anne? — ela sussurrou pra mim.
- Vem vamos nos divertir!! — eu disse já entrando na festa. Eu não gostava desse tipo de coisa, mas eu sentia que era minha chance... Fiquei mais ou menos meia hora sentada no sofá da sala do garoto e saí. Não aguentava esse tipo de ambiente. Fui em direção à casa de Miley, sozinha mesmo, já que não a achei para ir comigo. Quando vou abrir a porta sinto alguém me puxando por trás.
- Saudades amorzinho!!! — conhecia essa voz. Ian.
- Sai Ian, pelo amor de Deus me solta, seu nojento! — eu disse. Ian era o meu ex-namorado. Terminamos faz pouco tempo, jurei que nunca mais iria ver a cara dele depois dele ter ido pra Inglaterra. Droga.
- É hoje que a gente fica junto de novo, vamos entrar pra casa, anda!
- Não Ian, me solta! — ele apertava meu braço a cada vez mais, com uma das mãos pegou meu coque e puxou minha cabeça pra baixo, ainda segurando o meu cabelo.
- Ah qual é Anne, só mais uma v...-
- Solta ela cara! — Um garoto puxou Ian e deu um soco na cara dele, que saiu resmungando. Provável que estava bêbado. Ou não. Não consegui ver a cara do garoto porque cai no chão com o impulso. — Você tá bem? — Abri meus olhos e pude perceber quem era. Não acredito! Era o Justin.
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