The Beautiful And The Beast
6 Ep6 -
Notas iniciais
POV LAUREN HOLLAN
Passamos o dia todo na estrada, no caminho apenas deserto e infectados que caminhavam sem rumo. Eu ainda me sentia muito mal, o único porre que eu havia tomado na vida foi no dia em que consegui a bolsa integral na faculdade, mas aquele foi pra comemorar e o de ontem foi pra tentar esquecer que todos que eu amava estavam mortos e agora eu estava na estrada com um estranho perigoso e sarcástico. Mantinha a minha cabeça pra fora da janela e deixava o vento bater no meu rosto, tentando dissipar a ressaca e as imagens que insistiam e vir a minha mente. Merle e eu nos beijando, porque eu estava pensando aquilo? Eu jamais beijaria um cara como ele, porque aquelas imagens ressoavam na minha mente? Teria acontecido algo ontem durante a minha bebedeira? Eu não ia ficar com aquela dúvida.
_Merle eu não lembro de nada de ontem aconteceu alguma coisa?
_Alguma coisa tipo o que? Disse ele com aquele riso no canto da boca que me irritava tanto, ele tinha a péssima mania de rir quando a situação não tinha graça nenhuma.
_Tipo alguma coisa importante... Falei
_ A minha definição de importante pode ser muito diferente da sua bunitinha.
_A gente se beijou? Perguntei já agoniada com as respostas evasivas dele.
_Eu te deixei no bar e fui até a oficina, fazer esse meu amiguinho aqui, disse ele me mostrando o punho agora enfaixado com metal. _Quando voltei você tava nua dançando com uma garrafa de Amarula.
_O que? Falei espantada.
_hahahha, não tava nua mas tava dançando com uma garrafa completamente bêbada.
_E depois disso?
_Nada você caiu podre dormindo. Disse ele sem tirar os olhos da estrada.
_Foi só isso mesmo?
_Não você tentou me molestar sexualmente. Mas não aconteceu nada, bêbada você ia acabar achando que eu sou ruim de cama e isso seria uma mentira mas agora você ta sóbria se quiser a gente pode se enroscar ali no banco de trás. Disse ele dando uma gargalhada.
_Você é nojento, não acredito que eu te beijei. Falei voltando meu olhar pra estrada.
_Ve se não bebe, se der uma de vadia de novo, eu so homem por mais que te ache uma chata você até que da um caldo. Disse ele rindo.
_Dou um caldo? Ahh por favor essa cantada alguma vez funcionou?
_Mais do que imagina. Mas dizer que
"Amor quando é amor não definha
E até o final das eras há de aumentar.Mas se o que eu digo for erro e o meu engano for provado
Então eu nunca terei escrito
Ou nunca ninguém terá amado.", geralmente funcionava mais.
Fiquei impressionada com aquelas palavras, ele não fazia o tipo de quem conhecia Shakespeare.
_Isso tava escrito na porta do banheiro do reformatório que fiquei quando era garoto, haha, um ano convivendo com 100 garotos eu tinha 16 entao já viu que eu passava um bom tempo no banheiro, hahhaa, deu até pra decorar essa baboseira. Disse ele rindo.
_ Você é nojeto e pervertido.
_A suas ordens, mas mudando de assunto estamos quase na cidade do seu amigo espero que ele esteja vivo quero me livrar de você logo. Disse ele.
_O mesmo eu digo de você! E se eu te beijei era porque eu ta fora de mim e isso não vai acontecer de novo. Você não chega aos pés dos caras com quem eu saia em Atlanta, eram educados, gentis, bonitões...
_Grande coisa as garotas com quem eu saia tinham peitoes! Agora cala a boca e vê se dorme que acho que você ainda ta de porre pois ta falando que nem uma matraca.
Chegamos a uma pequena cidade era hora de nos abastecer de remédios e comida. Merle foi até o pequeno armazém ver se ainda havia algo e eu me dirigi a farmácia, tudo parecia deserto e abandonado, mas era melhor tomar muito cuidado havia infectados por todos os lados e ali não seria diferente. Entrei na farmácia que parecia ter sido saqueada milhares de vezes, não havia praticamente nada, resolvi tentar um pequeno consultório médico que vi a uma quadra dali, caminhei atenta logo apareceu um infectado, um homem de mais ou menos 40 anos não parecia ter se transformado a muito tempo, ainda tinha as feições humanas um tanto preservadas. Peguei o meu pequeno machado e acertei um golpe forte na sua cabeça, ele caiu imediatamente, eu ainda sentia um certo remorso toda vez que era obrigada a matar um dos doentes, por mais que o mundo parecesse perto do fim eu ainda mantinha uma certa esperança de que em algum lugar havia gente trabalhando pra encontrar uma cura e salvar essas pessoas. A porta do consultório estava trancada e tive que pular a janela para entrar, era um lugar simples mas bonito e organizado como um dia eu sonhei que seria meu consultório quando eu me formasse em medicina.
“Tanta dedicação, tantas noites sem dormir com a cara enfiada nos livros pra que? Pra abrir a cabeça de gente doente com um machado?” Pensei.
Entrei na sala do médico na porta havia uma inscrição com letras douradas.
“Dr Robert Shinfller – Clinico Geral”
Comecei a vasculhar pelos armários e encontrei alguns analgésicos e antibióticos. Coloquei tudo na mochila, vi que havia uma escada com acesso ao piso superior, nas cidades pequenas geralmente o consultório ficava em uma parte da casa certamente no andar de cima era a casa do Dr Robert, resolvi subir e vasculhar poderia haver mais remédios ou kit de primeiros socorros. Abri a porta que parecia já ter sido arrombada uma vez, entrei na sala um pouco bagunçada e senti uma dor forte na cabeça e cai desacordada no chão.
Acho que devo ter apagado por alguns minutos quando acordei havia uma mordaça na minha boca e meus braços estavam amarrados presos a guarda de uma cama de madeira entalhada.
Esperneei tentando me soltar mas foi inútil, segundos depois vi um homem usando botas de cowboy entrando pela porta.
_Estava esperando você acordar. Disse ele bebendo uma garrafa de vodka.
_Está sozinha?
Assenti com a cabeça que sim.
Ele se aproximou e tirou os cabelos que caiam sobre o meu rosto.
_Você é uma mentirosa, vi o cara saindo com você do carro. Essa cidade é minha gracinha não devia ter entrado aqui, se bem que faz tempo que eu não vejo uma garota bonita assim.
Disse ele apertando um dos meus seios com as mãos.
Eu tentei me desvencilhar mas ele subiu sobre meu corpo me prensando contra a cama e me deixando imóvel. Senti o bafo de álcool enquanto ele lambia meu pescoço subindo ate minha orelha, eu tentava gritar, tentava escapar mas não conseguia, comecei a chorar e fechei os olhos pra não ver mais o rosto daquele homem nojento. Comecei a chutar com as pernas tentando tira-lo de cima de mim, senti as mãos dele abrindo os botões da minha blusa e depois sua boca nos meus seios, senti nojo, uma repulsa enorme, ele tirou o cinto e baixou um pouco as calças, eu chutei diversas vezes tentando impedi-lo de tirar a minhas.
_Eu gosto das bravas, vamos nos divertir bastante! Disse ele rindo.
Ele retirou a minha calça jeans e depois a calcinha, comecei a chorar desesperada senti ele entrado dentro de mim, enquanto beijava meu pescoço e puxava meu cabelo, eu queria morrer. Era uma sensação horrível ter aquele completo estanho me tocando, usando meu corpo pra se satisfazer.
_Ta gostando vadia?
Ele continuou por alguns minutos, até ouvirmos a voz de Merle e passos vindo na direção do quarto.
_Lauren? Você ta ai?
O homem puxou as calças rapidamente e começou a tentar sair pela janela, era um covarde.
_Lauren?
Tentei gritar pra chamar a atenção dele, mas o homem fez isso ao quebrar o vidro pra tentar escapar, Merle surgiu em questão de segundos, Me olhou com os olhos arregalados assustado e rapidamente puxou o homem que já saia pela janela de volta ao apartamento, ele jogou o homem com força contra a parede, depois caminhou até ele e deu diversos chutes no rosto dele.
_Sabe o que fazíamos com caras feitos você na prisão seu filho da mãe desgraçado?
Ele levantou o homem do chão segurando-o pelos cabelos e bateu seu rosto diversas vezes contra a parede.
_Pare por favor! Implorava o homem sem força nenhuma pra revidar os golpes de Merle.
Merle deu uma joelhada entre as pernas do homem que caiu no chão, sendo levantado pelos cabelos logo em seguida e arrastado até o banheiro.
POV MERLE DIXON
Poucas vezes na minha vida senti tanta raiva, nem mesmo quando o infeliz daquele Xerife me deixou preso pra virar almoço de Zumbi. Arrastei o homem já meio desmaiado para o banheiro e enfiei a cabeça dele dentro da privada, deixei que ele engolisse um pouco da água fétida, ele tentava retirar o rosto apoiando as mãos na borda do sanitário, eu deixava que ele respirasse um pouco e mergulhava novamente sua cabeça na água. Joguei ele contra o Box de vidro que se estilhaçou em pedaços, ele tentou me acertar com um dos cacos de vidro mas eu apenas chutei sua cabeça e ele caiu sem forças no chão do banheiro.
_Por favor não me mate. Disse o homem com dificuldade cuspindo um dente da boca.
_Um verme como você não merece morrer. Peguei uma fita adesiva que estava sob um balcão e amarrei as mãos do homem, dei mais um soco no rosto dele que já estava completamente inchado e ensanguentado baixei as calças dele e cortei o nervo do seu pênis isso garantiria que aquele infeliz jamais tocaria numa mulher de novo. Ele gritava e se contorcia, dei mais uns socos até que ele desmaiasse e voltei ao quarto. Lauren chorava e soluçava, eu cortei as amarras das mãos dela ela arrancou a mordaça e me abraçou imediatamente, fiquei alguns segundos sem saber o que fazer com ela agarrada ao meu pescoço chorando compulsivamente, nunca fui bom em consolar ninguém, mas a culpa toda era minha, ela estaria na casa dela cuidando do irmão zumbi se eu não tivesse aparecido e acabado com o mundinho dela e ainda a deixando cair nas mãos de um estuprador nojento. Quase que involuntariamente senti meus braços envolver as costas delas e um vai ficar tudo bem sair incontrolável pela mina boca. Senti uma certa dificuldade pra respirar, afastei-me levantei um tanto atordoado.
_Vista-se, vamos sair desse lugar.
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