Notas iniciais
bom gente e ai sera que alguem acertou quem era o novo personagem?
Bom vou dedicar esse cap a Nathy Szogyenyi que me mandou uma mp e me fez apressar a postagem desse cp.. Bjus!

POV LAUREN HOLLAN

Acordei com uma tremenda dor da cabeça e sentia minha boca extremamente seca. Olhei meus pulsos estavam com um curativo mal feito. Sentia uma ardência enorme neles. Merle cochilava ao lado da cama sentado em uma cadeira. Retirei o curativo, e vi duas cicatrizes não de cortes mas de queimado, Merle cauterizou as minhas veias com algum ferro quente.


“Ele salvou a minha vida? Porque ele fez isso se repetia diversar vezes que não via a hora de se livrar de mim? Porque simplesmente não me deixou morrer? Seria tão mais fácil.”

Levantei da cama e dei alguns passos, mas estava fraca demais devia ter perdido uma boa quantidade de sangue e acabei caindo. Merle acordou e apontou imediatamente a pistola na minha direção.
_Ah é você. Disse ele aliviado.
_Porque não me deixou morrer! Gritei irritada._Era a minha escolha você não tinha o direito de tira-la de mim!
_Você salvou a minha vida e eu salvei a sua estamos kits agora. Disse ele
_Já tinha quitado a sua divida quando me ajudou com aquele cara. Não devia ter feito nada ter me deixado morrer!
Ele levantou e me estendeu a sua faca.
_Quer morrer vai em frente, se mata!
Fiquei apenas olhando pra faca.
_Você não tem coragem pra isso não é mesmo Lauren? Só fez aquilo ontem a noite porque se entupiu com todos os tipos de remédios que a gente tinha e ficou drogada. Se não, não teria feito não é mesmo? Você é uma covarde! Agora deixa de cena, se já ta bem arruma as coisas e vamos cair fora desse lugar, tem um monte daqueles bichos andando ali fora!

POV MERDE DIXON
Saímos da casa e imediatamente alguns mordedores começaram a correr na nossa direção. Atravessei o olho do primeiro e acertei um chute no segundo abrindo caminho para que Lauren pudesse chegar ao carro, ela ainda estava fraca demais era melhor ficar de olho nela. Peguei a pistola estourei a cabeça de mais três que se aproximavam e entrei imediatamente no carro que em segundos estava rodeado por aquelas coisas, acelerei atropelando alguns em direção a estrada. Dirigi por cerca de duas horas, vi a entrada da cidade em que Lauren ficaria, olhei pro banco de trás ela dormia, ainda estava pálida pela perda de sangue.

Era impossível prosseguir de carro pelas ruas apinhadas, havia muitos mordedores se arrastando pelas calçadas e um cheiro insuportável de carniça. Não devia haver alguém vivo ali, e mesmo se houvesse seria arriscado demais. Dei meia volta e voltei pra estrada. Neste momento Lauren acordou e olhou ela janela.
_Pare! É aqui ali é a entrada da cidade.
_A cidade está tomada Lauren não há ninguém vivo ali. Falei.
_Pare agora Merle eu vou descer!
_Eu não vou parar já falei, seus amigos já devem estar mortos aquele lugar é um cemitério ambulante Lauren, é muito arriscado. Não vou te deixar ali.
_Não é você quem decide isso Merle, pare agora!
Eu pisei fundo no acelerador, e senti uma faca no meu pescoço.
_Pare agora ou você morre.
_Você não vai matar o motorista do carro que você está que por sinal ta a mais de 150km/h não é? Falei dando uma risada sarcástica. Ela baixou a faca e se encolheu no banco de trás. _Você é uma péssima suicida. Se vamos procurar os seus amigos, precisaremos de armas e munição, entrar naquele lugar com uma pistola e um rifle sem balas é loucura. Falei e pude notar um pequeno sorriso em seus lábios.

Entramos em um posto da policia rodoviária na estrada, por mais que eu tenha insistido pra Lauren ficar no carro pois estava fraca ela foi irredutível. Assim que abri a porta um mordedor vestido como patrulheiro pulou sobre mim e Lauren acertou sua cabeça com a pistola.
_Não precisava ter gastado balas eu dava conta dele.
_Pra mim me pareceu que você ia virar almoço. Disse ela com um sorriso de canto de boca.
Outro mordedor se aproximou eu avancei e enfiei a faca em seu crânio já em estado de decomposição avançado.
Lauren revistou os dois conseguiu mais uma pistola e algumas balas, continuamos a vasculhar pelo posto e encontrei mais um shotgun, um rifle de precisão e algumas caixas de munição.
_Otimo já temos munição podemos ir lá. disse ela.
_Amanha, se você tiver mais forte nos vamos. Falei ela pensou em me desafiar mas desistiu, ela sabia que estrava fraca e não aguentaria entrar numa cidade cheia de infectados naquele estado.
_Tudo bem, melhor a gente achar um lugar pra dormir. Disse ela.

Voltamos ao carro andamos por mais alguns km até encontrar uma torre alta de telefone, era um bom lugar pra passar a noite. Mandei ela subir e fui dar uma volta pelo mato, caminhei alguns quilômetros e vi algo que me chamou a atenção, dois infectados mortos no chão com flechas atravessadas nas suas cabeças, arranquei uma das flechas, de fato eram parecidas com as ultimas que eu havia visto Daryl usar, mas ele não era de deixa-las pra trás, não deviam ser dele.
_Onde você se meteu irmãozinho? _ Será que ainda esta andando com aquele grupo de fracassados? Falei baixo.

POV LAUREN HOLLAN
Estava frio, foi uma loucura tentar me suicidar daquela forma porque eu fiz aquilo, cortar os pulsos era o jeito mais falho de tentar se matar eu sempre soube disso.
Vi merle voltando com um coelho morto na mão.
_Ei bunitinha desce aqui, vamos ter um assado! Gritou ele.
_Isso grita bastante seu idiota e diz aonde a gente está! Falei.
Desci da torre e fiz uma fogueira, em pouco tempo o cheiro gostoso do assado se exalou e meu estômago começou a roncar.
_Não sabia que caçava. Falei.
_E não caço, as vezes eu ia com meu irmão só por diversão, ele é bom nisso. Depois que o encontrarmos vamos comer bem melhor garanto. Disse ele.
_Vamos? Eu vou ficar com a minha gente esqueceu? Falei.
Ele me olhou pensativo por uns instantes.
_É verdade vamos comemorar! Amanha me livro de você e você de mim, belo motivo pra um churrasco não acha? Disse ele.
_Acho. Falei.
Terminei de comer e voltei a subir na torre, mesmo com o frio adormeci em pouco tempo, quando acordei de manhã a jaqueta de Merle cobria parte do meu corpo e ele estava acordado mexendo na fogueira.
_Já deve ser tarde! Porque não me acordou? Falei descendo da torre.
_Ta melhor? Perguntou ele.
_Estou sim. Vamos?
_Vamos?
Circundamos a cidade pra chegar o mais próximo o possível da casa de Martinez e sua família, afinal enfrentar uma cidade toda de errantes era loucura demais, fomos nos esgueirando entre as casas e becos matando apenas o necessário o mais silenciosamente possível, um disparo que fosse chamaria a atenção de todos aqueles infectados e viraríamos dois belos e suculentos pedaços de carne. Continuamos caminhando, Merle era rápido e muito ágil ele não hesitava um segundo se quer em deferir um golpe mortal contra aquelas pessoas ou quase pessoas, eu não sabia mais o que eram. Entramos num beco e nos escondemos enquanto um grupo grande passava, senti uma coisa tocar a minha perna olhei pra baixo era uma pequena mao infantil suja de sangue que saia de debaixo de uma lixeira grande. Me abaixei, Merle me puxou rapidamente e enfiou a faca embaixo da lixeira.
_Não! Gritei ela ta viva eu senti a mao dela tava quente.
Me abaixei rapidamente e vi a menina encolhida com os olhos arregalados, suja e com o rosto colado ao chão.
_Oi meu nome é Lauren não fique com medo. Falei.
_Lauren temos que cair fora daqui! Olha. Gritou Merle já disparando contra a cabeça de alguns doentes que se aproximavam.
_Nao podemos deixa-la ai! Vao devora-la! Gritei.
Merle deu um empurrão forte na lixeira e pegou a menina pelo vestido.
_Me solta! Socorro! Gritou ela.
_Vamos Lauren pela escada de incêndio!
Subimos pelas escadas, a menina cooperou e parou de se debater assim que viu a quantidade de errantes que vinha atrás de nós. Entramos no prédio por uma janela, e continuamos a correr pelo que um dia devia ter sido uma escola.
_Tem uma sala no porão, eu tava me escondendo lá disse a menina.
Descemos até o porão e merle trancou a grossa porta de ferro.
_Tudo bem , agora é so rezar pra eles se dispersarem pra gente poder sair daqui.


A menina ligou uma lanterna, aquele porão parecia um deposito de cadeiras e classes, pude reparar nela, não devia ter mais que 11 anos usava um vestido florido completamente sujo de sangue e os cabelos estavam totalmente emaranhados.


_Você fede pior que um gambá disse Merle a menina.

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_Está sozinha? Perguntei.


_E eu me perdi do meu pai e do nosso grupo, ficamos um bom tempo trancados num apartamento a minha mãe morreu. Meu pai havia visto na TV, quando ela ainda funcionava que as pessoas estavam deixando as cidades ele escolheu uma, bem longe ele achava que teria menos daquelas pessoas mortas e poderíamos ficar la. Mas pra sair a gente se sujou com sangue ai aquelas coisas não nos viam, mas eles viram e todos começaram a correr eu me perdi, ai me escondi aqui, na escola achei que o papai viria me buscar, mas ele não veio. Disse a menina num fôlego só.
_A quanto tempo ta aqui?
_Eu não sei, acho que umas duas semanas.
_Tenho uma novidade pra você! Seu pai deve ta morto, ou ele não liga pra você e nas duas hipóteses você ta ferrada. Disse Merle.
_Merle! Protestei.
_Que foi, só disse a verdade!
_Tudo bem, vamos ajudar a encontrar seu pai ok? Qual seu nome?
_Penny Blake