Notas iniciais
Mais um cap, desculpem a demora pra postar ando muito atarefada ultimamente....

POV LAUREN HOLLAN

Caminhei até o quarto onde o corpo do meu irmão agora com a cabeça perfurada estava jogado ao chão, senti uma dor, um aperto no peito.

“ Lembre-se disso quando decidir ajudar um estranho de novo sua idiota”
Enrolei Dereck em um lençol e coloquei-o sobre a cama.
_Descansa em paz querido, eu te amo, diga a papai que eu tentei e que me perdoe por não ter conseguido cuidar de você, deixei você ser infectado irmão, sinto muito.
Voltei a sala, peguei uma mochila coloquei algumas roupas, remédios, facas e fui pegar o que restava de comida na cozinha, havia apenas duas latas de atum e 3 garrafas de água. Coloquei tudo na mochila peguei a pistola, assim que desci as escadas percebi que alguns errantes entravam por um buraco aberto na porta de vidro. Recuei mas assim que me viram começaram a avançar rapidamente na minha direção, voltei ao apartamento e tranquei a porta, eu não poderia ficar ali por muito tempo, mas eu sabia que aquelas coisas não desistiriam tao cedo, eu tinha pouca comida e água, não daria pra esperar se ficasse ali só acabaria ficando mais fraca, tornando a fuga ainda mais difícil. Caminhei ate a janela de um dos quartos e me equilibrei no parapeito do prédio, contornando-o rente a parede tentando chegar a escada de emergência exterior.
Meu pé deslizou pra fora da barra estreita o que quase me fez cair, era uma queda grande e mesmo se não morresse nela, antes de pensar em levantar eu seria atacada pelos infectados.
Cheguei a escada e comecei a descer, os doentes não demoraram pra perceber a minha presença e logo se aglomeraram em baixo da escada, fiz alguns disparos mas as balas acabaram, subi mais um pouco e recarreguei o pente da pistola rapidamente, disparei na cabeça derrubando uma boa quantidade, desci e comecei a correr pela rua, chutando e empurrando os que apareciam na minha frente.

“Que loura você está fazendo Lauren? Quanto tempo acha que vai conseguir correr?”

Entrei na ambulância parada e fechei a porta, em pouco tempo ela foi rodeada por dezenas de infectados, que forçavam os vidros das janelas e do para-brisa.
Liguei a chave na ignição, e apenas ouvi um barulho do motor enguiçado.
_Merda! Esbravejei nervosa.
Tentei novamente, dessa vez o motor respondeu, eu acelerei pela rua atropelando os infectados que surgiam, dirigi até a saída da cidade e segui pela interestadual, quando percebi que estava sendo seguida por outro veículo. Me distrai tentando observar quem era o motorista do carro e acabei perdendo o controle da ambulância ao bater em um carro parado na estrada, senti meu corpo ser jogado na direção do para-brisa e uma dor muito forte, depois apenas escuridão.

POV MERLE DIXON

“Que está havendo com você, quer brincar de bom samaritano? Acha que isso vai salvar sua alma desgarrada? Isso se você tiver alma” Bradou a consciência ou qualquer merda que fosse aquela voz que eu escutava na minha cabeça desde criança.


Terminei a fogueira e olhei a garota deitada sobre o saco de dormir ainda inconsciente.
_Só fiz isso porque não gosto de dever favores a ninguém, porque se fosse qualquer outra pessoa teria deixado pra virar almoço entendeu? Falei enquanto tentava aquecer uma lata de feijão. Fazia algumas horas que ela estava dormindo, os sinais vitais pareciam bons, mas era melhor que ela acordasse logo, pois eu não ia ficar carregando a bela adormecida por ai, se não acordasse até o amanhecer eu a deixaria ali e pouco me importava fosse ela ia ser devorada pelos mordedores.
Comi a lata de feijão e me recostei no tronco de uma arvore, dormir ali era perigoso demais mas eu poderia descansar um pouco, meu braço doía, era estanho olhar aquele punho sem a minha mão.

“Eh Merle olha só pra você quem diria que acabaria com um cotoco, o infeliz do Xerife podia ter amarrado a outra mao pelo menos, tive que cortar a que sabia masturbar melhor”

Comecei a rir, de uma certa maneira achei aquilo engraçado. Tomei mais algumas pílulas pra dor, algumas drogas cairiam bem agora, não iria sentir nada, só ficar doidao e esmagar umas cabeças de mordedores. Mas elas ficaram na moto, com os idiotas do acampamento e com Daryl. Ele nunca gostou desse tipo de coisa pra ele só álcool e cigarros, sempre pegava no meu pé por isso, mas eu não era nenhum viciado, sempre soube muito bem até onde eu podia ir, era um bom escape.
Alguns minutos depois ouvi um gemido de Lauren e ela se levantar com um pouco de dificuldade e olhar ao redor confusa.
_A a bela adormecida acordou... Falei em tom sarcástico.
_Seu idiota, imbecil! Disse ela irritada.
_Hey isso é jeito de falar com alguém que salvou sua vida?
_Salvou minha vida? Eu estava muito bem antes de você aparecer e ferrar com tudo! Gritou ela.
_Se eu não tivesse te tirado daquele carro, agora você seria um amontoado de carne no meio da estrada sendo devorada por aqueles bichos! Gritei.
_Eu bati por sua causa! Por que tava me seguindo? Ah?
_Eu so ia te dizer pra ficar longe das rodovias elas estão cheias daquelas coisas, não ia durar 300km indo por elas!
_A e ia fazer essa gentileza depois de roubar a minha comida e deixar aquelas coisas entrarem no meu prédio? Valeu Merle bela ajuda você me deu seu infeliz! Disse ela irritada pegando a mochila e andando em direção a estrada.
_Onde vai? Estamos a kms de qualquer civilização, vai andando até achar um carro?
_Não é da sua conta, seu caipira idiota! Gritou ela enfurecida.
_Já vai tarde sua vadia, quem sabe não arranja um mordedor pra você cuidar e alimentar por ai... Mal agradecida.

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Lauren veio caminhando na minha direção enfurecida e pulou em cima de mim tentando me acertar um soco, eu a empurrei longe.
_É melhor parar com isso ou vai se machucar! Falei irritado.
Ela avançou mais uma vez na minha direção, dessa vez tirando uma faca da cintura, tentou me golpear mas eu segurei a mao dela com força, senti um chute forte no meu joelho que me fez perder um pouco o equilíbrio, ela deu mais uma investida e conseguiu me derrubar forçando a faca contra meu pescoço, eu dei um soco na cabeça dela e consegui controla-la ficando no chão sobre ela, ela me olhava com os olhos arregalados e chorosos enquanto eu forçava a faca contra seu rosto.
_Me mata! Me mata! Gritou ela.
Ficamos nos olhando firme por algum tempo, apesar dela ser jovem, tinha olhos tristes, olhos de quem já viu muita coisa ruim na vida, eu levantei e joguei a faca no chão.
_Faça isso você mesma. Falei tirando a poeira da roupa, ela sentou-se encolhida no chão com a cabeça debruçada sobre os joelhos. Eu sentei ao lado da fogueira, ouvindo os soluços e o choro dela.

Notas finais
E ai merece reviews?